Segundo nosso entrevistado, a Polícia Portuária Federal já existiu de fato, mas foi extinta com o advento da Constituição de 1988, com a criação das Guardas Portuárias. Agora os agentes da GP enfrentam, já há algum tempo, uma batalha para serem reconhecidos como força policial pela Constituição, conseguindo apoio em Brasília para mover uma Proposta de Emenda à CRFB, a PEC 59/2007.
A Guarda Portuária eu já conhecia, mas não sabia de suas reivindicações. E não há dúvidas quanto à importância de um controle efetivo e rigoroso dos portos brasileiros, sendo inclusive um problema já abordado aqui no Caso de Polícia no início do ano passado. Por este motivo, é salutar ajudar na divulgação do projeto para criar a Polícia Portuária Federal, cujos capítulos da longa jornada encontram-se imortalizados no Blog da Polícia Portuária Federal.
Vamos então à entrevista concedida pelo Marco Jamil, presidente da Associação dos Guardas Portuários do Rio de Janeiro e diretor da ANPPF - Associação Nacional dos Policiais Portuários Federais:
Que pessoas ou associações estão envolvidas na criação da Polícia Portuária Federal?
No Brasil, temos diversas associações empenhadas em fortalecer o movimento. Temos Associações de Guardas Portuários de Santos, Bahia, Recife, Vitória, Pará, entre outros, que, obedecendo suas limitações financeiras, fazem o que lhes é possível. Posso afirmar que hoje o movimento nacional toma força a cada dia e a cada movimentação nos trabalhos realizados na capital federal.
Em dois anos o projeto da Emenda Constitucional que cria a Polícia Portuária Federal cresceu muito. Hoje temos também, inúmeros sindicatos e federações aliados, alguns que nem mesmo são do segmento portuário. Posso afirmar que hoje, temos ótimos relacionamentos com os sindicatos da Polícia Federal, Federação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, Polícia Legislativa, etc.
O próprio Sindicato Nacional dos Delegados de Polícia Federal, trabalha com afinco junto à nossa categoria para fortalecer esse segmento que só tem a contribuir na segurança das fronteiras marítimas de nosso país.
A criação da Polícia Portuária não cria conflito com a própria Polícia Federal dentro dos Portos?
Não. A Polícia Portuária Federal, já existiu (vide blog), e, em um determinado momento da história, mais precisamente ao término do Regime Militar nos anos 70, a Polícia Portuária passou a denominar-se Guarda Portuária.
Sem perder suas características e atribuições policiais, a Guarda Portuária, faz todo o policiamento ostensivo, tanto na área primária quanto nas áreas secundárias adjacentes ao porto organizado. Há Portos em outros Estados, que a Guarda Portuária atua na repressão direta nos crimes junto das Polícias Civis, Rodoviárias e com a própria Federal. A PF tem um papel importantíssimo dentro dos portos que é o controle de imigração. O trabalho ostensivo fica conosco, sempre obedecendo limites legais.
O concurso público para a Guarda Portuária é organizado pelos respectivos estados, ou é um concurso federal regionalizado?
Somos concursados em cada estado brasileiro, tudo com autorização do Governo Federal. Cada Cia. DOCAS tem seus parâmetros e um número diferente de Guardas. Existem estados em que os Portos Organizados (Lei 8.630/1993), são administrados pelo Estado ou pelo Município, mas preservando mais uma vez, os atributos inerentes ao policiamento ostensivo dentro destas fronteiras.
Há estados em que um Guarda Portuário leva pra casa, em torno de R$ 4.000,00 com suas gratificações e outros estados que esse valor gira em torno de R$ 1.200,00.
Estamos trabalhando com empenho para acabar com esta fragmentação. Hoje, as Cia. DOCAS, administradas pelo Governo Federal, estão subordinadas à Secretaria Especial de Portos, órgão este ligado diretamente ao Presidente da República.
Cada Cia. DOCAS prepara seu edital, disciplinas das provas, teste físico etc. em se tratando de uma entrada de fronteira, onde a troca de containers acontece constantemente entre continentes, as possibilidades de contrabando de armas, drogas, pessoas, animais são muito grandesO concurso, que aconteceu depois de 20 anos sem contratações, foi divulgado em jornais de comunicação, rádio e até mesmo em jornais específicos para concursos.
No Brasil hoje, há pelo menos 3 Estados que estão com curso de formação em andamento. Posso citar os companheiros de Vitória/BA, que estão fazendo o treinamento junto da Polícia Militar, treinando e se qualificando com profissionais da área Portuária, e tendo disciplinas diretamente com as Praças.
Que matérias de estudo são cobradas na prova para GP? E quando foi realizado o último concurso?
Matemática, Português e Informática, teste físicos com natação, avaliações de saúde foram cobrados no último concurso há 4 anos passados. Cada Estado, como disse, faz seu edital. Respeitam o nível de escolaridade secundário e fazem suas provas com instituições renomadas e experientes na aplicação de avaliações.
Temos orgulho de dizer que na Guarda Portuária do Rio de Janeiro, temos entre nós, advogados, médicos, matemáticos, físicos, administradores, etc. O Porto de Santos, que possui um contingente de 450 homens e mulheres, também tem pessoal com as qualificações das mais diversas que se possa imaginar. Ultimamente temos perdido muitos Guardas Portuários, principalmente aqui no Rio de Janeiro, que foram exercer funções de delegados, policiais rodoviários federais e até mesmo foram para a Polícia federal. O país ganha, a Guarda Portuária perde.
Qual o efetivo aproximado das atuais Guardas Portuárias?
Somos um contingente aproximado de 1.500 homens e mulheres em todos os Portos Organizados. No Rio de Janeiro 400 Guardas lotados nos Portos de Niterói, Rio de Janeiro, Itaguaí e Angra dos Reis. Em Santos são 450, Vitória 180, e um contingente menor em cada porto menor, como Bahia, Pará, Rio Grande do Norte, Rondônia, Recife, Paranaguá, etc.
Este contingente, como em outros órgãos do governo, está aquém das necessidades para se prover uma segurança tranqüila. Hoje, com a implantação do ISPS-CODE (Sistema Internacional de Segurança), a Guarda Portuária trabalha dobrado, dia e noite para manter os portos livres de terroristas e reprimindo todo e qualquer tipo de ilícito que venha a ser tentado nesse contexto.
Qual a missão dos guardas portuários, e que estrutura têm à disposição para realizá-la?
O policiamento interno (área primária) e rondas externas (área secundária), são uma rotina. Controlar todo acesso de pessoas e cargas nos portos organizados, prover a vigilância e policiamento ostensivo, reprimindo crimes contra pessoas, patrimônio, contrabando e descaminho, tráfico de pessoas e animais.
As prisões são constantes na Guarda Portuária em todo o País. No mês passado, nós fizemos a captura de 3 criminosos. O primeiro já tinha cumprido 20 anos de cadeia e estava em liberdade condicional, o segundo era procurado, Este contingente, como em outros órgãos do governo, está aquém das necessidades para se prover uma segurança tranqüilae um terceiro já tinha passagens por pequenos delitos em sua infância. Em Santos, essa semana, a Guarda Portuária interrompeu um crime de “trote” que arrebataria um senhor de idade que perambulava com a quantia de R$28.000,00 para pagar um falso resgate de um filho que estava no trabalho, normalmente, naquele instante. Também o pessoal de Santos, desarticulou um grande esquema de fraude de combustíveis.
Pra se ter mais uma idéia, já identificamos e conduzimos para a Polícia Federal um integrante das FARC que, em fuga, e depois de ser “jogado” para fora de um navio em alto-mar, nadou até nossa costa e adentrou no Porto do Rio pelo mar. Certamente, seria aliciado por qualquer facção criminosa que tivesse a sorte de encontrá-lo.
A Guarda Portuária faz o seu papel, sempre contribuindo com o que tem de melhor: pessoal.
Trabalhamos com pistolas, carabinas 12, tonfas, algemas, etc. Em alguns Estados, como o de Santos por exemplo, possuem lanchas e cães adestrados. Possuímos viaturas personalizadas, micro-ônibus e rádio comunicadores específicos para nossas atividades rotineiras. Temos departamentos internos como de Investigação, Policiamento, de trânsito, canil, etc. Em muitas operações, participamos efetivamente com as Polícias. Há uma harmonia entre as instituições.
Hoje com a nossa luta, o Guarda Portuário em todo o País, tem seu porte de armas garantido na LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003. Todas as taxas de registro e porte também obtivemos gratuidade. Isso mostra o reconhecimento de nosso trabalho pelo próprio governo.
A Guarda Portuária é subordinada à quem atualmente?
Somos subordinados às Cia DOCAS, que por sua vez, são subordinadas à Secretaria Especial de Portos, subordinada diretamente à Presidência da República.
Qual o salário de um guarda portuário?
Há uma disparidade enorme nesse sentido. Há estados em que um Guarda Portuário leva pra casa, em torno de R$ 4.000,00 com suas gratificações e outros estados que esse valor gira em torno de R$ 1.200,00. Em todos os estados, há benefícios como planos de saúde extensivo para a família, auxílio alimentação, estudos, cursos, etc.
Como as entidades de classe da GP têm se articulado para provocar a tramitação da PEC 59/2007?
A PEC 59/07 foi elaborada pelo deputado federal Márcio França/PSB. Nosso trabalho está compreendido em viagens constantes à Brasília, para sensibilizar parlamentares (o que não é difícil quando explanamos sobre as necessidades), buscar aliados, parceiros, etc.
O custo é altíssimo e pesado para todas as Associações, e inclusive estamos criando a ANPPF, Associação dos Policiais Portuários Federais, em Brasília. Nossa Assessoria Jurídica está dando prosseguimento na legalização desta associação que tem o objetivo de angariar fundos para a causa e divulgar mais o nosso movimento. Na constituição de 1988, criou-se a Polícia Rodoviária e a Polícia Ferroviária, e, por motivos diversos, deixou-se de criar a própria Polícia Portuária Federal. Buscamos o reparo desse erro.
Viagens a outros estados também são importantes para a motivação e mobilização de nosso pessoal. Trocas de idéias, parcerias com outras polícias e filiações à associações diversas e de cunho policial… vale inclusive citar que hoje um guarda portuário pode associar-se ao I.P.A. - International Police Association, uma associação internacional de polícia, que nos reconhece como forma policial de fato.
Qual a principal dificuldade enfrentada na luta pela aprovação da PEC 59/2007?
Até agora, as dificuldades encontradas, foram financeiras e a ansiedade. Não ouvi nenhum deputado ou senador que fosse contra o projeto. Muitos que não conheciam, hoje sabem quem somos e de nossa luta merecida. Dentre os deputados mais populares, posso listar Marcelo Itagiba, Marina Magessi, Jorge Bittar, Rodrigo Mais, Romeu Tuma, Renato Casagrande, dentre outros. Aqui no Rio de Janeiro temos o Wagner Montes, que apesar de ser deputado estadual, nos fortalece quando divulga nosso pleito na TV.
Posso também acrescentar que no último dia 24 de junho, houve um pedido em plenário do dep. Arnaldo Farias de Sá/SP, para se acelerar a criação da comissão especial na Câmara dos Deputados, pois já que temos o parecer pela admissibilidade na CCJC por unanimidade ao nosso projeto.
Tenho conhecimento de um projeto idealizado pela Polícia Rodoviária Federal para absorver as funções e estruturas das Guardas Portuárias e da Polícia Ferroviária Federal. Os agentes da GP são favoráveis?
O projeto cria a Polícia Ostensiva da União, POU. Esse projeto une a polícia Rodoviária, Ferroviária e a Portuária. Nesse projeto cria-se a PPF, aproveitando nosso pessoal e inclusive abarca a segurança em aeroportos, que hoje fica a cargo de uma empresa terceirizada pela INFRAERO. Essas são as informações que temos até o momento, pois o projeto ainda está na fase de planejamento, já foi nos apresentado mas não sabemos em que situação está agora. Sabemos apenas que a PRF, nossa parceira, nos absorveria no novo quadro funcional da POU.
Como uma nova organização das GGPP poderia auxiliar as forças policiais já existentes no combate ao crime?
O campo é vasto quando se fala em segurança portuária. Ali, em se tratando de uma entrada de fronteira, onde a troca de containers acontece constantemente entre continentes, as possibilidades de contrabando de armas, drogas, pessoas, animais são muito grandes. A Guarda Portuária faz o seu papel, sempre contribuindo com o que tem de melhor: pessoal.
O Brasil teria muito a ganhar com a criação da PPF. Cargas seriam fiscalizadas com mais freqüência junto com a Receita Federal - que também pena com a falta de pessoal, as arrecadações de impostos de Importações e Exportações aumentariam, a entrada de drogas e armas seria dificultada, etc.
PPF Já. Apenas uma questão de JUSTIÇA.







24 comentários ↓
[...] Entrevista feita pelo Blog Caso de Polícia Abaixo seguem perguntas e respostas do CASO DE POLÍCIA: [...]
[...] Esta semana integraram ao Stive, dois blogs de policiais federais. O primeiro foi do Fabiano da PRF que gosta de escrever e faz isso muito bem e o segundo é da Associação dos Políciais Portuários Federais que inclusive teve sua entrevista publicada ontem pelo blog Caso de Polícia. [...]
Eduardo,o que aconteceu com a Polícia Ferroviária Federal?Parece que ela só existe na Constituição…
Pois é Calígula, eu também nada sei sobre a PFF, de fato parece que só existe na CRFB. Mas eles ainda existem, e em breve saberemos detalhes sobre a carreira, já que será inaugurado um blog da PFF dentro de um projeto montado pelo Niedson do blog do Stive. Estou esperando para ser informado também
Eduardo,
parabéns pela entrevista, que demonstra que o seu blog esta evoluindo cada vez mais.
Saudações,
Unious
Unious: obrigado amigo, venho procurando trazer assuntos de interesse da melhor maneira possível nos tempinhos de folga hehe
É uma enorme satisfação poder usar este canal para divulgar o movimento em favor da PEC59/2007, onde se cria a Polícia Portuária, corporação esta que ao fim da ditadura, noa idos anos 70, foi “renomeada” como Guarda Portuária. Hoje, 1.500 homens buscam o reconhecimento do Governo Federal dauqles que sempre foram Policiais.
Nossos parceiros de luta, a Polícia Ferroviária Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Penitenciária Federal, estão antenados e nos dando forças positivas em favor de nosso pleito.
Não basta apenas acreditar, tem que suar a camisa e busca de seus sonhos.
Marco Jamil/RJ
Os PPFs serão sempre bem vindos por aqui Jamil, abraço e sorte na luta.
Sem duvida e um importante serviço, entretanto sou a favor da unificação das policias, e não ter varias.
Hoje existe movimentos de criação ou reconhecimento para a criação:
Policia cientifica;
Policia penitenciaria;
Policia Municipal;
Policia Portuaria;
No passado no estado de são paulo, existia a policia maritima, que foi incorporada pela PM.
No meu ver, deveria existir:
Guarda Nacional (Orgão integrador das instituições e guarda de fronteira principalmente)
Policia Nacional Ou Federal (PF-PRF-Pol. Ferr e outras exisitentes)
POlicia Estadual
Guarda Municipal
Jose: nisso eu concordo. As polícias brasileiras tinham que ser repensadas, mas aí entra o grande jogo de vaidades e disputas de poder… sou adepto à essa idéia também, mas é um assunto que sempre que surge é abafado no Congresso…
Oba José, obrigado pelo post.
A idéia de uma Polícia Unificada existe em um projeto de Emenda Constitucional em Brasília.
leia em: http://www.sindepolbrasil.com.br/Sindepol09/especial.html
Alíás, existem muitos projetos nesse sentido, mas como o Eduardo bem disse, há uma enorme guerra de vaidades.
JAMIL
gostaria de receber data de concurso
Oi gostei da matéria……..
gostaria de quando abrirá o próximo concurso,
e se será divulgado, na mídia.?
Elidiane..
Grande eduardo, td blza?
Poderia por gentileza atualizar o endereço do blog da Polícia Portuária que agora esta no Stive ?
http://policiaportuariafederal.stive.com.br
tks
Seu desejo é uma ordem
seria muito bom para o brasil se este projeto da policia portuaria fosse aprovado.os portos seriam mas seguro e a criminalidade iria diminuir bastante
gostaria de saber como poderia contribuir para esse projeto da policia portuaria federal? sou em ex guarda portuario que era lotado no porto de ilheus-ba e atualmente resido nos estados unidos ha 18 anos, e estou inteiramente de acordo com esse projeto. por favor alguem poderia me manda um email que e lienio@aol.com obrigado ex colegas e vamos a luta.
é isso ai!poliçada!!!!
Alguém tem alguma informação em relação a novo concurso para GP em santos?
Sou Guarda Portuário da Cia DOCAS de Natal, RN; gostaria de receber todas as orientações de como contribuir para o fortalecimento da nossa luta em transformar os GPs em PPFs. Felicidades para todos os colegas.
Gostaria de saber algo a respeito da unificação da Guarda Portuária.
Pessoal, vou entrar em contato com o amigo da GP que fez a entrevista para ele esclarecer as dúvidas sobre a PPF e guarda Portuária, ok?
Aguardem.
Uma vez motivado por necessidades profissionais, (crimes cometidos por Policial Ferroviário Federal e por Guarda Portuário) tentei pesquisar mais sobre ao assunto.
Discutia-se a competência da JF para julgar crime de abuso de autoridade cometido por Policial Ferroviario Federal.
Acabamos por acolher o posicionamento do STF no Mandado de Injunção 545/RS de que os agentes hj existentes não são “policiais” pois o disposto no art. 144 é mera previsão de carreira que sequer foi estruturada, de forma que os agentes são apenas funcionários da antiga RFFSA, repassados para as empresas que a suscederam.
O engraçado é que a lei 9.649/98 vincula a policia ferroviaria federal ao ministério da justiça, que me respondceu por e-mail que a mesma não existia.
Resumindo a previsão constitucional de nada adianta se não houver a estruturação da carreira por lei ordinária. (o que aconteceu com PRF por exemplo).
No caso em questão, o processo foi arquivado, não só pela incompetênciad a JF mas pelo fato de não ser possível o cometimento de crime de abuso de autoridade por parte de “Policial Ferroviário Federal”.
O caso da Guarda Portuária é semelhante, mas a legislação é mais clara, pois estão subordinados a CODESP que pode exercer poder de polícia por delegação legal, os guardas portuários então exercem diversas atividades policias, desde patrulhamento ostensivo, passando por atividades de investigação interna e controle de trânsito (com aplicação de multas).
É paradoxal, não admitir a função policial de um órgão que na prática, dentro dos portos possui até mais poder que as policias isoladamente, pois exerce sozinha uma ampla gama de atividades policias inerentes tanto a atividade de polícia ostensiva como a de judiciária.
Enfim coisas de Brasil.
Penso que o ideal, conforme já foi postado aqui, e se debateu durante algum tempo na mídia e no âmbito do ministério da justiça, seria a criação de um setor Ostensivo da Polícia Federal, com atuação única e nacional, com salários nos moldes da PRF, absorvendo desta forma os servidores que já trabalham com esta atividade PFF, GP, e até possivelmente a PRF.
Ademais seria um instrumento importante para o governo federal poder intervir em determinadas situações de insegurança pública.
O problema, para variar, é o custo.
Abç.
OLÁ PESSOAL DA GUAPOR. SOU EX GUARDA PORTUÁRIO DO RIO DE JANEIRO,CUJA CATEGORIA ME ORGULHO MUITO DE TER PERTENCIDO E ONDE DEIXEI GRANDES AMIGOS E COMPANHEIROS, LOCAL ONDE APRENDI MUITO A VER VALORES HUMANOS. COM CERTEZA, É JUSTO QUE A POLICIA PORTUÁRIA FEDERAL SEJA CRIADA,POIS QUEM ESTÁ ALI DENTRO(DO CAIS), SABE COMO É ESPINHOSO O TRABALHO. POR FIM TORÇO PARA QUE DEUS ABENÇOE ESTA LUTA DOS COMPANHEIROS E TUDO DÊ CERTO. UM ABRAÇO GRANDE AOS VELHOS E NOVOS COLEGAS.
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