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Sobre as Eleições no Rio

Publicado em 23/10/2008 - Categoria: Em QAP

Que me desculpem os leitores (muitos) que acessam o CdP de todos os cantos do Brasil e do exterior, mas o assunto remete à uma análise regional, que, contudo, interessa aos que não votam na eleição municipal carioca.

Aqueles que se contentam com as informações advindas das mídias tradicionais correm o risco de ficarem ofuscados, mais ainda em se tratando de assuntos políticos. São válidas, pois, manifestações pessoais neste sentido.

Podemos nos enganar, se limitados em visão, sobre o papel do governo municipal na segurança pública. Não cheguei a escrever, mas lembro que no início da caminhada deste blog rascunhei um artigo no qual filosofava sobre o papel do executivo municipal neste vital ramo da administração pública. Não saiu do papel, mas tratava do correto uso das guardas municipais, sem mesmo a necessidade dela ser armada; da iluminação das vias públicas; do sistema de saúde e saneamento básico; da conservação das ruas, da limpeza urbana; e, principalmente, do ensino fundamental, a base de formação dos cidadãos. Tudo isso é segurança pública, tudo reflete nela.

Se quiséssemos, escreveríamos um livro de mil páginas, demonstrando como o poder municipal pode influenciar diretamente nos rumos da segurança pública. Por isso, aqui no Rio, existe uma forte tendência de romper com o tradicional. O tradicional, naquela que ainda é classificada como Cidade Maravilhosa (provavelmente pelas belezas naturais que ainda não foram destruídas), é a desordem, a demagogia, os gastos excessivos e inexplicáveis, o esquecimento de princípios como a conveniência, eficiência, transparência e oportunidade. Diga-se, em nível municipal e estadual. Andam de mãos dadas.

Basta ver, a tão criticada Cidade da Música, projeto megalômano do ex-blogueiro e em breve ex-prefeito César Maia, que sugou mais de meio bilhão dos cofres públicos, e ainda é uma incógnita. O mesmo pretende fazer o Sérgio Cabral – PMDB, com uma tal de Cidade da Bossa Nova ou sei lá o nome que deram, em um terreno de onde está sendo expulso um batalhão da PMERJ. Outras “coincidências” não podem deixar de ser observadas, como os gastos elevados do nosso dinheiro por ocasião do Pan-americano, verdadeiro fracasso em termos de investimento racional e devolução à população pelos tributos pagos, tributos estes, lembremos, os mais altos do país.

Aliás, as empreiteiras, que tanto lucraram com as obras do Pan, mesmo as que não foram entregues (seremos ressarcidos?), são os mesmos ‘investidores’ que injetam dinheiro na campanha do PMDB de Eduardo Paes, uma campanha milionária. E o Rio vem se candidatando à tudo, Copa do Mundo, Olimpíadas, cuspe a distância, e o que mais puderem fazer. Coincidência?

E agora, no segundo turno, as coisas ficam bem mais claras. A imundície que assola nossas ruas, as fachadas dos prédios, só vem de um lado. A praga do número ‘15’ polui o visual e irrita, pela persistência da propaganda irregular, praticada ininterruptamente sob as barbas do T.R.E.

O candidato Eduardo Paes – PMDB, nos recentes debates com Fernando Gabeira – PV, procura desmerecer o trabalho deste, vangloriando-se de que há 15 anos (este número é cabalístico?) atua na política do Rio, e que já fez muito mais aqui do que Gabeira. Ora, pois este é exatamente o argumento que aqueles que estavam em dúvida escolham votar no candidato do Partido Verde, 43.

Porque, se considerarmos que a cidade do Rio de Janeiro nunca foi tão vilipendiada, nunca foi tão maltratada, nunca esteve tão ruim… a destruição das áreas ambientais com aval de projetos políticos, crescimento de favelas, sistema de saúde caótico, sistema educacional deprimente… se nisto tudo, contribuiu Eduardo Paes – PMDB, então é justamente o que ninguém quer por aqui! Por isso Gabeira atrai tantos votos, ele é a esperança de mudança que os cariocas aguardam há tanto tempo.

Não é só porque o candidato do PMDB é o clone de Sérgio Cabral. Não é por isso (só) que os policiais civis e militares e demais categorias profissionais do setor público e privado votarão em massa no nº 43. Votar no Gabeira é dar uma chance ao Rio.

Mas independente do resultado deste 2º turno, os cariocas reencontraram a esperança; porque, mesmo com as notícias tendenciosas e reportagens compradas, mesmo com o uso da máquina pública estadual por Paes e Cabral – PMDB, mesmo com fraudes e apelação, Gabeira, sem panfletos, sujeira ou ofensas consegue captar uma quantidade de votos tamanha que ninguém sabe quem tem mais chances.

Eu não sei vocês, mas não me parece fazer sentido eleger um síndico que emporcalha ele mesmo todo o prédio. Vigiai.

Leitura recomendada:

Saiba a Verdade!!

GABEIRA, EDUARDO PAES E AS MIRABOLÂNCIAS.

O RIO quer PAZ e não Paes!

APENAS FIRMANDO A CORRENTE DE NÃO AO 15, FORA PMDB.

As Equipes e aliados de Gabeira e de Paes.

Coisas da Política.

Paes, o novo subversivo.

4 comentários »

  • José Tavares comentou:

    Estranho é a UNE apoiar o Paes. Quanto será que ela está recebendo pf?

  • leandro p. comentou:

    eu confesso que estou com medo.
    o povo é burro, e isso é um fato… as campanhas do 15 sao massivas e porcas, ataques sem fundamento e galhardetes, e isso nao afeta negativamente os ignorantes, muito pelo contrario, o 15 quer vencer pelo cansaço.

    me arrepio em pensar o que poderia vir da dose dupla.

    quem quiser saber mais sobre o eduardo paes, basta procurar na internet, conteudo nao falta.

    e quem tiver mais um tempinho, passa no site do tj, e procura pelo nome: “EDUARDO DA COSTA PAES”

    so pra adiantar…
    Tipo de ação: “Ação Civil Pública, POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA”

    http://srv85.tj.rj.gov.br/consultaProcessoWeb/consultaProc.do?FLAGNOME=&back=1&tipoConsulta=publica&numProcesso=2008.001.070976-3

    esse processo peguei em outro blog, mas tem alguns outros no tj

  • Soares comentou:

    Fandango prefeito.

  • Rogério Felício comentou:

    Leia Reflita e Vote no 43.

    Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar.
    João Batista Figueiredo
    Educação gera conhecimento, conhecimento gera sabedoria,e, só um povo sábio pode mudar seu destino.
    Samuel Lima

    Em política é preciso curar os males e nunca vingá-los.
    Napoleão III

    O objecto principal da política é criar a amizade entre membros da cidade.
    Aristóteles

    Pensar só em si e no presente é uma fonte de erro em política.
    Jean de La Bruyère

    É necessário que os princípios de uma política sejam justos e verdadeiros.
    Demóstenes

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