Manual para Criação de Grupos Especiais

O Caso de Polícia abre espaço para mais um artigo extraeditorial (não tem hífen, certo?). Esse porém, não foi feito especialmente para nós, mas depois que li entrei  logo em contato com o autor, pedindo permissão para publicar aqui.

O capitão da PM paulistana Décio Leão tem uma série de artigos (quer dizer, acho que é uma série, é o segundo que leio) que compõem o Manual EPCEmbusteration Picaretation Corporation. O primeiro li no blog do coronel Mário Sérgio, e chama-se Manual EPC para Especialistas em Segurança Pública, com dicas preciosas para quem deseja ter sua fotinha estampada nas primeiras páginas dos jornais popularescos, dando seus pitacos sobre segurança pública, ou mesmo galgar uma boquinha em bem remunerados empregos públicos, sem que precise passar por disputados concursos. Sensacional.

Mas esse segundo, eu não vi publicado ainda em lugar nenhum, então, com a devida vênia:

Manual EPC para criação de Grupos Especiais

por Décio Leão *

A proliferação de grupos policiais que se intitulam “Operações Especiais” aumentam a cada dia. Todas as corporações querem ter um grupo desse tipo e as vezes até uma unidade policial convencional quer inventar um serviço especial, diferenciado, que é claro, irá ter o nome de “especial”.

A E.P.C. International (Embusteration Picaretation Corporation), tradicional organização mundial de embusteiros, incorporando-se ao espírito dos grupos especiais, colabora com a proliferação dessas hordas nos meios policiais através deste manual prático, que apresenta em dez lições, como criar um grupo especial.

caveira logotipo

1. SIGLA

É a primeira coisa que um grupo especial deve criar para poder ser um grupo especial. Antes de selecionar e qualificar pessoal, de adequar a legislação corporativa ao grupo e antes mesmo de operar, o grupo tem que ter uma sigla.

O grupo especial mais famoso do mundo, a SWAT de Los Angeles, chama-se oficialmente, apenas “Pelotão D”. Que coisa mais em graça.

A sigla é fundamental para o marketing e para a identificação do grupo. O nome vem depois. Aliás, o nome tem tão pouca importância, que deve ser adequado à sigla, ainda que pareça uma coisa ridícula e sem nexo. Dê preferências a nome de bichos bravos e da fauna exótica. Afinal, quem liga para o nacionalismo.

A sigla pode ainda ser baseada em onomatopéias e ações. Para quem não sabe inglês, SWAT significa “tapa”. Alguns exemplos que ainda não foram explorados:

  • G.O.R.I.L.A. – Grupo de Operações de Resgate, Intervenções Letais e Assaltos;
  • P.O.R.R.A.D.A. – Pelotão Operacional de Repressão a Roubos, Assaltos e Desativação de Artefatos explosivos;
  • L.E.O.P.A.R.D. – Liga Especial de Operações Policiais e Ações de Repressão a Delitos.

Obs: Se tentar escolher o nome primeiro, pode causar constrangimentos para o grupo, como ocorreu com a Brigada Independente Contra Homicídios e Assaltos (B.I.C.H.A.).

2. UNIFORME

A segunda coisa mais importante para criar um grupo especial é o uniforme diferenciado. Se o uniforme não for bem diferente da sua corporação policial, não existirá então razão para o grupo ser especial.

Especial significa acima de tudo, ser diferente. Como o grupo especial vai operar se usar a mesma roupa dos demais policiais? Impossível. O hábito faz o monge.

Escolha um uniforme bem espalhafatoso, com muitos bolsos. Ponha bolsos nas pernas, nas mangas, na jaqueta, onde for possível, mesmo que você saiba que nunca vai usar tantos bolsos e que eles até atrapalham o uso dos demais equipamentos. Mas dão um visual bem legal e imagem é o que importa.

Preto e camuflado urbano são as cores preferidas, mas não são suficientes. Coloque adereços para chamar a atenção, como braçais cheios de letras de metal (isso também atrapalha a ação operacional, mas quem liga para isso) e boinas coloridas. Preferencialmente vermelha, ainda que a boina vermelha seja tradicionalmente a boina das tropas pára-quedistas.

3. BREVÊ

Grupo especial que se preze tem que ter um brevê bem embusteiro. E o pessoal não se contenta com símbolos simples, práticos, objetivos, de fácil identificação visual. Olha que coisa mais sem graça os símbolos da Volkswagem, do Mc’Donalds e da Microsoft, que a gente bate o olho e já sabe o que significa. Esses especialistas em comunicação visual estão por fora. Não entendem nada de grupos especiais.

O brevê de um grupo especial tem que mostrar tudo o que o grupo faz. Quanto mais cheio de bagulhos, mais operacional será a imagem do grupo.

Dicas para fazer um bom brevê de grupo especial: ponha uma caveira. Todo grupo especial brasileiro tem uma caveira. Uma caveira bem feia, zangada.

Ponha agora uma faca. Pode ser de baixo para cima, de cima para baixo, de lado, de frente para traz. Mas ponha a faca.

Ponha agora uns raios. Uma boina. Um chapéu de selva. Metralhadora e fuzil. Não pode faltar a metralhadora e o fuzil cruzado. Que tal agora por no brevê uns ramos, umas folhagens, talvez uma floresta inteira, pois o grupo especial também atua na selva. Está faltando um cara descendo de rapel. Ele pode sair do olho da caveira e invadir o nariz, ao mesmo tempo que uma viatura dá um cavalo-de-pau na boca da caveira e um grupo tático arromba a porta do prédio próximo ao pescoço da caveira. É bom achar um lugar para o “sniper” e para os mergulhadores de combate. Faltou alguma coisa? O PÁRA-QUEDAS!!! Cadê o pára-quedas? Ponha um pára-quedas.

4. ARMAS

Muitas armas. Um grupo especial precisa estar bem armado, preferencialmente com armas frias, de origem duvidosa, calibres não convencionais, que tornem impossível qualquer rastreamento ou perícia. Ainda que oitenta por cento das ocorrências com reféns sejam solucionadas sem o uso de armas de fogo e que a maioria dos tiroteios ocorram com armas curtas e ainda que ninguém saiba usar as armas (e às vezes sem saber para que servem essas armas). A quantidade de armamento deve ser capaz de impressionar qualquer colecionador. No mínimo, três pistolas e um fuzil para cada operador do grupo.

Aonde enfiar esse monte de armas? Pergunte aos presidiários. Eles têm técnicas muito boas.

5. VIATURA

A viatura do grupo especial precisa ter basicamente, insufilm. Transparência meio por cento. O vidro tem que estar preto o suficiente para ninguém ver o que se passa dentro da viatura. A pintura externa também precisa ser bem caracterizada, com um monte de pinduricalhos, logotipos e é claro, a marca do patrocinador.

Como já foi apresentado anteriormente, a viatura tem que ser diferente. Se ficar parecida com as viaturas da corporação, não será viatura de grupo especial. Nada de pinturas de discretas, apenas para identificação interna. Tem que aparecer bastante. Na dúvida, pendure uma melancia.

6. CURSO

A formação de um policial de tropa especial não é fácil. Tem que ser forjado à moda antiga, como nossas avós faziam pão caseiro. Muita porrada na massa.

Basicamente, o curso precisa de três elementos: corrida, flexão e água. Comece o curso correndo loucamente, sem parar. A primeira corrida só termina quando pelo menos cinco participantes pedirem desligamento do curso.

Em seguida, aplique flexões de braços, cangurus e outros exercícios físicos até a fadiga muscular completa. Se ainda sobrarem candidatos ao grupo especial, jogue-os em uma piscina funda até alguém se afogar. Não importa que a porcentagem de ocorrências do grupo especial em ambiente aquático seja zero. O que importa é mostrar o quanto é difícil fazer parte do grupo especial.

Importante: Esqueça técnicas policiais, táticas, treinamento de tiro e avaliações psicológicas. Isso custa caro e pode mostrar aos novos candidatos um lado obscuro do grupo especial que não precisa ser mostrado para ninguém.

7. CHEFE APARECIDO

O chefe é a alma do grupo especial. Ele tem que carismático e boa pinta, mas principalmente aparecido, vaidoso, arrogante e orgulhoso. Afinal, é ele que irá divulgar o grupo especial, estar à frente das entrevistas, nas capas de revista e manchetes dos jornais. Imaginem um chefe de grupo especial que não gosta de mostrar o rosto na imprensa, como os ingleses do SAS ou os franceses do GIGN? Esses europeus não sabem o que estão perdendo em termos de popularidade. Sem dizer que são um bando de medrosos paranóicos, achando que os terroristas são vingativos.

E a atuação artística do chefe aparecido não pode se limitar em sair abraçado com bandido no final da ocorrência. Tem que aparecer em programas de entrevistas, colunas sociais e em ocorrências de outras especialistas, como brigas em jogos de futebol televisionados e quem sabe, puxar o trânsito durante uma boletim especial do telejornal.

8. IMPRENSA

A tropa é o reflexo do comandante, já dizia o antigo ditado militar. O grupo especial não pode perder as oportunidades de aparecer na imprensa.

Como diz o lema, “ser e aparecer”. Tem que estar sempre na mídia. Use todos os recursos da vida moderna: jornais, revistas, televisão, internet e tudo mais que possa divulgar o grupo “mais secreto da polícia”. Sim, porque se não houver a chamada de que o grupo é ultra-secreto, a “arma” mais bem escondida da polícia, pela primeira vez (na semana) revelada aos telespectadores, tão secreto, mas tão secreto, que nem suas mães sabem onde trabalham, com certeza não haverá audiência.

Apresentação padrão que não pode faltar ao grupo especial: descida de rapel com invasão de sacada e tiro em bexiga. Além da imperdível entrevista do chefe aparecido com a tropa ao fundo, todos com bala-clava e empunhando armas.

Matéria no programa do Otávio Mesquita é o bicho, mas se conseguir aparecer no banco de convidados especiais da Luciana Gimenez, será a glória do grupo especial.

9. PACTO SECRETO

O penúltimo, porém não menos importante elemento de criação do grupo especial é o pacto secreto entre seus integrantes. Vale qualquer tipo de ritual místico que dê um ar de compromisso sagrado: beber sangue de galinha, furar o dedo com a faca especial do grupo, usar o anel secreto, tatuar o símbolo do grupo no peito.

O mais importante é que os integrantes do grupo especial se sintam como uma polícia à parte da corporação, acima das leis, regulamentos e dos comandantes. Aliás, acima até mesmo dos demais colegas de trabalho, que a partir de agora devem ser encarados como uma sub-raça, seres inferiores, de pouca luz, que não possuem as mínimas condições de sequer limpar as botas do grupo especial.

A postura dos integrantes do grupo especial é fundamental para o sucesso do grupo: silêncio absoluto, reuniões secretas, jamais comentar o que ocorreu com outras pessoas, principalmente se ocorreu alguma desgraça na ocorrência (que foi por culpa do refém, provavelmente). Nunca cumpra ordens superiores. Lembre-se de que o grupo especial está acima dessas frescuras.

10. ESCÂNDALO

Todo grupo especial tem seu escândalo. Morte de reféns, execução filmada pela velhinha da janela, envolvimento com traficantes e outros criminosos, chefe denunciado por corrupção. Vale qualquer tipo de escândalo. Mas não se preocupe com esse item, pois seguindo as dicas deste manual, somando-se a incompetência do chefe, a incapacidade técnica, incompetência, arrogância e orgulho, logo levarão o grupo especial à ruína.

Com sorte da sociedade, isso poderá ocorrer antes mesmo que o grupo comece a atuar. Boa sorte e que Deus nos proteja.

* por Décio Leão – Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo

34 ideias sobre “Manual para Criação de Grupos Especiais

  1. Excelente texto, divertido e suficientemente crítico. De fato, há alguns “mistérios” necessários aos verdadeiros grupamentos de elite, mas hoje em dia o embuste tem tomado conta de muitas equipes ditas táticas.

  2. Texto crítico e irônico. Fiquei curioso para saber se o autor foi ou é integrante de algum grupo de elite policial, pois a crítica dos teóricos tende a ser um reflexo de metas não alcançadas.
    No Brasil de hoje onde a formação policial básica é precária, os grupos especiais geralmente são o último recurso em situações de crise. Várias das críticas citadas pelo autor são verdades incontestáveis, mas fico preocupado com o carater irônico pois lembro de tantos guerreiros que perderam suas vidas no cumprimento do dever durente o período que eram integrante de grupos especiais.

  3. Concordo com Eduardo . Mas este comentario esta mais para policial ” Don massa de la neta ” Pois em uma sociedade que esta a beira do Mexico e Colombia em crime organizado , uma boa opçao e implantar o policiamento comunitario japones . Com todo o respeito irmaos . ESTAMOS EM GUERRA .

  4. BRILHANTE TEXTO, É PURA REALIDADE, QUANDO SE CRIA UM GRUPO, DENTRO DE UMA INSTITUIÇÃO PARA AGIR DIFERENTE,COMPORTAR DIFERENTE,UNIFORMIZAR DIFERENTE,(SE É UNIFORME, POR QUE QUE TEM DE SER DIFERENTE?) OS INTEGRANTES DESTE GRUPO SE AFASTAM DOS DEMAIS ACHANDO QUE JÁ SÃO POSSUIDORES DE 03 BOLAS. VEJO ISTO CONSTANTEMENTE E POSSO AFIRMAR QUE É MUITO PERIGOSO ESTE TIPO DE COMPORTAMENTO.
    UM FORTE ABRAÇO.

    BRADOCK

  5. É um texto recheado de ironia mesmo, e, sendo lido por quem vive no meio policial, retrata muito do que vemos.

    Não é, certamente, uma crítica aos grupos táticos, coisa que, convenhamos, tem que existir, pelo simples princípio da especialização do serviço público.

    Mas a verdade atacada, no meu ponto de vista enquanto também leitor deste excelente texto, é que tem muita gente que se acha o máximo, faz pose, e na hora H trava e coloca toda a equipe em perigo.

    No artigo tem muitas verdades mesmo, e se atentarmos para o lado prático, posso afirmar ainda que, por improvável que seja, DENTRO de grupos especiais falta, justamente, especialização. Se não tiver uma boa direção, coordenação, Todos querem fazer a mesma coisa e o grupo especial se transforma em um bando armado até os dentes que passa a colecionar estórias de missões frustadas e objetivos não alcançáveis.

    Mas, que o texto nos divirta! 😉

  6. Muito bom texto….um aviso aos “embusteiros”:a rua está cruel, pensem bem antes de ficarem contando lorotas…a possibilidade de cruzarem com o “bicho” é grande…e nesta hora tem que ser GUERREIRO não EMBUSTEIRO…a tua pseudo-fama vai pro esgoto!!!!
    Boa sorte para os GUERREIROS ANÔNIMOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Vagner

  7. O Texto é excelente…padrão do autor que o escreveu.
    A parte a ironia dos texto, que apesar de parecer absurdo, de fato revela o ridículo que infelizmente impera em algumas( ou seriam todas?)das nossas instituições policiais, a questão sobre a existência de grupos “especiais”, atuando de forma “autônoma” a sua instituição de origem é um tema interessante e bastante relevante, como por sinal, são todos os post`s colocados aqui no CDP.
    Na minha opinião pessoal, que desde logo peço vênia ao Eduardo por externa-la, estes grupos não deveriam existir com tanta “indepêndencia”.
    Acho que o mais correto é o modelo adotado pela PF, que aboliu qualquer denominação, simbolo, ou característica que pudesse diferenciar algumas de suas divisões da instituição mãe, fazendo prevalecer a imagem da PF e não de eventual divisão, sucumbindo por exemplo com as viaturas caracterizadas com o simbolo da DRE.
    O grupo tático da PF é o COT, que deve ser composto por uns 40 agentes, de um total de 10.000 Policiais Federais, e até hj nunca vi queixas de que este numero seria insuficiente. Aliais alguem já viu algum símbolo do COT? O máximo de diferenciação é ver a sigla nas viaturas que seguem o padrão da PF.
    Por mais que na prática se justifique “separar” o joio do trigo, desvincular o grupo tático de sua instituição, principalmente aquelas de polícia judiciária, é no mínimo atestado de incompetência de seus comandantes, e assumir a podridão do “resto” da instituição, ainda mais se o tal grupo tático servir só para fazer patrulhamento, ou segurança de pontos ou eventos nobres.
    Resumindo no brasil há um proliferação de “grupos especiais”, ás vezes penso eu, até como política de segurança, São Paulo por exemplo, cada Departamento da Policia Civil tem o seu, GOE, GARRA, SOE, GER entre outros, que ainda se multiplicam por divisão geografica, cada Deinter (Departamento de Polícia do Interior) acaba criando o seu garra, ou goe ou soe…e assim por diante. Investigar pra que né?
    Enfim coisas de Brasil….

  8. Neste ponto, recente resolução na Polícia Civil criou um banner com o logotipo da PCERJ, a ser usado em toda e qualquer apresentação para a imprensa. Nada mais de nome/número da delegacia, apenas “Polícia Civil”. Muito acertada decisão, coisa rara de se ver infelizmente.

  9. Matéria interessante sobre o novo DGP de Sâo Paulo:

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090417/not_imp356297,0.php

    Será que há luz no fim do Tunel? Um delegado Geral priorizando investigações na Polícia Judiciária? Reformulando a Corregedoria e o Departamento de Narcóticos, setores praticamente intocáveis anteriormente?
    Vamos ver se ele mantem o gás no decorrer de sua gestão…mas não dá para dizer que não começou bem…

  10. Realmente Benito, tinha lido no blog Investigador do Flávio de SP. Parece uma grande evolução, espero que siga a passos firmes esta tendência, e que aqui no Rio copiemos a ideia.

  11. Seria cômico, não fosse trágico!
    Faz-me perder a fé no ser humano!

    O Sr Cap. Décio da “Polícia Militar Paulista” (?!?), foi muito hábil com suas palavras.
    Será que a Internet é lugar pra esse tipo de lavagem de roupa?
    Apresentar um problema como solução de outro é algo que se possa considerar como expressão de inteligência?

    Penso que os Grupos Táticos são uma necessidade. Basta estudar um pouquinho da história desses grupos pelo mundo.

    Será algum ranso motivado pelo fato de a instituição da qual esse Senhor faz parte não mais ser a UNICA detentora desse tipo de time?

    É!!!! Pra quem está acostumada a sempre preencher espaços indevidos (vide P2s-Investigação), perder um pedacinho dá nisso!!!

    Por mim, acho pouco! Basta escutar uma interceptação telefônica: Bandido quer saber que equipe veio, se for grupo tático, a ordem é “vazarium in Braquiarius” (“Vaza na braquiária”).

    Precários ou não, são a derradeira linha!
    E quanto a aparecer, mais uma coisa estranha, será que uma instituição policial precisa de policiais especializados em marketing (P5)????

  12. achei o texto ridículo, incoerente e inoportuno. fiz vários comentários a respeito dele. se alguem tiver ineresse, posto por aqui.

  13. Calma amigos, eu interpretei o texto como sarcástico; não conheço o autor, mas talvez, em um papo sério, não seja essa a opinião dele.
    Penso até que ele reuniu várias piadas que nós mesmos fazemos entre a gente, no dia a dia, inclusive nas ditas unidades operacionais, e reuniu em um texto com humor.

    E sim, qualquer comentário é bem vindo por aqui, desde que atenda as regras básicas de convivência que esperamos uns dos outros.

    Abraços!

  14. Concordo com o autor do texto, muito criativo, e com o editor, em genero nº e grau. jimym

  15. Boa tarde, companheiros de labuta.
    Li o texto do companheiro oficial da PMSP, me pergunto do porquê de tanta picardia, sera que ele não conseguiu passar pelos exames fisicos, testes psicologicos ou provas de tiro,ja que boa parte de oficias da PM que eu conheço correm do serviço operacional por medo de ter concordar com os seus subordinados quando o bicho pega de verdade, ja que quando alguma coisa da errado eles aparecem p/dar entrevistas e dizer que o policial foi capacitado e que se houve erro, foi por desvio de conduta.
    E muito facil falar, mas pergunta p/ este oficial, quantas vezes ele participou de uma situação de grande(como troca de tiro), pode ser que tenha participado atraves de radio comunicador. Antes de se expressar companheiro trabalhe na rua por pelo menos um semestre e depois emita um novo comentário.

  16. Prezados Senhores.

    Antes de mais nada, para criticar pessoalmente alguem ou alguma coisa tente primeiro fazer uma pesquisa, ao menos superficial sobre o assunto, para evitar falar bobagens, como alguns “guerreiros” que deram as caras por aqui.
    O Cap Décio é um dos únicos oficiais da PMESP que possuem ambos os Cursos de Operações Especiais e de Ações Táticas Especiais da PMESP. Serviu no COE e no GATE, onde destacou-se. Possui cursos em vários países e em especial no FBI (e não foi visita de final de semana ou curso pago). Esteve no Timor Leste como integrante das Forças de Paz da ONU e é um dos melhores Técnicos (e não apenas “especialista”) em explosivos do Brasil, treinando Grupos Táticos em vários Estados do Brasil, das Forças Armadas e da Polícia Federal. Eu o defendo aqui, fazendo valer a voz de centenas de Policais que reconhecem o valor desse profissional e sabemos porque escraveu este artigo, por estar de saco cheio de maçanetas e de “GUERREIROS RAMBINHAS( CORPO DO RAMBO E CÉREBRO DE GALINHA).

  17. Caríssimos, achei pertinente o comentário sarcástico feito no blog pois a nossa policia é mal preparada e os oficiais que deveriam a serem os primeiros a se qualificarem apenas ficam pensando em suas carreiras e então permitem que esse tipo de coisa se prolifere em nossos btls. Seria interessante que se aplicasse aos ditos grupos de operações especiais uma avaliação completa do profissional q se candidatasse p termos profissionais abertos a novos conhecimentos e humildade p aprender e sabedoria p aplicar tais conhecimentos e não apenas uma mentira que os cmts pregam dizendo que tem um grupo de OE que no momento de aplicar com certeza colocará vidas em risco.

  18. Simplesmente Teórico, convencional e pra variar deve ser um obeso….
    Assim são os convencionais. Se expressam através de palavras magnificas pois não se levantam da cadeia pois o diabetes não os permite acelerar o metabolismo.

  19. uhauhauauhaua falou ai o Chuck Noris!!!!

    Por que será que todo o “cara de operação especial” que eu conheci é meio bitolado ???

    será o uso indiscriminado de bomba e hormônio de cavalo?

    Dale Durateston na bunda ……

    Temos que quebrar o dogma do policial bombadão(leia-se sindrome do pinto pequeno) e lutar a favor de uma polícia inteligente, tanto a convencional como a especial.

  20. Amigo, gostei muito das besteiras que o Cap Décio falou. Ãqui no estado do Acre, se fizer essas besteiramas todas e cair na mão de uma promotorinha e de um juizinho que tem raiva da policia, você está ferrado. Vai pra cadeia, amigo. Ai teu tesão pra trabalhar, vai pro pau!! Entendeu? Enão te liga, meu!!!

  21. Olá a todos. Gostei muito do texto. Sou Al Of PM aqui em São Paulo e o Capitão PM Décio é instrutor de Maneabilidade (técnicas policias de campo). É de longe um dos melhores instrutores da Academia, simples e direto. Como bem disseram, não é um teórico, serviu por anos no COE, GATE, bem como missão internacional no Timor Leste, fora os demais cursos feitos em outras polícias pelo mundo, bem como sua extrema habilidade para com explosivos. Enfim, só queria comentar que o texto é muito bom e parabenizar o autor – Cap PM Décio – pela habilidade com as palavras.

  22. Comcordo com quase tudo, mas discordo quando o guerreiro e reprovado no teste da agua, pois ali voçe pode estar perdendo o verdadeiro caveira da sua tropa de elite. Por isso digo veja os valores do guerreiro e não a forma dele não saber nadar.

  23. Uma vez eu li em um forum de discussões, qdo um integrante de uma unidade especial da policia militar rodoviaria de são paulo foi enaltecido e elogiado por pertencer a um grupo de elite, ele foi fantástico ao responder: Heróis são os colegas que estando em apenas 02 na vtr e com armamento inferior, não exitam em “cair pra cima” para defender terceiros que nem conhecem…

  24. Cara,esse texto e de um verdadeiro babaca e voces sao uns frustrados .A maioria das criticas como as desse texto sao feitas por derrotados .Integrantes de grupos especiais ou homens treinados por esses grupos tambem sao preparados para entender que a falta de capacidade e a mais forte caracteristica dos criticos . CAVEIRA !!!!.

  25. É uma merda esse texto. Infelizmente esse Cap usa o meu sobrenome. Amigos despois de toda essa foba, papagaiada, cursos especias, breves,etc, vocês estão esquecendo que pouca coisa pode fazer. E a Coreegedoria de vocês? Não funciona? Aqui no Acre, se fizer cara feia para um vagabundo, e ele for na Corregedoria, o PM de Elite ou Não, está ferrado. Daqui que for provar ao contrario, se ferrou, perdeu promoções, etc. Então amigos, depois dessa amarração, embromação da PEC-300, ainda aparece alguém com toda essa babaquice? Te cuida Capitão, você não tem familia? Um abraço e para de foba!!!!.

  26. …Quando obicho pega ..tipo este camarada que comentou toma um chifrão da mulher fica doidão e quer explodir a casa toda com a mulher, papagaio cachorro etc.. como refém (so um exemplo tá..), so chama pelos grupo especiais, e quando a bunda cresce todo mundo so liga pro socorro né? 190……que deveria ser SOBQNOP : SOCORRE BUNDÃO QUE NÃO TEM OUTRA OPÇÃO ou o SAMU so atendemos mediante um….

  27. uê tudo que esta escrito ai esta injuriando a policia brasileira n~]ao é não????w

  28. Quem fez o comentário comcerteza é um frustado a respeito de tropas especiais,se tentou ñ conseguio mas é assim mesmo por isso que está banalizado até escoteiro mirim tem agora um pelotão de operações especiais por isso CARO amigo ñ fale do que vc ñ é ou participa se participou passou em brancas nuvens desde lá fico grato a todos por espor meu comentário.

  29. Parabéns ao autor, pois fala como alguém que está totalmente integrado ao corpo e a mente dos verdadeiros operacionais e apenas fica revoltado com um bando de bundões que só querem aparecer, tanto pseudos comandantes como pseudos comandados, e levam a banalização e a desnecessária exposição um grupo de verdadeiros profissionais da segurança pública.
    Servi em duas unidades e dois grupos de elite diferentes no EB.e sei exatamente o que o autor quer dizer. Pois sei como é por dentro do grupamento e fora dele. Lá, como cá, não tem muita diferença:dentro,pessoas sérias e comprometidas com a unidade e todo o corpo, ao mesmo tempo que, a um só tempo, bizonhos arrogantes,despreparados e exibicionistas são infiltrados para queimar os verdadeiros OEs. Ao passo que,percebemos na força convencional completos operadores táticos que se destacam sem fazer alarde nem serem valorizados. Posso garantir que, os verdadeiros caveiras intenderam este texto inteligente e realista. Ao passo que os bizonhos, que além de bundões são burros, criticam sem apresentar a menor pertinência nos argumentos,quando argumentam. Parabéns ao autor e seus apoiadores. “Grupa e deixa bater.E,Brasil acima de tudo”

  30. OBS: TODAS as armas dos Grupos Especiais tem que ter trilhos — mas MUITOS trilhos. Trilhos o suficientes para pendurar dezenas de objetos que provavelmente NUNCA serão utilizados no serviço e nos confrontos armados (mesmo que tais trilhos somente sirvam apenas para incomodar e corroer os dedos dos seus portadores).

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