<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Eis o Futuro do País</title>
	<atom:link href="http://www.casodepolicia.com/2008/10/02/eis-o-futuro-do-pais/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.casodepolicia.com/2008/10/02/eis-o-futuro-do-pais/</link>
	<description>Polícia, Concurso, Artigos, Crônicas e Notícias</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 21:08:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
	<item>
		<title>Por: Sergio</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/10/02/eis-o-futuro-do-pais/#comment-6466</link>
		<dc:creator>Sergio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 01:11:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casodepolicia.com/?p=962#comment-6466</guid>
		<description>Eduardo, aproveita pra completar sua lista de &quot;maconhódromos&quot; do Fundão:
- quadras ao redor do predio da Educacao Fisica, a qualquer hora do dia
- arredores dos bares do &quot;mangue&quot;, principalmente as sextas a tarde</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo, aproveita pra completar sua lista de &#8220;maconhódromos&#8221; do Fundão:<br />
- quadras ao redor do predio da Educacao Fisica, a qualquer hora do dia<br />
- arredores dos bares do &#8220;mangue&#8221;, principalmente as sextas a tarde</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/10/02/eis-o-futuro-do-pais/#comment-6413</link>
		<dc:creator>Eduardo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 21:14:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casodepolicia.com/?p=962#comment-6413</guid>
		<description>Concordo Soares. A exposição do Benito, pra variar, foi bem colocada.

De fato, o que provoca maior repulsa aos tais &quot;manifestos anti-policiais&quot; é justamente a parte preconceituosa da situação. Não vou admitir que eu seja enquadrado em nenhum conceito pré-definido tão somente por minha escolha profissional. Afinal, eu aderi à esta profissão porque acredito que aqui poderei fazer muito mais o bem do que o mal, para a sociedade.

Nosso empecilho é que não podemos interpretar as leis, fazer juízo de valor. Senão eu poderia dizer aqui em público que eu &#039;cago e ando&#039; quando passo por um carro com playboys e sinto cheiro de maconha; mas não posso dizer isso, configura crime.

Meu discurso público então limita-se a: quer fumar, cheirar, dar o lombo, problema, desde que não me chame ou não o faça na minha frente. Mas que não venham me classificar, com argumentos baseados em ideologias construídas em um cenário político totalmente diferente do que é hoje, baseado em atitudes de policiais que se já não morreram ou se aposentaram, estão prestes a.

E provavelmente se eu me inscrever em algum curso deste gênero, por interesse pessoal, dificilmente alguém vai ficar sabendo que sou policial.

No mais, parodio o Benito: &quot;Para ser contestador, não é necessário cometer e acobertar crimes. E para ser policial não é necessário ser truculento e reacionário.
Com este preconceito, perde a universidade, perdem os estudantes e a sociedade, a discussão vai muito além de coibir consumo de drogas nas universidades, isso é um pensamento pontual e individualista.&quot;

Bons comentários aqui hein! Arrebentaram.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo Soares. A exposição do Benito, pra variar, foi bem colocada.</p>
<p>De fato, o que provoca maior repulsa aos tais &#8220;manifestos anti-policiais&#8221; é justamente a parte preconceituosa da situação. Não vou admitir que eu seja enquadrado em nenhum conceito pré-definido tão somente por minha escolha profissional. Afinal, eu aderi à esta profissão porque acredito que aqui poderei fazer muito mais o bem do que o mal, para a sociedade.</p>
<p>Nosso empecilho é que não podemos interpretar as leis, fazer juízo de valor. Senão eu poderia dizer aqui em público que eu &#8216;cago e ando&#8217; quando passo por um carro com playboys e sinto cheiro de maconha; mas não posso dizer isso, configura crime.</p>
<p>Meu discurso público então limita-se a: quer fumar, cheirar, dar o lombo, problema, desde que não me chame ou não o faça na minha frente. Mas que não venham me classificar, com argumentos baseados em ideologias construídas em um cenário político totalmente diferente do que é hoje, baseado em atitudes de policiais que se já não morreram ou se aposentaram, estão prestes a.</p>
<p>E provavelmente se eu me inscrever em algum curso deste gênero, por interesse pessoal, dificilmente alguém vai ficar sabendo que sou policial.</p>
<p>No mais, parodio o Benito: &#8220;Para ser contestador, não é necessário cometer e acobertar crimes. E para ser policial não é necessário ser truculento e reacionário.<br />
Com este preconceito, perde a universidade, perdem os estudantes e a sociedade, a discussão vai muito além de coibir consumo de drogas nas universidades, isso é um pensamento pontual e individualista.&#8221;</p>
<p>Bons comentários aqui hein! Arrebentaram.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Soares</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/10/02/eis-o-futuro-do-pais/#comment-6411</link>
		<dc:creator>Soares</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 20:23:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casodepolicia.com/?p=962#comment-6411</guid>
		<description>Benito, maneiro, gostei muito muito do teu depoimento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Benito, maneiro, gostei muito muito do teu depoimento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Benito</title>
		<link>http://www.casodepolicia.com/2008/10/02/eis-o-futuro-do-pais/#comment-6404</link>
		<dc:creator>Benito</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 17:19:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.casodepolicia.com/?p=962#comment-6404</guid>
		<description>Quando vi inicialmente o post não pensei em postar, tenho uma opinião muito específica sobre o assunto calcada em parte por minha atividade quando fui policial, mas como o debate ficou muito interessante me animei a postar minha singela contribuição.
As universidades e o meio academico em geral, são espaços abertos, democráticos, liberais e contestadores.
A produção ciêntifica precisa deste ambiente, não se inova em um ambiente controlado.
Nas história contemporanea, todas as mudanças relevantes de comportamento da humanidade tem como celeiro as universidades.
Em uma instituição universitária, por opção filosófica, ideológica ou mesmo prática, a repressão a pequenos delitos, principalmente aqueles que não afetam a coletividade de maneira direta e imediata (como o uso de maconha) é impensável.
Durante o processo de redemocratização do País, as universidades tiveram um papel importante e polarizaram duramente com as instituições &quot;repressoras&quot; do regime.
Isso infelizmente criou uma cultura &quot;anti-policial&quot; nos meios universitários, e sua corente inversa, a dos &quot;anti-estudantes&quot; nas polícias.
Ai entra minha experiência.
Logo que sai da academia de polícia, por minhas características (não tenho cara de polícia) fui colocado em uma investigação sobre o comércio de drogas nas faculdades paulistanas.
A falta de cooperação de algumas reitorias era absurda, a ponto de se negarem a fazer uma matrícula &quot;falsa&quot; para os agentes. 
A teoria de que naquela universidade &quot;polícia não entrava&quot; era tão enraizada que o campus acabou se tornando um territórrio livre para traficantes e consumidores atuarem, a maioria deles, por sinal, sequer fazia parte da comunidade acadêmica.
Esta  deturpação total e completa dos conceitos de universidade livre e aberta, era de conhecimento da reitoria que vazia vistas grossas.
Diante deste quadro e da falta de cooperação da reitoria, acabamos por nos socorrer do judiciário, para podermos utilizamos identidades falsas para nos inscrevermos nas instituições, uma vez que entendemos que Reitoria não era capaz de garantir o sigilo da informação e colocando em risco a segurança dos agentes &quot;infiltrados&quot; e eu era um deles.
Resumindo, começamos a investigação, prestando vestibular para a Faculdade.
Os seis meses seguintes foram tortuosos, com 18 anos, começando na polícia, fazendo duas faculdades (uma de direito real e outra de ciências sociais &quot;investigando&quot;) me via diariamente entre &quot;Duas correntes&quot; que pareciam se odiar e se amar ao mesmo tempo.
É impressionante como a atividade policial e o curso de ciências socias se complementam, mas ao invés de se integrarem eles preferiam repetir velhos chavões e se agredirem.
Queria tanto chegar na delegacia e falar sobre o que tinha aprendido no curso, mas não podia tinha que falar que era uma bando de maconheiros vagabundos, por outro lado tinha que ouvir nas aulas aquele infame discurso anti-polícia.
Enfim, a investigação evoluiu, acabei dando voz de prisão para vários e meus &quot;amigos&quot;, prendemos 23 pessoas (todas traficantes), 3 traficantes nacionais e um dos fornecedores que trazia a droga da Bolivia.
Durante a investigação, vi dois alunos exibindo suas armas no banheiro, como não podiamos atuar dentro da faculdade e eu não podia revelar minha identidade, outra equipe acabou abordando eles em um veiculo fora da faculdade, e autuando os mesmos por porte ilegal de arma.
Prendemos tambem um aluno ladrão de carros importados. Ele usada terno e gravata, fazia direito e roubava carros importados.
Tudo isso só na esfera das das ocorrências ligadas ao meu universo como aluno-investigador.
Respondi sindicância na faculdade e acabei expulso. (desnecessário bastava anular minha matricula como aliais foi solicitado pelo juiz do inquérito)
A faculdade continua um território livre.
Algum tempo depois um policial militar que defendia uma tese de doutorado de Direitos Humanos dos policiais, foi vaiado pelos estudantes e a aepresentaçao da tese teve de ser transferida e não foi aberta ao público, unicamente porque ele era policial.
As polícias por sua vez continuam seu discurso contra os vagabundos das ciências sociais.
Para ser contestador, não é necessário cometer e acobertar crimes. E para ser policial não é necessário ser truculento e reacionário.
Com este preconceito, perde a universidade, perdem os estudantes e a sociedade, a discussão vai muito além de coibir consumo de drogas nas universidades, isso é um pensamento pontual e individualista.
Da minha experiência pessoal, a única coisa que mudou foi o meu pensamento.
De resto, apenas substituimos alguns autores.

Enfim, falei, falei e não disse nada.

Abç...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quando vi inicialmente o post não pensei em postar, tenho uma opinião muito específica sobre o assunto calcada em parte por minha atividade quando fui policial, mas como o debate ficou muito interessante me animei a postar minha singela contribuição.<br />
As universidades e o meio academico em geral, são espaços abertos, democráticos, liberais e contestadores.<br />
A produção ciêntifica precisa deste ambiente, não se inova em um ambiente controlado.<br />
Nas história contemporanea, todas as mudanças relevantes de comportamento da humanidade tem como celeiro as universidades.<br />
Em uma instituição universitária, por opção filosófica, ideológica ou mesmo prática, a repressão a pequenos delitos, principalmente aqueles que não afetam a coletividade de maneira direta e imediata (como o uso de maconha) é impensável.<br />
Durante o processo de redemocratização do País, as universidades tiveram um papel importante e polarizaram duramente com as instituições &#8220;repressoras&#8221; do regime.<br />
Isso infelizmente criou uma cultura &#8220;anti-policial&#8221; nos meios universitários, e sua corente inversa, a dos &#8220;anti-estudantes&#8221; nas polícias.<br />
Ai entra minha experiência.<br />
Logo que sai da academia de polícia, por minhas características (não tenho cara de polícia) fui colocado em uma investigação sobre o comércio de drogas nas faculdades paulistanas.<br />
A falta de cooperação de algumas reitorias era absurda, a ponto de se negarem a fazer uma matrícula &#8220;falsa&#8221; para os agentes.<br />
A teoria de que naquela universidade &#8220;polícia não entrava&#8221; era tão enraizada que o campus acabou se tornando um territórrio livre para traficantes e consumidores atuarem, a maioria deles, por sinal, sequer fazia parte da comunidade acadêmica.<br />
Esta  deturpação total e completa dos conceitos de universidade livre e aberta, era de conhecimento da reitoria que vazia vistas grossas.<br />
Diante deste quadro e da falta de cooperação da reitoria, acabamos por nos socorrer do judiciário, para podermos utilizamos identidades falsas para nos inscrevermos nas instituições, uma vez que entendemos que Reitoria não era capaz de garantir o sigilo da informação e colocando em risco a segurança dos agentes &#8220;infiltrados&#8221; e eu era um deles.<br />
Resumindo, começamos a investigação, prestando vestibular para a Faculdade.<br />
Os seis meses seguintes foram tortuosos, com 18 anos, começando na polícia, fazendo duas faculdades (uma de direito real e outra de ciências sociais &#8220;investigando&#8221;) me via diariamente entre &#8220;Duas correntes&#8221; que pareciam se odiar e se amar ao mesmo tempo.<br />
É impressionante como a atividade policial e o curso de ciências socias se complementam, mas ao invés de se integrarem eles preferiam repetir velhos chavões e se agredirem.<br />
Queria tanto chegar na delegacia e falar sobre o que tinha aprendido no curso, mas não podia tinha que falar que era uma bando de maconheiros vagabundos, por outro lado tinha que ouvir nas aulas aquele infame discurso anti-polícia.<br />
Enfim, a investigação evoluiu, acabei dando voz de prisão para vários e meus &#8220;amigos&#8221;, prendemos 23 pessoas (todas traficantes), 3 traficantes nacionais e um dos fornecedores que trazia a droga da Bolivia.<br />
Durante a investigação, vi dois alunos exibindo suas armas no banheiro, como não podiamos atuar dentro da faculdade e eu não podia revelar minha identidade, outra equipe acabou abordando eles em um veiculo fora da faculdade, e autuando os mesmos por porte ilegal de arma.<br />
Prendemos tambem um aluno ladrão de carros importados. Ele usada terno e gravata, fazia direito e roubava carros importados.<br />
Tudo isso só na esfera das das ocorrências ligadas ao meu universo como aluno-investigador.<br />
Respondi sindicância na faculdade e acabei expulso. (desnecessário bastava anular minha matricula como aliais foi solicitado pelo juiz do inquérito)<br />
A faculdade continua um território livre.<br />
Algum tempo depois um policial militar que defendia uma tese de doutorado de Direitos Humanos dos policiais, foi vaiado pelos estudantes e a aepresentaçao da tese teve de ser transferida e não foi aberta ao público, unicamente porque ele era policial.<br />
As polícias por sua vez continuam seu discurso contra os vagabundos das ciências sociais.<br />
Para ser contestador, não é necessário cometer e acobertar crimes. E para ser policial não é necessário ser truculento e reacionário.<br />
Com este preconceito, perde a universidade, perdem os estudantes e a sociedade, a discussão vai muito além de coibir consumo de drogas nas universidades, isso é um pensamento pontual e individualista.<br />
Da minha experiência pessoal, a única coisa que mudou foi o meu pensamento.<br />
De resto, apenas substituimos alguns autores.</p>
<p>Enfim, falei, falei e não disse nada.</p>
<p>Abç&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

