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O Ponto de Vista de um Despreparado

Publicado em 08/07/2008 - Categoria: De Praxe

Tenho procurado não me manifestar no calor dos acontecimentos, colocar meio que uma trava na língua (ou melhor, nos dedos) para que este espaço de debates, que mantenho com carinho, não se volte contra mim nos bastidores da administração pública, onde não raro é perceptível a clara e injusta perseguição à servidores.

Mas devo dizer que é de causar espanto a contradição no discurso das pessoas. Sempre que posso, após ler notícias nos sites de jornais, leio também os comentários dos leitores. Considero-os um termômetro da opinião pública, pois, feita a devida peneira de comentários semi-alfabetizados e preconceituosos, pode se ter uma idéia do que se passa pela cabeça dos cidadãos eleitores.

O contraditório é que, quando ocorre morte de marginais, a voz é uníssona: tem que matar todos mesmo! O apoio à tal “política de enfrentamento” ordenada pelo chefe do executivo é cumprida com afinco pelo motivado efetivo das polícias, e aplaudida pela sociedade. Mas e quando dá errado? Como no caso da perseguição na Tijuca, em que policiais militares perseguiam marginais pelas ruas do bairro, e em determinado momento depararam-se com veículo semelhante, e pensando tratar-se do mesmo auto que antes perseguiam à distância, dispararam inúmeras vezes contra ele, vindo a atingir mortalmente uma inocente criança que viajava no banco de trás do carro guiado pela mãe.

A divulgação do vídeo se segurança de um prédio no local é esclarecedora, e não deixa margens às especulações da mídia. Os PMs param a viatura, e efetuam disparos contra o carro estacionado. Mas alguém em sã consciência acha que eles sabiam que no interior do veículo não haviam marginais, mas sim pessoas inocentes que voltavam para suas casas? Espero que não.

É óbvio que pensavam que estavam disparando suas armas contra bandidos que praticam roubos na localidade. É óbvio também que a intenção, em nenhum momento, era a prisão dos bandidos. É óbvio que tentavam agir heroicamente (e ilegalmente), cumprindo fielmente o desejo da sociedade: não adianta prender, tem que matar.

Tolo é o policial, seja civil, militar, rodoviário ou federal, que abstém-se de respeitar as leis para satisfazer a vontade de populares e políticos. Esquece que populares desconhecem as leis, e os políticos são passageiros. Mas não tão passageiros quanto os 30 anos de cadeia, sem falar de eventual causa de aumento de pena a que provavelmente serão condenados neste caso específico.

Quanto às alegações de que os policiais são despreparados, concordo plenamente, em consonância com este excelente post do Visão Panorâmica. A pouca preparação técnica que tenho adquiri por iniciativa própria, em cursos nos quais consegui cavar uma vaga, ou pedindo ajuda à policiais mais experimentados e entusiastas na matéria. E quanto à qualificação (não que seja boa…) para minha atividade fim, que é de polícia judiciária, o mérito é todo meu. Fui eu quem busquei aprender o Direito e conhecer minimamente as leis, sou eu quem procuro me manter juridicamente atualizado, pois em meu curso de formação para me tornar policial, que durou espantosos 45 dias (!), nada de útil me foi ensinado. E o mesmo acontece na PM.

Para exemplificar, veja-se o projeto de lei de autoria do governador do Rio, que foi aprovado pelos deputados do Rio, gerando a Lei nº 4.989/07. Antes, a lei determinava que o curso de formação do policial civil seria de 6 meses, mas com esta alteração é possível dar por terminado o curso em 3 meses apenas:

PROJETO DE LEI Nº 02/2007

EMENTA:
ALTERA A LEI N° 4.020, DE 06 DE DEZEMBRO DE 2002, ESTABELECENDO NOVO PRAZO DE DURAÇÃO PARA O CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL, PREVISTO COMO SEGUNDA FASE DO CONCURSO PARA INGRESSO NO QUADRO PERMANENTE DA POLÍCIA CIVIL

Autor(es): PODER EXECUTIVO

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:

Artigo 1° – O caput do artigo 2° da Lei n° 4.020, de 06 de dezembro de 2002, passa a vigorar com,a seguinte redação:

“Art. 2°. Incumbe à Academia Estadual de Polícia Civil promover o recrutamento, seleção formação, aprimoramento profissional e cultural, perícias médicas adimensionais e exames periódicos dos policiais civis, ficando o candidato aprovado na primeira fase do certame sujeito à matricula no curso de formação profissional que terá a carga horária mínima de 540 (quinhentos e quarenta) horas/aulas, e duração máxima de 6 (seis) meses, com aferição de freqüência, aproveitamento e conceito.”

Artigo 2° – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, podendo ser aplicada aos concursos públicos já iniciados.

JUSTIFICATIVA

MENSAGEM N° 05/2007
Rio de Janeiro, 05 de fevereiro de 2007

EXCELENTÍSSIMOS SENHORES PRESIDENTE E DEMAIS MEMBROS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Tenho a honra de encaminhar à deliberação de Vossas Excelências a inclusa proposta de Projeto de Lei que “ALTERA A LEI N° 4.020, DE 06 DE DEZEMBRO DE 2002, ESTABELECENDO NOVO PRAZO DE DURAÇÃO PARA O CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL, PREVISTO COMO SEGUNDA FASE DO CONCURSO PARA INGRESSO NO QUADRO PERMANENTE DA POLÍCIA CIVIL”. ‘

A proposição tem por objetivo estabelecer um novo prazo de duração para o curso de formação profissional, que constitui a segunda fase dos concursos públicos para ingresso no Quadro Permanente da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Essa alteração possibilitará à Administração fixar um novo cronograma para o referido curso, de forma a imprimir-lhe celeridade na formação do servidor policial civil e, por conseguinte, na sua investidura, o que se afigura necessário como solução à questão da carência de efetivo, sem que haja comprometimento na qualidade de sua formação.

Diversamente da redação atual do precitado diploma legal, que estabelece o prazo inicial, do referido curso em meses, propõe-se a fixação da duração desse curso também em horas/aula, conferindo à Administração, no âmbito de sua discricionariedade, de acordo com suas reais necessidades, a opção entre a duração mínima e máxima previstas na lei.

Assim, esperamos contar, mais uma vez, com o apoio dessa Egrégia Casa e solicitando que seja atribuído ao processo o regime de urgência, nos termos do artigo 114 da Constituição do Estado, reitero a Vossas Excelências os protestos de elevada estima e consideração.

SÉRGIO CABRAL
Governador

Ou ainda este comentário do autor do blog Coturno Carioca em um post do Praças da PMERJ:

O comandante-geral da Polícia Militar cancelou todos os cursos e estágios de aperfeiçoamento oferecidos pela corporação a oficiais e praças em 2008. A decisão foi motivada “pela imperiosa necessidade de atender à demanda operacional da Corporação”, segundo publicado no Boletim Interno número 040, de 01 de abril. Entre os cursos cancelados estão: Intensivo de Tiro de Combate; Ações Táticas em Moto-patrulhamento; Ações Táticas; Policiamento Ambiental; e Investigação e Perícia Criminal. Ao todo foram 13 cursos cancelados, deixando sem ensino e instrução cerca de 452 policiais.

Ah, tem também a elucidativa nota da ASSINAP, associação representante dos policiais militares, e esta bem feita reportagem da TV Globo, quase toda boa, não fosse a entrevista final com um oficial da PM que parece estar vivendo em outro mundo.

Então, afinal, a culpa é de quem? Nádegas a declarar…

53 comentários »

  • Arthurius Maximus comentou:

    O culpado é o Papa!

    O “Oficial” que dá a entrevista final, nada mais é do que um político. Sua função é a desinformação; a apaziguação da opinião pública.

    Se nossa polícia fosse tão bem treinada assim e cheia de cursos e de avaliações; não teríamos (por exemplo) uma grande maioria de policiais extremamente obesos nas ruas.

    Temos que deixar de manter essa postura de “panos quentes”. Como viciados em drogas, a solução para nossos problemas passa pelo reconhecimento dos mesmos.

    Se sempre falarmos que “isso foi um caso isolado”, “tudo o que fizemos está certo” e coisas absurdas assim. Estaremos fadados a repetir sempre os mesmos erros idiotas.

    Belo artigo.

    Um abraço.

  • Victor comentou:

    Muito pertinentes as considerações expostas, destaco o ponto em que se avalia o que passava na cabeça dos policiais enquanto atiravam. É este o ponto crucial para a tentativa de se chegar à verdade real no julgamento; lembro com isso do fato ocorrido com o tenente do Exército Brasileiro envolvendo os 3 jovens que foram mortos por traficantes, é imperioso o desejo de desvendar quais intenções perpassavam sua mente.

  • Débora comentou:

    É muito pertinente observar que muitos cidadãos estimulam a matança de criminosos. E é bem verdade que se criminosos tivessem sido executados, é possível que não desse em nada, embora ainda nesse caso acredito eu que eles seriam, de qualquer jeito, condenados.
    Mas confundir um stilo com um weekend, atirar no carro que encostou, ao invés de perseguir os bandidos e ainda mentir após verificar a eme que fez foi uma estupidez seguida da outra, um desrespeito às leis e ao estado seguido do outro. Foi muito mais do que despreparo, foi burrice sem tamanho.
    Eu entendo sinceramente o corporativismo entre os policiais. Mas será difícil deduzir que bandidos perigosos em fuga não encostam o carro para a polícia passar? Será difícil deduzir que um carro encostado, que não está atirando, não implica em perigo de vida, apto a ensejar a reação (15 tiros!) dos policiais?
    A falta de razoabilidade reinou! Eu pergunto a vocês, policiais: o que eu faço se a PM estiver em perseguição? Devo encostar o carro?

  • leandro p. comentou:

    Concordo com a Débora em partes…
    o carro pode estar parado, se tiver insulfilme vc nao ve quem esta dentro nem se tem um marginal apontando uma arma pra vc

    acho eu que eles tinham que se proteger e mandar todos colocarem as maos pra fora do veiculo

    detalhe que detam 15 tiros e acertaram 2 (por sorte)

  • Danillo Ferreira comentou:

    Esse foi um dos melhores posts do Caso de Polícia. Brilhante a citação: “Tolo é o policial, seja civil, militar, rodoviário ou federal, que abstém-se de respeitar as leis para satisfazer a vontade de populares e políticos.”.

    Há policiais se prestam a atuar num papel sujo: a contenção da miséria, o afastamento dos “revoltados”, a “limpeza” social – tudo à revelia da lei. Papel que nenhuma outra parcela da sociedade se presta a realizar. Quando ocorre o que ocorreu, a sociedade expõe o policial como o monstro a ser liquidado, e aí está feito o dever moral, e hipócrita da opinião pública.

  • Nós matamos o João Roberto: comentou:

    […] Caso de Polícia ainda trouxe dois dados interessantes. Mostrou o projeto de lei de autoria do governador do Rio, […]

  • leandro p. comentou:

    ue Danillo
    o policial tem que cumprir a lei, se ele quer “limpar” a sociedade que arque com as consequencias.
    se ele nao tem competencia pra matar quem ele persegue entao procure outra profissao

    nao da pra querer bancar de super heroi e matar o inocente

    o despreparo ficou no resultado = 15 tiros e 2 acertos
    a abordagem foi uma burrice completa isso é inegavel

    os pms agiram como monstro burros e devem ser liquidados sim, queria ver vc falar o que esta falando se fosse alguem da sua familia, torco pra que isso nunca aconteca, mas pimenta nos olhos dos outros é refresco ne

  • Danillo Ferreira comentou:

    leandro p.: Você está certo Leandro… talvez eu não tenha me expressado bem. O que ressalto aqui é o caráter irônico da situação: nós, como sociedade, falhamos em distribuir recursos e em conter uma criminalidade que surge como conseqüência de nossa incompetência. Como resolver o problema? Autorizando, de maneira camuflada e incofessável, a extinção dos participantes dessa criminalidade. O que ocorre? Ao autorizar a extinção de uns, outros, que não os que nos interessa serem extintos, são incluídos no extermínio. E sempre haveremos de nos questionar: quem vale mais? O que eu faria no lugar daqueles policiais?

  • leandro p. comentou:

    depois telendo o meu comentario achei que fui um pouco “grosseiro”…

    vc diz que a mesma sociedade que prefere um vagabundo morto é a mesma que pega o pm como bode espiatorio para os nossos problemas

    e que nos fazemos um estardalhaço quando policiais erram e nos omitimos perando a marginalidade

    se for isso eu concordo plenamente
    a sociedade abaixa a cabeca, ja nos acostumamos com os tiros, sempre que se ouve tiros vem a frase “daqui a pouco acaba”, ja adimitimos certas coisas infelizmente

    o que nao entendo é o fato de que sociedade nao aguenta mais e ao mesmo tempo se cala, se tranca

    acho eu, que a repercussão é bem maior pelo fato de serem policiais, os “representantes” direto da ordem

    []s

  • Sergio Blog 2.4 comentou:

    Entre outras coisas, falta preparo à nossa Polícia!…

    Sobre os eventos lamentáveis dos últimos dias envolvendo nossa policía, remeto o leitor para os excelentes textos (críticos) da blogosfera policial, que felizmente não se furtou de tratar do tema:

    O Ponto de vista de um despreparado – Neste blo…

  • Alexandre de Sousa comentou:

    Muito bom o texto, até aqui a melhor análise dos fatos.
    Parabéns pela entrevista tbm, e obrigado pela citação.
    Abraço!

  • Danillo Ferreira comentou:

    leandro p.: escrevi sobre o assunto no Abordagem Policial: http://www.abordagempolicial.com/2008/07/refletindo-joo-roberto.html

  • Márcia comentou:

    É mto fácil saber como agir qdo estamos de casa vendo tudo pela tv e pelos jornais. Quero ver na hora do salseiro…
    Por isso esses homens devem ser psicologicamente e tecnicamente preparados. Para que não ajam como qq um agiria – se estivesse lá, e não nos sofás de suas casas.
    Execrar esses policias é uma covardia! Alguém pode imaginar como se sentiram ao ver o que tinham feito?
    A polícia precisa ser treinada, e mto bem treinada.
    Todos nós estamos expostos à esta falta de preparo. Inclusive, e mto mais, esses homens fardados com tão difícil missão.

  • Leandro Menezes comentou:

    Sinceramente acho que Foi errada a atitude dos PMS,
    mas como o Responsavel pelo Blog , DUPCERJ Colocou
    bem o assunto que envolve Muita Coisa , Falta de
    interesse do governo em especializar o Policial,
    tendo em vista como o Eduardo mesmo Fala
    o Policial realmente não sabia que eram inocentes,
    acreditavam que eram vagabundos, mais um erro
    não justifica outro.. mais dai temos que ter capacidade
    pra analisar a situação… correto? ainda Mais
    quando se tem uma Midia… que adora f…. com a PMERJ
    um bando de Comissão de Direitos Humanos, Falou,Etc… Pedindo Paz…. Mais Não chegam pra
    amparar um Policial Correto?

    tinham que investir Melhor no Premaramento

    tecnico e Psicologico…

    Claro na Minha Opnião…

    Força e Honra.

    PCERJ Parabèns 200 anos

  • Simpson comentou:

    Sei que não podemos esconder nossas falhas, mas se formos analisar caso a caso o saldo será sempre positivo, para um universo específico de uma guerra, sim porque estamos em guerra permanete no RJ.
    Se o Estado do RJ mantivesse uma estatísca séria sobre as mortes dentro de nossa linhas, logo veriamos que os Hospitais estariam com um índice alto, por falta de atendimento e/ou mal atendimento, mas qdo vai para a justiça, nada é feito e não se fala sobre o assunto de forma contundente, pois nunca li sobre um profissional da saúde preso por faltar o plantão, mas a sociedade, a imprensa e o nosso lider enfim todos dizem que não podemos errar.
    Como acertar? quando não se tem um treinamento.
    Quando somos alunos, e chegamos ao estand para o exércicio prático, só escultamos que falta munição, e dai a pouco sai a formação de um profissional de segurança que pouco treinou, por isso a migração para outros orgãos, como no caso do Pol. do MP no Leblon.
    Conforme disse não podemos esconder nossos erros, e cada caso é um caso, e neste caso da Tijuca, são 3 famílias que estão no desespero, sim pq os Policiais também tem os seus em casa.
    Mesmo com uma ingerência pública instalada, peço a DEUS proteção para todos os brasileiros.

    PAZ

  • leandro p. comentou:

    eu acho que se eles nao fossem preparados cabia a eles nao abordarem o carro e sim esperar reforco.

    eu nao sou policial, nao tive treinamento policial, logo, nao vou meter a cara correndo o risco de morrer e matar inocente

    Márcia, vc é dos direitos homanos?
    se fosse seu filo vc ia falar:
    “ó coitado do pm, tao bomzinho, matou meu filho tentando matar vagabundo, mas errou pq nao é treinado”
    será mesmo que falaria isso?

    covardia foi meter 15 balas num carro sem chance de defesa, tanto pro inocente qto pro vagabundo, covardia é covardia nao importa se merece ou nao

  • simpson comentou:

    Leandro p., acreditamos que os dois PMs erraram sob todos os aspectos, em gênero, número e grau, porém o que tentamos preservar são as famílias que sofrem, e talvés nem saibam o que ocorreu de fato, e por uma questão de segundos uma tragédia abala todos ao seu redor, ninguém sai com alegria ou lucra neste triste episódio que abalou toda a sociedade carioca.
    É lamentável o pronunciamento do Governador nestes últimos dias, o sergio não entende de Lei, ou não sabe de nada mesmo, fica difícil qualifica-lo. …..
    Vale lembrar o tapa que o Advo mandou legal na tv. “Governador, perdeu uma grande oportunidade de ficar calado, o Sr está pré-julgando o Pol. . . . . ”
    Se um Policial está mal preparado é porque o Estado a que pertence não o preparou em momento oportuno.
    Ele se utiliza de adjetivos para com os Policiais do RJ, que prefiro não repetir, contudo “faz parte”. Também vindo de um político com ausência de cultura, como tantos outros. Jogar a culpa da má formação do Militar no Governo anterior, torna-se fácil e não cola.
    Que política é essa que interrompe todos os cursos da PM, e coloca o efetivo nas ruas no sentido aumentar a segurança, e agora? cadê a explicação?
    A crise nas Instituições e Corporações do Rio são maiores do que se imagina, o Policial Militar, o Pol. Civil e o Bombeiro Militar, estes trabalham muitas horas por semana, e não recebem horas extras, ainda tendo que complementar o $ com o bico, somando-se as horas de sala de aula e as de depoimentos na Justiça e nas Corrregedorias, isso posto, coloca a mente do homem em risco de qqr ordem.
    Não podemos contornar o que foi feito, entretanto são muitos os culpados, principalmente pela formação de um segmento doutrinado para proteger uma sociedade. Onde estão nossas falhas? erramos todos os dias e nem percebemos, todavia perdemos tempo em “malhar” aqueles que já estão presos e condenados por um governo que não veste a camisa, e ainda vai se aproveitar para dizer que não merecemos aumento de salário, pois para o sistema é tudo jagada política, vivem de manobras e frases feitas.
    Quem sofre mais, quem sai perdendo é a sociedade que paga impostos pesados e não é atendida por nenhum orgão do Estado… CORRETO?

  • leandro p. comentou:

    correto simpson,
    mas a merd@ ja nao vem de hoje, “o preparo do pm despreparado sempre existiu”, a anos isso é assim, so que domingo foi a cagada maior

    com certeza a familia nunca mais será a mesma, destruiram com a familia, isso é certo

    concordo tb que isso vai ser usado para fins politicos

    a questao que estou falando nao é da instituicao em geral, nem to apontando possiveis causas do despreparo, estou falando apenas que o erro deve ser punido com todo rigor, afinal de contas eles sao pessoas com cerebro, se mandassem matar um inocente, com certeza nao fariam, da mesma forma que nao deveriam atuar despreparados

    pela defesa que estou lendo, é quase a mesma coisa dizer que um policial que rouba pq nao tem um salario digno, nao deve ser punido com rigor

    nao importa o que deu origem, importa o resultado, os fins nao justificam os meios

    concorda?
    []s

  • Márcia comentou:

    Leandro, por favor, a dor família nem está em debate, não há como se mensurar…compreensível toda manifestação de revolta neste aspecto. Só que toda historia tem dois lados. E mais: a policia precisa de investimentos, se não, continuaremos a discutir acontecimentos semelhantes por mto tempo.
    Só queria lembra que o trabalho do policial nas ruas é cruel…são homens em primeiro lugar. E salve-se quem puder.

  • Eduardo comentou:

    Nossa pessoal, tantos comentários que até me perdi! Muito bom!
    Ótimo perceber que começa a haver um consenso, não sobre o caso concreto em si, mas sobre a problemática criada pelo governo(?) PMDB na segurança pública do Rio (e na saúde e educação também).
    Agradeço as palavras elogiosas, e retribuo o elogio destacando o alto nível das opiniões aqui postadas.
    Por essas e outras me animo a dedicar tempo para manter este site funcionando, é gratificante!
    Por falar nisso, olha que exemplo deram dois policiais militares … e ainda há quem crucifique à todos pelo erro de alguns, mesmo que estes alguns sejam muitos.

  • Eduardo comentou:

    AH! Importante. Acrescento a seguinte informação divulgada, discretamente, ontem. Existem no carro impactos de PAF que podem reforçar a alegação dos PMs de que os marginais ainda atiravam contra eles!

    No primeiro momento, de execração pública, não foi divulgado nem apareceu nas imagens, mas os traficantes locais podem ter de fato feito disparos contra os policiais. Veja esta notinha no jornal O Dia.

    Inclusive o laudo do IML pode apontar se o projetil que atingiu a criança teria partido de arma que não era a dos PMs, muito, extremamente importante quando o caso for a julgamento.

    Espero que não abafem as informações e possamos acompanhar de perto o caso até o final. Mantenham-se atentos.

  • Débora comentou:

    Eu entendo que exista um corporativismo, o que eu não entendo é o “defensismo” exagerado. No momento maior de dor, o próprio pai do “Jorroberto” esclareceu a necessidade de se melhorar a instituição. Sim, porque o erro foi institucional. Aliás, nas palavras de outro colega nosso, débil mental é o governador, o comandante maior deste caos todo. Tragédia anunciada, sim, como disse o Rio de Paz.

    Eu entendo o corporativismo, mas dizer que estão execrando os policiais? Desculpe, estão execrando a segurança pública como um todo, jogando no ventilador a falta de psicólogo, os baixos salários, falta de treinamento, enfim, o caos vivido pelas instituições policiais. Não exatamente “aqueles” dois.

  • leandro p. comentou:

    tudo bem…
    e os outros tantos pm que fazem abordagem impecavel?
    é sorte?
    eu ja fui parado em bliz por pm estupido e por pm que no final a gente tava ate contando piada

    como eu disse, é a questao do bom senso do policial
    o “treinamento” é errado, isso é fato, mas o policial é uma pessoa com cerebro capaz de pensar, no que é certo e errado

  • Fran comentou:

    O treinamento é errado sim e as leis mais ainda…
    Tenho 17 anos e sou leiga no assunto, me corrijam se eu estiver errada: Não se pode atirar num bandido se ele estiver de costa pro policial e desarmado? Agora me diga bandido segue essa lei?
    Na minha opnião bandido tem que morrer sim! E nem me venham com essa história de direitos humanos… Direitos humanos são para humanos direitos pô e não para animais como eles! Tenho quase certeza que os policiais envolvidos ñ sabia que no carro estava uma família eles tiveram segundos para agir, será que é justo condená-los pro resto da vida?? A midia só mostra o que quer e nos acreditamos cegamente nela! Respeito a dor dessa família + prefiro continuar analisando os dois lados!

  • Eduardo comentou:

    Débora: agora sim, estão, mas antes não era. Parece que só agora os “pensadores” conseguiram se livrar do ranço do “vamos ferrar os puliças” e começam a se manifestar no sentido de responsabilizar os comandos e dirigentes. Porque até antes deste caso, era pau no policial e coitado do governo, a Polícia derruba ele…

    Leandro: para isso serve (serviria né…) o acompanhamento e cursos de reciclagem, já que, com o trabalho estressante, às vezes o cara passa no psicotécnico e entrevistas porque é normal, mas tem muitos que não aguentam a pressão do dia a dia e acabam mudando de personalidade. Já conheci colegas que eram calmos e pacatos, e depois de alguns anos sem os ver, quando os reencontrei, pareciam outras pessoas. Tem que ter suporte, acompanhamento, e espaço para o cara progredir sem se preocupar com o “bico” ou com a família passando necessidade em casa.

    Fran: independente do que, pessoalmente, cada um ache certo ou errado, o policial existe para fazer valer a lei, e consequente não pode justamente ele a descumpri-la. As consequencias é ele quem vai enfrentar, como qualquer criminoso, na verdade até pior, porque criminoso ainda existe quem defenda (os direitos dos manos), mas os policiais, todos querem a caveira exposta.

  • Débora comentou:

    Eduardo, sobre a sua resposta ao Fran, os policiais tb serão defendidos, a OAB (algum de seus representantes) tb defenderá os policiais, eles terão um julgamento justo, poderão alegar suas defesas e dentre elas, o stress a que são submetidos, o que certamente aliviará a pena.
    Ninguém duvide disso.
    Dizer que eles pegarão pena superior a de bandidos, peralá. Ninguém tá dizendo que os policiais aniquilaram crianças porque gostam de matar crianças. Eles inclusive respoderão por matar bandido, já que há erro quanto à pessoa.

  • Leandro comentou:

    O pior de Tudo Caros Amigos… ,e que se a Populção
    ja odiava a Policia, agora então … Nem se fala porque
    simplesmente pra População. um Policial Vale por toda
    corporação ou instituição, sendo que o Governador
    além de não investir , Remunerar ,equipar etc…
    os Chamam de Debis Mentais, Pois Debi Mental e ele
    de não investir em um Policial e deixar que a PMERJ
    Seja Manchada. Porque ele ta Pouco se lixando pro
    cidadão,pra Família e Muito Menos Pra Policia. a PMERJ
    Vem se Manchando a cada Dia… e Dificil vermos Policia
    nas Ruas e porque? cada PM Pede Um Padrinho pra
    colocalo em Uma area Administrativa e isso porque?
    ta F…. de Aguentar as Ruas… tanto e que Raramente
    vemos Policia de Madrugada na Rua quem Mora nas
    Regiões da Zona Norte, (Bonsucesso ,Ramos,Inhauma,
    Penha,Del Castilho, Meier ) . Sabe que o Bicho Pega.

    Problemas Na PMERJ São Antigos… e Uma instituição
    que vem se Desmoronando a Tempos.. Porém e
    inegavel que temos Bons Policiais.

    FORÇA E HONRA.

    Parabèns PCERJ Pelos seus 200 Anos

  • Eduardo comentou:

    Sim, é o caso de erro quanto à pessoa.
    Mas a defesa à qual me referi não é a defesa jurídica, por mais que valha ressaltar que traficantes pagam advogados mais conceituados e com mais recursos do que poderia conseguir um PM através de sua associação ou com a Defensoria.

    A defesa que eu me referia é quanto à situação, parece que a idéia de que os policiais queriam matar uma criança de 3 anos é levada em consideração. Mas, ampliando, nem me referia à este caso especificamente quando escrevi o comentário, mas sim à todas as ocorrências que envolvem policiais. Quando acusam, todos contestam as provas. Quando são acusados, uma informação anônima qualquer já é suficiente para encarcerar o PM por 5 ou mais dias.

    Enfim, de fato, ninguém está dizendo que eles serão condenados mais severamente do que se não fossem PMs, inclusive eu não disse (escrevi) isso. 😉

    De qualquer forma, qualquer ponderação que façamos neste primeiro momento, aparenta ser uma defesa de dois policiais que, mesmo sem tal intenção, provocaram a morte de uma criança, então qualquer coisa que se diga no sentido de “peraí, não é bem assim”, soa como uma defesa direta aos policiais envolvidos no caso concreto, quando a questão vai além.
    Abraço 😉

  • Débora comentou:

    Eduardo, acho que estamos uníssonos em apontar as falhas da segurança pública. Agora, eu entendo sim que muitos policiais defendam os PMs, por conta das circunstâncias. Mas vamos combinar, podia ter sido sua família dentro do carro. E você sabe bem disso. O Blog dos Praças inclusive disse isso.
    Que tivessem ido embora dali!!!! Se estavam com medo!!! Mas metralhar o carro??? Isso é coisa que você mesmo falou “Tolo é o policial, seja civil, militar, rodoviário ou federal, que abstém-se de respeitar as leis para satisfazer a vontade de populares e políticos.” Ou seja, um policial sabe que tem que decidir sobre respeitar ou não a lei. Eles escolheram desrespeitá-la e por esse desrespeito serão processados e possivelmente condenados.

  • Simpson comentou:

    A defesa segue em relação a uma instituição chamada família, seja a da criança vítima fatal, seja a dos PMs, ou de qqr outra que vive com medo em nossa capital, como venho colocando, mas por outro lado não existe policial bem preparado, com baixo salário, pq não combina. Aquela estoria do time bom, bonito e barato só engana a torcida, porém nossa sociedade merece o melhor possível e não uma vtr com o giroscópio ligado, sem mobilidade, pq qdo o cidadão solicita, recebe como resposta – não posso sair do posto. É a famosa operação visibilidade.
    temos sim que responsabilizar o Cmte e o gestor, nosso gestor dizia quando em campanha, – “se o governador disser que não tem dinheiro para pagar os funcionários é mentira, é mentira porque tem e muito”.
    Hoje ele é o governador, e nada de aumento para nenhum setor que atenda diretamente nossa sofrida sociedade. O que vemos é o cidadão entrando para PM ou PC e logo migra para outro orgão, por vários motivos, sendo os principais: sair do perigo das ruas; receber boa gratificação da atual lotação; fugir das corregedorias e depoimentos na justiça; trabalhar pouco, numa escala bastante elástica, fugindo da carga pesada e das horas extras em longos flagrantes e outros motivos, certo? O útimo a sair apague a luz!
    Por isso não vemos policiamento nas ruas, principalmente nas madrugadas e nas áreas mais contundentes, como bem citou o Leandro , a Zona Norte está abandonada pelo gestor de segurança pública, a Polícia da Baixada Fluminense, Niteroi, e interior do Estado do RJ, trabalha com as vtrs completamente sucateadas, enquanto os marginais circulam com potentes carros…….
    Os Municípios não recebem os devidos serviços de saúde, segurança e educação prestados pelo Estado, isso quando existe! A população cresce e junto com a criminalidade, entretanto o efetivo do interior é mesmo há 30 anos e se quebrar uma ambulância ou patrulha, já era, encostam até chegar outra usada da capital.
    Se não tem efetivo na capital, baixada e interior, onde estão nossos 50 mil combatentes?
    Tem policial em todos os setores sociais, menos nos logradouros. Encontramos nas Secretarias Estaduais, nas Autarquias, DETRAN, ALERJ, MP, TJRJ e em diversas seguranças pessoais, é 50 pra um Secretário, 30 para outro e etc. Muitos são os orgãos que solicitam a transferência de policiais para seus quadros, para se ter uma amostragem, mantemos militares do Corpo de Bombeiros lotados na Polícia Civil, sobrecarregando o trabalho dos outros combatentes do fogo, que não possuem padrinhos.

  • leandro p. comentou:

    Débora assino em baixo, faco de suas palavra as minhas

    nos temos 2 situacoes em questao aqui
    1 – o erro dos policias
    2 – a precariedade do sistema
    acho que estamos misturando os 2 concordando e discordando ao mesmo tempo

    concordo com tudo que foi dito a respeito da situacao do preparo dos policiais e no que trata da punicao aos mesmos

    edu, to com uma duvida sobre uma coisa, mas nao é nada d+
    como faco pra saber se vc poderia ajudar?
    ja te mandei um email uma vez mas vc nao retornou, nao sei se chegou…
    pq nao abre um topico pra galera fazer perguntas?

    abracos

  • Eduardo/RJ comentou:

    O Leandro disse tudo. Estamos misturando no mesmo debate, 2 problemas. Foi proposital, contudo, abordar uma situação concreta e o pano de fundo no post.

    Poderia resumir minha idéia deste post, simplificando, da seguinte forma:

    Os PMs fizeram M, porque no afã de matar bandidos, erraram o alvo. Mesmo que houvessem bandidos no carro, o caso não muda, ou seja, em provado que não havia confronto (essa é a dúvida que vai nortear o processo, acredito, e como não sabemos o que tem no IP, não dá pra especular), a intenção era matar. Ponto.
    Ao mesmo tempo, não adianta a cada desastre na segurança pública pegar os policiais criminosos, colocar a culpa neles e pronto. NÃO SÃO CASOS ISOLADOS. A política deste governo é que induz este tipo de situação. Portanto, poderia até escrever textos aqui descrevendo o quão criminosa é atitude do policial A ou B, mas não resolve, não ajuda, seria só um desabafo.
    O que ajuda é fazer as pessoas abrirem os olhos para o fato de que, dois maus exemplos foram presos agora, mas existem milhares de candidatos a repetir a mesma ação, por vontade do Governo. ESSE é o ponto. De forma alguma defenderia aqui policiais marginais com o argumento de que deveria haver tolerância pelo fato de serem policiais. Ao contrário, se pegarmos posts desde a época daquela operação no Complexo do Alemão com 19 mortos oficialmente, verão que atacamos desde sempre esta estúpida “política de confronto”, essa enxugação de gelo. A parte investigativa está à míngua, mas o governo contabiliza aprovação da classe média com o extermínio de marginais. Isso que é o absurdo. O resto, todo o resto que debatemos e certamente iremos debater de novo, é consequência.

    E sim, podia sim ter sido eu mesmo dentro do carro, e pode até ser amanhã ou hoje a noite, quem sabe. Essa é a preocupação, preocuparmo-nos apenas em culpar o que já está resolvido (eles estão presos e dificilmente se livrarão de uma condenação no juri), quando devíamos nos preocupar com o que está para acontecer. De novo. E de novo.

    Beijos e Abraços 😉

    ps: boa Leandro, vamos pensar numa forma, talvez ao invés de um post, criando uma página. Aguarde 😉

  • leandro p. comentou:

    Boa Edu, falou tudo no post
    vao ser presos e muito provavelmente continue tudo igual

    uma boa parte das respostas aqui foram para punir os pms e a outra parte para se tomar providencias qto o treinamento, no fnal, uma coisa leva a outra

    para a sociedade o caso foi um aviso de que tudo esta em pessimo estado – “cidadao olha como treinamos a sua policia”
    para o governo, a punicao e nada é a mesma coisa…
    o governo sabe como as coisas andam a tempos, e se nao fizeram nada foi pq nao quiseram, mas agora vao punir os caras e dizer que o governo é justo e pune os errados

    o que nao podemos é deixar eles dobrarem a sociedade e usar a midia como ‘escudo’ como sempre fazem

    é completamente irracional puni-los e nao fazer nada levantar a instituicao

    o negocio é que foi exposto o pessimo treinamento.
    vamos ver se pelomenos nessa caso a sociedade saiba distinguir as coisas e tenha a capacidade de pensar, ao inves de engolir o que passa na tv

    ps: eu tenho o habito de formular varias hiopteses com as situacoes que eu vejo, entao recorro à internet mas nunca acho as respostas hehehehehehe
    como meu foco é PC, vou recorrer ao Caso de Policia

    abraços

  • Débora comentou:

    Eduardo, agora sim, estou plenamente de acordo. Mas se você assistiu à mãe do menino, ela mesma falou, “não aceito desculpas, porque daqui a pouco ele terá que pedir desculpas a outras pessoas”. O pai, Paulo, está, na minha opinião, bastante lúcido. “Que melhore a instituição”. Que isso não se repita. Por que o que estão todos dizendo, e nós concordamos, é que a tragédia era anunciada. Era previsível.
    O caso do Daniel Duque eu não acompanhei, mas pode haver uma legítima ou legítima putativa, acidente, ou ainda excesso punível em legítima, acho que o caso é bem mais complexo, respeito a dor da mãe, mas prefiro não opinar. Mas o caso João Roberto… me impressionou a imagem da câmera do prédio. Eu não tive dúvidas, podia ser eu. Eu podia estar enterrando a minha única filha.
    Não odeio a polícia, nenhuma delas, vc sabe disso. Mas condeno sim esses policiais específicos e o Secretário Beltrame. Daqui a pouco será a polícia civil passando uma de incompetente, e teremos que perguntar a ele se ele não sabe que há bombeiros usando as insígnias da civil… fica difícil defendê-lo. Mais ainda aceitar desculpas.

  • Eduardo/RJ comentou:

    Leandro, capacidade de pensar acho que é um tributo já há muito perdido neste país, infelizmente. Somos, a massa, guiados pela rotina, cada um cuidando de seu umbigo, individualismo, sem valores morais a serem respeitados, vale tudo para se dar bem.

    Débora: viu, alcançamos um consenso hehe
    O caso dos brigões na Barra já foi devidamente abafado na imprensa, dado à peculiaridade dos envolvidos não-policiais.
    Não assisti entrevista de nenhum dos parentes do pequeno de 3 anos, acho desprezível a forma como a imprensa explora essas mazelas humanas, os momentos de dor e sofrimento. Não vejo porque fico com raiva. Mas li em algum trecho isso mesmo que você transcreveu, parece que eles estão com o pé no chão, apesar do momento sugerir o contrário. Felizmente. Parece-me que são pessoas bem informadas.
    Ah, e não tarda até que a PCERJ ganhe seu momento de fama como incompetente, só espero ue não seja comigo, seja no polo ativo ou no passivo hehehe se bem que no ativo vai ser muito difícil 😉

  • Débora comentou:

    Eduardo, são pessoas que estão na luta como nós, e meus conhecidos próximos. Estou triste, pessoalmente atingida.

  • Eduardo/RJ comentou:

    Pois é Débora, quanto mais perto da desgraça estamos, mas sensível fica a percepção de que tudo isto que vem ocorrendo, é fruto da vontade dos governantes, no caso do Rio, do PMDB, que tem esta filosofia de usar a Polícia para repressão e comprar equipamentos e mais equipamentos que dentro de meses estarão obsoletos ou fora de funcionamento porque não tem manutenção. Essa “forma de governar” mantendo as polícias sob total controle, com oferecimento de vantagens para os cargos de direção, de forma a não haver repressão ou investigação contra interesses de alguns.
    No fim, sem segurança pública, quem se ferra somos nós, que andamos por aí, trabalhamos por aí…

  • Eduardo comentou:

    Quando eu dizia que não é um caso isolado, eu dizia exatamente isso, NÃO É CASO ISOLADO.
    E agora, responsabilizam os PMs, eles são presos, e acabou? E os próximos, também? Quem governa (ou desgoverna) este Estado, não tem nada com isso?
    Não se iludam, pode acontecer tanto com a PMERJ quanto com a PCERJ, ninguém está a salvo dessa política. Aliás, muito mais preciso seria dizer “ninguém está a salvo desta POLÍTICA” do que dizer “ninguém está a salvo dessa polícia”.

  • Débora comentou:

    É, Eduardo, mas não temos polícia séria e isenta. Temos Policiais, temos médicos, juízes, Ministros de valor, mas não temos uma justiça, uma polícia ou política de verdade.
    Basta ver o que aconteceu na Federal, com os delegados que, imagine, ousaram prender Dantas ao invés de embolsarem US$1,000,000.00. Descontrolado, não???
    Acontece tudo isso no RJ e no Brasil e o povo da Disneylandia continua preocupado com as algemas… é demais.

  • leandro p. comentou:

    mais fracasso filmado pelo sbt
    virou moda, uma pena

    http://www.video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM855719-7823-HOMEM+MORRE+APOS+OPERACAO+DESASTRADA+DA+PM+DO+RIO,00.html

  • Renato- Ilha comentou:

    O que me chama atenção no caso do menino João, são os dois extremos que o triste fato expõe para todos nós: É inegável que a ação dos PMs foi desastrosa, mas quero convidar os amigos para um reflexão sobre o fato. Assim como o Eduardo, também gosto de ler a seção de cartas dos leitores, e pelo teor das mesmas, podemos constatar que:
    1- será que se esse menino fosse atingido dentro de um morro, ou favela, o caso teria toda essa repercussão?
    2-se além do garoto, os criminosos tb tivessem sido mortos, qual seria o posicionamento da sociedade?
    3-porque no ano passado, quando a polícia matou quase 30 no complexo do alemão, ela foi aplaudida, sem que a sociedade, tivesse absoluta certeza de que todos os 30 mortos, eram de fato criminosos?
    O que quero entender, é, casos de inocentes sendo mortos durante ações policiais, temos desde sempre, mas porque alguns têm mais “peso”, que outros? Acho que nossa sociedade tem que deixar de lado a hipocrisia, tirar a máscara, e assumir, que diante da grande onda de violência que assola nosso estado, o povo GOSTA SIM, de uma polícia que mata!!! quando morre um bandido, traficante, é festa, a polícia é aplaudida, (agora me recordo até de um episódio em que o BOPE, após uma operação em uma favela, saiu aplaudido), quando se imaginou que isso aconteceria? Agora, causas do problema, passa sim, pelo melhor preparo da polícia, investimentos em cursos de qualificação, equipamentos, etc, etc, e outra: temos que generalizar: pois aquela criança que morreu lá dentro da favela, tinha o mesmo direito à vida, que o que morreu no asfalto, então se é para protestar, que pelo menos, se protestem por todos.

  • Eduardo comentou:

    A problemática que percebo, quando são propostos debates neste tema, é que a população em geral só procura informações sobre segurança pública quando a imprensa lhes serve de bandeja, tipo “agora quero que vocês comentem isso, usando o seguinte raciocínio teleguiado”. E assim o fazem, sempre no calor dos acontecimentos.
    E é justamente neste clima de inconformismo que se propõem a “debater” o tema. Debater entre áspas, porque ninguém apresenta idéias para mudanças, ninguém atenta para o antecedente ao fato.
    Assim, quando se tenta iniciar debates sobre o tema, quem propõe a reflexão passa por defensor do indefensável. E defender essa política nem me passa pela cabeça. Percebam por exemplo que não defendo aqui a PCERJ nem a PMERJ. Não há o que ser defendido, está tudo errado, quem as administra, quem está hierarquicamente superior faz errado, com dolo ou com culpa.
    Só que para clarificar a situação, somente refletindo sobre os fatores que desencadearam o presente, e isso sempre é interpretado pelos “formadores de opinião” como um discurso em defesa do órgão, ladainha repetida pela sociedade, como papagaios, o que impossibilita qualquer movimento de recuperação e melhoria de nossas vidas, nossos direitos, nós, cidadãos, policiais ou não.

  • Débora comentou:

    “1- será que se esse menino fosse atingido dentro de um morro, ou favela, o caso teria toda essa repercussão?
    2-se além do garoto, os criminosos tb tivessem sido mortos, qual seria o posicionamento da sociedade?
    3-porque no ano passado, quando a polícia matou quase 30 no complexo do alemão, ela foi aplaudida, sem que a sociedade, tivesse absoluta certeza de que todos os 30 mortos, eram de fato criminosos?”
    A questão nº 1 nos leva a deixarmos de lado qq hipocrisia. Não, não seria a mesma coisa, não é a mesma coisa. Uma coisa é uma criança com fotos bonitinhas. Outra é uma criança que as vezes nem foto, nem certidão nem nada tem. Isso é fato.
    2 – a criança ia ser lembrada. E depende de como, depende de tudo.
    3 – A sociedade se divide sobre esses temas. Há apoio para ambos os lados.
    O que rolou ali no caso João Roberto? O que rola todos os dias em todas as esquinas, de forma escancarada, apoiada e aplaudida pela sociedade: desrespeito as leis. Mas ali foi diferente. O erro não é perdoado.

  • guiller comentou:

    Leandro,se vc não sabe o que fala fica com a boca fechada.O policial não tinha motivo para matar uma criança inocente,não interessa se é o meu filho ou o seu,pois eu tenho consciência da questão em que os policiais vivem.Não me venha com argumentos fracos e sem lógica que provavelmente seja de uma pessoa que nunca saiu da saia da mamãe.

  • leandro p. comentou:

    foi pra mim esse comentario?

    quando for fazer uma replica imbecil como essa, coloque tb o que foi dito para levar vc a pensar essa asneira

    vc é cego, burro ou nao sabe ler???
    responde essa pergunta e eu penso se vale a pena perder tempo com vc

    “sem lógica que provavelmente seja de uma pessoa que nunca saiu da saia da mamãe”
    ate que deu pra rir um pouco

  • Márcia comentou:

    A manipulação da imprensa surge hoje (17/07) outra vez no caso dos policiais militares baleados dentro da viatura na Lagoa. Já estão começando a apresentar o caso como um troco pela violência dos últimos dias. Imagine bem. Vagabundos indignados com a morte de inocentes. Só pode ser piada.

  • Débora comentou:

    Márcia, dizer que bandido vingou a morte dos inocentes é um abuso sem tamanho. Mas, talvez, os policiais morreram por falta de preparo. Talvez não estes, mas outros, dos tantos que morrem fuzilados, do nada, em situações similares. Meus sentimentos a família. É muito triste perder alguém assim, seja policial, pai, mãe, amigo. Ninguém deveria passar por isso.

  • Eduardo comentou:

    Calma aí pessoal ! 😉

    Márcia, é ridículo isso. A imprensa quer plantar a idéia de que traficantes mataram dois PMs para vingarem a morte de um inocente. É o pensamento mais incoerente que já li.
    Das duas uma: ou o “inocente” era importante peça no tráfico local (o que duvido) e seus comparsas enlouqueceram e saíram para matar policiais como vingança, esquecendo-se que provavelmente sua favela será ocupada e atrapalhada a venda de drogas para o pessoal que mora na Lagoa por 1 semana ou mais. Ou os fatos não se conectam de forma alguma. Qual será a mais provável?

  • leandro p. comentou:

    Aqui na rua morava um comandante da pm, o cara colocou uma viatura 24hs por dia e sempre que dava o cara descia do predio e dava uma rodada pela area sozinho…

    Na viatura, na madrugada, a dupla dividia o turno, um dormia um pouco e outro ficava do outro lado, pq uma vez passou um carro do morro e metralhou a viatura tb.

  • Márcia comentou:

    Gente, sinceramente, está td errado!!

  • Simpson comentou:

    Claro e evidente q está td errado… Márcia.
    É simples de se observar, quando os cursos básicos não são aplicados, na época de formação do policial, e acontece de tudo depois.
    Faltam professores da área, materiais de estudo, equipamentos de segurança, munição de todo calibre e local adquado pronto emprego.
    Depois de formado o Policial tenta se esconder, mas alguns não conseguem, outros são deslocados para as seguranças, deste ou daquele “dignitário” , certo?
    As Polícias foram criadas pela sociedade e para proteção desta, contudo nossos gestores desviam o elemento principal (contingente), para outras áreas, como já relatei acima, por isso nunca acertaremos, “nunca”.
    Pior de tudo é que sempre levam os mais treinados, alegando confiança no grupo…. E como fica nossa sofrida população ? ? ? … está td errado de fato e de direito.
    Assitiram pela TV a “operação” do MP contra o ex-Secret. de Saúde, pois bem, os que estavam com o jaleco azul, com inscrição ( MINISTÉRIO PÚBLICO ) , sim aqueles! … Eram todos Policiais devidamente desviados de suas funções, certo? Mas nas ruas não vemos as VTRs circulando como antigamente. …….
    A população aumentou muito, a criminalidade está de vento em poupa, entretanto nossos combatentes de rua diminuiram drasticamente por interesse dos grandes.

    PCERJ – Parabéns pelos seus 200 anos.

  • Simpson comentou:

    Todo profissional passa por um apredizado especializado, por um período de adaptação, um estágio e uma avaliação global naquela área escolhida, para só então chegar a uma prova final, com certificado, porém nossos combatentes seguem regras de disciplina medieval, onde o professor “sabe de tudo”, e pode reprova-los a qqr momento, realizam tarefas de todo tipo, sem reclamar, se não aborrece o todo podeso, e nem percebem que lhes faltam algumas aulas pertinentes, como no caso do poço distante que falta água, e num dia a família se esquece de levar o balde, no outro da corda, mas quando leva os 2, não tem água, e assim transcorre 1 ano, sem alcançar o objetivo.
    O cidadão entra para o curso de formação com todo vigor, o tempo flui rapidamente, e dai a pouco recebe os parabéns, vai para a “pista”, e seja o que DEUS quiser.

  • luiz rogerio leal comentou:

    Sou policial catarinense e concordo com todas as obesrvações dos meus amigos e amigas. Só há um detalhe em tudo isso, é que nenhum policial é fabricado em uma industria como uma geladeira que o funcionario chinga e esbraveja quando a fabrica. O policial é um reflexo de uma sociedade por um todo, inclusive eu, pois ele o policial vem de todas as culturas, raças, idiomas, enfim, se temos familias destruidas (coisa que familia não temos mais, onde o filho respeite pai e mãe e aos mais velhos), o que nos resta é ver a porcaria acontecer todos os dias. Quanto ao despreparo policial também concordo em genero numero e grau, pois os treinamentos sao poucos e alguns policiais, quase maioria vem de familia destruida pela propria televisao, jornal etc…
    Temos que reconstruir a familia se queremos ter bons policias, pois o policial vem de alguma familia desta sociedade podre que todos so querem auferir vantagens em tudo, inclusive ate de uma folga do trabalho.
    Se não fossem algumas Ong´s, as serias é lógico,a nossa sociedade estaria bem pior.
    Senhores vamos tentar construir boas familias que teremos bons funcionarios, inclusive bons politicos.

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