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Policiais de São Paulo Fazendo História

Publicado em 17/10/2008 - Categoria: Notícias em Análise

É sempre ruim analisar fatos que chegam ao nosso conhecimento por vias indiretas, seja através de boatos ou através da imprensa, pois os boatos são sempre tendenciosos, e a imprensa é sempre tendenciosa e além disso não tem capacitação para entender questões legais e administrativas, levando invariavelmente o telespectador/leitor, a erro.

Acho que nisso a blogosfera policial é unânime, haja vista as manifestações de pesar do Cathalá e do Victor, sem entrar nos pormenores do problema. Problema esse que não podemos deixar de consignar também aqui neste blog, dado a importância histórica e temática do assunto: a confusão de ontem, no conflito entre Policiais e o Governo de São Paulo. Pois é, vem se colocando que houve um conflito entre a Civil e a PM, mas não creio ser o caso, e veremos adiante porquê.

O primeiro aspecto a se considerar é a identificação do culpado pelo caos que se instalou na cidade mais rica do país. Policiais civis, que há muitos anos vêm tentando se organizar para reivindicar melhores condições de trabalho e vencimentos, intensificaram sobremaneira o movimento desde o mês passado. Em uma greve inédita e impressionante, chamaram a atenção do país inteiro, e mesmo da imprensa estrangeira, expondo de forma cabal a prepotência e falta de capacidade administrativa do governo de SP. São Paulo, a capital financeira do Brasil; São Paulo, onde os policiais tem o salário mais baixo do Brasil. Como diz a faixa dos manifestantes, PSDB – Pior Salário Do Brasil.

Com um governador que não aceita diálogo, figurando como um verdadeiro ditador; um secretário de segurança que não tem o menor tino para tratar do assunto; e uma cúpula de comando da Polícia Civil e Militar que se mostra totalmente alheia à qualidade das respectivas corporações, apegados que estão ao cargo comissionado… todos esses fatores resultaram nas cenas de repressão transmitidas por todos os canais de televisão. A repressão dos que lutam por direitos, por aqueles que se vendem barato.

Qual é o pleito dos policiais mesmo? Reajuste de 15% este ano, 12% em 2009 e por fim 12% em 2010! Pelo amor de Deus! No estado que tem a maior arrecadação em impostos do país!

Obviamente, e este é um recurso sempre utilizado por governos que perdem o controle da situação, alega-se que o movimento tem um cunho político-partidário. Critica-se a interferência de centrais sindicais. Ora bolas, nenhum movimento nasce sem que pessoas politicamente críticas e esclarecidas estejam envolvidas, e nada se organiza sem sindicatos e entidades de classe. E sempre existem aqueles que têm interesse nisso por causa daquilo. Mas resumir toda a luta de uma categoria, que tem motivos e direitos de sobra, para minimizar os fatos e fingir que tudo está sob controle… lamentável e repetitivo.

Manifestantes perigosos e dispostos ao enfrentamento?

Quanto à repressão aos manifestantes ontem, confesso que fiquei sem entender. Tirando um “pedala robinho” que algum irracional deu em um PM (e que a TV sensacionalmente não se cansou de repetir), não vi nada que desse a entender que houvesse violência ou depredação de patrimônio. Nenhuma pedra ou objeto arremessado, nenhuma intenção de incêndio, nenhum espancamento. Parece-me que o que dava legitimidade para que o governo se utilizasse de tropas de choque com armas não-letais, seria uma resolução da própria Secretaria de Segurança, que proíbe o acesso de manifestantes em um perímetro ao redor da sede do governo.

Realmente não me sinto capacitado para discutir juridicamente este ponto, eu só sei que a competência para condutas seria do Município, que nossa Lei Maior garante o direito de manifestação, e que as ruas são de uso comum do povo. Quero dizer, se ao invés de unirem-se em uma passeata, todos fossem um a um, caminhando isoladamente, seriam proibidos de se aproximar? E se todos já estivessem lá, em frente ao prédio do governo, e de repente um deles gritasse “GREVE!” ou outro levantasse uma faixa, o batalhão de choque seria chamado e chegariam atirando balas de borracha a torto e a direito, bombas de efeito moral, etc? Repito, juro, não entendi.

Medidas necessárias contra a desordem?

Mas sem entender tudo isso, por me faltar informação, posso falar de uma coisa lógica. Vejamos, quem são os manifestantes no caso? Policiais civis, policiais civis aposentados, pensionistas, e… mulheres de policiais militares! Pois é, em SP vige uma lei que atrela os salários dos policiais civis e militares. O que acontecer de bom ou de ruim, serve para todos, e por isso muitos PMs, que são impedidos de integrar estas manifestações, contam com suas esposas, suas famílias para protestar por eles, e elas estavam lá, tomando bala de borracha na cara. Acreditem, tem muito policial militar, acredito que 99% da corporação na verdade, que deve estar envergonhado e indignado com aquela pequena parcela de colegas que se dispôs a entrar em conflito com outros para defender uma questão meramente de soberba e prepotência do governo, não tenho dúvidas, tenho acompanhado de perto o assunto e os PMs, mesmo os oficiais, estão engajados na luta.

Tem aquele ditado do filme de matança, “Ordem dada é ordem cumprida”. Bom, que fique claro que isso é muito legal, mas só no filme. Na vida real tem um negócio que se chama Lei, e que resguarda nossos direitos e regula nossos deveres. E a lei pune criminalmente aqueles que cumprem ordens manifestamente ilegais.

Mas o ponto principal de tudo isso é: os policiais civis de São Paulo estão dando ao país uma demonstração de força e união. Eles lutam porque acham que valem mais do que lhes pagam. Eu tenho certeza disso. Os policiais paulistanos já receberam manifestações de apoio de juízes, promotores, e da própria OAB, dentre outros segmentos importantes do sistema de justiça criminal. Fiquem certos que também têm o apoio, por pequeno que seja, do nosso Caso de Polícia, pela lição de civismo e honra que vêm dando às demais polícias estaduais, repetindo a brava luta que policiais civis do Distrito Federal travaram no passado para conseguir destaque e dignidade. Repetindo o que a Polícia Federal fez também em âmbito nacional.

Toda força e toda sorte ao movimento, acompanho atentamente através de notícias e principalmente pelo Flit Paralisante. De cabeça baixa e com rabinho entre as pernas é que não dá para ficar.

Tudo bem, que venham as pedradas agora…

PS: em tempo, é de se criticar a utilização de viaturas policiais na manifestação, contudo pelo que li elas só chegaram quando a integridade física dos manifestantes se viu ameaçada. Se for esse o caso, é compreensível. Da mesma forma o porte ostensivo de armas de fogo neste tipo de situação. É certo que não podemos andar desarmados, é um fardo do ofício, porém sabemos que sempre a imprensa e o governo exploram isso para depreciar.

PS2: iluminados sejam vocês, lá presentes, por recuarem e terem evitado o confronto com a tropa do governo. Só por terem evitado esta iminente tragédia, a luta revestiu-se de imensurável sensatez.

23 comentários »

  • Danillo Ferreira comentou:

    A grande lesão deixada pelo ocorrido está na imagem de confronto institucional que foi formada. Como disse no Abordagem, a imprensa se dedicou em criar uma briga entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, como se fosse algo legitimado pelas duas corporações.

    Quanto à questão legal, observe-se que a PM atua preventivamente na manutenção da ordem pública, conforme diz a Constituição. Havia, sim, uma potencial lesão à ordem, mesmo porque, como sabemos, haviam homens armados na manifestação. E mesmo que não houvesse, se fossem estudantes ou professores, a PM deveria se fazer presente. Havia o que, tecnicamente, se chama de “multidão”, o que veio a se tornar um “tulmuto”. Pessoas psicologicamente unificadas, com um objetivo comum, visando a perturbação da ordem.

    Quando acontece, nesse tipo de ocorrência, a aproximação dos manifestantes a menos de 30 metros da tropa, doutrinariamente deve-se usar armas não-letais, para preservar, principalmente, a tropa empregada. Enfim… a atuação da PM, conforme alguns vídeos que vi, foi legal e tecnicamente legítima, conforme manda a doutrina de CTDC (Controle de Tulmutos e Distúrbios Civis) – salvo quaisquer abusos que foram cometidos.

    Louvável, sim, a demonstração de união dos policiais civis, a reivindicação por salários e a postura impositiva perante o Governo. Mas o servidor público, principalmente o policial, não pode, nunca, se deixar levar pela emoção e praticar desordem para alcançar seus direitos. Pricipalmente quando por trás disso há o que “parece ser mera disputa por poder”, como escrevi no Abordagem.

  • Vitoso comentou:

    Apesar de louvável a união dos policiais civis no estado de São Paulo, não acho aceitável que viaturas com homens altamente treinados e fortemente armados fossem permitidos se aproximar da sede do poder executivo.
    A Constituição resguarda o direito de reunião de pessoas desarmadas. O porte ostensivo e a aparência beligerante de muitos dos policiais civis, inclusive com uso de escudos próprios, capacetes balísticos, coletes, fuzis, justifica, na minha humilde opinião, a ordem dada para impedir os manifestantes.
    Aqui nem há que se considerar a “area de segurança”. Basta notar o repúdio à reunião armada.
    Infelizmente, a atitude dos grevistas me pareceu uma verdadeira “fanfarrarrice”. A cena da Blazer dirigindo em direção aos escudos dos PMs foi triste. Tivessem marchado de braços dados, DESARMADOS (pode-se sim andar desarmado, não vejo justificativa para o porte ostensivo), teriam, ainda que impedidos como foram, multiplicado as forças de seus movimento com a solidariedade do povo que desaprova a covardia que acolhe o injustiçado. A manifestação serviu para reforçar a imagem negativa da policia civil com a população.
    Quanto à informação do uso de viaturas somente quando da noticia de manifestantes feridos, está equivocada. A tropa de choque criou a primeira barreira exatamente naquele local quando se soube que viaturas da policia civil se dirigiam ao palácio do governo por aquele caminho. Após o início do conflito que outros caminhos foram fechados.

    Grande abraço! Como visitante diário do seu blog aproveito esta primeira participação para parabenizá-lo pelo seu trabalho!

  • Thaís comentou:

    Percebe-se que a intensão da pc era apenas reivindicar seus direitos, coisa que já estavam tentando fazer a muito tempo, pois realmente são policiais dignos de um salário melhor. Mesmo após tudo isso o descaso do governo ainda continua, afirmando que não haverá negociação. A intensao dos policiais era a melhor possivel, apenas querendo chamar atenção para a falta de recursos com que sofrem, tanto é que estavam armados e em momento algum utilizaram suas armas em meio as maiores repressões, um tanto desnecessárias, da policia militar.

    Parece-me que mais de 80% do efetivo da policia civil estava trabalhando, a greve estava sendo liderada apenas por uma parte dos policiais. Portanto não podemos dizer que ao invés de trabalhar a policia estava utilizando as viaturas publicas para fazer greve ao invés de estar atendendo a população e registrando ocorrencias.

  • Thaís comentou:

    Vitoso…
    policial é policial. Acho que em uma das cidades mais violentas do Brasil não seria legal andar desarmado. Porém um policial de verdade sabe usufruir de sua autoridade, tanto é que o fato de estarem armados não tem nada a vê, pois mesmo no meio da muvuca levando bala de todos os lados e sob toda aquela tensão eles nem ousaram pegar na arma, isto prova que o movimento era totalmente pacifico liderado por responsáveis.

    Quanto a imagem negativa ela é feita de qualquer jeito mesmo porque a população está pouco se lichando se a policia civil ganha bem ou mal. Se o policial toma uma atitude ele é criticado se toma outra ele é criticado do mesmo jeito… Intão isso é um problema sério em que as pessoas tem que parar de meter pau no cidadão que deixa a família dele pra cuidar da dela.

  • Paulo PCSP comentou:

    Eduardo, muito oportuna a fotografia do policial machucado na cabeça. Ele foi atingido na parte de TRÁS da cabeça, quando estava correndo, fugindo. O que a PM fez com a gente ontem foi COVARDIA. Nem Mário Covas (o top Nº 1 no quesito “Odeio Polícia”) faria isso. Agora adivinha? Eles querem punir os PCs que cometeram excessos. É só ver o vídeo. Os PMs estavam se borrando de medo de uma manifestação pacífica. Jogaram mais bomba na gente do que na torcida do Corinthians no memorável jogo contra o River Plate. UMA VERGONHA.

  • Silvio comentou:

    Danilo, procure melhores fontes que um manual que não analisa a situação fática: quem disse que houve um excesso maldoso e intencional de uso de gás e borracha, TOTALMENTE além do que é ensinado no Barro Branco, foi alguém que É o professor da matéria no Barro Branco. Aliás, eu não jogo gás e tiro de borracha na minha esposa, mãe ou irmãos aposentados nem com ordem de Deus ou do Diabo. Ou você não tava lá pra saber que integrantes das associações das mulheres de pm´s e reformados da pm estavam junto com a gente lá?

  • Desanimado comentou:

    Prezados, não percam o foco do problema. Tudo o que o “çabio” governador deseja é que isso se transforme numa briga institucional e que o verdadeiro inimigo seja esquecido. Repare que na cobertura do acontecido, em nenhum momento foi citado que SP tem os piores salários do país, tudo se concentrou no confronto. Houve excesso de ambas as partes, mas isso não vem ao caso. A polarização nesse momento só vai beneficiar o careca, não mordam a isca. Essa estratégia a tempos é feita aqui no Rio, infelizmente aqui ela tem sido muito eficaz. Enquanto isso, as duas polícias continuam na merda.

  • Cristiano comentou:

    Em primeiro lugar quero parabenizar o autor do BLOG, “Você é o Cara”, escrevendo com propriedade, sou Policial Militar no Paraná, e portanto não tenho propriedade para falar dos problemas salariais dos nossos companheiros Policiais de São Paulo (Civis ou Militares), mas com relação a manifestação e a ação da PM (pelo que vi na TV), posso afirmar que infelizmente ou felizmente nós Policiais Militares do Brasil somos encarregados de um fardo duplo somos policiais e militares, estando sob a égide de regulamentos militares, portanto quero acreditar que a maioria dos Pm’s que estavam ali não estvam porque alguem ligou para a casa deles e os convidou para jogarem GEM (Granadas de Efeito Moral), contra os Policiais Civis de São Paulo (os quais pessoalmente eu admiro, pela capacidade técnica e a bravura destes), os quais são profissionais de segurança assim como nós PM’s. Portanto acho injustificavel essa controvérsia toda pois ambas as corporações e o autor deve concordar comigo, tem sim suas rusgas mas ambas dependem uma da outra sem excessão, mas quando damos mais crédito a associações e grupos isolados que com certeza tem algo a ganhar com essa briga, nós levamos nossos problemas para público o que não é a intensão de ninguém, é como a familia, tem problemas mas nós apenas nós policiais do Brasil é que temos o direito de falar mal, afinal, nenhum jornalista, ou pseudo douto em segurança pública passa as noites de plantão nas DP’s do Brasil ou em Viaturas aguentando um monte de besteira para proteger uma sociedade que ao menor dos problemas só faz criticar, chamando policiais civis de corruptos e policiais militares de truculentos, mas quando precisam não é o padre da paróquia mais próxima que eles chamam! De qualquer forma desejo a classe de policiais civis de São Paulo boa sorte nas negociações, e peço que deixem as rusgas de lado isto só prejudica a nós quanto policiais no intuito de combater aqueles que querem a nossa morte!

  • Eduardo/RJ comentou:

    Danillo: concordo plenamente com seu aviso de que a problemática não é uma guerra entre PC e PM, como quer a imprensa, e por isso mesmo destaquei esta observação logo no 2º parágrafo. Não podemos nos deixar levar por tendências espúrias.

    Mas continuo discordando do critério para uso da força. Se a justificativa é que haviam pessoas psicologicamente unificadas, com um objetivo comum, visando a perturbação da ordem, não me parece válida. Ao contrário, pelas fotos da passeata, antes de chegar na barreira policial, percebe-se que o que regia a marcha era o bom humor crítico, com nariz de palhaço, caixão enterrando a carreira política do governador, etc.

    Acharia justificado o uso da força se os manifestantes empunhassem pedaços de paus e pedras, ou coquetéis motolov, sei lá. Não era o caso.

    Muito acertado foi o uso de um cordão por PMs que não eram do choque, momento em que houve o ‘empurra empurra’ e os manifestantes acabaram passando, logicamente.

    Enfim, nem tudo que está em manuais militares é, por si só, legítimo, mesmo porque fica a impressão de que é uma doutrina que foi aperfeiçoada com o tempo, mas preserva alguns aspectos incondizentes com a atual Constituição. Acima de manuais e orientações, o servidor policial deve pautar-se na lei e no bom senso para sua aplicação, conforme os princípios administrativos como a oportunidade e conveniência. A administração somente pode fazer o que a lei manda. O cidadão somente não pode fazer o que a lei proíbe. Não tenho conhecimento de lei que mande reprimir exercícios de direitos que não configurem-se como ameaça a outros bens tutelados. Não tenho conhecimento de lei que proíba aglomeração de pessoas com comunhão de pensamentos pacíficos.

    CONTUDO, caro amigo Danillo, acho que devemos superar estes aspectos por hora, quem sabe criarmos esta conversação entre os blogs, em forma de posts? Debater com você e demais amigos do Abordagem, é sempre muito produtivo, pois são verdadeiros gentlemans, têm tato para abordar pontos dissonates, e conhecem muito bem os assuntos de que tratam. Mas corremos o risco de sermos mal interpretados por outros mais afoitos, e criarmos ou alimentarmos um clima de briga entre instituições, o que, certamente e indubitavelmente não é o caso. As coisas vão se acertar! 😉

    Vitoso: preliminarmente, agradeço enormemente o elogio, e doravante conto com mais participação sua por aqui!

    Agora, o que deve ser levado em consideração são os momentos. Como escrevi no post, desaprovo ferozmente o uso de equipamentos públicos em manifestações da categoria, cheguei a discutir aqui no Rio uma vez com colegas que chegaram para a passeata de viatura e a imprensa, óbvio, não perdeu a oportunidade de fotografar. Da mesma forma, o porte de arma deve ser discreto, pois ninguém ali está a serviço do estado, estão exercendo um direito. Só que é complicado adestrar todo mundo, tem sempre uns palhaços que gostam de aparecer.

    Mas, quanto aos ‘momentos’, em um primeiro momento, vê-se a passeata pacífica, como disse, bem humorada, fantasias, apitos, etc. Os policiais que chegaram armados e com viaturas aparecem nas imagens já quando a tropa de choque do governo inicia o procedimento repressivo, expondo a risco injusto aqueles que estavam ali por objetivo não outro que o de se fazerem mostrar. Dali, tudo saiu de controle. A tropa governamental ficou mais violenta e, pelas imagens das condutas e gestos, sádica. Daí passamos a ver cenas deploráveis, como o lance da viatura encostando na barreira de escudos. Naquela hora eu fiquei torcendo “putz, não faz isso idiota, para esse carro…” e ainda bem que ele parou.

    Amigo, não obstante a maior parte dos manifestantes estarem armados, as lesões nas mais de 30 vítimas foram feitas por disparos da munição não-letal, que, todos sabemos, tem como ser bem danosa de usada de forma não recomendada.

    E, se basear no perigo abstrato gerado pelo simples porte de armas, é forçar um pouco a barra. Senão, como explicar porque tantas outras manifestações ocorridas em outros locais da cidade e no interior não foram reprimidas desta forma? Não seria porque ali a situação do governo seria mais constrangedora? E também, usar balas de borracha para reprimir pessoas porque elas estão armadas com armas de fogo? Não me parece proporcional, e, em verdade, acho que a tropa de choque se arriscou bastante. Viva a sensatez dos policiais manifestantes. Valeu Vitoso.

    Thaís: “Porém um policial de verdade sabe usufruir de sua autoridade, tanto é que o fato de estarem armados não tem nada a vê, pois mesmo no meio da muvuca levando bala de todos os lados e sob toda aquela tensão eles nem ousaram pegar na arma, isto prova que o movimento era totalmente pacifico liderado por responsáveis.” – Esse é o ponto, obrigado.

    Paulo PCSP: com certeza a reação daqueles que estavam ali tentando salvar a pele do governo agiram com incompreensível excesso, fiquei chocado. Mas temos que superar isso, ali não tinha nem 2% do efetivo militar, animosidades não serão construtivas, trabalhamos juntos no dia a dia, e devemos todos sermos aliados. A raiva vai passar e todos vão colocar os pés no chão. Perseverança e esperança! 😉

    Silvio: “Eu não jogo gás e tiro de borracha na minha esposa, mãe ou irmãos aposentados nem com ordem de Deus ou do diabo.” – perfeito. Quem é Barro Branco?

    Desanimado: “Essa estratégia a tempos é feita aqui no Rio, infelizmente aqui ela tem sido muito eficaz. Enquanto isso, as duas polícias continuam na merda.” – concordo plenamente, por isso não queria falar do assunto aqui. Mas foi um fato de dimensão muito grande para ser ignorado, resolvi arriscar. Por ora, ninguém está pregando o ódio ou desunião nos comentários, torço para que continue assim.

  • Soares comentou:

    Prezados,

    Apesar do que houve ali, levando em conta tudo que poderia potencialmente acontecer, na minha opinião, os dois lados foram absolutamente responsáveis – pms e civis.

    Ora, havia armamento e material humano não só capaz de chegar ao palácio como para dar um golpe de estado. Tanto a polícia civil foi madura em não usar suas armas, assim como a polícia militar em aplicar meios de dissuação não letais.

    Digo maduros, porque a frustação de verem o governador colocar a pm contra si deve ter sido muito grande, sabemos que a combinação de armas e emoção é perigosa. Mesmo assim não houve nenhuma tragédia. Que facilmente poderia haver.

    Para terem uma idéia do que digo, pensem, se a exemplo do que fez no passado outro tucano, Aécio Neves, fosse ali usado o Exército no lugar da pm. Já imaginaram o que poderia resultar? Os caras não iriam usar armas não letais…

    O que não se pode admitir, em primeiro lugar, é que o acontecimento seja usado como cortina de fumaça para justificar a atitude de intransigência, o insulto, do governador de São Paulo. Ficar filosofando se pode ou não usar arma e se ficou bonito ou não na foto é fazer esse jogo.

    Falar em meios pacíficos de reivindicação quando se é respeitado e quando não se passa privações de toda ordem é muito cômodo.

    A exigência por salário melhores agora tem que ter apoio nacional.

    Respeito muito quem bateu e apanhou ali.

  • Inspetor Chao comentou:

    Oi Edu, dá licença?

    Vou debutar no melhor (pelo menos na minha “imparcial” opinião, rsrsrs) blog policial da atualidade, reproduzindo um post que deixei lá no blog do Luiz Alexandre, sobre o infeliz evento ocorrido em 16.10.2008 em São Paulo.

    Não esqueci do pedido que vc me fez, ou seja, um artigo para este blog…

    Andei cansado e distante, mas me recuperei e estou de volta, e, atualmente, ando muito a fim de “tocar fogo no lupanar”, mas antes, quero furtar os extintores do ambiente, então, aguarde, que, logo logo, mando pra vc o artigo, ok?

    Então, segue aí o post que acabei de deixar lá no blog do Luiz Alexandre:

    “A manipulação e interpretação parcial de notícias por parte de certos segmentos da mídia, principalmente quando o objeto da notícia é a Polícia, é um fato incontestável, só não vê quem não quer, ou, então, sofre de oligofrenia, talvez de tanto assistir novelas e programas do estilo Big Brother.

    Conversei com vários amigos meus que são policiais civis paulistas, pelo nextel, ontem e hoje, e percebi neles um enorme estarrecimento com a atitude dos policiais militares do BP Choque, já que, na manifestação que foi reprimida, havia diversas mulheres de policiais militares, assim como vários policiais militares reformados, os quais, ao contrário dos policiais militares da ativa, podem se manifestar livremente, sem medo de ameaças.

    Há, também, muita mágoa, e os ânimos estão exaltados, o que é natural nessas circunstâncias.

    E, 4ª feira agora, dia 20.10.2008, vai haver nova passeata da PCESP, em direção à ALESP, só que desta vez, há um enorme sentimento de beligerância, latente, esperando uma oportunidade para desabrochar…

    Mas, o que, na minha opinião, foi mais lamentável no episódio de 5ª feira, 16.10.2008, foi ver policiais civis e militares enfrentando-se uns aos outros, aos tiros, enquanto o grande responsável pela tragédia encontrava-se, incólume, dentro de seu gabinete.

    E depois, com a maior cara de pau do mundo, foi para a mídia dizer que a culpa de tudo era de um grupo de sindicalistas e de um deputado que queriam fazer política em cima dos policiais.

    Como se ele, Serra, e, infelizmente para nós, policiais cariocas, o desditoso Sérgio Cabral, não fizessem isso o tempo todo, ou seja, política.

    Mas, se, pelo menos, eles fizessem política de verdade, ao invés de politicagem barata e demagogia, tudo bem, mas, infelizmente, nós sabemos muito bem qual é a deles, não é verdade?

    Aliás, o nosso mui amado governador viajante, toda vez que nós “colocamos o bloco na rua”, vai para a imprensa e diz que isso é coisa de “meia dúzia de sindicalistas oportunistas, com objetivos políticos”.

    Curioso é que ele, Sérgio Cabral, apregoa contumazmente sua enorme predileção, admiração e afeto pelo Presidente Lula, a quem afirmou inclusive consultar todos os dias pelo telefone antes de dormir.

    Ué, mas o Lula não foi justamente isso, um “sindicalista com objetivos políticos”?

    Curioso, não?

    Ainda a propósito do lamentável enfrentamento entre policiais civis e militares paulistas, vc sabia que em nossa última greve, no ano passado, no episódio em que cercamos o IML da Rua dos Inválidos, e chamamos a Secretaria Municipal de Saúde para vistoriar o prédio, que, como todos sabem, é muito bom, limpo, e está em excelentes condições (que o digam os felizes vizinhos do IML)o governo cogitou de mandar o BP Choque para o local, para acabar com a manifestação?

    Soube disso por fontes de dentro da própria PMERJ, amigos meus, que me ligaram avisando do que ocorria…

    Liguei de imediato para o Wagner Montes, que ligou para o Cmdt Ubiratan, e avisou a ele que o clima era muito tenso no local, e que poderia haver um confronto armado, se o BP Choque fosse para o local.

    Pelo que eu soube depois, o Cmdt Ubiratan (que considero um grande ser humano, dotado de grande inteligência e sensibilidade) peitou a situação com o governo, e disse que se o problema era da PCERJ, que a CORE fosse acionada…

    Aí o chefe da PCERJ cogitou de mandar a CORE para o IML, mas desistiu, porque sabia que havia um grande risco de confronto armado, já que a tensão no local era grande…

    Que loucura, não?

    A que ponto os poderosos são capazes de chegar…

    E que enorme temor sentem de nós…

    Sim, sentem medo de nós, pois, se não tem medo, porque mandam seus “garotos de recado”?

    Em todas as manifestações e passeatas que participei, organizei ou liderei, seja na ALERJ, nas ruas ou no Palácio Guanabara, sempre tive muito cuidado em compreender e respeitar os profissionais que, embora intimamente quisessem estar ao meu lado, não o faziam por medo de punições, que, inclusive, são sempre mais severas no ambiente castrense.

    Evidentemente, algumas vezes, deparei-me com alguns pobres-coitados, que, contaminados pelo “migalhismo” (o “migalhismo” é uma doença nova, recentemente descoberta pela medicina, acomete certos servidores públicos, civis ou militares, que acercando-se do Poder, em troca de algumas “migalhas”, tais como promoções intempestivas, medalhas, gratificações, cursos remunerados, etc, comportam-se de forma servil e subserviente, e, o que é pior, sentem-se felizes e até agradecidos por essa enorme “honraria”) me trataram com deboche, desprezo ou hostilidade, mas, felizmente, eles são uma minoria, relevante, é verdade, mas, ainda assim, uma minoria.

    Porque a grande maioria dos policiais, sejam eles civis ou militares, estão, atualmente, irmanados…

    Afinal de contas, “a merda une”, não é verdade?

    Só falta um pouquinho para essa maioria dar-se conta disso…

    E, quem sabe, transformar-se numa verdadeira legião…

    E aí, se Deus quiser, não atiraremos mais uns nos outros…

    Não, nunca mais faremos isso…

    Porque somos todos servidores públicos sim, mas não devemos subserviência ao (des)governante da vez, mas somente ao POVO, nosso único e verdadeiro patrão, a quem, um dia, juramos servir e proteger, ainda que com o sacrifício de nossas próprias vidas.

    Abraços.

    Francisco Chao de la Torre
    Inspetor de Polícia
    PCERJ

  • Silvio comentou:

    Perdão pelo comentário regionalizado. Barro Branco é o nome da Academia da Polícia Militar em São Paulo.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Caros companheiros.

    Não tenham dúvida que hoje, aqui no Rio de Janeiro, a Polícia Civil, mais especificamente a tiragem, tem o apoio integral da maioria absoluta dos Policiais Militares (praças e oficiais).

    Como o amigo Chao falou, e é a maior verdade falada aqui, a merda une. E nunca estivemos tão na merda quanto estamos hoje. Ou seja, nunca tivemos maior chance de estarmos mais unidos.

    Desde o ano passado tento avisar que individualmente não teríamos nada desse governo. O Chao foi um dos únicos que entendeu a mensagem e teve a certeza do que eu falava.

    Achavam que, individualmente, com o “aparecer bem” de nossas Instituições, em detrimento da outra, o Governo optaria por um favorito e daria a essa as portas do paraíso. Ouvi isso na PM e na PC. Nada foi dado para nenhuma das duas. Mas nós demos muito sangue. Sangue derramado nas ruas do Rio de Janeiro…

    Hoje, percebo em vários lugares que, finalmente, a mentalidade está mudando. Que as divergências estão diminuindo e contemplamos quem é o verdadeiro adversário. Quem está contra todos os policiais (tirando os “migalheiros”, seus eternos araltos).

    Sabemos que, cada vez mais, a situação está em um ponto insuportável. E está cada vez mais perto dessa união dar um resultado que o Governo, nem nos seus piores pesadelos, pode imaginar.

    Abraços irmãos. E tenham certeza que estamos juntos.

  • Benito comentou:

    Bom antes de iniciar meu post, queria frisar que acho justíssima a reinvidicação dos Policias Civis de São Paulo, um governo que paga pouco mais de R$4.000,00 a um delegado de polícia e R$2500,00 para um investigador, não pode dizer que tem política de segurança pública.
    A desculpa de falta de recursos associado a uma lei inconstitucional que atrela o salário das duas polícias, já se esgotou, pois não há um plano real de aumento de salários, ainda que eventual aumento se prolongue no tempo.
    A forma com que o governador lida com a greve é no mínimo irresponsável, a falta de diálogo e o uso da força (seja com punições administrativas, seja com o uso de força real) com certeza não é o melhor caminho e pode e lavar a resultados desastrosos.
    Mas analisando apenas o confronto especificamente, acho que os dois lados erraram.
    Quando a Polícia Federal fez greve por exemplo, os agentes colocaram suas armas em caixotes e lacraram os mesmos, fazendo a manifestação desarmados.
    Se o palacio é área de segurança e se havia um cordão de isolamento de PM`s, independente do mérito de se poder ou não se manifestar em frente da sede do governo, os Policias em greve não deveriam ter forçado a sua passagem.
    Se o governo não quer manifestantes na sua janela, que se faça manifestações na Paulista (o palacio do governo fica em uma região afastada do centro de São Paulo), na consolação, no centro, na ALESP (como foi marcada a próxima) e a população que se fere( o trânsito de Sampa quase não é caótico mesmo).
    Querem romper um cordão de isolamento do BPchoque é no mínimo imprudente, e não poderia resultar em outra coisa que não fosse o confronto.
    A falta de diálogo do Governador não pode ser usado como desculpa, até pq não se cria dialogo a força né?
    Criada a situação, com a devida vênia a opinião dos comentáristas até mais preparados do que eu, mas o que poderiam fazer os policias militares ali dispostos? Abrir passagem? Aderir ao movimento? Dar as costas a 3000 manifestantes armados?
    Nenhuma das hipóteses me parece viável ou legal.
    Acho que os manifestantes foram para o confronto sim…o que é lamentável em se tratando de policiais armados (nada me convence que policial deve ir armado em manifestações), e é um tanto hipócrita dizer que os PM´s são covardes pq deram tiros de borrachas em mulheres e PM’s da reserva, alem de não ser uma verdade absoluta (e se for, fica uma questão pq as mulheres estavam na frente?) é o tipo de declaração que só serve para acirrar os animos entre as coorporações.
    Mas por outro lado, acho que para variar a PM exagerou na repressão…acho que gás de pimenta em quem se aproximasse dos escudos já resolveria a questão, a tropa não precisava avançar em direção aos manifestantes.
    Por mais que militares vão alegar que se trata de “procedimento padrão” de controle de disturbios, utilizando-se munição não letal para dispersar a multidão, não acredito que se tratava de uma situação padrão.
    Já que a PM estava lá, tinha que ter colocado a cara para bater e mantido sua posição estática, apenas respondendo a eventuais ataques dos grevistas. Seria uma medida mais inteligente e colocaria os manifestantes como vilões.
    O fato é que na hora dos acontecimentos, fica dificil prever alguma coisa, e a reação dos dois lados é meio que instantanea, o BPchoque só fez o que esta acostumado a fazer, mas entre dois grupos em choque, espera-se daquele mais preparado para este tipo de situação(O Choque) que tome a atitude com menor potêncialidade de danos.
    Se o governo errou, neste caso os manifestantes tb erraram e deveriam reconhecer isso ao invés de acirrar os animos com a outra instituição.
    Por fim e apenas a título de curiosidade e para refletir, o Governo Serra em uma semana, expôs ao ridiculo por duas vezes a sua tropa de reserva (O Choque) na manifestação da PC e no caso do sequestro de Santo André (o Gate faz parte do Choque e houve sim intervenção política no caso), o Secretário de segurança desapareceu, posso estar equivocado, mas deev ser a maior “crise” da área de segurança em São Paulo, por mais que a impresa tente esconder e distorcer.
    Minhas Saudações aos PC`s de São Paulo, que lutma bravamente contra tudo e contra todos e precisam ter sucesso nesta empreitada.

    Abç;

  • guerreiro comentou:

    Aos colegas e aos colegas . Graças a Deus sou pago para pensar e nao para receber ordens absurdas . Aos caros colegas pms , ordem absurda nao se cumpre ! TROFEU CAGADA DO ANO AOS NOBRES COLEGAS DA ELITE PAULISTA : PRIMEIRO ATIRARAM NA CO-IRMA CIVIL E SEGUNDO MUDARAM A CARTILHA DE NEGOSIAÇAO DE RESGATE DE REFENS , CONSEGUINDO MATAR UMA CRIANÇA DE 15 ANOS. PARABENS !!!!!!!!

  • Marco Vinicius Ferreira comentou:

    “DEFENDER A LEGALIDADE QUALQUER CORRUPTO FAZ…DEFENDER A HONESTIDADE E JUSTIÇA POUCOS FAZEM”
    Nós ficamos acuados, imprensados fomos agredidos violentamente, quase todos os policiais civis presentes à manifestação pediram socorro através de seus radinhos da Nextel as suas delegacias e as suas rondas.
    Aquilo era uma caminhada, passeata, tinha muito tira desarmado ali, ainda bem… Graças a vocês General, aquilo virou uma batalha campal, com tapas e pescotapas no zóio da cara… Resultando em feridos de ambos os lados.
    Alem do mais essa nódoa vai ser duro de sair… Foi uma enorme e mútua mágoa, além de ânimos até hoje exaltados, e com mostras de continuar esta sinalização por muito tempo.
    General na próxima 4ª feira, dia 22.10.2008, os tiras, escrivães, delegados mulheres de PM, sobrinhas namoradas amigas estarão engrossando o caldo… Haverá confronto?
    Haverá tapa? Na cara? – General, você também recebeu um tapa na cara naquele momento?E quanto às mulheres dos policiais militares ali presente? Receberam o que? Dizer que um tapa na cara é emblemático, eu não acho, não tem dificuldade nenhuma em interpretar… É o bateu… Levou… Chumbo trocado não dói. A tropa é legalista e a greve é ilegal? É isso que diz com tropa legalista?
    Eu vi é PM arremessando projétil em viatura da Polícia Civil… Vocês têm garagem de recuperação… Nós temos os desmanches amigos… Infelizmente.
    Ataque a soldado em formação? Ou que parece o ataque foi da tropa que julgou que iríamos invadir o Palácio… Quando na verdade íamos escoltar o grupo que faria parte da reunião com o pessoal do palácio, só isso
    Eu não vi o ferimento a bala no coronel, mas eu vi o ferimento à bala no investigador… Em vários.
    Vocês estavam defendendo a legalidade, nós também, ali é área pública… A greve é legal o ir e vir também… Dizer que aquela placa ali informando que é área de segurança. Etc. e tal… A meu ver é propaganda enganosa… Ao que parece a constituição não diz isso.
    Não sei nada de direito, não fiz escola de direito, provavelmente você fez. Você que me diga, eu fiz escola e ainda faço… Escola da vida e tapa dói dos dois lados.
    Pau que bate em Francisco bate no Chico também.

    Chico de Polícia distintivo 6125

  • Eduardo/RJ comentou:

    A tal resolução de área super ultra segura e secreta é do ano de 1987, antes da Constituição do Brasil em vigor. Questionado o STF, certamente verificar-se-á que a norma do governo de SP é inconstitucional, pois viola princípios basilares do sistema jurídico brasileiro.

  • Luis Durante comentou:

    O maior problema dessa passeata pacífica (isso mesmo), pois até aquele momento estavam sentados por 2 horas esperando ser recebidos pelo todo onipotente governador, que numa posição de estadista que não é e nunca será se recusou a nos receber, porque ele não mandou a toda gloriosa P.M na passeata dos auditores fiscais ( se não me engano) descer cacetada?, porque nas greves do judiciário, e da Promotoria ele diz que não conversa com a “FACA NO PESCOÇO”, medo da caneta?
    Nosso movimento nunca foi político, e muito menos violento, a lei que trata daquele espaço como de “AREA DE SEGURANÇA NACIONAL” é da época da ditadura, e mais uma coisa com a desvinculação da policia civil da PM, vamos poder dizer para eles que “podem tentar faser o que quiserem, mas tudo começa e termina na delegacia”.
    E para o Sr. Governador ….Nossa dignidade não tem preço.

  • Joabe Felix Macedo comentou:

    Boa tarde, fui Policial Militar durante 16 anos, e em decorrencia de um CD, duvidoso, fui expulso da coorporação, mas tenho um processo contra o Estado a mais de 15 anos, eu não sei mas Deus sabe o fim, mas hoje moro a 4 anos em uma cidade pequena de nome Conchas, perto de Botucatu, como PM, fui um dos fundadores do GATE, um dos 50 pioneiros, e tb idealizador e criador do Esquadrão de Bombas da Policia Militar e tb trouxe para o Brasil as primeiras dez fardas camufladas urbano, direto dos EUA, mas isso é passado, mas muito gloriosa para mim, com diversos cursos e tb trabalhai no Tobias de Aguiar nos anos 80, muito glorioso tb para mim, e como disse moro em uma cidade pequena onde todos se conhecem e se comprimentam,e todos se ajudam, e não sei por qual motivo um tenente recem chegado a cidade resolveu me persegui, em sua abordagens policiais, desastrosas, pois ferem o art. 244 do C.P.P, pois aqui todos se conhecem 7 mil habitantes, no ultimo dia 09/03/09, quando estava trabalhando, pois tenho uma prestadora de serviço, passaram por mim dois Pms dentro da vtr, me comprimentaram, um deles, meia hora depois estavam estacionados aguardando um terceiro, que era este oficial, quando passei de carro por eles, ele estava no meio fio da via, em dado momento vem aquela vtr, com farois,sirene em alta velocidade, me assustei, pois isso aqui é raro, encostei para a direita da via, mas pasmem, não passaram, e aos gritos de encosta,encosta, era comigo, eu não acreditei que os que haviam me comprimentado, que me conhecem, estavam fazendo aquilo, mas isso é só o começo.
    O tenente gritou “desce com as mãos onde eu possa ver, não pegue nada”, absurdo,continuou, venha para atras do veiculo com as mãos levantadas e oa sair do carro os tres estavam com as armas apontadas para mim, dava para ver os deods no gatilho, um se aproximou e disse abra as pernas, duas vezes disse em voz alta, para as pessoas que passavam ouvisse, e começou a fazer uma minuciosa revista pessoal, tanto que passou a mão nas minhas genitalias por duas vezes de forma suspeita, nunca vi uma revista como essa, deve ser outros tempos, mas o pessoal da antiga era só na cintura e olha lá, mão pegava nada não, e depois desse vexame, começos a revistar meu veiculo com direito a controle de qualidade um fez depois veio outro e fez tb, ai o ten. disse que meus radios HT estavam na frequencia da PM,e tinha recebido uma denuncia, por isso resolveu fazer a busca, então era pra ser só no radio, então disse a ele que ja sabia de sua intenções, pois ja era do meu conhecimento que o mesmo fez perguntas sobre a minha vida financeira e pessoas a outras pessoas, a cidade é pequena e nós sabemos de tudo o que acontecesse aqui, vc chegou agora,e ja sabemos de suas intenções,pois porque motivo, quer saber quando faturo por mes, posso ser vitima de disparo acidental, ou colocarem algo em meu veiculo, para me incriminar, disse a ele que fez um juramento sobre a bandeira e o estava traindo fazendo com seus subordinados vissem que tipo de oficial era seu comandante um mentiroso, facista e egoista, mas que a lei iria cuidar dele.
    se publicarem amem, se não publicarem amém também, pois o povo esta dão discrente da policia que fica dificil de saber quem chamar na hora “H”, vou pensar bem, de um PM que foi baleado, tomou facada, responde a varios art. 205, C.P.M, hoje é escrachado por um moleque que não pensa na corporação e sim em tomar meu cliente, usando a instituição Militar, e os recursos do povo, quem será realmente o ladrão e o suspeito.
    Att
    Macedo

  • pmminas comentou:

    Lamental o fato ocorrido, vergonhoso, algo digno da maior tristeza. Os policais devem defender as leis e a sociedade. Ao fazer uma analise dos fatos ocorridos verifiquei o seguinte, se eu estiver errado por favor me corrijam, existe uma lei estadual que proibe a realização de manifestações em frente ao palacio do governador. Tambem havia um grupo de manifestantes querendo se manifestar nesse local que por imposição legal é proibido de realizar manifestação. Diante desse cenario coube a policia coibir o grupo que agia contrariando a lei e queria manifestar-se perante o governador. Agora vemos aqui alguns fatos: temos um grupo de manifestantes querendo fazer algo que é proibido por lei, temos a POLICIA chamada para impedir uma ILEGALIDADE, o grupo de manifestantes que naquele momento desrespeitava a lei tinha por obrigação respeitar a lei e proteger a socidade (estranho isso né?) Diante dos fatos a POLICIA agiu para coibir quem agia na ilegalidade. Vegonhoso é quem age desrespeitando a lei e enfrentando a POLICIA que buscava restabelecer a ordem e cumprir a lei.

  • valeria c primo comentou:

    olá pessoal..sobre tudo isso q acontec é dificil ainda mais qndo a gent convive com isso ,uma profissão q era um sonho desde menino ser policial e com muito sacrifício esse sonho conseguiu se realizar.pena q na vida real desses sonhadores tudo é completamente diferente.E vejo isso um policial nao tem vida nao tem paz nao tem sussego;e nem se quer uma vida dgna com o salario q ganham nao consegue nem financiar uma casa a maioria vivem de aluguel se tem carro ,e pago em suaves prestaçoes enquanto isso o governo quer segurança no bairro dele….eu gostaria de ter muuuuiiitos cntatos com esposas de pms para q possamos nos unir e fazer uma paralização naquela marginal tiete em sao paulo e paralizar tudo ate o governador o presidente.. aparecer la e da uma posiçao sobre o aumento d salario dos policiais ja q eles nao podem fazer greve faríamos nos as esposas…valeriacprimo@hotmail.com

  • Antônio Daniel dos Santos comentou:

    Fortaleza-Ce

    26/07/2010

    Prezados Senhores: Associados

    BOA TARDE!

    INFORMATIVO:

    Continuamos “DE OLHO” no crescente de violência que não distriguir classes sociais. Estamos sempre apontando as causa e as soluções;somos detentos nas nossas propria casas. É fato, a realidade de abodono( violências ) vivido pelo O POVO. Nós pedimos apoio, no combate da criminalidade. O estado visar nas construções de FACULDADES de CRIMES, no aumento de contigentes(POLÍCIAIS), nos matérias BÉLICOS e na valorização da POLÍCIA deixa no TERCEIRO PLANO. Nós LUTAMOS através de MANIFESTAÇÕES QUE PODERÃO CAUSA PERSEGUIÇÕES.

    SOMOS TRABALHADORES, ESCRAVOS DO ESTADO!

    Reformado PMCE

    Antônio Daniel dos Santos
    Mat. 109 833 1 2

  • taiane comentou:

    meu pai quer salario ele ganha uma miseria ele quer salario em agosto ou setembro de 2010

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