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	<title>Comentários sobre: O Sequestro, O Governo, e os Outros</title>
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	<description>Polícia, Concurso, Artigos, Crônicas e Notícias</description>
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		<title>Por: Eduardo</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/12/22/o-sequestro-o-governo-e-os-outros/#comment-9138</link>
		<dc:creator>Eduardo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 21:40:49 +0000</pubDate>
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		<description>Agradecemos as bonitas e iluminadas palavras Flávio! E, otimismo, um dia chegaremos lá!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agradecemos as bonitas e iluminadas palavras Flávio! E, otimismo, um dia chegaremos lá!</p>
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		<title>Por: Flávio Lapa Claro</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/12/22/o-sequestro-o-governo-e-os-outros/#comment-9127</link>
		<dc:creator>Flávio Lapa Claro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 15:23:58 +0000</pubDate>
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		<description>Onde escrevi TRE-SP, leia-se TRT-SP</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Onde escrevi TRE-SP, leia-se TRT-SP</p>
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		<title>Por: Flávio Lapa Claro</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/12/22/o-sequestro-o-governo-e-os-outros/#comment-9126</link>
		<dc:creator>Flávio Lapa Claro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 15:20:08 +0000</pubDate>
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		<description>FINAL DE ANO

Dizem que nenhuma amizade sobrevive a uma discussão sobre Política, Futebol ou Religião. Não sei se tal ditado se aplica a todo mundo, mas eu posso dizer que já tive algumas amizades abaladas devido às minhas convicções religiosas. Porque não suporto rituais. Missas, cultos, orações decoradas e repetidas (às vezes gritadas numa situação de histeria coletiva) sem que se atine para o seu sentido real...não me fazem a cabeça. Respeito quem curta esse tipo de coisa, mas a minha relação com o Ser Supremo é íntima demais para ser exposta.
As comemorações religiosas, como o Natal, Páscoa, Paixão, dia de santo tal ou qual, perderam totalmente seu significado, até mesmo para os mais fervorosos devotos. Não sabemos o motivo nem a origem das comemorações, mas ainda assim gastamos todo o 13º salário comprando presentes para os outros. Como se isso nos fizesse seres humanos melhores e nos redimisse das nossas culpas.
Nossa Constituição proíbe qualquer tipo de discriminação, inclusive a religiosa. Ainda assim, feriados religiosos existem às pencas. Mas para comemorar datas cristãs. Nunca ouvi falar de um feriado que comemorasse o nascimento de BUDA, ou de MAOMÉ, aqui no Brasil...
É por isso que nunca me incomodou trabalhar no natal e não poder estar com a minha família. De fato, nestes 21 anos de Polícia posso contar nos dedos de uma das mãos as noites de natal em que não trabalhei.
No entanto, neste ano estou me sentindo diferente.
Ao acabar minha licença prêmio, a primeira coisa que fiz foi anotar a minha escala. Mais uma vez, escalado para: plantão no dia 24, e operação Papai Noel no dia 25. Isso me incomodou profundamente. Não pelo fato de ter sido escalado para trabalhar enquanto a grande maioria se diverte. Isso faz parte da profissão. Mas por todo o conjunto de acontecimentos relativos à Polícia Civil do Estado de São Paulo ocorridos durante o ano.
Não só pela postura do GOVERNO e da JUSTIÇA  frente às nossas reivindicações, mas pela clara demonstração que para os que estão no poder – isso inclui diversos colegas policiais – somos nada além de uma despesa inútil a ser controlada. Excluo deste rol o TRE-SP.
Também pela postura da população de São Paulo, que, apesar de entender e, em grande parte, apoiar as nossas reivindicações, não conseguiu apreender a totalidade da situação, nem as causas da falência total dos serviços essenciais que o ESTADO deveria prover, e reelegeu prefeito o assecla mor do patrão, dando uma clara indicação que a situação de calamidade reinante nas áreas da Educação, da Saúde e da Segurança Pública que hoje presenciamos pode se prolongar ainda mais.
Como se pode ver, não tenho muito a comemorar. Exceto o AMOR da minha família. Exceto a obtenção do tão almejado título de Enfermeiro, e a aquisição de todo o conhecimento relacionado. Exceto a drástica redução do número de seqüestros em São Paulo, conseguida graças a MUITO TRABALHO e DEDICAÇÃO dos meus colegas e amigos da Divisão Anti-Seqüestro, que, além de combaterem os criminosos ainda têm que conseguir tempo para participarem de todas as operações comédia que nossos superiores hierárquicos insistem em inventar, apesar de não fazerem parte de nossa função. Que ainda se dispõem a dar manutenção para as viaturas do Estado para que a população possa ter um atendimento minimamente adequado. Que usam seus próprios equipamentos para trabalhar, para que o risco corrido por uma vítima de seqüestro seja minimizado.
Ainda assim, apesar de toda a frustração pelo ano que se encerra e a expectativa de que o ano vindouro seja ainda menos producente em termos de satisfação profissional e pessoal, espero que todos – em especial aqueles que, como eu, estarão trabalhando durante estes dias de festa, longe de suas famílias – tenham um ano com MUITA PAZ, MUITO AMOR e MUITA DIGNIDADE. E que as minhas expectativas sombrias demonstrem ser fruto de um raciocínio ilógico, totalmente equivocado.

Abraços a todos.

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>FINAL DE ANO</p>
<p>Dizem que nenhuma amizade sobrevive a uma discussão sobre Política, Futebol ou Religião. Não sei se tal ditado se aplica a todo mundo, mas eu posso dizer que já tive algumas amizades abaladas devido às minhas convicções religiosas. Porque não suporto rituais. Missas, cultos, orações decoradas e repetidas (às vezes gritadas numa situação de histeria coletiva) sem que se atine para o seu sentido real&#8230;não me fazem a cabeça. Respeito quem curta esse tipo de coisa, mas a minha relação com o Ser Supremo é íntima demais para ser exposta.<br />
As comemorações religiosas, como o Natal, Páscoa, Paixão, dia de santo tal ou qual, perderam totalmente seu significado, até mesmo para os mais fervorosos devotos. Não sabemos o motivo nem a origem das comemorações, mas ainda assim gastamos todo o 13º salário comprando presentes para os outros. Como se isso nos fizesse seres humanos melhores e nos redimisse das nossas culpas.<br />
Nossa Constituição proíbe qualquer tipo de discriminação, inclusive a religiosa. Ainda assim, feriados religiosos existem às pencas. Mas para comemorar datas cristãs. Nunca ouvi falar de um feriado que comemorasse o nascimento de BUDA, ou de MAOMÉ, aqui no Brasil&#8230;<br />
É por isso que nunca me incomodou trabalhar no natal e não poder estar com a minha família. De fato, nestes 21 anos de Polícia posso contar nos dedos de uma das mãos as noites de natal em que não trabalhei.<br />
No entanto, neste ano estou me sentindo diferente.<br />
Ao acabar minha licença prêmio, a primeira coisa que fiz foi anotar a minha escala. Mais uma vez, escalado para: plantão no dia 24, e operação Papai Noel no dia 25. Isso me incomodou profundamente. Não pelo fato de ter sido escalado para trabalhar enquanto a grande maioria se diverte. Isso faz parte da profissão. Mas por todo o conjunto de acontecimentos relativos à Polícia Civil do Estado de São Paulo ocorridos durante o ano.<br />
Não só pela postura do GOVERNO e da JUSTIÇA  frente às nossas reivindicações, mas pela clara demonstração que para os que estão no poder – isso inclui diversos colegas policiais – somos nada além de uma despesa inútil a ser controlada. Excluo deste rol o TRE-SP.<br />
Também pela postura da população de São Paulo, que, apesar de entender e, em grande parte, apoiar as nossas reivindicações, não conseguiu apreender a totalidade da situação, nem as causas da falência total dos serviços essenciais que o ESTADO deveria prover, e reelegeu prefeito o assecla mor do patrão, dando uma clara indicação que a situação de calamidade reinante nas áreas da Educação, da Saúde e da Segurança Pública que hoje presenciamos pode se prolongar ainda mais.<br />
Como se pode ver, não tenho muito a comemorar. Exceto o AMOR da minha família. Exceto a obtenção do tão almejado título de Enfermeiro, e a aquisição de todo o conhecimento relacionado. Exceto a drástica redução do número de seqüestros em São Paulo, conseguida graças a MUITO TRABALHO e DEDICAÇÃO dos meus colegas e amigos da Divisão Anti-Seqüestro, que, além de combaterem os criminosos ainda têm que conseguir tempo para participarem de todas as operações comédia que nossos superiores hierárquicos insistem em inventar, apesar de não fazerem parte de nossa função. Que ainda se dispõem a dar manutenção para as viaturas do Estado para que a população possa ter um atendimento minimamente adequado. Que usam seus próprios equipamentos para trabalhar, para que o risco corrido por uma vítima de seqüestro seja minimizado.<br />
Ainda assim, apesar de toda a frustração pelo ano que se encerra e a expectativa de que o ano vindouro seja ainda menos producente em termos de satisfação profissional e pessoal, espero que todos – em especial aqueles que, como eu, estarão trabalhando durante estes dias de festa, longe de suas famílias – tenham um ano com MUITA PAZ, MUITO AMOR e MUITA DIGNIDADE. E que as minhas expectativas sombrias demonstrem ser fruto de um raciocínio ilógico, totalmente equivocado.</p>
<p>Abraços a todos.</p>
<p>Flávio Lapa Claro<br />
Investigador de Polícia<br />
DAS/DEIC</p>
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	<item>
		<title>Por: Eduardo</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/12/22/o-sequestro-o-governo-e-os-outros/#comment-9109</link>
		<dc:creator>Eduardo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 01:48:52 +0000</pubDate>
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		<description>José Ricardo: agradeço as palavras amigo. E saiba que também não perco as excelentes crônicas do Universo Policial!

Lenadro: kkk difícil hein hehehe obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>José Ricardo: agradeço as palavras amigo. E saiba que também não perco as excelentes crônicas do Universo Policial!</p>
<p>Lenadro: kkk difícil hein hehehe obrigado.</p>
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