Gravação de Videos de Ação Policial

Quando criei esse blog, pouco tempo depois, aproveitei uma operação policial no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, improvisei, peguei uma câmera digital emprestada, e fiz algumas imagens tortas e tremidas nos momentos de calmaria dentro da favela, e coloquei no post Bastidores de uma Operação Policial. Não imaginei que o vídeo revelaria um lado curioso de muita gente, ainda mais depois daquela fenomenal edição que cometi (depois melhorei! rsrs).

Recebi pedidos para uso interno do vídeo (em algum curso da PCERJ, sei lá), de empresas jornalísticas, e hoje o vídeo tem mais de 266 mil exibições no Youtube. Só não foi exibido em um desses programas jornalísticos de domingo porque para isso exigi que fosse citada a fonte, nosso site, além de negar entrevista. E as cenas não tinham nada de mais.

Enfim, vídeos operacionais fazem sucesso entre nós, policiais ou não policiais (ainda), que vivem com gosto essa profissão. Daí, vale a indicação do vídeo, do qual tomei conhecimento no texto Call of Duty Pirata – De verdade!, publicado no Contraditorium.com:

Não se tem cenas fortes, intensos confrontos ou resistência do inimigo, mas mostra em alta definição imagens oficiais de uma equipe tática subordinada ao Ministério da Defesa da Holanda. Não é um vídeo policial, mas mostra o momento em que militares retomam um navio que havia sido “sequestrado” por piratas da Somália. Vale a indicação (clique na imagem para vê-lo).

Perseguição Policial e Tiroteio no Texas

Não raramente tomamos conhecimento de alguma tragédia que aconteceu após uma perseguição policial. Já ouvi relatos de policiais de diversos estados, mas o que a imprensa mostra com mais freqüência são casos no Rio de Janeiro.

Este tipo de “falha” mostra o quanto a qualidade do recrutamento e seleção, e o treinamento oferecido pelo governo, são deixados de lado, sendo muitas vezes o policial que fez a besteira o menos culpado do ocorrido. A culpa e a maior parcela de críticas deve recair sobre quem o selecionou, treinou, armou e o considerou apto a exercer função policial.

Não dá para deixar de comentar também o alvoroço dos ‘estudiosos da segurança pública’ e organizações congêneres, quando uma abordagem policial dá errado, quando coloca em risco ou mesmo vitima algum inocente. Infelizmente o mesmo não se pode dizer quando dá errado e é o policial o vitimado. Daí não há viva alma a se manifestar.

Para aqueles que não entendem a pressão que é uma abordagem à um veículo ou mesmo a uma pessoa suspeita, o vídeo abaixo pode dar uma boa idéia. Das confortáveis cadeiras das editorias dos jornais, ou dos gabinetes com ar condicionado, não há como mensurar o nível de stress a que o policial é submetido, ainda mais considerando o estado falimentar das corporações de segurança estaduais, que reflete diretamente na qualidade de vida do servidor.

Temos no vídeo então, uma perseguição policial comum no Texas, Estados Unidos, em que uma viatura persegue um auto utilitário vermelho. O veículo suspeito é seguido à distância, mas lá pelos 48 segundos de vídeo, o policial percebe um outro veículo idêntico, este sim o que estava sendo procurado. Tudo parece correr bem, sob controle, mas mal ele se aproxima para tentar a abordagem, veja o que acontece:

Vídeo de Perseguição Policial e Tiroteio no Texas/EUA

Os criminosos atiraram provavelmente com uma metralhadora, de dentro do carro e através do vidro traseiro. Sem chance de reação para o policial. Por sorte, e incrivelmente, ele não foi atingido. Agora vejam como ficou a viatura, com diversas perfurações bem agrupadas. Notem as varetas de madeira colocadas pela perícia, que indicam o trajeto do projétil por dentro do carro, ficando claro que, para ter sobrevivido, o policial deve ter se jogado no banco do carona.

viatura metralhada após tiroteioviatura metralhada após tiroteioviatura metralhada após tiroteioviatura metralhada após tiroteioviatura metralhada após tiroteio

Todas as viaturas policiais por aqui deveriam ter um sistema de câmeras, que além de servirem como prova para condenar criminosos, condenaria também os abusos cometidos por maus policiais, e, melhor ainda, ajudaria o bom policial, que age dentro dos limites da lei, a se defender de acusações levianas que comumente vemos. E isso é muito, mas muito barato, comparado aos gastos astronômicos com brinquedos de guerra.