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De novo, De novo, De novo

Publicado em 11/01/2009 - Categoria: Em QAP

O Roger, editor do blog Cultcoolfreak, está fazendo a aproximação da chamada Blogosfera Policial com a ONG Artigo 19. O propósito desta organização não governamental, criada no ano de 1987 em Londres, é denunciar e atuar juridicamente em defesa daqueles que têm o direito de livre manifestação do pensamento cerceado.

Aliás, o próprio nome da ONG já explica tudo, já que foi pensado como referência ao artigo 19 da Declaração Universal de Direitos Humanos, que tem o seguinte texto:

Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

logotipo da ONG Artigo 19

Já cansamos de divulgar aqui medidas explicitamente retaliatórias, praticada contra policiais que decidem por exercer este basilar direito. Os prejuízos pessoais dividem-se entre processos administrativos, que aparentemente são usados apenas como forma de intimidação e ameaça à carreira profissional do policial; ou com medidas autoritárias, como simplesmente remover sites e blogs inteiros, por ordem judicial.

Infelizmente é o que aconteceu novamente com o delegado Guerra,que mantém o blog Flit Paralisante. Seu blog foi retirado da internet novamente, após ordem judicial num processo movido pelo governador de São Paulo, José Serra. O que, vejamos o único ponto positivo, demonstra a força que a livre circulação da informação tem, formalizada pelos blogs policiais: o governador do estado mais rico do país demonstrou enorme receio e medo das verdades reveladas pelo Flit Paralisante. Veja aqui a ordem dada ao Google para que revele os dados do editor do Flit. Eis o novo endereço do blog do delegado Guerra.

Não podemos admitir – ainda mais nós, policiais, defensores e executores das leis – que os direitos garantidos por nossa Lei Maior, nossa Constituição Cidadã, sejam diminuídos. Afinal somos obrigados, em nome da liberdade e direitos individuais, a vermos criminosos aproveitarem-se das leis garantistas para continuarem impunes. E estas garantias existem para nos resguardar, para evitar que o estado atue de forma totalitária.

Oportuno divulgar também um pequeno questionário que está sendo feito para medir o nível de censura que afeta o policial no seu cotidiano de trabalho. Visite a página do Roger e responda você também.

E, em nova homenagem à supressão do direito de livre manifestação nos blogs, e à exemplo do que acontecia nos tristes tempos de regime militar no Brasil, substituiremos um texto de opinião por uma receita culinária. Experimentem e me digam se é bom! Eu adoro.

Receita de Burritos

Ingredientes

400 gr de patinho moído(s)
1/2 unidade(s) de cebola picada(s) finamente
2 dente(s) de alho amassado(s)
2 colher(es) (sopa) de óleo de milho
200 gr de Feijão preto cozido(s)
1 unidade(s) de jalapeño picada(s)
100 gr de queijo prato ralado(s) grosso(s)
4 unidade(s) de tortilha(s) de trigo
8 folha(s) de alface americana picada(s)
1 unidade(s) de tomate salada fatiada(s)

Modo de preparo
Em uma panela, aqueça o óleo de milho e refogue o alho e a cebola picadaver vídeo Quando a cebola começar a “suar”, acrescente o patinho moído e tempere com sal e pimenta branca a gosto. Deixe refogar até que a carne fique ligeiramente seca, mexendo sempre, para desfazer os grumos.
Acrescente então o feijão cozido totalmente sem caldo, apenas os grãos.
Adicione a pimenta jalapeño picada, mexa bem, desligue o fogo e reserve.
As tortilhas podem ser encontradas prontas em bons mercados.
Aqueça levemente as tortilhas para que fiquem mais maleáveis. Divida o recheio entre as tortilhas e enrole-as exatamente como uma panqueca (as quais agora chamaremos de burritos), deixando a dobra final para baixo.
Coloque esses burritos em uma assadeira untada com um pouco de óleo de milho, polvilhe por cima o queijo prato raladover vídeo e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 5 minutos, ou até que estejam levemente crocantes. Sirva acompanhadas de alface picada e fatias de tomate.

16 comentários »

  • Roger comentou:

    Isso já virou novela. Mal escrita e com pouca audiência, diga-se de passagem.

  • Marco Vinicius Ferreira comentou:

    Burritos me lembra uns colegas, me dá gases…eu prefiro ROBALO Á MALUF.
    Ligeirinho

  • Junior comentou:

    Opa blz pessoal, eu queria fazer uma pergunta eu sei que essa materia nao tem nada aver mais eu presciso muito saber.

    Eu tenho uma tatuagem no ante-braço o nome do meu pai e da minha mae. Gostaria de saber se posso fazer o concurso pra Policia Civil do Rio de Janeiro?

    Abraços pra todos…

  • leandro p. comentou:

    essa ja foi respondida no outro post
    tatoo nao tem problema, desde que nao seja um tribal na cara igual a do Mike Tyson

    em lugares e de temanho discreto nao ha problema nenhum

    abracos

  • Junior comentou:

    valeuuu leandro, obrigado!!!

  • Os Blogs Policiais Fazem-se Representar na Campus Party 2009 comentou:

    […] Ferreira (PMBA) do Abordagem Policial. Também fará parte da mesa a Paula Martins, da Artigo 19 (que já divulguei aqui), o que já diz muita coisa sobre quão abrangente será o debate. O Ian Black, do blog […]

  • Benito comentou:

    Sem querer remar contra a maré, mas já remando…
    Sinceramente acho que o Flit Paralisante exagerava, os textos postados iam muito além da liberdade de opinião e de expressão garantida pela nossa constituição pela carta da ONU e por toda e qualquer legislação democrática que eu conheço.
    Ocorre que esta liberdade tem limites, e pode ser sim retirada em casos de abuso e sempre claro, por ordem judicial o que ocorreu no caso.
    No Flit Paralisante eram feitas acusações por diversas vezes agressivas, pessoais e sem prova alguma.
    Aos meus olhos,e de muita gente, algumas das verdades escritas ali, acabavam se perdendo no meio de tanto denuncismo sem prova alguma.
    O Dr Guerra não tinha medida, ou era 8 ou 80, ou se estava a favor dele ou era um inimigo cooptado pelos corruptos dominantes.
    Durante a greve, chegou a pedir desculpas pelas acusações feitas a um colega que foi defendido veementemente pelos comentáritas, e incitou de forma absolutamente irresponsável um confronte entre policiais civis e militares.
    O que eu acho lamentável de tudo isso, é que o blog só teve a sua retirada do ar, quando da Greve da PCSP, momento em que apesar dos comentários acima, ele efetivamente virava uma espécie de “voz” da categoria.
    Ou seja o governo só se mobilizou para tirar o blog do ar, quando este o incomodou politicamente e não por uma defesa da legalidade ou da columidade pública.
    Por fim, acho demasiado falar em censura e fazer comparações com o regime militar, quando se tratam de decisões emanadas pelo poder judiciário e sem conhecer os processos que deram origem as medidas judiciais.
    Faz parte da democracia e do estado de direito, ordens judicias para restrições de publicações, no caso do Blog do Dr Guerra, se eu fosse juiz, provavelmente determinaria a retirada do blog do ar, e acho que qualquer um dos leitores com formação jurídica faria o mesmo, o conteúdo do blog, não expressava simplesmente a opinião do editor e acabou virando um veiculo para acusações sem prova alguma.
    Resumindo, ainda que por motivação política o Dr Guerra deu margem a medida judicial.
    Acho que o caso não é de censura, alem de leviano, tal classificação é ofensiva com o poder judiciário e com o juiz que emitiu a ordem.
    Estamos cometendo o mesmo erro que sempre acusamos a imprensa e a sociedade de fazer em ocorrências envolvendo policiais, estamos senod parciais e vendo apenas um lado da história.

    Abç

  • Eduardo comentou:

    Opa Benito, tá sumido!

    É, você remou contra a maré mesmo, e por isso tenho orgulho do CdP, aqui temos quase sempre um contra-ponto, sempre vem alguém e diz “tudo bem, mas veja por esta outra ótica…”. E isso é excelente.

    Inicialmente concordo contigo quanto ao ritmo no Flit, nestes termos. E depois de seu comentário li novamente o post (às vezes escrevo coisas no embalo da emoção, preciso tomar esse cuidado), mas penso que no texto não ataquei a decisão do Poder Judiciário, a qual reconheço a força e soberania; mas critiquei justamente o fato da administração recorrer à jurisdição para calar opositores ideológico-políticos, o que acho, você também concorda. Mas se a decisão foi tomada, que seja cumprida.

    Por outro lado, discordando de ti neste ponto, fosse eu o juiz da causa, exigiria que o ofendido, no caso o governador e os outros não nominados, apontassem os textos que classificam como ofensivos, e intimaria o autor a retirá-los, com consequências para o não cumprimento da ordem. O que me parece excessivo é retirar todo o site do ar por conta de um ou outro texto.

    Imagine aqui no CdP, muita gente chega aqui vinda do Google atrás de informações sobre diversos temas; mas pegam um daqueles textos de opinião que volta e meia escrevo, e o, digamos, governador do Rio, sente-se ofendido. Vai apagar o site todo? Não poderiam os demais leitores acessar o conteúdo que nada tem a ver com a suposta ofensa?

    Fosse assim, quando uma reportagem política ofensiva fosse contestada, o site do Globo ou o Dia ou a Folha seriam retirados por inteiro do ar também? Que peso damos, na balança constitucional, ao direito à informação, liberdade de imprensa e à livre manifestação do pensamento, sendo certo que não estamos aqui nos valendo de anonimato?

    Ou falta ao mundo jurídico a compreensão do que seja um blog, que nada mais é do que uma junção de diversos artigos,tal como é um jornal ou uma revista online?

    Por fim, ainda revisando o texto, a palavra censura foi utilizada apenas em referência ao post do Cultcoolfreak, e neste caso refere-se exatamente à isso, mas nada tem a ver com blogs, e sim a censura do servidor em seu meio profissional.

    Enfim, acho que estão tentando usar o Judiciário para propósitos outros, que não a defesa da lei e do Estado de Direito. E acho que ao denunciarmos este tipo de coisa, estamos em verdade não contestando a ordem judicial, mas sim protegendo nosso sistema legal e jurídico.

    Poxa, já temos mais de 400 artigos neste blog, imagine perder tudo porque um político sentiu-se ofendido por uma linha de um post de 1 ano atrás.

    Quanto a ser parcial, é provável que esteja sendo – e neste caso talvez caiba uma correção sim – , mas ainda acredito que nestes textos em que me referi ao Flit, o fiz tentando me ater não ao endossamento de suas denúncias, mas ao direito dele escrever (sabendo das consequências, afinal ele é bacharel em Direito), e ao meu de ler, já que era a fonte de informação sobre os acontecimentos em SP além da imprensa.

    Este debate vai ser longo hehehe saúde!

  • leandro p. comentou:

    o juiz mandou acabar com o Flit ou apenas deixou um tempo off?
    nao conheco esse blog, nao sei o que continha

    se ha um texto falando de alguem, o juiz nao teria que mandar averiguar as supostas denuncias, ao invez de mandar tirar do ar?

    caso fossem caluniosas, o blog sairia do ar, caso contrario puniriam os culpados

    nao seria isso, ou perdi alguma etapa?

  • Eduardo comentou:

    Oi Leandro.
    A decisão do juiz foi em uma liminar, sem que fosse ouvida a parte contrária (no caso o delpol Guerra). A decisão manda intimar o Google para que a empresa informe o nome do usuário que criou o blog também. Assim, diante da dúvida da propriedade do blog, parece-me baseada a liminar. O problema é detectar em que tempo o autor do blog, qual seja, o delegado de polícia civil de São Paulo, por diversas vezes entrevistado pela mídia, e que reproduz as mesmas denúncias em processos na Justiça, não está identificado. Não me lembro dele se valendo de anonimato ou algo que o valha, sempre escreveu o que quis e acho conveniente, de “cara limpa”.

    E mesmo assim, penso que no caso deveria ser definido qual artigo é ofensivo ou criminoso na visão do ofendido, e retirar este do ar. O blog inteiro, jamais. Seria como se eu pudesse falar A ou B ou C, mas se falasse Z, acabava meu direito de tudo, inclusive do A, B e C, que até então eram legais e aceitos.

    O blog não falava o tempo todo do mesmo assunto, portanto os ofendidos, se os hão, são vários, muitos mesmo. O delegado da PCSP escreve muita denúncia, muitas (na maioria, talvez, estou de fora) sem provas. Mas serão todas sem provas? Se ele puder provar 30%, independente de alguém estar contestando isso, 30% do blog poderá retornar e ficar disponível para nós, leitores?

    Acho que o blog cmo plataforma de notícia independente, e com autoria identificada, ainda não foi compreendido.

  • leandro p. comentou:

    eu entendi a sua colocacao, é como se o globo escrevesse algo sobre alguem e por isso a justica determinaria o fechamento da empresa
    isso nao existe, é totalmente contraditorio

    uma condenacao anterior ao Flit poderia ter gerado essa decisao por parte do juiz?

    um blog pode ser considerado jornalistico, mas foi como o Benito disse, nao se pode passar da fronteira da liberdade.

    talvez se ele tivesse formulado os textos de uma outra forma, daria a entender como uma denuncia, e nao como um ‘ataque sem provas’

    1. ‘joaozinho procurou nossa equipe de reportagem alegando que candidato tentou comprar seu voto, mas a assessoria de imprensa nao quis se pronunciar’

    2. ‘o candidato xyz do partido fdpb compro o voto do joaoinho’

    é muito diferente um texto do outro, esse tipo de abordagem é muito delicado

    []s

  • roberto conde guerra comentou:

    http://flitparalisante.wordpress.com/2009/01/31/benito-disse-ainda-que-por-motivacao-politica-o-dr-guerra-deu-margem-a-medida-judicial/

    Com todo o respeito ao comentário publicado no Blog Caso de Polícia, cabem algumas considerações refutando as palavras do leitor BENITO.
    Com efeito, um blog que contava milhares de postagens efetuadas com base em notícias amplamente divulgadas pela imprensa formal, não pode ser denominado como denuncista. Especialmente, denúncias sem provas de cunho pessoal.

    · Ora, aquelas “denúncias” de cunho pessoal, aos poucos, acabaram demonstradas por séries de sérios indícios.

    · Também, aos poucos, conforme a dinâmica processual, estão sendo provadas perante o Poder Judiciário. Por outro lado, o fato de não ser possível provar determinado fato atribuído a agente público, salvo a prerrogativa da Instituição denominada Presidência da República, não impede a propalação. Importa seja ele verdadeiro. Não constitui crime atribuição de fato verdadeiro sem prova. Crime é difamar ou caluniar pessoa inocente. Quem noticia um fato deve dispor de elementos para a produção de provas pelas autoridades competentes. Mas o ônus da prova cabe ao autor ou ao réu. Não cabe a vítima provar que foi roubado, estuprada ou, absurdamente, provar que foi morto por A ou C. A presunção de crime de calúnia até que o caluniador prove a verdade, mesmo contrariando a respeitável e majoritária posição doutrinária e jurisprudencial, para nós, foi construída ao longo de décadas de arbítrio e corrupção administrativa. Imperando a posição do mais forte, ou seja, da autoridade pública acusada de desvios. O administrador público, o agente político, diante da menor crítica acusa o contrário de crime contra a honra. Ou , quando da vigência da Lei de Segurança Nacional, crime contra Instituição. E todas aquelas besteiras, ainda vigentes, tais como: causar descrédito… Denegrir a imagem do órgão ou superior hierárquico. Mero manto para a impunidade.

    · Pois bem, “ainda que por motivação política o Dr. Guerra deu margem a medida judicial”. Não consigo compreender tal colocação, pois motivo político não pode, ou não deveria, ser fundamento para uma ordem judicial. Especialmente quando a vítima foi qualificada nestes termos: JOSÉ SERRA E OUTROS.

    · Averiguado: A APURAR, ou seja, desconhecido, não sabido, incerto.

    · Seriam o ofendido, o Delegado do DEIC e o Juiz do DIPO, cegos? Com efeito, o Blog é conhecido pelo Poder Judiciário. Ele, FLIT PARALISANTE, do Delegado Roberto Conde Guerra, em oportunidades diversas, foi expressamente citado em decisões judiciais; acórdãos, inclusive. Com efeito, o Blog é propriedade do Google ou do usuário que nada paga em dinheiro ao Google pela hospedagem? Verdadeiramente o Blog é do Roberto Conde Guerra, consumidor de um serviço do Google, diga-se, nada gratuito, posto ser pago mediante tráfego aos domínios do Google. Tráfego que gera renda monetária ao hospedeiro.

    · Assim, o FLIT PARALISANTE possui um responsável notoriamente individualizado, o qual – como proprietário do site e dono de grande parte da produção intelectual (gostem ou não, preste ou não) nele publicada – deveria ser, no mínimo, intimado da decisão “liminar” supostamente requerida pelo Senhor José Serra. Nem isso o Juiz do DIPO fez. Aliás, magistrado que , por função principal, deveria impedir atentados aos direitos individuais, tais como: prisão ilegal, escuta ilegal, quebra de sigilo bancário e fiscal ilegal, perda IRREMEDIÁVEL de bens sem o devido processo legal, entre outros. Continuando, digo aqui Senhor, pois a Governadoria não possui a prerrogativa do Presidente da República, ou seja, a iniciativa da ação penal por requisição de autoridade semelhante ao Ministro da Justiça. Friso que, em tempo algum, atribuímos quaisquer crimes ao homem José Serra, muito menos quaisquer crimes por ele cometidos como chefe do Executivo. Não nego a existência de injúrias por parte de comentaristas, logo após, a “batalha” na porta do Palácio dos Bandeirantes. Também nunca negarei o tom cáustico de algumas das postagens por nós assinadas. Contudo ofensas de maior gravidade são observadas em comentários de outros blogs, nos sites da Folha, de O Estado, de o Globo, no UOL e Terra. Ofensas e acusações contra a Polícia, contra o PSDB, contra o Governador José Serra, nunca foram monopólio do responsável e dos leitores do FLIT PARALISANTE.

    · E a julgar pelos ppoucos comentários ofensivos postados neste Blog, o meu Governador será eleito Presidente da República em 2010. Não será o Blog o causador de qualquer arranhão a sua imagem como pessoa humana e homem público.

    · Outrossim, as desculpas que pedi, durante a Greve, ao doutor NICO, não foram frutos dos comentários em defesa da autoridade. Antes, foram espontâneas. Outras desculpas que expressamente pedi, noutras oportunidades, nunca foram feitas por pressão de comentários ou de qualquer outra natureza.

    · Pedir desculpas, ou seja, retratação, para nós, é obrigação moral diante da injustiça cometida. Sempre foi segundo a nossa consciência, independente do estilo por nós adotado para expressar os nossos pedidos de desculpas: PEDIR PENICO PRO NICO… O DOUTOR ALDO GALIANO É PEDRA 90, ambas durante o período da greve. Só peço desculpas para quem de fato julgar merecedor.

    · Se fosse por pressão teria pedido perdão para o Diretor do Denarc, para o Di Rissio, para o ex-Seccional de Moji das Cruzes, etc. O caro Benito, neste aspecto, enganou-se. Jamais pedimos desculpas a colegas em face de protestos “veementes”. E os mais veementes protestos foram em defesa do Delegado LUCIANO H. CINTRA. E não lembro ter pedido desculpas ao colega.

    · Quem sabe, quando souber exatamente qual o crime cometido, futuramente venha pedir perdão ao Governador José Serra e outros.

    · Contudo, o Governador é o político mais inteligente do Brasil…

    · Jamais se sentiria ofendido pelo conteúdo deste Blog. Da minha leitura do Código da Vida – do Saulo Ramos, principalmente.

    · Sabe discernir um desabafo de uma ofensa gratuita.

    · Por fim, “incitou de forma absolutamente irresponsável um confronte entre policiais civis e militares.”

    · Caro Benito, você nunca leu o FLIT PARALISANTE.

    · Ou, irresponsavelmente, quis interpretar de forma distorcida aquilo que leu. E , ao contrário daquilo que defendeu, acreditamos que só podemos sofrer responsabilização pela nossa opinião. Jamais pela opinião de terceiros externadas, pelos leitores, no Blog: se eu fosse juiz, provavelmente determinaria a retirada do blog do ar, e acho que qualquer um dos leitores com formação jurídica faria o mesmo, o conteúdo do blog, não expressava simplesmente a opinião do editor e acabou virando um veiculo para acusações sem prova alguma.

    BENITO, ainda bem que não é Juiz. Embora muitos magistrados e operadores do direito pensem exatamente como você.
    Meu caro, pelos singelos fundamentos do autor da ordem se pode questionar e duvidar da legalidade da ordem.
    Do teor quase pessoal e atrapalhado da “segunda ordem”, podemos medir a medida justiça feita.
    A medida do “mais forte”!
    Derradeiramente, ordem judicial é cumprida pelo destinatário, principalmente quando agente publico. As ordens, como a vertente, proferida por Juiz que não o “Natural”, devem ser discutidas, criticadas e anuladas pelo prejudicado. Para nós, enquanto parte interessada e vítima, não passa de grande abuso.
    Aliás, abuso caracterizado pela supressão de um outro Blog com conteúdo diminuto em relação ao flitparasilante.blogspot.com.
    O Sr. Juiz deveria providenciar mandado do teor seguinte: Notifique-se o Sr. Roberto Conde Guerra, sob pena de prisão e multa diária, de estar proibido judicialmente de criar blogs , escrever e veicular pela Internet qualquer assunto .
    Que o Juiz expeça uma ordem assim; então demostrarei como darei acatamento.

  • Flávio Lapa Claro comentou:

    Postado no Investigador de Polícia em 14/01/2009

    Como acabar com o PiG

    Em outubro de 2008 os Policiais Civis do Estado de São Paulo estavam em greve. O blog FLIT PARALISANTE (http://flitparasilante.blogspot.com) tinha se tornado um importante – se não o principal – meio de comunicação entre os grevistas. Debates eram travados, notícias divulgadas, rumos traçados.

    No dia 23 de outubro o Juiz DAVI CAPELATTO, do Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária – DIPO, determinou que a GOOGLE tirasse do ar aquele blog. O mandado foi cumprido no dia 31 de outubro, quando descobriram a inversão nas sílabas na URL do blog – flitparaSILAnte, ao invés de flitparaLISAnte, e o blog saiu do ar. Este mesmo mandado determina que a GOOGLE providencie, “DE MODO PEREMPTÓRIO, que o blog não atue mais nos seus domínios”. Veja o mandado:
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    página 1,
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    página 2.

    Com a ajuda de diversos leitores e fãs, o Dr. Guerra reconstruiu o FLIT PARALISANTE na url http://flit-paralisante.blogspot.com. A greve terminou, mas o FLIT continuou sendo o norte de muitos colegas, que, inconformados com os desmandos da administração e com a corrupção instalada na instituição POLICIAL CIVIL, lá debatiam, entre outros, esses dois temas.

    No dia 09 de janeiro de 2009, o mesmo Juiz DAVI CAPELATTO retorna à carga, intimando novamente a GOOGLE para que fornecesse os dados do responsável pelo FLIT PARALISANTE. Desta vez a origem do mandado foi inquérito policial movido por JOSÉ SERRA e outros. A GOOGLE, de imediato, tirou o blog do ar. Veja o
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    mandado.

    Como o FLIT é fênix (plagiando o Ligeirinho), foi novamente disponibilizado em outro endereço (http://flitparalisante.wordpress.com).

    Está aí o caminho das pedras para acabarmos com o PiG. Vamos detonar um por vez.

    Peguemos o integrante do PARTIDO DA imprensa GOLPISTA escolhido – por exemplo, a GLOBO – escolhamos uma matéria qualquer e representemos, na 4ª Delegacia da DIG/DEIC, por crime contra a honra. Se entrarmos com umas 100 representações, é provável que pelo menos um dos inquéritos policiais seja distribuído para o Dr. DAVI CAPELATTO.

    Partindo do princípio que “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”, é claro que o Dr. Capellato, agindo em coerência com as convicções demonstradas no caso do FLIT PARALISANTE, de imediato determinará que, preventivamente, a emissora saia do ar… mesmo que o processo esteja, ainda, na fase do inquérito policial. Mesmo que as partes não tenham sido ouvidas. Mesmo que a reclamação seja quanto a uma matéria específica, não se referindo ao todo da programação. Mesmo que o sagrado direito à defesa não tenha sido concedido ao acusado. Determinará, ainda, DE MODO PEREMPTÓRIO, que a emissora NUNCA MAIS atue no território nacional.

    Repitamos o procedimento com a Folha, o Estadão, a Veja, etc., etc., etc.

    E pronto. Estamos salvos.

    Abraços
    Flávio Lapa Claro
    Investigador de Polícia
    DAS/DEIC

  • Benito comentou:

    Bom diante das considerações feitas pelo Dr Guerra, que muito bem argumentou para os outros leitores do CDP, vou tentar fazer uma tréplica, sempre deixando claro que o objetivo é apenas aprofundar o debate, sou apenas um leitor do CDP que as vezes resolve fazer alguns comentários, não sou dono da verdade e nem estou em defesa de quem quer que seja.
    Inicialmente, não tenho nada contra o Dr Guerra, pelo contrário, acho até apaixonante a defesa enfática que faz da sua profissão, mas não concordo com alguns de seus posicionamentos.
    Aqui cabe uma pequena separação do conteúdo da minha resposta, que no meu entender são duas coisas destintas:

    1)A minha opinião pessoal sobre o Flit Paralisante:

    Como disse no inicio do meu post, “Sinceramente acho que o Flit Paralisante exagerava”, é a minha opinião sobre ao assunto, usei até o verbo “acho” e a expressão “exagerava”, foi a minha impressão a ler o blog, o meu sentimento pessoal como leitor do blog, ao meu ver o que era ali postado estava muito longe de ser uma mera reproduçao de artigos vinculados na imprensa.
    Disse mais: “Aos meus olhos,e de muita gente, algumas das verdades escritas ali, acabavam se perdendo no meio de tanto denuncismo sem prova alguma. O Dr Guerra não tinha medida, ou era 8 ou 80, ou se estava a favor dele ou era um inimigo cooptado pelos corruptos dominantes.”
    Ou seja, eu como leitor, critico o que chamei de “acusações por diversas vezes agressivas, pessoais e sem prova alguma.”
    Esta é a minha opinião pessoal sobre o blog, e no que nele era escrito por seu editor, como leitor posso e devo expressar minha opinião sobre o que foi publicado.
    Evidentemente o Dr Guerra, não concorda comigo, da mesma forma que um monte de comentaristas, alias disse que iria remar contra a maré.
    Efim se eu acho o blog “denuncista” é só a minha opinião (que aliais não é muita coisa), cabe aos outros fazerem seu próprio juízo sobre o blog e eventualmente criticarem minha critica.
    Em se tratando de opinião pessoal sobre o assunto cada um tem a sua.
    Mas fazendo uma mea-culpa, evidentemente que cai no mesmo erro de quem critico.
    Usei de uma linguagem demais para expressar minha opinião.
    Motivo pelo qual peço minhas sinceras desculpas ao Dr Guerra e espero que ele as aceite.

    2) Sobre o caso concreto.

    A leitura atenta do meu post, revela que não tive como objetivo criticar o Flit Paralisante, estava apenas tentando colocar outro ponto de vista sobre a abordagem feita pelo próprio CDP, que rotulou a decisão judicial de “censura”, o que ao meu ver era incabível sem conhecer o processo:

    “Por fim, acho demasiado falar em censura e fazer comparações com o regime militar, quando se tratam de decisões emanadas pelo poder judiciário e sem conhecer os processos que deram origem as medidas judiciais.”

    O Eduardo defendeu com brilhantismo a sua posição, dispensável qualquer outro comentário.
    Como eu disse, não conheço o processo, mas diante dos argumentos colocados, em uma análise superficial, parece que o Blog foi sim vítima de uma arbitrariedade.(Pelo visto nem o Dr Guerra conhece, uma vez que sequer foi citado/intimado/notificado?só vi um despacho sem fundamentação nenhuma feito pelo juíz do DIPO, Aliais qual o tipo de procedimento? Uma Cautelar Penal?Foi feito B.O.?teve representação do Governador?).

    Diante destes argumentos, revejo minha posição, e concordo com o que disse o Dr Guerra:

    “Meu caro, pelos singelos fundamentos do autor da ordem se pode questionar e duvidar da legalidade da ordem.
    Do teor quase pessoal e atrapalhado da “segunda ordem”, podemos medir a medida justiça feita.
    A medida do “mais forte”!
    Derradeiramente, ordem judicial é cumprida pelo destinatário, principalmente quando agente publico. As ordens, como a vertente, proferida por Juiz que não o “Natural”, devem ser discutidas, criticadas e anuladas pelo prejudicado. Para nós, enquanto parte interessada e vítima, não passa de grande abuso.
    Aliás, abuso caracterizado pela supressão de um outro Blog com conteúdo diminuto em relação ao flitparasilante.blogspot.com.”
    Volto a afirmar, não considero decisão judicial uma “censura” e acredito que no caso concreto podem existir indícios sim para eventual retirada do ar do site, mas não da forma como parece que foi feita, sem respeito a legalidade.”

    Mas volto a afirmar, não considero decisão judicial uma “censura” e acredito que no caso concreto podem existir indícios sim para eventual retirada do ar do site (ou o mais correto do eventual conteúdo ofensivo), mas não da forma como parece que foi feita, aparentemente sem respeito algum a legalidade.

    3) Considerações finais sobre alguns comentarios:

    a)· “Por fim, incitou de forma absolutamente irresponsável um confronte entre policiais civis e militares.”

    · Caro Benito, você nunca leu o FLIT PARALISANTE.

    · Ou, irresponsavelmente, quis interpretar de forma distorcida aquilo que leu.”

    Lia sim, aliais se o Senhor ainda tiver um arquivo dos comentários feitos, pode localizar elogios a sua coragem e incentivo pela “luta”, quando da decisão judicial no mandado de segurança que anulou a punição “geografica” da transferencia compulsória ao interior. (salvo engano o post era cópia da decisão, desculpe mas não lembro direito).

    Um texto sempre da margem a interpretação, mas se o Senhor prefere entender que os comentários feitos pelo senhor quando da atuação da Policia Militar durante a greve não incitava um confronto entre policiais civis e militares, e que este endendimento é fruto da minha interpretação distorcida e irresponsável daquilo que li, e não da efetiva possibilidade dos textos poderem serem interpretados desta maneira, infelizmente não tenho o que falar.
    É sempre mais facil desclassificar a interpretação alheia do que fazer uma auto reflexão.
    Mas talvez o senhor tenha razão e eu seja um irresponsável de interpretação distorcida.

    b) “Pois bem, “ainda que por motivação política o Dr. Guerra deu margem a medida judicial”. Não consigo compreender tal colocação, pois motivo político não pode, ou não deveria, ser fundamento para uma ordem judicial. Especialmente quando a vítima foi qualificada nestes termos: JOSÉ SERRA E OUTROS.”

    Basta ler o que disse acima:

    “o lamentável de tudo isso, é que o blog só teve a sua retirada do ar, quando da Greve da PCSP, momento em que apesar dos comentários acima, ele efetivamente virava uma espécie de “voz” da categoria.
    Ou seja o governo só se mobilizou para tirar o blog do ar, quando este o incomodou politicamente e não por uma defesa da legalidade ou da columidade pública.”

    Afirmei que se tratava de “motivação política”, mas que “o Dr Guerra deu margem a medida judicial.”, dando munição ao inimigo, permitindo, por conta de suas declarações no blog, uma medida “legal” de restrição, dando vazão a um desejo “politico”.
    Sabe aquela história de aos meus inimigos a força da Lei? Parece bem aplicável ao caso.

    C)”caro Benito, neste aspecto, enganou-se. Jamais pedimos desculpas a colegas em face de protestos “veementes”.”

    Apenas usei o pedido de desculpas, como exemplo do comportamento que eu considerava exagerado, dentro do contexto de que o “O Dr Guerra não tinha medida, ou era 8 ou 80, ou se estava a favor dele ou era um inimigo cooptado pelos corruptos dominantes”, pois teria colocado um post desfavoravel a um colega e depois feito um pedido de desculpas.
    Nada mais natural e justo do que pedir desculpas, eu mesmo já fiz duas vezes neste comentário, pois como bem disse o Dr Guerra, “Pedir desculpas, ou seja, retratação, para nós, é obrigação moral diante da injustiça cometida.”.
    Penso que nada é mais sensato do que reconhecer o erro se alertado por colegas ou por teceiros, o Dr Guerra deu outra conotação a expressão “defendido veementemente pelos comentáritas”, sustentando que nunca sucumbiu a qualquer tipo de pressão, de quem quer que seja, arguindo que “só peço desculpas para quem de fato julgar merecedor.”.
    Reli meu comentário não consegui perceber qualquer tipo de insunuação de que o Dr Guerra tenha feito ou deixado de fazer comentários influenciado por uma “pressão” externa, pois se tem alguma coisa que admiro nele é exatamente esta capacidade de resistir a elas.
    O contexto do comentário era outro, e independente da motivação do pedido de desculpas, espontaneo ou não, o fato é que erros foram cometidos e neste sentido serviam de exemplo ao que considerei um comportamento exagerado do Dr GUerra.

    D) , ao contrário daquilo que defendeu, acreditamos que só podemos sofrer responsabilização pela nossa opinião. Jamais pela opinião de terceiros externadas, pelos leitores, no Blog:

    Não defendi em nenhum momento que o dono do blog possa ser responsabilizado por comentários feitos por terceiros, ao contrário sempre me referi a responsabilização da opinião do Editor do Blog:

    “o conteúdo do blog, não expressava simplesmente a opinião do editor e acabou virando um veiculo para acusações sem prova alguma.”

    Alias fui bem alem e disse entender que ninguem, nem o editor do blog, poderia responsabilizado apenas por ter opiniões, e sim por em tese fazer imputações pessoais, atribuindo crimes e outros fatos que denegriam a imagem de determinadas pessoas.

    Até pq se acreditasse que alguem pode ser penalizado por suas opiniões seria réu confesso e o CDP teria de ser fechado pelo meu comentário né……

  • Eduardo comentou:

    Ei!

    Não venho tendo tempo de fazer novos posts, mas acompanho sempre que posso os comentários. E não posso deixar de me manifestar para dizer que o CDP agora arrebentou!

    Além de réplica teve até tréplica nos comentários!

    Brincadeira, o debate acima imortalizado só vem demonstrar que, quando juntamos pessoas com opinião própria, caráter firme e bons tratos mútuos, todos só temos a ganhar. Deste tipo de situação nascem as soluções para as maiores mazelas sociais; forjamos uma veia ideológica e nos submetemos ao contra-peso (tem hífen?) das opiniões divergentes, e o resultado será no mínimo um ser racional com poder de análise multiplicado.

    Abraços, e congratulações pelas defesas! 😉

  • Policial punido por causa de blog, de novo? | Diário de um Policial Militar comentou:

    […] Blog da Segurança Pública – Censura a blogs policiais. Você tem medo de que? Caso de Polícia – De novo, de novo Capitão Luiz Alexandre – Quem prende quem? Coronel Emir Larangeira – Liberdade de Expressão […]

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