Desagravo ou Julgamento Antecipado da Lide (sic)?

Lamentável a situação que se formou após a condução de um juiz jederal que passeava na Lapa (Zona Central do Rio) durante as festas carnavalescas, por policias civis da CORE que estavam trabalhando e faziam ronda pelo local.

Não vou entrar aqui no mérito das condutas individuais de cada um. A versão do juiz eu li na imprensa e em suas declarações na 5ª DP, e esta é tida como a verdade maior do Universo. A versão dos policiais eu li nas declarações da 5ª DP e ouvi de colegas em comum. Se alguém tem razão, melhor dirá a Justiça. Se ela for lembrada é claro!

Enfim, não abordei o assunto antes pelo mesmo motivo que venho deixando de abordar as grandes operações policiais. Somos mal vistos pela sociedade, subjugados por organizações criminosas e humilhados pelo Governo: e o policial dá o máximo de si para fazer bem seu serviço a troco de que!? Por uma administração que trata seus servidores como idiotas? Por essa sociedade que clama para que bandidos sejam executados enquanto estão em seus apartamentos consumindo cocaína em quantidade industrial? Bom, deixa pra lá, melhor retomar o pensamento…

A maneira como o assunto vem sendo tratado pelos diversos órgãos ligados à magistratura é assustadora. Demonstra um corporativismo imbatível e inconsequente, e pior ainda, aterra qualquer expectativa de que as partes sejam julgadas conforme determinação legal. Sim, as partes, porque além das acusações do juiz folião contra os policiais, é também o magistrado acusado de cometer o crime de desacato.

a justiça é cega, mas a injustiça podemos verTemeroso ver que até um Ministro do STF, a suprema corte brasileira, tenha se manifestado já de antemão, indignando-se pelo sofrimento do juiz em sinistra e evidente condenação prévia dos policiais. Um membro do Supremo Tribunal Federal já manifestou seu voto antes mesmo da sentença em primeiro grau! Imagine se o magistrado que primeiro julgar a causa será lucidamente imparcial… sua carreira vai acabar!

Da mesma forma agiu o Conselho Nacional de Justiça, que ontem mesmo já aprovou uma Moção de Repúdio à ação promovida pelos policiais da CORE contra o juiz federal.

O corporativismo é esperado e até natural (apesar de ser raro no meio policial – para o policial comum é claro), portanto legítima é a manifestação da Associação dos Juízes Federais do Brasil. Eles defendem os de sua classe. Assim o faz a mãe do juiz, para quem este telefonou ainda na Delegacia. Ela é Desembargadora da mesma Justiça Federal. Agora Tribunais e o CNJ? Lascou-se, veja este trecho da reportagem no site G1:

Em apoio ao juiz federal Roberto Dantes Schuman de Paula, que se diz vítima de violência promovida por policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na segunda (4), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) promoverá nesta quarta-feira (13), no Rio, um ato público. O objetivo, além do apoio, é defender a cidadania e a independência do Poder Judiciário. O Ato será no auditório do Foro da Justiça Federal (Avenida Rio Branco 243 – 13º andar – Centro – Rio de Janeiro).

São esperados mais de cem juízes no evento, além de representantes da OAB-RJ, da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).

Ou esta notícia no site da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho:

A AJUFE vem recebendo sucessivas manifestações de apoio por parte de diversas entidades. Entre os que consideraram grave o ocorrido e, por meio de nota ou de telefonema, demonstraram solidariedade ao juiz Schuman e à nota de repúdio da AJUFE estão o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, o ex-ministro do STF Carlos Mário Velloso, e o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous.

Isso explica porque a Denúncia já foi oferecida ainda ontem pelo MPF e prontamente recebida pela Justiça Federal. Nunca vi tanta celeridade! A pressão sobre os três policiais civis está imensa e o clima pesadíssimo. É latente a possibilidade dos servidores perderem seus cargos. Aliás, já lhes foram tiradas as armas e carteiras funcionais.

Diante de todas estas grandiosas e entusiasmadas manifestações de apoio à uma das partes do processo judicial já em andamento, e de veemente repúdio à outra parte no mesmo processo, resta-me uma dúvida: quem vai julgar esse caso, respeitando os princípios legais como ampla defesa e contraditório? Quem será imparcial se todos já manifestaram sua opinião? Alguma pessoa que não seja juiz? Porque se for um juiz, já sabemos o inteiro teor da Sentença que será prolatada, e mais ainda, sabemos até o teor de um eventual Acórdão!

Já pensou o que poderia ter acontecido à estes policiais civis – que estavam lá trabalhando em plena noite chuvosa de Carnaval no Centro da Cidade – se eles fossem daquele tipo de policial envolvido com máfia dos caça níqueis, tráfico de drogas, roubo de cargas ou sei lá mais o quê!? Certamente a pena de morte seria suscitada…

Obs: peço aos leitores parcimônia em eventuais comentários à este post. Não hesitarei em apagar mensagens ofensivas ou caluniosas, é respeitando que um dia, quem sabe, seremos respeitados. Manifestemo-nos dentro dos ditames legais e morais, se é que isso ainda vale alguma coisa.

69 ideias sobre “Desagravo ou Julgamento Antecipado da Lide (sic)?

  1. E depois eles vem dizer que nós é que somos parciais, eu acho que alguém deve lembrar quando eu falei algo mais ou menos assim; Que um JUIZ teria comentado qual era a diferença entre um JUIZ e um PROMOTOR… é simples, segundo ele, o PROMOTOR pensa que é DEUS… Eu acho que não preciso comentar mais nada…Um forte abraço aos Guerreiros

  2. OS policiais ousaram demais…como podem achar que tem direito de deter um magistrado….quem são eles..são meros policiais…recebem mal, arriscam suas vidas e em nosso país ainda devem ter muito cuidado com suas ações..pois sabe como é: podem de uma hora para outra escutar umm velho refrão que garante o status de intocável da elite brasileira: “Sabe com quem vc esta falando meu filho?”…Parabéns ao bloguer que souber ser imparcial e atacou a questão central….o procedimento policial não terminou…as investigações não terminaram..como então os policiais já estão condenados..o pré julgamento contra estes policiais é um verdadeiro atentado contra a ampla defesa, contraditório, e a necessária imparcialidade que deve caber ao julgador. Pior o MPF em tempo recorde..acho que esta denúncia vai pro guineess boock como a mais célere do mundo…denunciou os policiais entre outras por desacato…eu não sabia que o entendimento deles estendia o exercício da função de um magistrado ao ato de cair na folia..um absurdo jurídico….espero que a lei seja cumprida..infelizmente me parece que não vai ser..acho que todos os policiais deveriam também promover um ato de desagravo aos colegas.

  3. Uaiii… eu acho que os policiais deveriam conhecer melhor as leis não???

    Eu acho que está tendo um corporativismo exacerbado por parte dos policiais… pra quem conhece a polícia no RJ sabe que é isso mesmo que acontece! mas dessa vez os policiais pisaram na bola e acabaram pegando um Juiz Federal, sentaram na banana!

    Não tinha necessidade nenhuma disso ocorrer, se eu estivesse na VTR buzinaria e iria logo embora, mas não… quiseram descer, bater boca, dizer que ‘ta preso’, desdenhar…

    Na boa, adoro esse blog, seus textos são demais… mas esse em especial pisou na bola! na minha opinião todos os servidores do judiciário estão certos sim! se isso acontece com um Juiz imagina o que não acontece com o cidadão comum???

    Cana neles!

  4. Somente para ilustrar, certa vez fui acompanhando um amigo a 30o DP em Marechal Hermes, para que o mesmo fizesse um registro de roubo, ao sair de um pagode muito conhecido na zona norte, cheio de cachaça, foi rendido por dois meliantes numa moto, levaram a carteira com dinheiro, cartões, obviamente a habilitação, além do tênis e cordão de ouro…

    Chegando na DP passamos o constrangimento de uma policial (não sei se DelPol ou Agente) insinuar que estávamos tentando aplicar um 171, que na verdade o colega teria perdido a CNH e estava tentando conseguir um registro para não pagar a segunda via…

    Como mero “mortal” (e aprovado excedente no concurso de investigador buscando por tanto não entrar em confusão…) saí da DP indignado apenas!!! Ahhh… se eu fosse Juiz Federal ou filho, neto, irmão… e etc! 😉

  5. Que eu lembre, a Loman impede a manifestação prévia de juízes sobre processo em andamento. Aliás, este alerta está inclusive no blog do Juiz do AM. Mas, isso é Brasil.
    Eu realmente não entendo como policiais, após tomar uma funcional “na fuça”, prosseguiram com o procedimento. São suicidas se realmente assim o foi. Gostaria de saber a versão deles. Mas, isso não dá ibope, não?!

  6. Sobre o camarada aí que disse que o policial aventoua possibilidade dele estar de 171…será que nunca passou pela sua cabeça que isso era uma forma de vc em caso de ser de fato caô mudar de idéia visto que poderia se enrolar???E mais….depois que ivulgaram que documento furtado ou robado não paga taxa de 2ª via as dps ficaram lotadas de gente que supostamente teve seus documentos frtados e ou roubadoos..o estranho é que nunca mais apareceu ninguém dizendo que apenas perdeu os documentos por descuido….né mole não meu caro!

    Sobre o outro texto que diz que nós somos corporativistas….cabe algumas reflexões: noutro dia um membro doo MP peulista deu 10 tiros no peito de um motoboy dizendo que ele se assustou achando que seria roubado….o cara estava desarmado….e daí…o MP não se deu o trabalho de denunciar o emérito membro do parquet….E no judiciário…com exceção do Nicolau será que vc lembra de algum juiz preso???Será que é pqq lá não há corrupção???sei não hein….E mais….È óbvio que sabemos que há policiais que cometem sim verdadeiras atrocidades..mas daí colocar todos no mesmo balaio é demais…e ainda posso te dizer o seguinte: E se a declaração do agistrado não for verdadeira??Parece que ele está em estágio probatório sabia???em caso dele ser o culpado pelo incidente..quem perde o cargo é ele..assim acho que a prudência fez com que ele tente de todos os modos promover a caça as bruxas…..e mais ainda….vc viu a cara do juiz …ele é muiiiiiiiiito novinho……já imaginou vc novinho novinho ..juiz federal…..sendo buzinado pelos homens de preto da polícia..tropa de elite…não´é um ótimo prato pra vc se promover e mostrar o quanto vc é macho e defensor da justiça??Não digo que o juiz esta faltando com a verdade..apenas digo que também não podemos de pronto sem o devido processo legal..sem provas condenar os policiais…..a condição de juiz não o coloca acima da lei e nem mesmo em condição de superioridade…..o respeito deve ser mútuo….aliás os policiais devem respeitar qualquer cidadão independente de sua função …e também a população deve respeitar a polícia….

    Por último….concordo com a colega acima..será que estes policiais são tão abusados que mesmo diante de uma carteira funcional de juiz federal preferiram pagar pra ver e colocar seus pescoços em risco..pelo que conheço da polícia creio ser bem improvável…

    E por último mesmo agora!…..Vcs viram a declaração do magistrado que esta ordando na net…tá tão bonitinha…parece até que é de outro planeta…sei não hien….mas….

  7. Pompeu, se a policial fez isso para nos fazer “desistir” caso fosse caô, eu acho que ela foi muito infeliz… até pq a função da PCERJ, até onde eu sei, é investigar… talvez se ela desse uma checada nos registros perceberia que é uma área de grande incidência de roubo…

    E mesmo que fosse verdade para a prática de 171, isso não da o direito de um policial, desdenhar e debochar do cidadão na cara dele dentro de uma Delegacia. Lembro até hoje do fato, o referido pagode chamava-se PAGODE DO ALTAMENTE, fica em Vila Valqueire, quando o colega falou o nome do pagode, a policial falava altaMENTE fazendo meção a mentir.

    Chegou inclusive a duvidar que o pagode realmente existia, perguntando a outro policial: “Você já ouviu falar do pagode do altaMENTE?” no que o outro policial respondeu: “Não!”, ela comentou: “deve ser uma coisa que ALTAAAAAAA…. MENTE…”, dessa forma… bem separado…

    Voltando ao fato, mesmo que fosse verdade, pensei que o julgamento cabe ao judiciário, se ela suspeitou que levasse pra frente então, ficar tirando onda com a cara de cidadão dento da DP é que não pode!

    O cara é assaltado e ainda é esculachado dentro da DP, me senti completamente constrangido! Fico feliz pq sei que não é o comportamento da maioria dos policiais civis do RJ.

  8. A velocidade das manifestações em favor do Juiz Federal, a denúncia, o recebimento da denúncia e o comparecimento do Ofício de Justiça na CORE para recolher as armas e destintivos denotam claro movimentação do Judicário para defender a classe dos Juízes. Não sei se o juiz está todo certo ou se são os agentes da CORE, mas que a verdade não está sendo dita por completo, isto não está!!

    Li no O GLOBO on line que o próprio juiz Marcelo Granado estava na audiência pública em defesa do seu colega juiz-vítima. Será que haverá parcialidade. A propósito o juiz competente e imparcial para julgar a causa não é irmão daquela advogado preso na Operação contra a máfia dos caça-níqueis? Aquele que intermediava a venda das sentenças na justiça federal? Pesquisem para descobrir …

  9. Neste caso, o que me deixa chateado é que TODAS as associações de magistrados se manifestaram, o ministro do STF falou sobre seu repúdio e ontem até fizeram uma manifestação no TRF em apoio ao Magistrado. Agora, cadê o GOVERNADOR, o SECRETÁRIO DE SEGURANÇA, o CHEFE DE POLÍCIA, a CORE?? Ninguém se manifesta? Vão deixar os policiais serem apedrejados em praça pública sozinhos? Esta era a hora da Policia aparecer, mostrar seu apoio aos policiais que estão todos os dias nas ruas dando a cara a tapa! Mas pelo que parece tá todo mundo morrendo de medo do judiciário.
    Espero que alguma atitude seja tomada rápido pelos orgãos de segurança e que estes não se intimidem diante do judiciário, senão estes policiais serão massacrados sem dó nem piedade…

  10. Inicialmente, reitero o que disse o usuário Marcos:
    “Na boa, adoro esse blog, seus textos são demais… mas esse em especial pisou na bola! na minha opinião todos os servidores do judiciário estão certos sim! se isso acontece com um Juiz imagina o que não acontece com o cidadão comum???”
    E continuo na mesma linha: quem não foi, ou quem não conhece quem tenha sido, vítima de abuso policial? Antes, deixo claro que nã estou falando do consumidor de entorpecentes, nem daquele que anda com documentação irregular em seu veículo. Estou falando do cidadão correto, como é o meu caso. Já fui abordado duas vezes de forma que posso considerar até desastrosa por policiais. E não só por PM, por policiais civis tb! Isso pq sou motociclista, onde a polícia tem a presunção iuris tantum de que “motoqueiro só faz besteira, só anda errado”. Só que comigo nunca conseguem arrancar o tal “cafezinho”, pois não dou nenhum motivo para que isso aconteça.
    Sim, existe desrespeito sim na abordagem de muitos policiais aos cidadãos. Quem disser que não, vive em outra realidade. Não digo que sãotodos, pois já fui abordado cordialmente, mas, alguns simplesmente não tem noção de civilismo. E esse caso foi bom para deixar isso bem claro. Ora, vejamos os fatos: passa uma viatura, buzina, e de repente, um Juiz Federal, começa a desacatar os policiais??? Não, não acredito nessa versão. Acredito na regra: os policiais não abordaram de forma adequada mais um cidadão. Se depois rolou carteirada, se o Judiciário é corporativista, se tem Juiz envolvido em escãndalo, etc, isso vem depois. A questão é? Como tudo começou? E acredito – seguindo a regra e a narração dos fatos, tanto pelo juiz como pelos policiais – que os policiais não souberam fazer uma abordagem adequada.
    Por fim, deixo registrado: não pretendo ofender ninguém com minhas palavras. Ja escrevi nesse blog fazendo elogios, defendo atuação conjunta das polícias, sem rivalidade, etc. Agora, por favor, aceitemos que essa realidade existe!! Que os policiais sejam mais cautelosos em suas abordagens, pois todos – inclusive o morador de rua – merecem o mesmo respeito. Se assim for, não abrirá margem para carteiradas, corporatiismo e coisas do tipo.

  11. Entendi!!! E por isso que o abuso de poder só acontecem nas favelas onde a sua maioria e Negra, pobre e sem estudo. Para que assim não consiguam lutar pelos seus direitos. E pelo que eu vi o Juiz tinha cara de pobre, rssrsrss. Com toda a certeza esses policias o abordaram pensando que ia se dar bem, e no final se ferraram.

  12. Vejam como são as coisas, a AJUFE já se manifestou, o ministro Gilmar Mendes também, OAB-RJ idem, Além de CNJ, AMATRA e outras. Todos no mesmo sentido. Enquanto isso o SINPOL, a o SINPOL…..É isso que dá não ter juízo, foi ser policial…
    Brincadeiras à parte, deixo meu apoio aos colegas envolvidos e espero que a justiça seja feita, como deve ser.
    Força e Honra

  13. Eduardo, não entendi o porque do Desagravo ao Desagravo…se vc opinou contra o desagravo….o texto do post esta em sentido contrário ao título…
    Quanto ao caso em si, deve de fato existir uma boa dose de corporativismo, mas provavelmente com algum fundamento.
    Que a prisão foi ilegal, isso não resta muitas dúvidas, a gente gostando ou não, o fato é que o juiz não poderia ser preso.
    Agora em que circunstâncias se deram esta prisão, só quem tava lá para saber.
    A princípio seria muito estranho os policias continuarem com qualquer tipo de abordagem “mais forte” após o abordado se identificar como juiz, para ser bem sincero eu nunca vi, pelo contrário! Em geral policias ficam até constrangidos quando descobrem ter abordado alguma autoridade.
    O que será que foi falado e feito por ambas as partes para a situação chegar a este ponto ein?
    Conhecedores ou não da Lei, os policias sabem que não se prende um juiz em vão!
    O juiz por sua vez sabe que não é lá muito bom negócio discutir e tentar impor sua autoridade aos policias naquele momento, pois o caso pode fugir das raias da legalidade!
    Enfim, o que levou o caso a chegar neste ponto não sabemos, mas já que chegou, azar dos policias que infelizmente descumpriram a lei (o juiz até poderia ter sido conduzido a delegacia, mas não poderia ter sido preso e o BO deveria ter sido encaminhado ao presidente do tribunal e a PRR do Rio), e ai, vale a categoria mais forte, e o dura lex sed lex, ou aos inimigos os rigores da lei.
    Por fim, quanto a manifestação antecipada de juízes, infelizmente manifestações genéricas sobre determinado assunto, não implicam impedimento no caso concreto. Ou seja qualquer manifestação apenas de repúdio a prisão (por considera-la ilegal, por desrespeitar a LOMAN) sem adentrar ao mérito dos eventuais crimes cometidos pelos PC`s não afeta a parcialidade dos juízes.(não que eu ache que eles serão imparciais).
    Vide o exemplo do Juiz Odilon até já citado em um post antigo, o cara da varias entrevistas dizendo ser odiosa a atividade de traficantes, mesmo assim pode continuar julgando delitos de tráfico, tendo as exceções opostas pelas partes sido reiteradamente rejeitadas pelos tribunais.
    Por fim, acho lamentável o MPF em casos como este oferecer denúncia ser abertura de Inquérito Policial, o Ministério Público deveria atuar com independência e transparência. Em um caso polêmico envolvendo dois poderes do estado, o mais prudênte seria abrir inquérito e exaurir os fatos.
    Tocar um “investigação” no MPF e ter uma convicção em “tempo recorde” para ofereder denúncia, no mínimo da margem a especulações sobre um privilégio ao magistrado.
    Só resta saber se o mesmo Gilmar Mendes que defende a inepcia de procedimentos investigatórios do MP(talvez porque ele sofra ações de improbidade por parte do MP), vai defender a anulação desta ação penal tb.
    Em tempo, sou a favor de o MP poder investigar, só acho que existe casos e casos e este não era um deles, com certeza.

    Abraço,

    Benito

  14. Meu caro amigo marcelo..gostaria que vc definisse para mim o q é uma abordagem bem realizada? Bem no meu caso certamente eu abordaria o JUIZ FOLIÂO do modo correto. Com base nas garantias legais de que disponho eu mandaria ele encostar a bela carinha dele na parede, abrir as pernas e daria uma bem dada geral, inclusive mandando ele retirar o chapéu( que ele diz ter sido o identificador da condição dele de malandro). Aí vc vai dizer: NÂO PODE DAR GERAL? Aí eu vou dizer….a motivação para a abordagem é subjetiva só cabendo ao policial decidir sobre quem e mesmo Juiz pode ser revistado. E mais, no momento da abordagem o Dito olião estaria diante do seguinte cenário: Um policial na retaguarda fazendo a contenção da área traseira da viatura, o outro com o fuzil bem apontado para o magistrado folião e eu com a arma no coldre fazendo a revista. Mas daí vc vai dizer: Isso é um absurdo, apontar arma para cabeça do cara sem motivo. Aí eu digo….do mesmo jeito que um juiz folião não tem cara de juiz…tem muito vagabundo que tem cara de juiz..então não podemos fazer abordagem discriminatória…eu pelo menos abordo sempre( e não é so pq estou debatendo aqui q digo isso) sempre mesmo…com vigor, técnica e respeito. Tenho certeza que se vc fosse abordado por mim sua vontade seria provavelmente se “borrar” pois uma abordagem bem realizada impede qualquer ato de resposta corporal, visto que se subtrai completamente a defesa do abordado. E mais esta deve ser feita com segurança tanto para o abordado como para o policial daí a contenção( defesa geral da área) e o outro fuzil apontado( defesa do policial abordador). Também tenho certeza pelo modo firme e imperativo com o qual abordo que vc jamis pensaria que eu queria era levar um..até pq sinceramente( e aqui abro parenteses: conheço bem dois dos charlies envolvidos na situação e sei que não são deste tipo que aborda pra ganhar um…realmente estes não são, embora não esteja num mundo de fantasia e saiba que por aí tem muito policial que realmente faz isso…mas não dá pra generalizar)..bem essa é minha abordagem não sei se vc acharia uma abordagem bem feita mas estão aqui meus parâmetros.e que antes que vc diga algo(estão amparados na Lei vale dizer)..mas e seu critério de boa abordagem? Qual é?

    Sobre a questão dos Motoqueiros posso te dizer o seguinte: Numa estatística de cabeça ..mais ou menos aqui posso te dizer que de 100 abordados.no mínimo 90 estão semcarteira de habilitação( veja bem Não TEM HABILITAÇÂO) …fora os outros casos em que estão com documentos atrasados….portando drogas…moto cabrito..etc..então …..e mais aí vc esta certo muito policial aí aborda tendo em vista este fato com intuito de ganhar um dinhiro mesmo…mas vamos lembrar e não crucificar apenas um lado…..em todo ato de corrupção exige um corrupto e um corruptor…..o engraçado é que em em geral esquecem disso e o único errado( e olha que eu acho que isso é coisa de ladrão e não de policial) é o policial corrupto..mas acho que devia ser visto q o corruptor também é criminoso..mas isso e coisa menor né?!

    Olha por último: Sobre a abordagem na delegacia…caro amigo excedente…vc pelo visto não deve ter feito estágio ainda..depois que vc fizer..vc verá que nem tudo pode ser levado pra frente dado a explosão de procedimentos que só vão impedir a investigação de proceimentos que visem de fato a descoberta de criminosos…..e mais uma perguntinha: Caso vc perdesse o documento lá no pagode do altamente…vc sabendo que em caso de furto o documento não paga a 2ª via….vc faria a comunicação de extravio pura e simplesmente ou usaria esta vantagem a seu favor pra não pagar a 2ª via????Sinceramente…as DP’s da Polícia Civil esta parecendo uma sala de digitadores de histórinha……qualquer um vai lá conta uma história caô e o policial tem q fazer o registro…só pra seu esclarecimento…existem N técnicas de investigação…uma delas é vc estimular o lado emotivo da pessoa….fazendo este ficar puto..com medo….apaixonado…ser gentil…e daí vc começa a “sentir” o clima da história..que na maioria das vezes não passa de estória pra boi dormir…mas isso só o dia a dia vai te mostrar….

    Sobre o respito..como já disse concordo absolutamente com vc todos merecem o mesmo respeito..inclusive de ter um julgamento justo….sem parcialidade..como é que um juiz que aceita a denúncia do MPF estava na audiência de desagravo ao seu colega….como pode o MPF que não denúncia ninguém mesmo depois de milhares de provas colhidas em várias CPI’s por exemplo denunciar os caras em tempo recorde como neste caso…é no mínimo estranho dado a natureza do fato …..

    Sobre a questãod e abordar pobre pra se dar bem é meio contraditório..afinal se o cara é pobre qual a vantagem que pode dar????E mais…entre os policiais um é negro…

    Novamente volto a dizer: O cara esta em estágio probatório….viu que fez merda e precisava se safar…como ?????vou colocar pra frente..afinal quem vale mais na balança do estado em que os poderosos mandam??um juiz ou um policial??

  15. Ao Sr. Pompeu:
    “…eu mandaria ele encostar a bela carinha dele na parede…” Esse é o seu procedimento? Como nos filmes americanos, naquelas cenas vexatórias? É de entristecer escutar de um policial civil isso…dizer que essa é uma abordagem “…com vigor, técnica e respeito.” Faça o seguinte Sr. Pompeu: imagine-se como telespectador, e coloqueum familiar seu pelo qual vc possua muita consideração, assistindo a essa cena! Vai achar legal observar, por exemplo, seu pai ou sua mãe com a “carinha na parede”, mãos para o alto, com um fuzil apontado??? Vc só pode estar brincando. Vou te contar quem sou, Sr. Pompeu. Sou advogado e professor universitário. E pretendo ingressar para Magistratura, não por questões financeiras, apenas por ideal. E te digo, que numa situação dessas, eu faria o mesmo que o nosso juiz em tela: CARTEIRADA!!! Por favor, falar que isso é uma forma correta de abordagem??? A que ponto chegamos? Peço aos leitores desse blog que reproduzam a cena em suas mentes…olha que bonitinho!! Parece até filme americano!!
    Vc perguntou o que seria uma abordagem adequada? Ora Sr. Pompeu, educação vem de berço, e não cabe a mim ter que te mostrar isso. Já fui revistado sem ter que colocar “a carinha na parede” e sem um fuzil apontado na minha cabeça. Fico feliz quando vejo a polícia atuando, pois sei que diminui o espaço de atuação dos marginais. E, como vc mesmo deixou claro, foram tratar um Magistrado como um marginal. Deixo claro que tanto um marginal como um Magistrado devem ser tratados da mesma forma – com respeito. A questão é que o marginal vc pode esculachar, dar tapa na cara, esfregar fuzil, que se dane: ele não conhece seus direitos mesmo. Agora, com um Magistrado, a conversa fica diferente. Vão pagar pela besteira que fizeram.
    Repito o que disse anteriormente
    “Que os policiais sejam mais cautelosos em suas abordagens, pois todos – inclusive o morador de rua – merecem o mesmo respeito. Se assim for, não abrirá margem para carteiradas, corporatiismo e coisas do tipo.”
    Só que Sr. Pompeu, enquanto houver policiais atuando como vc diz, com “…com vigor, técnica e respeito.”, terão carteiradas rolando por aí. É um processo cíclico, não vai ter fim. Ou então, cortamos o mal pela raiz.
    Quero deixar claro que a minha discordância do seu ponto de vista não possui o intuito de ofendê-lo. Se em algum momento sentiu-se ofendido, desde já externo desculpas. Para quem ler esse texto, por favor, o faça sem emoções exacerbadas, pois o próprio dono do site busca o debate, não as ofensas.

  16. Bom, estou lendo um monte de bobagens, e quem escreveu sabe do que estou falando.
    Tem gente aí falando sem conhecimento de causa, generalizando todas as mazelas e fazendo gracinhas com assunto sério.
    Arrisco minha vida nessa palhaçada todos os dias.
    Vendo esse tipo de coisa é que um pensamento sombrio me passa pela mente, quando me pego divagando que o melhor seria se as forças policiais se unissem e defendessem seus próprios interesses, assim como a NOBRE MAGISTRATURA e o ILUSTRE MINISTÉRIO PÚBLICO fazem todos os dias.
    Estado democrático de direito.
    Esta fábula que é defendida pelos pseudo-intelectuais e dirigentes de ONG’S, que tem espaço na imprensa e dinheiro público à vontade (estranho, não governamental financiado pelo, oh, governo!!!), não passa de um grande graveto (mentira, lorota, conto do vigário). Não existe nada de democrático nesse país. Quem tem dinheiro manda, quem tem força política manda, e quem não tem, que se exploda.
    Sabem qual é o maior violador de direitos desse país, além dos mais notórios (Executivo e Legislativo)?
    Judiciário.
    Meus amigos (os de verdade), quantas pessoas morrem aguardando uma decisão para receber um indenização, quantos processos estão amontoados, quantos prazos desrespeitados. Mas isso ninguém diz, né?
    Horário reduzido, férias, recessos e o PODER DE JULGAR.
    Não sei o que houve, não estava lá, assim como não estavam os que acham que uma pessoa investida de um cargo pode fazer o que quiser. Se os policiais erraram, que sejam punidos como manda a lei. Na verdade, só o afastamento não deixa de ser uma punição, mas que se julgue a conduta de forma clara. E quem garante que o MM. não pode estar errado. Acaso trata-se de Deus?
    Mas não é assim que funciona nesse Brasil. O que dá manchete aqui é escandalo e mulher pelada. Chego a pensar que nunca vou viver numa sociedade séria.
    Pois é, depois de falar tanto, torço muito que o verdadeiro Deus se envolva diretamente no caso, ou nossos colegas da CORE não terão a menor chance, visto que os usurpadores do trono celestial já estão cozinhando o galo.
    Dizer mais o quê?

  17. Quem vai julgar esse processo, hein?
    Pra registrar, já sofri um prejuízo grande (vara cível), simplesmente porque o processo não foi devidamente analisado por quem deveria. Sabem o que eu ouvi?
    “Oh, esse negócio já venceu faz tempo, hein?” e mais nada. Portanto, fiquem atentos, ninguém está livre disso.
    E que Deus nos salve a todos.

  18. Ao que sei, só há duas possibilidades de algemar um juiz: com mandado de um juiz de tribunal superior STJ ou STF ou se for prisão em flagrante tendo 2 peritos no local.
    Acho uma pena estes policiais não terem ali uma câmera para filmar o ocorrido.
    Mas é isso, somos reféns dos juizes, se eles quiserem nos botar de quatro eles botam e nem assim podem perder o cargo, no máximo uma aposentadoria compulsória.

  19. MARCOS…porque voce nao vai o cu pro seu amigo/primo (sei lá o que)? Acho que voces dois sao grandes vagabundos e tinham mais é que apanhar na cara para aprender a respeitar POLICIA. Se fosse aqui em MG, voces já estariam na ripa. Cambada de pregos!

  20. Concordo com nosso amigo que tem muita gente falando besteira e tem até um cidadão que nem é Juiz ainda e já está pensando em vingança pelas abordagens supostamente mal feitas dando carteirada, que belo Juiz será. Quanto as abordagens, elas devem ser sempre com segurança principalmente quando a situação exige (canaval). Não sei se algum colega lembra de uma abordagem feita por um Papa Mike “educado” em plena Av N S de Copacabana há cerca de 5 anos, que ao abordar um taxi (trabalhador) tomou 3 tiros na cara pois estava com sua arma no coldre e seu colega também pois ali é a Zona Sul. Banddo não tem cara, não tem aparência e nossa vida e a de nossas famílias valem mais do qualquer opnião de menino revoltado. Quanto aos nossos amigos do Core que não conheço, acho complicado expressar qualquer opnião sem o conhecimento de todos os detalhes do fato, mas que a situação criada em torno do assunto é absurda não tenho dúvidas e vou mais além não concordo nem com a retirada de seus distintivos e armas pois ainda são policiais e não foram julgados, não é justo deixá-los sem proteção que o cargo exige. Juiz não está acima de ninguém. Houve também certa vez um caso de um magistrado que se recusou a desfazer um acidente de trânsito no qual estava envolvido para permitir que uma ambulância que levava um paciente em estado grave ao Hospital Getúlio Vargas passasse e peitou os policiais em pleno viaduto da Penha também já algum tempo. Mas ele tava certo: o que vale uma vida frente ao seu belo carro danificado. Vai que seu seguro não paga, como ele faria, ganha mal… A realidade é que nosso País tá afundando na mão de um analfabeto que compra votos com bolsas disso, vales daquilo, puro assistencialismo e Cartão Corporativo para todo mundo, é festa e não somos convidados.

  21. Algumas considerações: como escrevi no início do post, não estou defendendo aqui (NESTE POST) A CONDUTA dos policiais da CORE, apesar de conhecer na própria pele todos os riscos de uma abordagem à um desconhecido na rua, algo que JAMAIS os “ólogos” de plantão compreenderão .

    O tema proposto foi tão somente debater o circo levantado em torno da ocorrência, que, diante do que lemos diariamente nos jornais, não é fato digno de tanto alarde. Policiais morrem aos baldes, e matam também. Cidadãos morrem e/ou são assaltados, violentado(as). ALOU!! lembram-se que isso é RIO DE JANEIRO, terra governada por políticos do PMDB há UMA DÉCADA!?

    Outra: concordo com o comentário acima e assino em baixo, muitos policiais têm uma abordagem totalmente imprópria. Existem sim casos, e não são poucos, de abuso de autoridade e congêneres, disso não tenho dúvida, apesar de nunca ter presenciado. Mas sei que existem. Se foi o caso? Não sei, não estava lá. A verdade talvez nunca saibamos.

    Em suma, não questionei (ao menos tentei não fazer isso) aqui a conduta de nenhuma das partes, e sim, tão somente os atos e manifestações públicas justamente de quem deveria ao menos transparecer imparcialidade, haja vista por exemplo o próprio juiz do processo ter participado do ato de desagravo, saindo porém antes do desfecho para não dar a impressão de “parcialidade” (assim colocou a mídia).

    Imagine os Srs. se a Corregedoria de Polícia Civil, a Corregedoria Geral Unificada e a Ouvidoria de Polícia integrassem oficialmente um ato de desagravo promovido pelo nosso sindicato. É coerente? Essa foi a questão que tentei levantar.

    Benito: o título foi ignorância linguística mesmo, tentei colocar outro e ficou tosco, mas que seja… obrigado pelo alerta 😉

    Amigos leitores. Parcimônia por favor.

    Abraços a todos.

  22. Galera b noite, é o seguinte:
    Ouvi os colegas, e é certo q o J. Fed. atrav. a Rua na frente da Vtr sem olhar, o piloto segurou e buzinou, momento em q o folião federal mando toda a Equipa tomar no ……., levou uma geral, sendo conduzido, e somente se identificou já na 5ª D.P., onde ligou p/mãe, outros Juizes, Polícia do TRF, Pol. Federal e é claro p/a imprensa, entretanto o Del.Pol. mandou aguardar e fez o R.O. de acordo c/a Lei vigente, o Dr. Juiz alegou que iria encontrar c/uma namorada na Lapa (isso está escrito no R.O.). Agora me diga vc marcaria c/sua mina na Lapa em pleno carnaval? vc conhece a Lapa? sua namora iria te esperar neste local ou vc buscaria ela em casa? Vai vendo!

  23. A “voz de prisão em flagrante” constitui ato desenvolvido por policial ou por qualquer pessoa que surpreende ou presencia outrem em conduta legalmente definida como infração penal, ou na seqüência da referida conduta, em situação denominada estado de “flagrante delito”.

    Nesse momento dá-se a PRISÃO-CAPTURA (a “detenção”) daquele que se tem como autor da infração, em ato preparatório da prisão-custódia (recolhimento ao cárcere). No instante da prisão, o sujeito ativo – o que tem a iniciativa da captura – profere algumas breves palavras, que dão publicidade à sua ação e, com isso, garante a ciência ao sujeito passivo (infrator) e de quem mais esteja presente, objetivamente sobre a privação de liberdade que está impondo como conseqüência de tal intervenção.

    Pessoal, pelo amor de Deus, o que não pode ser feito a um juiz é a PRISÃO-CUSTÓDIA !!! Uma prisão-CAPTURA que se estende apenas da voz de prisão até a apresentação na DP é ABSOLUTAMENTE CABÍVEL !

    Não fosse assim, desconfiado da idoneidade de uma carteira falsa de juiz apresentada por um marginal o policial nada poderia fazer e teria que deixar o marginal seguir em paz? Ah, todo vagabundo do RJ já teria providenciado sua carteira falsa de juiz!

    Não se deixem levar por discurso CORPORATIVISTA de juiz (muitos dos quais ingressaram na magistratura apenas pela capacidade “genética”) engolindo limitações à nossa ação que NÃO EXISTEM.

    Conduzir um sujeito que diz ser juiz e apresenta uma carteira até a DP não tem NADA de irregular. O que JAMAIS caberia seria mantê-lo encarcerado após se verificar na DP que ele realmente é um juiz, pois daí já estaríamos na PRISÃO-CUSTÓDIA que não pode ser imposta ao juiz, momento no qual, se afiançável o crime ele seria posto em liberdade ou, se inafiançável, encaminhado aos seus pares.

    Vamos estudar o assunto para não repetirmos bobeiras que oportunistas sopram aos ventos para garantir privilégios desprovidos de respaldo legal!

    Acorda tiragem!

  24. Outra coisa: uso de algemas. Sempre são cabíveis quando necessárias à preservação da integridade física dos policiais ou até do próprio conduzido.

    A lei não impede o uso delas em juízes, como bem já fez a polícia federal em alguns vendedores de sentenças e outros marginais de toga envolvidos em crimes.

    A questão da legalidade do uso nesse caso passa então pela forma como se encontrava psiquicamente e como se portava o magistrado. Estava alterado, agressivo, “exaltado demais” ou algo que justificasse tal uso?

    Honestamente acho muito difícil que ele tenha se portado como o anjo que agora afirma ter sido na carta de próprio punho (defesa) redigida e espalhada aos quatro ventos. Será que policiais estariam 100% errados, abordariam um sujeito do nada, o xingariam e diante da reação dele como um “monge budista dos mais zen de todos” o algemariam, jogariam na caçapa, ofenderiam e levariam para a DP?

    Ora, se tais policiais fossem marginais esse sujeito sequer teria chegado com vida à DP. Teria “sumido” pelo caminho, assim como bandidos fazem quando identificam um policial. Não fizeram isso; o conduziram a uma DP. Lá dentro todos foram ouvidos e ninguém recebeu voz de prisão por abuso de autoridade.

    Detalhe: em sua carta o magistrado ressaltou que os policiais teriam feito piada quando este lhes mostrou a carteira de magistrado, dizendo que teriam retrucado com a afirmação de que “ele deveria ser juiz de futebol ou arbitral”. Nas entrelinhas já dá para perceber a vulgar CARTEIRADA. Será que o sujeito se portou mesmo como o santo que agora pretende aparentar ser?

    Certamente tudo, absolutamente tudo o que este senhor magistrado disse já é tomado como verdade absoluta. Até a sua DEFESA, realizada de cabeça fria ao redigir a tal carta, já se revestiu de ares de VERDADE INCONTESTÁVEL. Eu não sabia que declarações de um magistrado geravam presunções juris et de jure, mas vejo agora que os policiais já estão sumariamente condenados.

    Já imaginou se, por uma fatalidade como já vi acontecer em outros casos policiais (se desejar posso narrar alguns deles) houvesse uma câmera no local e essa câmera tivesse filmado e gravado o irretocável magistrado dirigindo os mais cabeludos impropérios, acompanhado de termos como “policial de m…” tão empregados por indivíduos abordados pela polícia? Ou sugestões tipo “vá pegar bandido, seu bosta” ou a tradicional ameaça “sabe com quem está falando”? E se essa filmagem fosse localizada pela polícia no decurso da investigação? Com que cara ficariam todos os médiuns que nesse instante já conhecem, com trânsito em julgado, a sentença para o ocorrido e a divulgam à imprensa? Pediriam para “abafar o caso”?

    Assim sendo, antes aceitemos que eles falem em um “Estado Policialesco” por conta de um caso envolvendo apenas QUATRO PESSOAS (o que jamais deveria ser estendido a instituições), para o qual sequer temos um processo criminal em andamento, quiçá uma sentença ainda mais transitada em julgado, falemos em um “Judiciário Corporativista” e em PRÉ-julgamento.

    De um Judiciário Corporativista capaz de pré-julgar podemos esperar tudo, menos JUSTIÇA, sequer pacificação social.

    Pobre “Estado Democrático de Direito”.

    Lamentável.

  25. Simpson, concordo totalmente com sua opinião.

    Em certo trecho vc disse: “…e somente se identificou já na 5ª D.P., onde ligou p/mãe, outros Juizes, Polícia do TRF, Pol. Federal e é claro p/a imprensa”.

    Aqui mais um detalhe: a mãe dele, como os pais de grande parcela dos juízes era o que mesmo???

    Ah, por tocar no assunto, já notaram que abafaram a mutreta envolvendo os parentes aprovados no último concurso de uma certa instituição? Alguém foi afastado?

    Acho engraçado vê-los levantar a voz nesse caso “em defesa da sociedade, kkkkk” quando não o fizeram no caso acima, para defender a lisura do concurso público, nem em casos MUITO mais graves como aquele do juiz que matou com um tiro na cabeça um funcionário de mercado só porque este não abriu a porta para ele. Será que ali não viram nenhum atentado contra a sociedade digno de manifestação de reúdio? Gozado como não se manifestaram para a imprensa nem ninguém contra tal abuso de autoridade, ou será que naquele caso acham que tudo não passou de exercício regular de direito?

    É fácil bancar uma de arauto da moralidade em benefício próprio quando se faz vista grossa para ocorrências muito mais graves envolvendo seus pares.

    É incoerente transformar em ataque institucional um café pequeno (no fim todos voltaram para casa sem arranhões e apenas o pavão teve sua vaidade um pouco arranhada) e daí, quando seus colegas cometem barbáries e atrocidades, agir como se fossem casos isolado e fortuito, deixando sua instituição fora disso, para ao fim, na pior das hipóteses “punirem” o coleguinha peralta com uma aposentadoria remunerada de míseros R$ 24.000,00.

    Vivemos no país da HIPOCRISIA. Esse país está TODO errado!

  26. entrando pela janela, sempre protegidinhos pelos pais já juízes ou desembargadores vc vai querer que esses marajás filhinhos de papai saibam o que é uma prisão-captura? Pc Sérgio, vc dá muito crédito para esses analfabetos corporativistas de toga! Quem é do meio jurídico sabe bem que 90% não estão lá por mérito e sim por GENÉTICA, desse jeito só os 10% que trabalham de verdade não falariam besteiras feito a que temos ouvido desse cínico do chapéu!

  27. Como cidadão brasileiro sinto-me indignado. Como magistrado, preocupado.
    Será que é uma roupa que nos faz ser respeitados? Andar na rua de bermuda, camiseta e com um boné barato dá ensejo que sejamos abordados violentamente e maltratados? É assim que se comportam com a maioria do povo brasileiro? Ficou mais claro do que nunca: O policial brasileiro, militar ou civil, é mal remunerado, mal preparado, truculento e EXTERIORIZA TODAS AS RUAS REVOLTAS PESSOAIS E PROFISSIONAIS NA POPULAÇÃO.
    A polícia é para combater o conflito, não para criá-lo. Reprimir a violência usando da força na medida da necessidade.
    O que de mais grave se afigura nisso tudo não é o fato de ter acontecido com um magistrado… Ele foi a vítima da vez (seria qualquer cidadão). É uma série de sevícias mesmo depois de ter se identificado como tal.
    A partir de então, todos aqueles abusos se afiguram não como algo pessoal contra o juiz Roberto, mas atinge um poder do Estado, o Poder Judiciário e todos aqueles que materializam o Estado-juiz. Daí as inúmeras manifestações.
    Serão condenados? Óbvio.
    Por uma razão: São criminosos como tantos que se escondem em vestes negras e têm autorização do Estado para, arma em punho, andar por aí.
    Que sirva de lição… para todos.
    Para todos que ovacionam um filme que cultua a violência, os maus policiais e enchem as bilheterias dos cinemas. Acham bonito, aplaudem, incorporam personagens. Apenas os personagens que lhes convém. Os que sofrem, são humilhados, ficam esquecidos.
    Que sejam condenados e percam seus cargos.

  28. Agora em diante faz parte da adomentaria do policial e uma filmadora e uma agenda com os telefones de toda a imprensa.
    Unica forma de nos defendermos de situações deste tipo.

    Parabens pelo blog, foi o unico que comentou, sobre o julgamento justo.

    Eu acredito que com um bom advogado, os policiais vão dar a volta por cima, mais sugiro, encaminhe-se o caso para as entidades internacionais de policiais.

  29. Apenas para ilustrar: Certa vez aproximadamente 10 anos passados, durante uma operação de combate ao trafico de drogas em minha cidade a qual eu comandava, tive a infelicidade de apreender dentre outros um cheque no valor de R$35,00 em uma “boca de fumo” e que seu titular seria uma promotora de justiça. Foi que começou o meu inferno, pois foi instaurado um Inquerito para apurar, a Doutora em suas alegações disse que o tal cheque teria sido furtado por uma ex-empregada domestica dela a qual não se recordava o nome pois empregados domésticos dela só trabalham para ela um ou dois meses (?). Alguns meses depois esta mesma doutora procurou a Corregedoria a fim de me denunciar de perceguições e ameaças, foi instaurado procedimento para se apurar a verdade porém, esta doutora não apresentou se quer uma testemunha, sendo arquivado tal procedimento, porém, fui movimentado para uma função a qual não tinha interesse e até hoje vivo sendo movimentado sempre que procuro me dedicar ao serviço e me encontro profissionalmente ou seja, agora eu sei que não posso falar que estou gostando da função. Infelismente eles dão as cartas mesmo que na covardia, na calada da noite, ou conchavos. Se cuidem Guerreiros. Um forte abraço.

  30. Ricardo: gratificante poder contar com o comentário de um magistrado em um post que questiona a movimentação das entidades de classe e até de Tribunais da Justiça comum e da especializada, em todas as instâncias. Ampliar o alcance dos debates nos engrandece, e o acúmulo de conhecimento só nos fará bem, por mais que volta e meia o debate vire discussões intermináveis, sempre há algo de bom a se colher.

    Abuso de autoridade? Truculência policial? Não tenha dúvidas que também condeno veementemente tal tipo de conduta. Se aparecer uma filmagem de câmera de segurança, ou mesmo de um cinegrafista amador então, é mais fácil ainda adotar uma posição de reprovação.

    Contudo, não foi o caso. O que temos é a palavra de uma pessoa contra a outra. Eu não estava lá. As provas ainda não foram produzidas no processo. Normalmente eu afirmaria: a Justiça dirá! Mas nesse caso, acho que ela já disse, com todas as letras.

    Reafirmo, de novo e de novo, este artigo não defende a conduta dos policiais, eu não sei a verdade dos fatos. Este artigo critica o corporativismo, as manifestações antecipadas, o envolvimento do próprio juiz da causa nas manifestações de repúdio aos atos imputados aos policiais.

    De resto, referindo-me à outros casos, casos em que foi provado o abuso policial com sentença condenatória ainda que recorrível: que tipo de Polícia queremos afinal? Porque, enquanto cidadãos, servidores, magistrados, promotores e professores não ligamos a mínima para a gestão da Segurança Pública? Porque nunca vimos manifestações do Judiciário ou da Promotoria por reformas nas polícias, por respeito às LEIS sistematicamente descumpridas governo após governo, desgraçando o funcionalismo como se todos fossem maças podres? Porque não nos importamos com o salário incompatível com a função policial, que acaba “segurando” na corporação os que não se aprimoram e partem para outra? Como exigir qualidade!?

    Porque é mais fácil, nos casos concretos dizer “tomara que morram. Tomara que sejam presos. Tomara que sejam expulsos”… e no resto, viramos as costas? Por que?

    Isso, isso sim me deixa indignado. Preocupado não mais, nada mais me surpreende…

  31. Eduardo,

    as suas palavras vão ao encontro dos meus pensamentos. Os policiais, seja militar ou civil, estão sempre sozinhos na árdua luta contra a criminalidade. Nunca viu qualquer outra instituição pública ou privada apoiar ou defender os interesses da Segurança Pública, só vejo criticar e “bater”. O meu sonho é que cada governante, político, juiz, promotor, defensor público e quaqluer do povo venham, por alguns dias, a viver a vida de um policial. Só aí eles saberiam o que realmente é ser um policial, todas as angústias e tristezas, sem falar nas decepções, mas mesmo ainda subsise uma grande realização e satisfação de prender um criminoso, nem trabalhjo de investigação bem feito.

    PS: a sugestão é excelente JOSÉ. Conclamo a todos os policiais, se o salário permitir, a adquirirem um celular que tenha a opção de filmar e gravar audio. Só assim poderemos nos defender e mostrar à sociedade o que relmente acontece nas ruas. As agressões e provocações injustas daquels “não -policiais” contra os agentes estatais.

  32. Acho incrível o sr. Marcelo querer ensinar como uma abordagem deve ser feita. Se não for apontando uma arma para o abordado, então me ensine uma nova! Não esqueça que se o abordado sacar a arma e te dar um tiro inesperado, você vai ter que ser um Billy the Kid, para dar tempo de você sacar sua arma, atirar no abordado antes do mesmo fazer. Meu caro, isso só em filme. Senão for para abordar com uma arma apontada e com o abordado virado para a parede, então que não abordemos mais ninguém. Pois, numa abordagem, o risco é grande, e só um policial sabe disso, e se Sr viu um policial abordando de outro jeito, pode ter certeza, ele está errado e pondo a vida de seus colegas em risco. Tenho parentes da PCERJ, PF….. Pois é meu caro, quanto a abordagens, pouquíssima coisa muda. Todas polícias (estadual ou federal) abordamos com as armas apontadas para o abordado…

    Quanto ao Juiz Ricardo, concordo com ele, se foi feita uma abordagem errada, truculenta, os policiais devem sim ser punidos. Concordo 100% com isso. Mas acho incrível, ninguém contestar o Juiz folião em estagio propatório, que foi buscar sua namorada na Lapa(?)!

    Acho triste quando vejo uma pessoa já condenar uutra por ser policial. Juiz também não erra? Já tive amigos que levou carteirada de juiz, mesmo não sendo policial! E quem não se lembra do Juiz Nicolau, e o tal juiz que deu um tiro num segurança? Ahhh se fosse policial…

    Que seja feito sim, um julgamento justo. E se forem culpados, que sejam punidos os policiais. Mas nem isso eles terão… nem mesmo os sindicatos estão do lado deles.

    Se acho errado a associação dos juízes fazer protesto? Negativo! Errado é o Sinpol dos policiais civis não fazer o mesmo!!!

    Querer que o sercretário e o governador defendam os policiais??? Isso sinto muito mais é uma piada! Nem os policiais civis estão se coçando para isso (pelo menos não oficialmente)!

    Última coisa que gostaria de falar, é o que comentou o amigo acima, falando das câmeras. Deveriamos mesmo, ter câmeras em vtr, conosco. Assim iriam ver como um policial trabalha, quando levam um tiro na cara, quando chegam seus colegas e batem o olho naquela cena… quando choram por colegas mortos… e finalmente… quando levam carteirada de autoridades………….

    SD PMERJ

  33. Em minha humilde opiniao, se a versao do juiz for veridica, no minimo fica uma licao a todos os policiais, nao custa nada, se alguem atravessou a rua na frente da viatura, da um “buzinao”, uma bronca e segue caminho, nao precisa querer se auto-afimar em cima de ninguem. Qualquer um esta sujeito a andar destraido um dia por ai, leva uma bronca e segue. Mas eu tambem acredito q o Juiz deveria para por ai, porq se eles sao bons policiais, tira-los do trabalho acho q seria uma perda pra toda a comunidade.

  34. O Ricardo, nossos colegas não serão condenados, não perderão seus cargos, pq o que se busca neste caso é a punição de um Juiz que XINGOU 3 Pols em serviço.
    Os companheiros merecem uma medalha, são todos “tinta fresca”, e o rapaz filho da Des. Fed. nasceu de novo.
    Não vamos ficar nas sombras de opiniões brandas sobre o ocorrido, sabemos que se algum folião bater de frente c/uma equipe só de cascudo e mandar tomar dentro, vai virar fumaça, ou neste caso porpurina.
    E p/quem pensa estamos parados, digo que permanecemos mobilizados (95% de PCERJs da Capital), só não temos a mesma força política que os Jzs e MPs, que só falam em cortar a cabeça de servidores antes da sindicância e/ou do IP. Pois vamos recordar….. estavam em serviço, quando dariam tudo p/estar viajando no carnaval, longe desta cidade ultra violenta, estavam oficialmente em profilaxia, c/BDT e BMP, investidos do poder de Polícia, qdo gostariam de estar em casa c/a família, contudo, entretanto sempre aparece um ESL p/complicar o “selvissu” do guerreiro, e haja paciência, coisa q não tenho.

    Cascudo

  35. É pra matar de raiva, porém muitas das ocasiões o trabalhador prefere se sacrificar e fazer a coisa certa.
    Pelo fato d/Dr. Roberto ser Juiz Federal, torna a casa imcopetente para julgar o procedimento, cabendo ao Advo dos Pols pesquisar e mostrar que além de ser Jz Fed., é vice-presidente da AJUFE e filho da MD Desemb. Federal e mais juntando todos os relatos de MPs Feds, Jzs da mesma facção, indicando aos guerreiros a punição máxima, fornece ao Advo o combustível aditivado necessário p/chegar ao melhor remédio jurídico. Vamos respeitar o direito de ampla defesa dos Agentes, assim como o Juiz foi respeitado naquela noite, mesmo com sua estorinha de vítima do lobo mau.
    Qdo um Policial vai depor como condutor de uma prisão já é tratado como um vira lata qqr, agora imaginem neste caso e na casa deles. É por isso q o marginal mesmo fedendo, de longe já grita – “naum poi a pata nimim, teim mandadu?”. Antigamente existia o retratamento, no entanto nos dias atuais coloca-se o Policial numa situação de completa humilhação perante a todos e a própria família, são taxados de “mal preparados, truculentos, etc. etc…” e toda essa manobra de reversão que tira a força moral de servidores c/suas fichas limpas e qdo chegarem no Egrégio Tribunal, já sabem que não serão poupados aos leões como era no período sem as leis. Qtos processos se arrastam p/Just. Fed. sem a devida apreciação, mas os valentes combatentes foram contemplados com o princípio da celeridade, que é oriundo do princípio da economia jurídica, não é uma maravilha?
    Esse País virou piada, está parecendo uma ZORRA TOTAL. – “prender juiz num podi !” – “mandar o puliuça tomar lá podi !” … E bota a fila pra andar pisando no servidor público, no contribuinte, pq este é um País de todos, todos se refere a uma panelinha c/cartão pra gastar a culha. Verdade seja dita a qqr preço.

    Cascudo

  36. Se a Polícia não é corporativista, deveria ser E MUITO, o problema é da própria polícia… não vi ninguém se manifestar a respeito dos policiais, nem o Chefe de Polícia, nem o Chefe da CORE e nem mesmo o Sindicato.

    Não há motivos para se reclamar da conduta do judiciário. Ninguém estava lá pra ver o que aconteceu? Blz, até concordo… mas alguns fatos nos levam a crer que aconteceu realmente o que está no depoimento do juiz… afinal de contas os policiais não tiveram nem o trabalho de checar a carteira do magistrado. Talvez se tivessem tido esse trabalho, em vez de ficarem fazendo chacota, não teriam entrado nessa “pica” toda.

    Sou cidadão, futuramente estarei na PCERJ (nesse ou em outro concurso…), mas concordo com o “créu” que o Judiciário estã dando nesses três “policiais” pq se fosse um cidadão comum, mero mortal, nada poderia fazer…

    Que percam distintivo e armas e que aprendam a ser GENTE, tratar o ser Humano com mais cordialidade, serem mais humildes… e que isso sirva de lição para imensa maioria de policias que tem atitudes parecidas com essa… afinal de contas vocês podem parar pessoas uma, duas, três… vezes e nada acontecer! mas uma hora vão parar uma pessoa que não é um simples “mortal” e ai vão sentar na banana como esses três fanfarrões sentaram!

    Parabéns ao Judiciário! Créu neles!

  37. Ahhh… e tem mais, se a história do lado do Juiz é tão mentirosa assim, por que um dos policiais após o ocorrido foi pedir desculpas ao Juiz na Delegacia, pedindo o magistrado inclusive que fizesse uma FALSA declaração sobre o ocorrido?

    Falam de corporativismo por parte do Judiciário, mas eu tbm vejo um forte corporativismo por parte dos policiais aqui, que querem defender a conduta dos policiais de qualquer maneira… em nenhum momento ninguém falou das atitudes dos policiais, mas querem de qualquer maneira diminuir as atitudes tomadas pelo juiz.

    Quer dizer que qualquer cidadão que atravesse a rua sem perceber uma VTR (em desacordo com o código de trânsito brasileiro…) completamente apagada trafegando na via é passível de receber um tratamento como esse?

    O mal do Policial é achar que ele é “muita” coisa e a maioria dos policiais que eu conheço tem essa conduta…

    Ontem o filho de um colega meu pegou a moto da irmã escondido e foi abordado por dois policiais civis… ao chegar no local com o colega que prontamente se identificou como pai do menor, o policial civil disse que ele “estaria preso” e que o levaria para a Delegacia…

    É esse tipo de conduta que deve ser repetido, como o colega não é juiz federal, nem filho de desembargador e nem PORRA NENHUMA, teve que se resignar e ficar quietinho no canto dele enquanto o problema era “desenrolado”.

  38. A novela se repete, o Brasil é o único País em que não se pode prender ninguem, a não ser p/PA, e é o único no mundo que não tem legislação protegendo o atirador de elite ( snaiper ), a Lei só protege o Grandão o resto é resto e ……………
    Se liga Marcos, pq vc nunca fez pr p/Civil, só quer tumultuar, deve ser filho de algum funcionário da injustiça, sabe que esse juiz tá no probatório e vai segurar essa p toda. A classe está de olho nas paradas. O depoimento desse folião foi de próprio punho p/um erro do Del.Pol. de Plantão. É como se eu fosse depor na justiça e repentinamente entrasse na sala de audiência, tirando o escriba do lugar – tô cum pressa mané – digitar a bel prazer e depois – vazei!.
    Mais tudo isso conta no final, pq além das mentiras ali contidas, quero ver ele desenrolar que iria se encontrar c/uma “pessoa” na Lapa. Conforme lembrou bem o Simpson e tá escrito p/próprio Juizão.
    Maluco se ele me manda tormar xxxx, tu já sabe! mas os companheiros estavam iluminados, doutrinados como um monge e levaram o Juiz p/Delegacia sem nem um braço quebrado, e ainda vem o “ricardo” dizendo que o policial é mal preparado e truculento, pois fique sabendo que dentre os 3, um tirou em 1º lugar no COT 2008, são policiais muito bem preparados p/qualquer situação de risco, inclusive preservaram a vida do folião, CORRETO?
    Se fosse na Barra ele morreria de pancada e golpes de lutas marciais nas mãos dos Pit-boys, a empregada doméstica não fez nada e quase foi, imaginem esse prego mandando a turma fazer o que ele mais gosta?
    E se fosse aqui no subúrbio onde a noite só passa o bonde, ele manda o “di menô” tormar dentro iria tomar só de zil 7,62 e se alguma semente do mal encontra sua poderosa carteira o folião ia direto/p latão, sem direito a um enterro…. Esse Magistrado sabe que tá no erro, mas quer provar a teoria de que o poste mijou no cachorro só pq é Autoridade Judicial e vale de tudo no carnaval, a porta da 5ª DP ficou cheia de Juizes naquela noite, enquanto isso….. hoje nos tribunais não vemos nenhum trabalhando. No Proc. da Oper. Furacaõ 1, 2, 3 e 4, um Juiz manda prender e outro manda soltar, desgastando o pequeno efetivo da Polícia Federal que poderia estar em outras missões, mas eles são os Deuses e não tentem contraria-los.
    Força e Honra – Civil a 1ª do Brasil.

    Cabeça bca – na revolta

  39. Ao que parece o tal de MARCOS deveria ser arrolado pelo juiz como testemunha.

    Ao passo que afirma com tanta certeza que os policiais erraram, só poderia presente, não é mesmo?

    Tenho muita fé em Deus que uma pessoa como o senhor nunca vai integrar as fileiras de nenhuma Polícia, Civil, Militar, Guarda Municipal, ou Escoteiros, que seja.

    Tente ser juiz, combina mais com o senhor.

    Não gosto de me dirigir direntamente a ninguém, mas como não há muita defesa para os colegas.

    Se pode julgar com tanta certeza, vai se encaixar perfeitamente no perfil de policial mal preparado e arbitrário que tanto critica.

    Ninguém é dono da verdade, nem o senhor.

    Portanto, não venha aqui criar mal estar entre os policiais e os verdadeiros amigos das Polícias.

    Não precisamos do senhor, já temos problemas demais.

  40. A verdade é que tem gente aqui dando pitaco, sem conhecer 10% do trabalho de um policial. Como eu disse, se o Juiz estava certo, os policiais devem sim ser punidos. Agora e se eles estão certos? E se o Juiz estava errado?

    Vamos focar nisso. Não estamos falando que os policiais estavam certos. Mas também não vamos afirmar que o Juiz, em estágio probatório está!

    Só quem trabalha na rua sabe como é. Se o cara te desacata, não vai ser preso??? A não, ele é juiz… está acima da lei… pode atirar num segurança na cabeça, como seu colega, em outro episódio, e sair ileso.

  41. Quando se tem razão é preciso tê-la até o fim. As atitudes descompensadas dos policiais fizeram-lhe o próprio cárcere.
    Pois bem.
    Se o magistrado estava em atitude suspeita que justificasse uma abordagem, vem a pergunta: Que atitude do magistrado o fez passível de uma abordagem (nada profissional, ressalte-se)?
    Se houve desacato por parte do magistrado, o procedimento correto não é lavá-lo à delegacia. Querendo ou não querendo, concordando ou não concordando, a LOMAN, com a finalidade de preservar o Poder Judiciário e seus membros, não autoriza condução coercitiva dos magistrados nestas circunstâncias. Quanto mais algemado e colocado em uma mala de viatura policial?
    Por que os policiais, ao terem VISTA da identidade funcional do colega não o trataram de maneira digna?
    Preferiram humilhá-lo. Todavia, aquela conduta não atingiu apenas o Dr. Marcelo, mas aviltaram os membros do Poder Judiciário e o próprio Poder da República.
    O que me faz acreditar em tudo que o colega magistrado afirma não é sua condição de autoridade judicante, mas o que eu vejo cotidianamente como Juiz-auditor. Isso que aconteceu não chega perto das atrocidades que me são postas a julgamento.
    Não quero entrar na discussão de condições de trabalho, remuneração e todos esses fatores que influenciam numa POLÍCIA PÉSSIMA (no Brasil todo!), simplesmente porque não vejo nenhum argumento que ilida o que eles fizeram.
    Quia peccatum est eu ut ne peccetur!

  42. Sobre um dos comentários acima, digo:
    Não são bons policiais. Se fossem bons, não teriam feito o que fizeram. Esse conceito de bom policial parece estar equivocado.
    E se cometeram um erro, devem ser punidos exemplarmente. E na minha opinião, punir exemplarmente nesse caso significa condená-los por todos os crimes que constam na Denúncia do MPF e as consequências de praxe, principalmente a PERDA DO CARGO PÚBLICO.

  43. Quisera eu que sempre a Denúncia do MP, em ambas as esferas, retratassem sempre a verdade (baseadas em IPs ou em investigação própria), e fossem sempre recebidas e julgadas procedentes pelo Judiciário. Talvez neste caso de fato o seja.

    De novo, assim como será chato enfrentarmos aquela “velha ladainha” dos motivos que fazem as polícias estaduais pairarem nos mais baixos níveis (afinal, quem se importa com isso mesmo…), chato também será defender pragmaticamente um dos lados envolvidos no caso. Mesmo porque o processo está em andamento. E acho que ninguém aqui é advogado de nenhuma das partes. Eu ao menos não sou.

    Mas, tamanha manifestação de corporativismo põe por terra qualquer esperança de segurança jurídica que um dia qualquer jurista já tenha vislumbrado. E o corporativismo mostra-se mais feio quando é praticado de maneira tão latente por quem regra-se pela imparcialidade.

    Torço para que todos os que praticaram desvios de conduta no dia sejam punidos na forma da Lei. Acho que essa é a diferença do meu ponto de vista. Todos.

  44. “Exmo. Dr. Ricardo”

    Sobre um seu comentário acima, digo:
    Não és bom juiz. Se fosses bom, não serias dado a pré-julgamentos e preconceitos motivados pelo corporativismo. Gostaria apenas que me dissesses então o que pensas acerca do juizão do Ceará que deu um tiro na cabeça, matando um funcionário de um supermercado porque este não abriu a porta para ele. Gostaria também que dissesses o que pensas do Lalau, do Rocha Mattos e de outros tantos. O que fizeram foi menos grave do que o que imaginas terem feito os policiais com o cachaceiro do chapéu que lhes dirigiu impropérios, ou não? Se sim, por que reservaste tua indignação apenas para esse último caso?

    Para o recalcado Marcos que sequer conseguiu ingressar como investigador na PCERJ, faço votos sim de que, após estudar mais e se qualificar o bastante, ingresse na instituição e então conheça na pele o que é ser policial. Que passe pelas necessidades, sinta o abandono, sinta o pouco valor dado ao seu sacrifício, conheça de perto o risco de morte e a dor de perder colegas, seja alvo de insultos de uma população cada vez menos educada e mais abusada, e ao fim, que se depare com arrogantes despreparados loucos para usar a famosa CARTEIRADA. Depois disso, depois de ter amadurecido um pouco na profissão em vez de ficar dando pitaco sem conhecimento de causa, que aí sim venha aqui comentar com algum conteúdo a acrescentar.

  45. Prosseguindo gostaria de fazer algumas indagações ao sr. magistrado em razão desta parte de sua mensagem:

    “Se houve desacato por parte do magistrado, o procedimento correto não é lavá-lo à delegacia. Querendo ou não querendo, concordando ou não concordando, a LOMAN, com a finalidade de preservar o Poder Judiciário e seus membros, não autoriza condução coercitiva dos magistrados nestas circunstâncias”

    Ah, então o seu COLEGA não poderia ter sido conduzido à Delegacia? Sei… Eis então minhas perguntas:

    1) O sr. já ouviu falar em prisão-CAPTURA? Saberia qual a diferença dela para a prisão-CUSTÓDIA ? (Caso a resposta seja negativa como parece o caso, sugiro dar uma lidinha nas minhas postagens anteriores).

    2) Caso sua afirmação fosse correta, o que o policial deveria fazer então ao se deparar com qualquer malandro que lhe sacasse uma carteira de juiz falsa (mas bem falsificada)? Deixá-lo seguir em paz ?

    Sei que talvez seja isso mesmo que o sr deseje, mas como ultimamente vejo que juízes ingressam cada vez mais por competência GENÉTICA do que técnica na carreira, sinto informar-lhe que o sr deve se aperfeiçoar em direito processual penal e não em “defesa de privilégios”. Recomendo estudos da fase pré-processual. A LOMAN veda apenas a prisão-custódia do magistrado. Apresentado na DP ele deve então ser colocado em liberdade nos crimes que não sejam inafiançáveis ou encaimnhado aos seus pares nos inafiançáveis. Sua mera condução à DP (prisão-captura) é absolutamente cabível. Bom, isso é assunto para quem estuda, não para quem exerce privilégios e apenas tenta ampliá-los…

    =====================================

    Analisando agora o fim do seu texto:

    “Não quero entrar na discussão de condições de trabalho, remuneração e todos esses fatores que influenciam numa POLÍCIA PÉSSIMA (no Brasil todo!), simplesmente porque não vejo nenhum argumento que ilida o que eles fizeram.”

    É bom mesmo que não entremos em discussões de condições de trabalho (sempre suntuosas), remuneração (digna de marajás) e demais fatores que nem assim nos livram de um JUDICIÁRIO PÉSSIMO, simplesmente porque a relação custo benefício (salário pago às custas do suor do povo X retorno à sociedade) é risível. Basta dizer que na última pesquisa do IBOPE, encomendada pelo Conamp o Judiciário ficou atrás da PCERJ e da PMERJ em credibilidade perante o povo. Nessas circunstâncias fica difícil mesmo encontrar algum argumento que ilida o que o juiz do chapéu na Lapa, filho de desembargadora (ah esses desembargadores… se a imprensa passasse um pente fino em seus filhos, noras, genros e amantes e levantasse qual o percentual deles que hoje são juízes…), fez, xingando e desrespeitando policias que trabalhavam no carnaval, sem direito a hora extra por isso (aliás via de regra sem direito sequer a férias, enquanto magistrados as têm DUAS vezes ao ano fora o recesso) e ainda fazendo uso do desprezível expediente da CARTEIRADA.

    A vontade de grande parcela dos magistrados de defendê-lo cegamente e transformar o incidente em algo institucional (algo que não fizeram com o homicida do Ceará, por exemplo), pré-julgando o caso, apenas ratifica a “qualidade” de nossos juízes.

    Um país assim não tem mesmo como dar certo!

  46. Corporativismo?
    Repensei o que disse antes, não vejo corporativismo.
    Relembrei tudo o que aconteceu até agora e não vi corporativismo.
    Se defender a Constituição, as leis e as prerrogativas que mais protegem a democracia e o Judiciário Independente do que aqueles que eventualmente se põem em vestes talares é estigmatizada de corporativismo… Estamos todos perdidos.
    Não sou advogado do Dr. Marcelo. A uma porque não advogo. A duas porque em se tratando de crimes, a titularidade é do Parquet (que defende interesses de toda a sociedade e não particulares). A três porque sempre deixei claro que a figura de Marcelo nesse episódio lamentável desce a segundo plano.
    Defendo e defenderei todos os dias de minha vida enquanto vivo for, poder sentar numa cadeira e não temer a ricos e poderosos no meu mister; poder deitar ao fim do dia e saber que para tanto tenho respaldo da Lei Magna do Estado Brasileiro.
    A questão pra mim aqui é, essencialmente, defender o estado democrático de direito e, via de consequência, o Judiciário Independente.
    Leiam as manifestações… Sintam o que se defende nelas.
    Sobre um julgamento justo, espero ansiosamente por ele.

  47. Obrigado pela recomendação sobre me informar acerca da diferença entre prisão-custódia, prisão-captura. Aprendi na Academia e em lições bem dadas que me fizeram chegar, com esforço, onde cheguei. Não era o caso de nenhuma delas em relação ao ocorrido.
    Não busque argumentos para justificar o injustificável. Haveria tantas outras maneiras… optaram pela pior.
    Creio ter me manifestado adequadamente, civilizadamente e respeitosamente. Acho que o espaço a isso se propõe… Não aceito que o diálogo se faça ausentes essas condições.

  48. Ricardo, diante dos fatos, vc acredita que o julgamento dos policiais será imparcial? Acho que essa é a única discussão aqui.
    Quem defende ideologicamente os policiais está lutando por uma sociedade mais igualitária, têm o direito, mas não cabe tal discussão ao caso, como brilhantemente ressaltado por você. Não pode, goste ou não, colocar um juiz algemado em viatura. Não escolhemos qual lei vamos cumprir.
    Mas de fato, gostaria que tal manifestação de horror fosse SEMPRE feita pela instituição a qual pertenço, a OAB, e também pelo MP, AJUFE, AMB etc, quando aparecessem vereadores acusados de homicídios, juízes vendedores de sentenças, políticos e tudo mais que temos nesse país de horrores, crimes MUITO piores do que os praticados pelos policiais no caso em tela. Mas quando é praticado pela nossa elite, a preocupação é com uma cela confortável, salada separada da comida quente e direitos humanos.

  49. Esse ricardo não abordou brilhantemente este episódio, como também demonstra não ter o mínimo de conhecimento para avaliar um Policial em serviço.
    Ele poderia até colocar – “mal remunerados” … agora vir com o papo de – “mal treinados ou mal preparados, truculentos” … caramba acho que já conhecia um a um dos colegas vítimas do folião ESL. Tem momento em que temos que algemar para resguardar uma pessoa que está fora de si, dando uma margem de segurança para a equipe, e principalmente para o motorista, quantos casos em que o suspeito saca a arma do Policial dentro da Vtr, e quantos casos de atentado contra a própria vida, e depois vem o Delegado dizendo porque naõ algemou?, tem algema pra que?
    Somente os Policiais que conhecem os perigos das Ruas Fluminenses é que sabem o que está acontecendo neste caso concreto. Quase todo dia tem um caso parecido o Agente para um suspeito e pronto, começa uma luta sem fim, surge logo uma avalanche de questionamento quanto ao procedimento dos Policiais, é claro, e o cidadão abordado se transforma em vítima de truculentos Pols. p/imprensa, em muitos dos casos aparecem carteiras de patentes militares desconhecidas, mas o Policial é obrigado a ler o tal brigadeiro e/ou almirante e se der um mole esse militar liga para sua turma e sai de baixo, porque o Delegado não banca e o meliante tenta inverter tudo, já chega na DP dizendo essa droga não estava comigo e por ai vai até reduzir o trabalho do tira a cinzas.
    É o que vemos aqui, entra um amigo do cara que estava erradão e com palavras bonitas, termos jurídicos bem empregados e até Latim que não se usa mais, nem na faculdade, manobra o barco só para dar um ar de purificação nos atos do judiciário, como se fossem os honestos do Estado Br.
    Sabemos que não existe credibilidade na Justiça nacional, e o MP constitui atualmente o que há de podre neste reino, evolvido com tudo desde o ingresso na carreira, e portanto sendo considerado o maior cancer brasileiro. Repito esse juiz nasceu de novo naquela noite, deveria se apegar c/sua própria religião ou a da sua majestosa mãe, e dai agradecer por tudo e pedir perdão com humildade de um simples ser vivo.
    Verdade seja dita hoje e sempre, CORRETO?

    Cascudo / …

  50. “xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx”
    Nasceu de novo por quê?
    Teria sido assassinado? É isso que acontece?
    Muito infeliz seu comentário. Comprometeu-se e os demais policiais.

    Não vim com palavras bonitas. Não tenho culpa se não está acostumado com pessoas que dominam o vernáculo. Sem falar que há outros comentários com idéias concatenadas aqui… Muito bem escritos e não o foram por mim.
    Não quero transformar isso aqui num embate pessoal.
    Não sou amigo do “cara”.
    Estou expondo, fundamentadamente, meu ponto de vista. Meu olhar sobre os fatos. Como tantos outros.
    Também não tenho culpa se não está acostumado a tratar com pessoas de argumentos distintos e posicionamentos plúrimos, sem antes dar umas bolachas nele.
    É mal preparada, mal remunerada, mal aparelhada e truculenta, sim. A realidade fala por si e sustenta o que afirmo.
    Se pode mudar, DEVE MUDAR.
    Lutemos por isso. É interesse de toda a sociedade que a polícia seja melhor (Em um futuro não muito longe, espero).

  51. Para quem ainda não teve a oportunidade… Eis a Denúncia do Ministério Público Federal, da lavra do Exmo. Sr. Procurador da República José Gomes Ribeiro Schettino. Muito bem lançada.

    EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA ª VARA FEDERAL DA SEDE DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

    Ref.: Proc. nº 1.30.011.000537/2008-11

    O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelos Procuradores da República que se subscrevem, vem, com fundamento nas informações em anexo, oferecer

    D E N Ú N C I A

    contra

    CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA, policial civil, matrícula 889.162-4, lotado na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro;

    MARCELO COSTA DE JESUS, policial civil, matrícula 888.1705-1, lotado na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, e

    BERNADILSON FERREIRA DE CASTRO, policial civil, matrícula 889.131-9, lotado na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro;

    pelos fatos que passa a expor:

    No dia 4 de fevereiro de 2008, por volta das 22h30m, na Avenida República do Paraguai, Lapa, nesta cidade, os denunciados, agindo com vontade e consciência, em unidade de desígnios e pluralidade de condutas, prenderam o Juiz Federal Roberto Dantes Schuman de Paula sem que ele estivesse em flagrante delito de crime inafiançável e sem respaldo em mandado judicial.

    Os denunciados trafegavam na viatura VTR 67/8966, uma GM/Blazer preta, com faróis apagados, por uma agulha de acesso entre vias, quando se depararam com o Juiz Federal, que cruzava a pé a pista de rolamento da agulha. Como o Juiz Federal tardou em perceber a aproximação da viatura, o denunciado MARCELO DE COSTA JESUS, que a conduzia, dirigiu-lhe brado impróprio de alerta: “ô, maluco!”, a que ele não respondeu.

    Os denunciados passaram a seguir, em baixa velocidade, no encalço do Juiz Federal, havendo o denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA o chamado e advertido, de dentro da viatura, por suposta falta de atenção. A linguagem de ambas as intervenções foi desabrida; o chamado foi vertido como “ô, bêbado! ô, malandro!”, e a advertência como “ô, bêbado, ô, malandro, toma cuidado, porra!”. O Juiz Federal voltou-se para a viatura e, em tom de indignação, mas sem excessos lingüísticos, refutou as ofensas, indicando que a linguagem dos denunciados não era adequada e observando que, salvo se estivessem executando operação, eles não tinham autorização para trafegar com as lanternas apagadas, o que ocasionava risco de atropelamento.

    Os denunciados desembarcaram, então, da viatura e – porque o Juiz Federal fizera menção de pegar seu telefone celular – sacaram pistolas e lhe ordenaram que tirasse a mão do bolso, ou atirariam. O denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA deu, em seguida, com respaldo e cobertura dos outros dois denunciados, voz de prisão ao Juiz Federal, sem informá-lo do crime que estaria praticando nem de seus direitos constitucionais, e o algemou, embora não houvesse encontrado resistência em executar a captura. O Juiz Federal indagou sobre o crime em que teria incorrido, havendo o denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA respondido que ele estava preso por desacato. O Juiz Federal perguntou o que em sua conduta haviam entendido como desacato, e o denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA respondeu com a insinuação de que ele não cometera crime e poderia ser conduzido a outro lugar que não uma repartição policial: “ô, malandro, se a gente te levar até a DP, até lá a gente inventa”.

    O Juiz Federal revelou, diante disso, com propósito de defesa de sua integridade pessoal e suas prerrogativas, sua condição de autoridade judiciária, indicando que seu cartão de identidade funcional se encontrava dentro de sua carteira de dinheiro e solicitando aos denunciados que a examinassem. O denunciado CRISTIANO CARVALHO VIEGA DA MOUTA pegou a carteira de dinheiro do Juiz Federal e, sem abri-la, guardou-a consigo, escarnecendo da informação: “juiz federal é o caralho!”; estrangulou, então, com violência aviltante e arbitrária, a algema aplicada ao pulso esquerdo da autoridade judiciária. Os outros dois denunciados não apenas deram cobertura logística a essas condutas, como delas riam copiosamente, instigando sua prática.

    Esgotada a interlocução, os denunciados BERNADILSON FERREIRA DE CASTRO e MARCELO COSTA DE JESUS usaram de violência arbitrária para pôr o Juiz Federal no habitáculo de custódia da viatura, havendo o primeiro aberto a porta e o segundo o empurrado de modo repentino e truculento para dentro, sem antes dar-lhe ordem de que o fizesse por sua própria iniciativa. O Juiz Federal caiu, em conseqüência, deitado de lado no assoalho do habitáculo. Observa-se que a Lei nº 4.898/65 não revogou o art. 322 do Código Penal, conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 63.62/GO; Segunda Turma; Min. Francisco Rezek; DJ 25-04-1986; RE 73.914/SP; Primeira Turma; Min. Oswaldo Trigueiro; DJ 11-08-1972).

    Com a viatura já em movimento, o Juiz Federal alertou os denunciados de que estavam cometendo crime. Em resposta, o denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA, tratando-o pela primeira vez como autoridade judiciária, proferiu as seguintes palavras: “se tu for mesmo juiz, a gente vai te foder, a gente vai chamar a imprensa, porque juiz federal não pode andar por aí com esse chapéu de palha, igual a um malandro!”. Os outros dois denunciados, que riam à guisa de concordância com seu colega, não impugnaram o uso do plural. Ao se arrogarem a condição de polícia de costumes das autoridades judiciárias federais e declararem, em linguagem ofensiva e desabrida, que o Juiz Federal estaria trajado de modo incondizente com a judicatura federal, os denunciados o humilharam – e, pois, desacataram – em razão de sua função pública, com finalidade específica de fazê-lo.

    Os denunciados acabaram por conduzir o Juiz Federal à 5ª Delegacia de Polícia Civil, onde ele, ainda algemado, no intuito de identificar-se à autoridade policial de plantão, caminhou até uma pequena passagem para a área reservada da repartição, levantou a corrente que guardava, cruzou a passagem e repôs a corrente em seu lugar. Diante da iniciativa do Juiz Federal, o denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA passou, em voz alta, diante de ao menos três ou quatro pessoas presentes no saguão da delegacia, a imputar-lhe falsamente, com dolo de ofendê-lo, crime de dano ao patrimônio público e/ou exercício arbitrário das próprias razões, que classificou oralmente como abuso de autoridade. Ele irrogou a imputação nos seguintes termos: “olha lá, olha lá, o juiz tá quebrando a corrente e tá invadindo a delegacia, o juiz tá cometendo abuso de autoridade”.

    Ainda na Delegacia de Polícia, ao perceber a determinação do Juiz Federal de não deixar impunes os crimes de que fora sujeito passivo direto ou indireto, o denunciado MARCELO COSTA DE JESUS dele se aproximou, no interior da delegacia, e, tratando-o por “excelência”, pediu desculpas. Perguntou, então, à guisa de súplica, se tudo não poderia “ficar por isso mesmo”, sugerindo que o Juiz Federal prestasse declaração falsa à autoridade policial de plantão, a fim de alterar a verdade sobre fatos penalmente relevante, ou determinasse a omissão de lavratura de registro ou termo de ocorrência, a fim de satisfazer interesse pessoal. O Juiz Federal repudiou as desculpas e a súplica.

    Ante o ocorrido, foi lavrado na 5ª Delegacia de Polícia Civil desta Cidade termo circunstanciado de ocorrência nº 005-01175/2008, em que o Juiz Federal figura como autor do fato tipificado no art. 331 do Código Penal.

    A descrição que precede não aprofunda aspectos factuais da conduta dos denunciados que denotam, ainda que sem relevância penal típica, acentuado desvalor moral, tais como o ar permanente de chacota e intimidação que os três ostentaram todo o tempo e as iniciativas do denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGA DA MOUTA de chamar a imprensa a pretexto de noticiar prisão de juiz supostamente embriagado e de se referir à mãe do Juiz Federal, a qual se dirigira à delegacia, em voz alta e na presença dela, como a “mãe do malandrinho”.

    Os denunciados praticaram os crimes previstos no art. 4º, “a” e “b”, da Lei nº 4.898/65 pela prisão em suposto flagrante do Juiz Federal, que foi ilegal nos seguintes aspectos:

    (i) omissão, no ato da captura, de indicação espontânea do crime motivador, de identificação dos responsáveis e de informação ao preso sobre seus direitos;

    (ii) negativa sumária de fé, sem esforço de verificação, à condição funcional argüida pelo preso, que o eximiria, na hipótese, da prisão em flagrante;

    (iii) tratamento vexatório a que foi submetido o preso na captura e na condução à repartição policial, incluído o uso excessivo de algemas;

    (iv) uma vez admitida a condição funcional do preso, o que se deu ainda na viatura, prosseguimento na privação de sua liberdade, em ofensa a prerrogativa legal da magistratura federal.

    Praticaram, ainda, em concurso os crimes previstos no art. 322 do Código Penal, pelo estrangulamento da algema no pulso esquerdo do Juiz Federal e pelo empurrão que lhe aplicaram para dentro do habitáculo de custódia da viatura; e no art. 331 do Código Penal, por humilharem o Juiz Federal em sua dignidade funcional com a declaração de que seu traje o tornava indigno da magistratura federal.

    O denunciado CRISTIANO CARVALHO VEIGADA MOUTA praticou, ademais, o crime previsto no art. 138 c/c o art. 141, II, do Código Penal, por imputar falsamente ao Juiz Federal, diante de múltiplas pessoas, crime de dano ao patrimônio público e/ou exercício arbitrário das próprias razões, que classificou oralmente como abuso de autoridade, a propósito de ele haver adentrado pacificamente e sem oposição a área reservada da 5ª Delegacia de Polícia Civil.

    Os crimes foram praticados em concurso material, tendo em vista que a seqüência delituosa não foi produto das circunstâncias, mas de opção independente dos denunciados a cada desdobramento.

    Ante o exposto, o Ministério Público Federal requer a citação dos denunciados, para que respondam aos termos da ação penal ora proposta; e pleiteia, conforme o resultado da instrução criminal, o acolhimento da pretensão punitiva ora deduzida, com a condenação dos denunciados às penas recomendadas por sua culpabilidade.

    Rio de Janeiro, 11 de fevereiro de 2008.

  52. Curioso:

    1) O tal juiz folião deve ser mágico também, a julgar pela denúncia aqui trazida por seu colega: ele retira e coloca de volta a corrente mesmo algemado! (Qualquer um sabe que as mãos são colocadas nas costas quando aplicadas as algemas). Não espanta também que a denúncia, oferecida em tempo recorde, corresponda ipsis litteris à versão do juiz folião encrenqueiro, sem nenhum pingo da versão dos policiais. Aposto até que NESSE CASO e apenas nele, nosso moroso judiciário será rapidinho!

    2) Achei lindo ver aqui um Magistrado levando uma verdadeira surra, inclusive técnica, de argumentos para um policial civil (PC Sérgio). Isso mostra o quanto a diferença que eles tentam fingir existir é irreal, existindo policiais civis MUITO BEM PREPARADOS, bem como inúmeros juízes de conhecimento rasteiro (talvez parte disso se deva ao fato de a magistratura ser quase que uma carreira hereditária, com raras boas exceções que acabam por se tornar carregadores de piano, enquanto os filhinhos de papai gozam de promoções rápidas, melhores lotações e muitos privilégios, dando de retorno à sociedade apenas ARROGÂNCIA e conhecimento jurídico sofrível). Recomendo a todos a releitura do “diálogo” travado entre ambos, para que vejam a diferença de conteúdo!

    Antônio Vicente, advogado criminalista cansado da arrogância e despreparo de boa parcela da magistratura.

  53. Na minha opinião e na da tropa o Dr. Juiz Ricardo só está vendo um lado da situação, protegendo outro Juiz, enquanto isso a tal parcialidade de praxe foi de ralo faz tempo, tirando o direito de defesa das vítimas.
    Quando um escravo do Estado ingressa com uma ação suplicando seus direitos, o Processo se arrasta por anos sem apreciação, e no final é indeferido o pedido com um belo carrimbo do Dr. Juiz, capturado pelo sistema, contudo no caso dos PCs o Procurado Geral apenas analisou uma parte, mas mandou ver no parecer, aplicou o martelo em tempo recorde sem saber de nada, por isso é que não é saudável fazer um bom trabalho em território nacional, digo porque se fosse em outro País seus Juizes não apoiariam a conduta de outro Juiz que ofende só porque é carnaval e está de folga curtindo. Nem todo mundo está em ritmo de folia, chapadão e brincando com quem passa.
    Dr. Ricardo, nós MIKEs gostamos da sua “aula” sobre o trato com Juizes, agradecemos e neste caso concordo que não se pode algemar um Juiz; Não se pode colocar na caçapa; não pode dar voz de prisão assim como não podemos aliviar um meliante e depois segurar um poste desses, porque se os PCs fizessem o trabalho certo não estariamos aqui debatendo este assunto e sim outros mais importantes para os guerreiros e depois de uma semana do carnaval sairia nas jornais, na coluna de desaparecidos, a Cesar o que é de Cesar, dente por dente, olho por olho.
    Caso os PCs precisarem de apoio estaremos juntos em QAP, QSL?

    DELSÃO / BOLADO

  54. Diretamente ao assunto em pauta.
    Uma vez que o todo poderoso, fantasiado até a cuca ofende os policiais de ronda, ………., neste momento deixa de ser Juiz e passa a condição de Réu, quero ver tirar essa onda com a minha guarnição.
    Nos jornais uma nota especial,xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
    O importante é a ficha limpa, com elogios e promoção, é isso que o sistema impõe.

  55. Pesoal,

    O engraçado, é que o vizinho do juiz, que está morrendo de medo de depor, ouviu ele mesmo falando que estva alcolizado, todo torto na lapa e disse:
    – Mandei aqueles otários mesmo a M…. tá achando o que ?? Sou juiz……
    Só que as pessoas esquecem que vento que venta de lá, venta de cá. Daqui a uns anos veremos esse mesmo juiz, pedindo escolta da CORE pois morre de medo de ir do Fórum para a sua casa. E eles são muito machos, tem porte de arma funcional, andam de GLOCK .45 ( não sei para que posi nunca deram um tiro) e a políciam andando de Taurus fubazenta.
    O juiz tem que ter TODO respeito, assim como tod a população, coisa que esses juizes não fazem, uma vez que rpestam um serviço jurisdicional PRECÁRIO. Sabe o que tiramos disso tudo ??
    A justiça não existe para o policial, o favelado,o cidadão comum. Essas pessoas são iguais aos policiais corruptos, uma quadrilha.

  56. Dra. Débora com todo respeito, o Dr. Ricardo não foi brilhante em nenhum momento, memo com todo o tempo para estudar, ele só demonstra sua fúria contra nós Policiais, e ainda deve levar horas para montar este esquema de manobra dos fatos. Pergunta se ele estava lá no calor dos acontecimentos…..
    Se os PCs estivessem no estágio probatório, já era, mas como é o Juiz isso não conta.
    Depois escrevo, porque dá raiva e ……

    DEL.

  57. Ai agora o vizinho não vai depor, ou se for não vai bancar a verdade, mas tá tranquilo, dor de barriga não dá na pedra, só garanto que se fosse comigo não haveria registro na D.P., não arriscaria minha pele com esses Delegados cheios de medo.

  58. Concordo com o Dr. Ricardo os Policiais estão sem preparo, deve ser porque são novos, então vejamos se fosse na minha época, essa novela mexicana nem existiria, porque vai xingar o ferrabras e vai! é simples e sem bla-bla-bla na DP. Os policiais novos tem que se espelhar nos antigos, perguntar como conseguiram parar de trabalhar, com a tão sonhada ficha limpa e por ai vai, somos pescoço de jaca, mas temos família para sustentar e não podemos deixar a reta na janela.
    Abraços aos combatentes.
    NA RESERVA

  59. Que carnaval heim! não sou policial, por enquanto, mas nota-se uma tentativa ferrenha de prejudicar os Pols. da CORE, trata-se de perseguição, é o rato correndo atrás do gato. Esses Juizes deveriam rever seus conceitos de moral, conduta, trato interpessoal, ética, postura, educação, etc. e tal, porque o seu direito temina quando começa o de outro cidadão.
    A educação cabe em qualquer lugar e abre todas as portas, porém neste caso não haverá retorno e as duas instituições ficaram abaladas por mil anos.
    É muito triste para todos nós brasileiros, e é dedicado um tempo enorme para salvaguardar um péssimo Juiz que deve ter feito a prova em casa, e agora não sabe se comportar na Rua.
    Que covardia, é muito triste, a Justiça só age rápido para defender os seus, e nós contribuintes?
    Não está nada tranquilo enquanto os legítimos guerreiros estiverem entregues a Injustiça Federal.
    Que vergonha ….

  60. Pronto… virou briga de policiais e simpatizantes contra juízes….que lamentável…
    Depois um membro do MP ve o site e resolve denunciar todo mundo…
    Ai o Caso de Policia vai justificar literalmente o nome..hehehhehe

  61. Esses charlies deram mole. Que fique de lição.

    xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

    Viram no que deu querer fazer bonitinho? Vacilões. A gente ganha um salário de m… e só se ferra, não tem garantia nem direito a nada e sempre concluem que estamos mentindo, é todo mundo contra nós, TUDO contra nós. Policial tem que saber se defender com as poucas armas que tem. Na pista temos que ser senhores da situação. Bobearam e saíram do seu campo para jogar no dos outros: taí o resultado.

    Que fique a lição para os próximos não darem asa pra cobra na pista!

  62. Sou contra comentários feito os acima, que apenas denigrem a imagem da polícia, mas estou 100% de acordo com o PC Sérgio e na boa: acho que ele deu uma aula de processo penal no “Dr. Ricardo” para ele sair daqui mansinho com o rabinho entre as pernas depois de ter corrido da raia. Vai ver que ele nem sabia diferença de prisão-captura para prisão-custódia! Esses juízes hereditários andam muito fraquinhos de conhecimento, mas bem cheios de marra!

  63. Este espaço é para todos e esperamos contar com a opinião da massa. A ditadura acabou só esqueceram de avisar para o Dr. Juiz da folia, mas se a ditadura estivesse no poder esse mal educado estaria no Exército preso, ou pedindo segurança pessoal, esperando para ser desligado do estágio probatório sem direito a nada, nem a defesa.
    Por isso estão correndo para transformá-lo em vítima da Polícia “truculenta”. Eu nunca vi um grupo truculento apresentar um vacilão de pé e sem arranhões. A verdade doi nos ouvidos daqueles que ficam no ar condicionado, emitindo parecer, sentença, deferindo e não admitem seus erros. Juiz nem torto na Lapa comete erro, errado é quem comparece no trabalho em pleno carnaval, e agora não podemos colocar nossas opiniões? É lamentavel. SD DE SOUZA

  64. Acabo de ler a pérola: “Se houve desacato por parte do magistrado, o procedimento correto não é lavá-lo à delegacia.”

    Não é? Então qual seria o correto? Me ensine, doutor, até porque já conduzi colegas seus a uma DP, até por brigas envolvendo terceiros e eles não agiram como se fosse qualquer anormalidade.

    O certo seria olhar para uma carteira que bem poderia ser falsa, confiar nela, dar um tapinha nas costas do sujeito, anotar seu nome (possivelmente falso no documento) e liberá-lo? Genial!

    Todos os traficantes mandarão fazer suas carteiras falsas a partir da sua brilhante sugestão e qualquer encrenqueiro também fará, porque será um salvo-conduto para ninguém mais ir parar em uma delegacia!

    Exmo, estude e reflita mais sobre sua colocação!

    Outra coisa: “Não vim com palavras bonitas. Não tenho culpa se não está acostumado com pessoas que dominam o vernáculo.”

    O senhor não está demonstrando cultura com o emprego de palavras como “vernáculo”, conhecidas de qualquer um aqui, mas estranhas ao linguajar coloquial empregado nesse blog. O senhor está sendo apenas PEDANTE. Característica muito freqüente em discursos pomposos mas cujo conteúdo é vazio.

  65. Um Promotor de Justiça disparou sua arma na perna de um Agente Federal, hoje, em São Paulo, dentro da Delegacia do Aeroporto, e aposto que não vai dar em nada. Vai constar acidente. Eles são os “Deuses” da nação.
    É uma luta desigual, e devemos nos unir para não abandornar nossos irmãos nas mãos destes xxxxxx, que cheios de raiva, longe da ética, vão fezer de tudo para punir aquele que honrou seu compromisso com a verdade e apresentou o magistrado, porque do contrário não haveria essa tortura unilateral.
    É lamentável, muito triste…………

  66. Parece-me que o diálogo saiu dos rumos da civilidade. Quando isso acontece, os educados se retiram. É o que faço agora.

  67. “xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx”

    Depois querem que não falem mal da polícia.

    Comentários do tipo “Na rua vale tudo”, “só quem não conhece a realidade das ruas, faz este tipo de comentários”.

    Comentários “vibrando” com o que seria uma “surra” jurídica do magistrado. (Com o que não concordo, em tese a própria prisão-captura não se justificaria no caso).

    Assim fica dificil falar em corporativismo de juízes.

    Parece que a mentalidade tem que ser sempre a de guerra! As coisas só se resolvem com força e espirito belicoso (alias o caso concreto mostrou que não é bem assim).

    Parece que tudo se resolve em ganhar, humilhar, destruir o inimigo.

    Ai a denuncia do MPF parece ter sentido…

  68. “vc acredita que o julgamento dos policiais será imparcial? Acho que essa é a única discussão aqui.” Obrigado Débora.

    Aprecio o debate e os pensamentos jurídicos levantados, lamento que o tópico não tenha porém seguido um rumo saudável.

    Considerando nossa única regra de moderação:
    “Aviso: Você pode comentar esse artigo e expor suas idéias. Mensagens com palavrão, ofensas, injúria ou difamatórias serão excluídas. Exerça seu direito de expressão respeitando o direito de terceiros.”

    Considerando que devido à quantidade de comentários no tópico supra não me é possível acompanhar em tempo real e filtrar o conteúdo prejudicial.

    Acho por bem cortar o mal pela raiz. Não foi nosso objetivo semear a discórdia, desculpem-me todos.