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Notícia, O protesto que policiais civis em greve fizeram na véspera, pedindo esmola à população, não é um ato digno.
O gesto foi parte da manifestação feita pelos policiais e por servidores da saúde e da educação , insatisfeitos com o aumento de 25%, dividido em 24 meses, anunciado pelo governador Sérgio Cabral. Médicos, professores e policiais ironizaram o rejuste, comparando-o a promoções de lojas de eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos, que oferecem produtos em 24 vezes, sem juros. O índice é extensivo a pensionistas das categorias beneficiadas
Cerca de 60 Policiais encontraram-se com cerca de 1.600 professores, uns 100 servidores da educação e mais uns 50 Inspetores Penitenciários. O encontro foi animado e mantido na mais perfeita ordem, com apoio dos Policiais Militares que não só foram cordiais e apoiaram o movimento, como escoltaram nossa caminhada no trajeto percorrido. Parabéns a todos nós.
As ameaças continuam, mas os servidores públicos fluminenses em geral não podem desanimar nem desistir de sua principal meta: recuperar a dignidade profissional e a qualidade dos serviços prestados à população.
Acontece que o tempo passou, mas os servidores não são os mesmos. Estudamos, renovamo-nos. Sabemos que o exercício da greve é um direito de todo cidadão. Uma garantia constitucional. Assim, o STF já bateu o martelo, e decidiu que enquanto o direito de greve dos servidores não for regulamentado, aplicar-se-á a Lei de Greve (Lei 7.783/89), e que os servidores podem sim (e devem) fazer GREVE.

