Assim é que se Faz
O Rio está novamente em alvoroço, após mais uma desastrosa ação de guerra, que terminou com a morte de um policial militar que ajudava equipe da DRAE em sua folga, e policiais civis baleados, sendo o pior caso o do colega da DCOD, atingido na cabeça em circunstâncias ainda não esclarecidas. Ele encontra-se internado na CTI em estado grave.
Espantoso, realmente, é ver as galerias de foto dos principais jornais cariocas, da concentração dos policiais antes do início da missão. A imprensa é avisada sobre operações e locais antes mesmo dos próprios policiais que vão lá, confesso que ainda não sei porque, arriscarem suas vidas. O resultado é o mesmo de sempre, tiros, feridos e mortos, apreensão de um pouco de droga e armas.
Mas em meio à todo este caos, uma boa notícia: a investigação ainda não foi totalmente esquecida na polícia judiciária fluminense!

Policiais da 82ª DP, em Maricá, conseguiram prender um traficante de peso, após uma bem feita investigação. O sujeito foi detido enquanto jantava tranquilamente em uma churrascaria, sem choro nem velas.
Misteriosamente, o fato não atraiu a atenção da imprensa, que está concentrando esforços para cobrir os resquícios da operação de ontem no Complexo do Alemão. Encontrei apenas um informe, sem fotos ou vídeos, aqui no G1. Igualmente misterioso é que o nome do traficante foi omitido, colocaram apenas as iniciais. Na verdade, a ocorrência foi tão solenemente ignorada que nem mesmo no site oficial da Polícia Civil do Rio noticiaram.
Este preso é um empresário conceituado, dono de postos de gasolina e agência de carros em Goiás. Sua prisão foi muito, mas muito mais importante do que localizar “Tota, Tola, Tita” ou quem quer que seja o “chefe do tráfico” do momento, que nada mais é que um esfarrapado cruel. Ele está bem mais alto na pirâmide do tráfico, sendo um dos responsáveis direto por manter o exército das favelas abastecido nas favelas cariocas.
Enquanto as principais delegacias especializadas no combate ao tráfico de drogas e armas estavam na favela trocando tiros, os investigadores da delegacia distrital do interior do Rio avançavam na investigação para localizar e prender um grande mantenedor de tudo aquilo que vem provocando o verdadeiro caos na outrora Cidade Maravilhosa.
Parabéns aos policiais civis da Delegacia de Maricá, que sirva de inspiração.
Obs: o jornal O Dia também cobriu, embora discretamente, e colocou o nome do preso e sua foto aqui.

É isso aí…Infelizmente esse tipo de trabalho não gera debates, discussões e conclusões “brilhantes” para os policiólogos de plantão.
Parabéns aos policiais de Maricá. Eles sabem o gostinho de um trabalho de investigação bem feito e com o melhor resultado possível. É bom demais!
Opa Eduardo!
Eu só me lembro de ter visto uma vez a grande imprensa eleogiar um trabalho de inteligência e prisão sem troca de tiros… foi na prisão do Elias Maluco… na Época da Benedita.
Não foi “trocado um tiro” e com inteligênica, investigação e tecnologia chegaram ao fascínora!
Se serve de consolo, inteligência não faz muito sucesso em lugar nenhum! Só o chulo, o medíocre e suas combinações
[]’s
É verdade Sérgio, ingenuidade de minha parte hehe
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Pense Nisso…
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
- No caminho com Maiakovski -
C O R R U P Ç Ã O
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