Divulgação de Nota do SINDPOL

O Caso de Polícia faz divulgar nota oficial do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro – SINDPOL:

“O SINDPOL manifesta o seu agradecimento às autoridades federais por terem realizado as investigações necessárias para o desmantelamento da organização criminosa que se manteve em atividade por longos anos na Chefia de Polícia. Por seu turno, lamenta, profundamente, que a iniciativa não tenha se dado em âmbito estadual, isto é, que os orgãos de controle internos e externos estaduais, tais como MPERJ, COINPOL, CGU, não tenham sido capazes de extirpar do nosso seio aqueles que se utilizaram da polícia estadual para se locupletar. Rogamos para que os acusados tenham seus direitos à ampla defesa e ao contraditório observados, de tal modo que a mais salutar justiça seja feita.”

3 ideias sobre “Divulgação de Nota do SINDPOL

  1. A Operação Segurança Pública S.A. encabeçada pela policia federal e a justificativa do procurador da ALERJ para a soltura do Dep. Álvaro Lins me fizeram refletir sobre um livro.

    Ele se chama COMO ME TORNEI ESTÚPIDO, ed. Rocco, do francês Martin Page. Nele um homem desiste de se indignar e questionar sobre até que ponto vale ser leal a uma ideologia, a um diagnóstico de mundo, e especialmente a tentar intervir no mundo para transformá-lo.

    Enfim, o personagem Antoine desiste de realizar um papel intelectual, como vocês fazem aqui nesse site, blog, de refletir, questionar, pensar.

    O mundo desaponta-o de tal forma que Antoine prefere se tornar um estúpido, um idiota, porque assim a vida seria mais fácil, mais fácil de se conviver consigo mesmo, de se aceitar nossa omissão diária… nessa nossa viagem inconsequente pelo mundo do consumo cujo intinerário estamos dispostos a defender sob qualquer preço.

  2. Soares, agradeço os adjetivos direcionados ao CdP, faz compensar o trabalho de manter o site.

    Quanto à manter-se na ignorância, sem dúvida nenhuma é a melhor forma de vida. Vide o povo brasileiro, alegre, carnavalesco, sexual.

    Mas tem gente que não consegue se desprender da realidade, como nós todos que insistimos em ficar debatendo por aqui.

    Tem épocas em que me sinto angustiado, estressado. Daí percebo que é “excesso de informação”, e paro, por algumas semanas, de assistir aos telejornais e principalmente de ouvir rádios de notícias. É o remédio temporário 😉

  3. Isso é apenas o começo da onda de violência que ainda vem, a galope, por ai. Enquanto a violência não for tratada como sintoma de um problema crônico que estar localizado no seio da nossa sociedade, nada vai impedir que sejamos ameaçados, furtados, roubados e mortos, entre outros… Não podemos deixar de ter no topo da Segurança Pública, técnicos competentes e capazes para resolver as questões de Segurança Pública e não, ela, ser tratada por políticos desinteressados na questão. Para isso vamos precisar de um único comando e Federal, com autonomia de decisão e dividido em departamentos de polícia ostensiva e investigativa, trabalho de inteligência e salários equiparados. Uma Agência de Segurança seria uma boa idéia.
    Não é possível que um policial do Rio de Janeiro ganhe menos do que em outro Estado, quando o trabalho lá é o mesmo de outro Estado qualquer da Federação. Hoje não existe mais uma violência concentrada em um ponto só do Pais, nem mesmo o campo, que era sinônimo de tranqüilidade, escapou da violência e das drogas.
    Para quem não sabe, Cidade como Salvador e entorno como Feira de Santana tem uma violência crescente e sanguinária; o entorno do Distrito Federal têm números assustadores. Armas como fuzis e granadas, apenas quem não as tem e não são treinados para usar, são os policias, Pais a fora. Apesar de enfrentar marginais portando esse tipo de arma todos os dias. A quem interessa fechar os olhos para esses fatos.
    Academias de polícia de três meses existem, para fins emergenciais e não treinam ninguém, para a realidade que será encontrada, pelo policial, que antes de tudo é humano com direito a chorar e sentir medo e dor. Desta forma todos somos vítima e não um alto executivo, um político ou um Juiz. Será que esses policiais não são tão vítimas quanto todos os demais?
    O velho problema de várias polícias, que não cumprem bem seu papel e ainda tendem a usurpar a função da outra, quanta bagunça e um grande jogo de vaidade existe, do tipo: olho eu aqui, senhor político, este que pode me oferecer um cargo.
    O policial sempre será o alvo e suas ações, seja pela imprensa ou pela população, e eles precisão ser respaldadas pelo Estado, punir quando necessário e apoiá-lo quando cumpridor de seus deveres. Exemplo: Acompanhamento de profissionais de saúde mental, policiais são, diariamente, submetidos a variações de tensão, raiva, medo, tristeza e outras sensações, não são robôs. É muito fácil crucificar policiais, complicado é estar lá, na hora do tiroteio, apenas quem já passou para saber como é! Isso não significa coragem e sim necessidade, alguém precisa fazer esse trabalho. Becos escuros, armas potentes nas mãos de bandidos e o policial lá, sabendo ser alvo a qualquer momento, sabendo estar na mira e estão quantos mortos diariamente todos os dias.
    Não estamos mais falando de crimes que ocorrem em uma Cidade qualquer e que podemos, apenas com algumas prisões, parar as ações. Estamos falando de resistência ao Estado, Falando de organizações criminosas que atravessam as burocráticas circunscrições e, muito mais, as capengas jurisdições.
    O crime deixa de ser cometido, pelos coitados das periferias, e passa a ser cometidos por (coitados) membro de todas as classes sociais. A busca pela droga deixa sua marca em todo o Pais, sangue humano derramado em todos as esquinas, já não assusta tanto e aos poucos vivemos a rotina da violência. Há algum tempo um local de crime era evitado, comércio fechava definitivamente as portas. Hoje se lava rapidamente o lugar para não sujar os pés dos demais clientes e se dança em cima, a festa não pode parar.
    A falta de respeito pelos demais é acentuado pela falta dos conceitos morais, a grande pergunta é como reverter isso? Se o capitalismo fala mais alto e impede os gritos de socorro e horror a que uma parcela da população fica submetida.
    Ocorre que a panela de pressão, até hoje contida pela válvula do poder vem se rompendo e ao seu estouro a todos queimarão, olha o que o Crack fez e vai continuar a fazer.
    O crime passou as fronteiras internas dos Estados e as fronteiras externas continuam abertas e tome armas pesadas para dentro do nosso Brasil. Quantas são e nas mãos de quem estão? Quem comanda tudo isso? Enquanto eles agem os políticos fazem eternos projetos para isso e para aquilo, até municipalizar a Segurança Pública já propuseram! Precisamos de projetos reais e palpáveis; precisamos usar melhor as nossas Forças Armadas; Alimentar os policiais com informações, humanizando suas ações e que ele seja visto como humano; Que recebam salários justos e que sejam cobrados por isso; Ter coragem e alterar as Leis; Ter um Estado forte, preocupado com o social.
    É preciso promover com cursos os policiais, frequentemente, a exemplo das alterações nas leis, para que sua consciência mude e possa desempenhar suas funções com segurança daquilo que faz ficar conscientes dos movimentos sociais, a que todos estamos submetidos. Como exigir tanto dos frutos que, não esqueçam, surgiu no seio da sociedade, sem que esta se renove? (palvesm@bol.com.br).

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