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Nota do SINPOL-RJ no jornal

Publicado em 31/01/2008 - Categoria: Notícias em Análise

A Polícia Militar está em polvorosa, e o clima é tenso tanto entre os próprios militares quanto com o Governo. Obviamente tenho acompanhado as notícias e informativos virtuais, bem como grupos de mensagem públicos, como o Orkut.

Contudo, perceba-se que em nenhum post, desde o início deste Blog teci comentários sobre os pleitos salariais das diversas Associações e Clubes representantes dos cargos militares do Rio. E não é agora que vou mudar de postura.

Acredito que não tenho que “meter o bedelho” nas negociações de classe de uma corporação à qual não pertenço. No fim, eu invariavelmente só traria informações e opiniões equivocadas, posto que não sou conhecedor a contento do Regime Disciplinar, nem da própria estrutura interna da PM. Por outro lado, como tenho a pretensão de unir em debate todas as classes policiais e afins, bem como a sociedade civil pensante, sempre que posso falo de outras corporações, civis ou militares. Em diversos posts evidenciei que o salário dos colegas (e amigos) Mikes são vergonhosos e para serem ruins tem que melhorar muito.

Enfim, torço para que esta fase conturbada se encerre o mais breve possível, e que a retomada da dignidade salarial para a PMERJ e PCERJ, bem como todas as corporações cujos integrantes de todo o Brasil que aqui se manifestam sejam igualmente reconhecidas.

Mas se eu não quero me meter diretamente (a não ser cobrar do Governo melhor remuneração à TODOS, como faço) nas peculiaridades da negociação Oficiais-Praças-Governo, pra que serve este post?

Bem, gostaria de, humildemente, pedir as mais sinceras desculpas à todos os servidores da PMERJ por um trecho da nota oficial enviada pelo SINPOL-RJ à imprensa, o qual destaco:

Outra diferença que não justifica a equiparação com a Polícia Civil é que para ingressar na Polícia Militar se exige apenas o Primeiro Grau completo, enquanto na PCERJ, para os cargos de inspetor, oficial de cartório policial, são exigidos nível superior, em concursos disputadíssimos.

Acho que qualquer pessoa que tenha a mínima ligação com o meio policial sabe que para prestar concurso público para a PMERJ, seja para Oficial ou para Praça, é necessário o 2º grau de formação. Há muito tempo é assim. Na melhor das hipóteses acredito ter sido erro de digitação. Na pior das hipóteses acho que foi ignorância (o que não me surpreenderia) do autor da nota. Não descarto erro de digitação também do datilógrafo do jornal ou coisa pior.

Também, não cabe ficar comparando a escolaridade cobrada por cada instituição para assumir cada cargo. O diploma não faz o homem. São diretrizes internas e só dizem respeito aos servidores e pretendentes de cada cargo. A formação profissional é referente ao esforço pessoal de cada um, e usar o objeto deste esforço para de alguma forma desmerecer outra pessoa, significa que de nada valeu tanto esforço, pois tornou-se uma pessoa menor, de nível mais baixo.

Elevar o grau de escolaridade exigido nos concursos para determinados cargos é uma evolução natural. A lógica é que as pessoas que vão prestar o serviço já sejam bem preparadas, com uma base teórica mais sólida, antes mesmo do curso de formação. Aconteceu na Polícia Federal (má sorte minha, que queria prestar o concurso mas ainda não estava formado), aconteceu em outras polícias. Está prestes a se concretizar (se não nos derem outra rasteira) para os cargos de Inspetor e OCP da PCERJ. Também está prestes a se concretizar na PMDF no próximo concurso. Enfim, todos, dos servidores aos cidadãos e órgãos públicos, só têm a ganhar.

Não tenho nenhuma ligação com a diretoria do SINPOL-RJ a não ser o fato de ser sindicalizado e pagar a contribuição mensal de R$20,00. E em breve me desligarei deste sindicato, já que me filiei ao sindicato anterior que foi recém-reativado, o SINDPOL-RJ. Este sim promete, e talvez por isso tenha ficado a impressão de que os policiais civis desanimaram em sua luta por dignidade e reconhecimento salarial. Não, apenas uma mudança de estratégia. Aguardemos.

Bom, acabei divagando em excesso, como de praxe, mas acho que ficou evidente a idéia do texto. Que não seja semeada a discórdia entre policiais civis e militares, e que sigamos em frente, de cabeça em pé. Maçãs podres existem nos dois cestos, mas nossos inimigos são o mesmo: aqueles que desejam manter as forças de segurança mal pagas e desestimuladas, como ora estão. Força e Honra!

70 comentários »

  • Guto comentou:

    Para ingresso no CFSd o mínimo exigido é segundo grau (hoje).
    E o concurso CFSd II/2005 teve 50 mil inscritos e apenas 700 aprovados. Menos de 2%. Não foi pouco disputado! Essas divergências tolas têm que findar. A briga é por melhores salários e qualificação para TODOS. O importante é remover obstáculos. As formas de ingresso devem ser aperfeiçoadas. A qualificação deve aumentar, de acordo com a realidade e o objetivo de defender melhor os direitos da cidadania. É contraproducente querer melhorar destacando os defeitos do outro. Devemos mudar nossos defeitos, transformando-os em novas qualidades.
    Forte abraço!

  • André Romero comentou:

    Essa nota enviada, particulamente, também achei muito infeliz. Teria sido de propósito mesmo??
    Será que o indivíduo que escreveu essa “M” não quer enfraquecer a polícia, de uma forma geral??

    Boa sorte a todos os policiais pela luta de melhores salários. Foi um pena o comandante da PM ter sido, literalmente, demitido; ele parecia ter “aderido” à causa.

    Abraços!

  • Benito comentou:

    Eduardo,
    Nos seus ultimos dois post vc andou pisando em ovos ein?
    Maldita mentalidade de rivalidade criada entre as policias e o que pior dentre as categorias internas de cada uma delas.
    Sera que isso não vai acabar nunca?
    Nunca seremos unidos?
    Praça tem que odiar oficial os dois tem que detestar a policia civil, aonde por sinal o investigador quer matar o delegado, que ganha melhor e só pensa nele mesmo, e Todos tem que ter inveja da Polícia Federal?
    Vejo no MP e na magistratura que apesar de terem suas diferenças, não existem brigas entre MPE e MPF, JE e JF exceto é claro as brigas “juridicas” aonde o pau, ou melhor os argumentos, comem.
    Claro, eles ganham salários de 5 digitos, as exigências para entrar na carreira são maiores, e são instituições fortalecidas com a redemocratização do Pais, ao contrário das Policias.
    Mas sei lá, vendo o que acontece hj, acho que mesmo que as polícias reunam estas condições ainda sim vão continuar com esta maldita rixa, interna e externa, vide o que acontece no DF, aonde apesar dos salários altos(em relação ao resto do país) e alto nivel de escolariedade, PM e PC vivem se bicando.
    Será que um dia teremos órgãos de segurança agindo de forma harmonica?
    E quando digo harmonia, falo em sentido pleno, pq sei que na rua, na hora da necessidade PC e PM se ajudam muito, eu mesmo já tive e dei apoio a PM quando ainda era tira.
    Será que um dia, esta amizade da blogosfera policial vai se estabelecer no cotidiano das corporações? E lutaremos unidos pelo ideal de segurança?

  • Débora comentou:

    Para agir de forma harmônica, neste momento, a polícia civil deveria estar preparando algum ato de apoio aos PM’s. Não morro de amores pelos oficiais exonerados, acho que o policiamento ostensivo ainda é ineficiente. No bairro onde moro, tem os locais “de sempre” e mesmo com mais policiais fica tudo descoberto até acontecer tragédia. Outro dia vi oficiais por aqui conversando com mototaxistas. EU NUNCA TINHA VISTO OFICIAIS ANTES!!! Me lembrou… deixa para lá.
    Mas o motivo da demissão é o que mais me chateia. O pleito deles é ÓBVIO demais para ser chamado de insubordinação. Os soldos são, de fato, ridículos, e quem rouba não precisa de salário… o governo não sabe disso???? E pune justamente quem precisa do salário????

  • Karlos comentou:

    Eu só queria ver a greve da PCERJ agora. Os governos precisam aprender que o maior pilar da ordem, da democracia e de seus próprios mandatos é a polícia. O que seria do carnaval no RJ com crise na PM e greve da PC.

    União Policial já!

    Abraço.

    P.S.: Não sou policial, mas todos dias meus amigos me chamam de louco por querer pertencer aos quadros da PC/SC como delegado. Então peço desculpas por quaisquer enganos ou opiniões sem maior conhecimento. O único objetivo dos comentários é demonstrar a indignação de um “estranho” quanto à desvalorização de uma classe tão importante para todos.

  • Bradock comentou:

    Sábio Benito, enquanto estas mentes pouco iluminadas, andam por aí, semeando a discordia, ainda bem que são minoria, existem pessoas como nós que estamos lutando por uma União Geral, sem importar que seja PC,PM,PF,PRF, AP, GM, e por aí vai todos envolvidos com a Defesa Social, agora assistir um Governador dizer que não existe crise num quadro deste, é brincadeira, tenho certeza que este Governador sabe que “TODO HOMEM TEM SEU PREÇO”, desde a idade de Cristo, onde um se vendeu por 30 moedas de ouro, hoje é bem mais fácil, existem vantagens indiretas, empregos para parentes e outros. Amigos, muita força e não se intimidem facilmente, um forte abraço aos guerreiros.

  • Eduardo/RJ comentou:

    Agradeço aos amigos que se manifestaram, todos voltados ao debate e sem pedras nas mãos hehehe

    De fato o negócio foi tão estranho que tomei a iniciativa de me desculpar por um erro que não foi meu, a fim de amenizar possíveis estragos à harmonia que tanto pregamos aqui.

    Benito, pisando em dúzias de ovos, tanto aqui no Blog quanto no trabalho, e até um pouco do dois misturado…

  • JOSÉ comentou:

    Qaulquer dúvida é só perguntar; e sobre a esc acho que foi má fé mesmo. Cara, vc é tão sensato que não deve ser policial não…hehehe

  • Cathalá comentou:

    Pô, parceiro,
    eu sei que o Garotinho não tem lá essa credibilidade toda, mas como extraí de lá, teve que ter o link. Questão de justiça. 🙂
    Aquele abraço,

  • Benito comentou:

    Eduardo,

    Boa Sorte, nas suas empreitadas.
    Infelizmente este é o destino de todos que querem um pouco mais das coisas.
    Antes de todo terreno seguro há um campo minado…
    Sucesso….
    Mas se quebrar alguns ovos e precisar de ajuda para fazer um omelete é só avisar!!!!! Que eu levo a sal, a cebola e a salsinha(Vai salsinha no omelete? Que tal fazer um post sobre a comifda do front??? Todo mundo gosta de dicas de culinária!!heheh)!!!

  • Raphael Ferrari comentou:

    Reputo providencial a nota do SINPOL/RJ, exceto pelo equívoco quanto ao nível de escolaridade das praças/pms. Só um imbecil acredita que é possível se unir a quem nos odeia.

    Quanto ao ato de apoio, cada cachorro que lamba sua casseta.

    RAPHAEL FERRARI
    Escrivão de Polícia Estadual
    Divisão de Polícia Estadual Anti-Sequestro (DAS/PCERJ)

  • Ricardo comentou:

    Concordo em absoluto com o escrivão Ferrari.

    1)Basta visitar os blogs dos tais barbonos e evaristos para verificar o quanto ODEIAM a PCERJ. O tal major Wanderby, que cuida de dois blogs (blog do Wanderby e blog 200 Anos da PMERJ) parece nem fazer outra coisa na vida a não ser todo santo dia postar vários tópicos de agressões dirigidas à PCERJ. Denegrir a imagem da PCERJ se tornou uma obsessão para eles.

    2) Apesar de diversos pedidos, inclusive meus e de colegas para que não vinculassem seu pleito salarial ao nosso, o que prejudicaria a ambos, os tais barbonos e evaristos sempre nos ignoraram e insistiram em uma equiparação que nos rebaixava.

    Vide Blog do Cel Paúl:

    “Mais uma vez ratificamos que um dos nossos objetivos, o principal, é alcançarmos ainda no atual Governo e o mais rápido possível a equiparação dos salários da base (Soldados e Escreventes) e do topo das duas Instituições Policiais (Coronel e Delegado de 1ª Categoria, com 30 anos de serviço) e dele não nos afastaremos nunca, o que em nada depõe ou prejudica aos Policiais Civis.”

    3) Durante a manifestação deles na praia de Copacabana em 2007 não pensaram duas vezes antes de expor faixas com dizeres: “queremos ganhar tão mal quanto a co-irmã PCERJ” e “Equiparação com a Polícia Civil”, chegando ao ponto de dizer para jornais que nós policiais civis “ganhávamos muito bem”, desqualificando nosso pleito salarial.

    4) Muito embora Comissários, topo de carreira dos agentes, para os quais agora é exigido terceiro grau no concurso, tenham formação até superior que a de Coronéis da PM que ingressam com exigência de segundo grau na PMERJ, consideraram uma grande afronta a exposição desse fato por nós, sempre reagindo com indignação à comparação: “e, pasmem, nivelando os Coronéis da PM aos Comissários de Polícia.”(blog do Cel Paúl).

    Frize-se que, no pleito deles, desejavam colocar seus aspirantes acima de um Comissário de Polícia oriundo de concurso de terceiro grau e com toda um vida e longa carreira dedicada à polícia !

    5) Até a Core atacaram, apelidando-a de “Corre” em seus blogs (vide Wanderby, que ainda dizia não passar ela de um genérico raquítico do Bope).

    6) Estimularam e apoiaram a idéia de alguns peritos de desvincular-se da PCERJ. Tudo que pudesse nos fragilizar ou diminuir atribuições interessava a eles.

    7) Mais uma vez atrapalharam em nossos pleitos quando instigaram peritos a criarem tumulto na reunião conjunta de peritos, agentes e delegados.

    8) Tiveram como meta nos usurpar todas as funções que pudessem (vide termo circunstanciado), na intenção de diminuir nossa instituição e no sonho de um dia encampá-la.

    Passaria a tarde inteira listando todas as agressões absurdas que tais barbonos e evaristos nos dirigiram ao longo de dois anos. Acho que não vale a pena perder esse tempo agora, pois seria chutar cachorro morto.

    Pois é: depois que levaram uma calça arriada do governo, agora ainda têm o desplante de ainda nos sugerir que abracemos a luta deles!

    Sabem o porquê da exoneração dessa turma? A questão dos cervejeiros não passou da motivação encontrada pela imprensa. No fundo no fundo o que pesou foram as reiteradas agressões em seus blogs, mais recentemente ao Secretário de Segurança. O corregedor Paúl, talvez o “barbono-mor”, não só fazia vista grossa a tudo isso como estimulava loucos a montarem mais blogs e a nos agredirem neles. Já o comandante Ubiratan, quando recebeu do Secretário a determinação, vinda do governador, para colocar o cel. Paúl na geladeira, o que fez? Fingiu-se de bobo e o colocou na Diretoria de Ensino.

    Diretoria de Ensino? Isso sabendo que antes o tal corregedor já havia visitado turmas em formação de sargentos orientando-os a comprar brigas conosco e a chamar a imprensa para dentro de delegacias sempre que vissem algo que pudesse nos fragilizar ! Seria entregar o galinheiro à raposa.

    Acontece que o Secretário não é bobo, não nasceu ontem e percebeu que lá o sr. Paul instigaria os formandos contra a Pcerj ao ponto de arrumar problemas ainda de maior monta no futuro!

    Quando aconteceu a situação dos cervejeiros, defendidos pelo cel Paúl assim como a turma de Caxias (ocasião na qual não poupou ataques ao delegado que coordenou a operação), já estava tudo definido. Adeus barbonos.

    Agora que são CARTA FORA DO BARALHO, esses barbonos tentam recuperar alguma força usando a quem???

    Sim, eles vêm aqui querer puxar a nós policiais civis para a briga deles !

    O pior é que, segundo comentários do blog de um deles, se não conseguirem tentarão mais uma vez semear discórdia na nossa casa, primeiro pelos peritos, depois tentando jogar a nós agentes contra os delegados.

    O policial pode ser tudo, menos INGÊNUO. É isso que eles pensam que nós sejamos!

    Eu teria orgulho em levantar uma bandeira em defesa da PMERJ. É uma instituição valiosa e repleta de pessoas de bem e honradas. Acontece que a bandeira que foi pisoteada não foi a da PMERJ, foi a dos barbonos e evaristos. Nessa bandeira eu cuspo, assim como cospem a maioria dos praças que nunca confiaram neles.

    Alguém ainda pensa em agasalhar serpente?

    Apoiemos os policiais militares. Eles merecem um salário digno. Desprezemos, entretanto, os barbonos e evaristos, pois estes no fundo sempre quiseram nos ver pelas costas. Agora querem nos arrastar juntos para sua cova, por eles mesmos cavada.

    Pessoal, vamos abrir os olhos com barbonos e evaristos! Nada de embarcar na canoa furada dessas víboras.

    Xô, barbonos e evaristos !

  • pepe comentou:

    Quanto ódio no coração, Ferrari!
    Repense paradigmas. Vc é um cara inteligente.

  • Karlos comentou:

    Raphael Ferrari:

    Acho que vários imbecis já acreditaram em muitas coisas que hoje são realidades. O inacreditável é perceber que dentro de instituições tão valorosas, formadas por homens tão honrados ainda existam alguns que não enxergam que os maiores ganhadores da discórdia entre PM e PC são políticos não comprometidos com a sociedade. As histórias das manifestações policiais quase sempre se repetem: Crise na PM aí vem a PC e redobra o trabalho para deixar o governo “feliz”, greve na PC aí vem a PM e redobra o trabalho pra deixar o governo “feliz”. Em alagoas por exemplo; a polícia civil está em greve a seis meses, agora os delegados aderiram à causa, aí o governo estadual está estudando medidas para que oficiais da PM lavrem flagrantes (atropelando inclusive a constituição federal). Diante destes fatos acho que imbecilidade é pensar que se fará uma policia razoável com essas “intriginhas” entre PC e PM.

    Abraço a todos!

  • Bradock comentou:

    Ferrari, Você é um cara inteligênte, novo, porém, experiente, não deixe tanto ódio em seu coração, e muito menos pregue a desunião, se tivermos meia duzia pensando assim será muito dificil lutarmos por um objetivo que é sem dúvida comum para ambas as corporações se existem na Mike alguns que pregam a desunião deixe que o próprio tempo lhes mostre o certo, o que não podemos agora é pararmos para discusões internas sobre orgulho ferido, e vaidades. Um forte Abraço.

  • SD PMERJ comentou:

    Eu não concordo que tenha disputas entre PCERJ e PMERJ. Pelo menos no interior, uma polícia ajuda a outra. A “picuinha” se vcs notarem, vem dos oficiais e delegados. A tiragem e os praças, não tem problema. Eu pelo menos, nunca tive inveja ou briga com os charlie, inclusive já ajudei alguns, e ja fui tantas vezes ajudado também. As vezes saímos do serviço, e paramos todos na mesma mesa para tomar um chopp. Diga-se de passagem, que não há Oficiais ou Delegados na mesa…

    Não quero ganhar mal como um inspetor da PCERJ. Eu quero é ganhar o que ganha um PMDF. Quero é ter um VTR em condições de trabalho. Quero um spray de pimenta dentro da validade.

    Inclusive, pensei em prestar concurso para a PCERJ, mas desisti. Melhor passar num CFS (Sargento) e já estarei ganhando mais que um inspetor. Sem falar que um Sub Tenente(última patente de praça), ganha mais que um comissário(última da tiragem)… Mas no início de carreira, vocês ganham melhor…

    Resumindo. Estamos todos no mesmo barco furado…

  • Bradock comentou:

    É isto aí o Sd, você também chegou onde eu queria, não estou dizendo que Oficiais e Delegados não trabalham, eu quero dizer que nós que somos “seres executantes” (e alguns de nós pensantes), não temos tempo para estas “picuinhas” como você mesmo disse, na realidade estamos no mesmo barco, somos nós contra a bandidagem. Um forte abraço.

  • Sérgio comentou:

    eu gostei do alerta do Ferrari e sobretudo o do Ricardo.

    concordo que não tem que existir briga entre PC e PM e que isso só beneficia o governo que mantém a todos na m…

    acontece que temos também que abrir os olhos mesmo com barbonos e evaristos infiltrados, pois esses NUNCA estiveram ao nosso lado (nem ao lado dos praças) e fizeram de tudo para denegrir a PCERJ mesmo.

    agora que estão na lona eles pegam, se fingem de “gente boa” e vêm, muitas vezes disfarçados pelo anonimato, querer nos cooptar para seus movimentos futuros dizendo que juntos somos fortes. aproveitam e jogam promessas como iscas apetitosas para atrair incautos para sua causa. quem quiser ir chafurdar na lama com eles que vá, mas eu não entrarei em nenhuma canoa furada desses oficiais que sempre se portaram como nossos inimigos.

    união sim, mas com os praças que merecem nossa confiança, jamais com os oficiais barbonos e evaristos que na verdade nos odeiam (passeiem nos blogs de maj wanderby, cel. paúl, cap alexandre, 200 Anos da PMERJ, etc. e vejam as mensagens do ano passado para ver como nos atacaram incessantemente por anos!

    não será por termos inimigos em comum que nos uniremos a víboras que se bobear nos odeiam mais que ao governo.

    façamos o seguinte: tudo o que tiver vinculação ou nome barbonos, evaristos, etc. no meio, estejamos BEM LONGE. com outros policiais militares (de preferência praças), outras entidades (ASSINAP, associação de cabos e soldados, etc.) aí sim faz sentido reforçarmos os pleitos uns dos outros!

    acordem amigos charlies! não vamos fazer papel de otário com isca de barbono que no desespero vai prometer de tudo para nos enfiar na canoa furada deles!

    abram o olho que as promessas deles são piores que as de político em campanha e se eles passam a perna nos praças a toda hora (perguntem o que foram os 155% por exemplo), imaginem o que não fariam conosco!

    releiam a mensagem do Ricardo acima para entenderem o que está acontecendo!

  • Luiz Alexandre comentou:

    “união sim, mas com os praças que merecem nossa confiança, jamais com os oficiais barbonos e evaristos que na verdade nos odeiam (passeiem nos blogs de maj wanderby, cel. paúl, cap alexandre, 200 Anos da PMERJ, etc. e vejam as mensagens do ano passado para ver como nos atacaram incessantemente por anos!”

    Gostaria que você procurasse onde eu escrevi atacando ou indo contra qualquer manifestação da tiragem. Não ia ficar pedindo aumento ou defendendo, como vocês também não ficam. Ou estou mentindo??

    Apontei os erros da minha Corporação muito mais vezes do que simplesmente toquei no nome da sua. Aliás, se repararem bem, existem tópicos elogiando operações de vocês.

    Se qualquer policial civil daqui foi em uma das nossas manifestações – e parece que não foi – deveria saber que eu – não foi ninguém, fui EU – falei nas 3, do alto do carro de som, que apoiávamos TODAS AS MANIFESTAÇÕES SALARIAIS DE VOCÊS.

    Infelizmente, ninguém aqui vai confirmar, porque não havia nenhum de vocês lá. Procurem então na Secretaria de Segurança as gravações. Ou melhor, eu mesmo as tenho e postarei no meu Blog.

    Aliás, nunca falamos também que a tiragem ganhava bem ou que queríamos o salário de vocês, porque sei que vocês e nós estamos na merda juntos. A equiparação nunca foi em relação ao salário de vocês (tiragem), ou igualar funções, que não podem ser igualadas, mas somente do Delegado de 1a e do Coronel, que então faríamos o nosso escalonamento interno. Muitos de vocês já sabem disso, pois expliquei milihares de vezes no Blog, no Orkut (não só da PMERJ), na manifestação, etc.

    Essa nota foi muito providencial do SIMPOL, já que veio em um momento que EU procurei vocês. E já havia procurado ano passado, mas não tinha conseguido falar.

    Estranhamente essa nota joga os PM’s contra os PC’s bem na hora que EU e mais diversos PM’s procuramos união. Agora se vocês não acham que esse caso já saiu da esfera da PMERJ e da PCERJ e está nas mãos do Governador em pessoa, utilizando de todos os meios para nos abafar e afastar, vocês estão cegos… Estão tentando dizer até que nossas manifestações não são salarias, mas sim para mantermos cargos. QUE RAIO DE CARGOS EU TENHO??? EU QUERO É SALÁRIO!!

    Vejo alguns aqui dizerem que estamos tentando dar o abraço do afogado em vocês. Que como não temos perspectivas, queremos a união. Que estamos desesperados. E vocês também não estão?

    Será que estamos melhores ou piores que vocês?? Estamos todos juntos na MESMA MERDA! E essa merda vem de anos e cada um fica dizendo que é melhor (ou pior) que o outro.

    Claro que sei que existem muitas pessoas – aí e aqui -que não conseguem ver que nossa única saída é a união e preferem se atacar. Preferem dizer que um é melhor ou merece mais o aumento que o outro, enquanto um Inspetor com 14 anos de polícia ganha 2000 reais e eu com 11 anos de PM ganho 2500. E com isso sabe o que vamos receber? Mais 4%!!

    Ou vocês acham que ele hoje daria um aumento diferenciado (maior) para a PCERJ do que para a PMERJ, com tanta briga nos bastidores, podendo fazer com que a PM se indignasse ainda mais?

    Como a imprensa do Rio nos ataca hoje, atacaram vocês quando fizeram a manifestação pública. E irão atacar ambos sempre, porque o compromisso deles não é com a Segurança ou conosco, mas com o Governo e em vender jornais.

    Como falou um companheiro aí em cima, até no DF a PM e a PC brigam, mesmo tendo os melhores salários do Brasil. Esse é um dos motivos que elas (polícias) não se juntarão nunca, porque é só o Governo insultar uma para ter a outra na mão.

    Espero que consigamos mudar pensamentos, juntar idéias e unir forças, porque a cisão só beneficia alguns, o Governo e os Cardeais da PMERJ e da PCERJ.

    Se quiserem, vários aqui estão dispostos. E para o Governo não seria mais “quem está para negociar aí, PM ou PC?”. Seria: “a Polícia Estadual está aí para negociar Governador, junta por um mesmo pedido”. Aí queria ver ele não atender.

    Mas do contrário também podemos ficar brigando, discutindo quem é a melhor ou pior, rivalizando os piores salários e vendo gente enriquecer enquanto passamos fome. Aí daqui há 10 ou 20 anos talvez percebamos o quão errados nós estávamos.

    Obrigado e desculpem me intrometer no espaço de vocês. Quem quiser falar comigo use o e-mail acima.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Aliás, esqueci de dizer, a ASSINAP e outras nunca fizeram NADA por nós (pergunte a qualquer praça ou oficial que vocês confiem), acham mesmo que farão por vocês???

  • pepe comentou:

    Muito bem dito, Luiz.
    Os colegas não conseguem enxergar um palmo adiante de seus narizes que o momento é de sairmos às ruas e exigirmos juntos – PM, PC, Saúde, Educação etc – salários melhores. Melhores não, salários realistas, dignos. Ficam se apegando a coisas ditas no passado, a fofocas, intrigas, tricas e futricas. Não conseguem ver, ou não querem, que as coisas mudam e mudaram. Que vcs oficiais – não todos, mas muitos, já se aperceberam que erraram na estratégia e que agora pleiteam por aumento. sem vínculo à PC.
    Mas eles, esses PCs, ingênuos, ou muito desconfiados, acham que se ficarem quietinhose rezando para que vcs nada consigam e se fodam, estarão agradando ao governo que do alto de sua arrogância chegará à conclusão que nós, os civis somos bonzinhos. Não fizeram greve. Não se manifestaram. Então vou dar aumento para eles.
    Tais colegas carregam tanta mágoa dentro de si, tanto ódio, que preferem abrir mão de uma manifestação maciça de funcionários públicos que tem um poder de pressão muito maior.
    Eles têm o 3º grau!
    Eles odeiam os coronéis!
    Eles estão acima pois são policiais civis!
    Quanta arrogância!
    Na vez de eles se manifestarem, e os 20 ou 30 participantes nada conseguirem, verão a chance que desperdiçaram.
    Ninguém da civil vai carregar faixas do tipo ” A PC EXIGE QUE CORONÉIS GANHEM IGUAL A DELEGADOS” NÃÃÃOOO!!!
    Participaremos da mesma passeata exigindo do governador dignidade e reajuste salarial para todos.
    E mais: ninguém deveter ódio de alguém porque este luta por uma vida melhor. É direito de quem quer que seja pleitear ganhar igual a esse ou aquele funcionário. Se vcs sabem que isso NUNCA ocorrerá, que eles NUNCA vão ganhar como delegados, que a PM NUNCA vai abraçar os procedimentos da lei 9099, pq tanta preocupação?
    Aliás, companheiros, leia a última matéria no site do SINPOL. Lá o Bandeira diz que mais uma vez o secretário Sergio Ruy empurrou com a barriga a conversa sobre reajuste. Lá, também, consta que o Chefe de Polícia teria dito que pensássemos em outra gratificação e esquecêssemos a GEAT. Sabe por que? Porque os COLEGAS INVESTIGADORES embarreiraram, alegando que iriam sofrer perdas e recorrerão à justiça…
    Pois é. E aí?
    Fora INVESTIGADORES DA PC?
    Afinal alguns deles estão ganhando mais do que Inspetores.
    Vamos ficar de mal?
    Fazer beicinho?
    Isso, amigos, chama-se DEMOCRACIA!
    Reinaldo,33ª DP

  • SD PMERJ comentou:

    A verdade é uma só. Se a tiragem atacar os oficiais ou os oficiais atacarem os Delegados, continuaremos com essa “picuinha” interminável. Respeito muito o Cap Luiz Alexandre, mas infelizmente na minha opinião, ele peca em atacar a PCERJ, mesmo que na figura dos Delegados.

    Do mesmo jeito que se o Sérgio, do post acima, começar a atacar os oficiais, ele infelizmente acabará atacando a PMERJ inteira. Do mesmo jeito que se eu começar a falar dos Delegados, infelizmente em algum ponto, acabarei atacando a PCERJ.

    Deixe que eles (Delegados e Oficiais[principalmente comandantes]) falem mal um do outro. Se nós que somos a maioria (praças e tiragem) não entrarmos nisso(PMERJxPCERJ), com ctz todos sairemos ganhando. Foi como havia falado antes. Na hora do chopp, na mesa, estou lá com Sd, Sgt, investigadores, inspetores… E lá não temos essas picuinhas não.

    Podemos falar mal dos oficiais, com ctz! Alguns chegam a tratar um SD, pai de família, como uma criança. Ridículo! Como também estava conversando com um colega da PCERJ, que não tira férias há 3 anos, senão vão tirar ele da DP legal de onde está e mandar para a capital…

    Bom… parece que novamente que estamos no mesmo barco… e furado!

  • Luiz Alexandre comentou:

    O ataque aos Delegados, na verdade, não são na figura da PCERJ, mas nos únicos funcionários da Segurança Pública que estão ganhando bem e não estão nem aí para nós, que não estamos. Ou é mentira isso??

    Não serei hipócrita. Provavelmente se fosse Delegado também não estaria nem aí, mas não faria por vaidade campanha salarial CONTRA a PMERJ.

    O grande medo dos Delegados é a vaidade da imagem de Autoridade Policial. Perderem essa exclusividade!! Eu quero mais é que se dane isso. Eu quero é ganhar bem e nunca pedi para ser Autoridade Policial nenhuma. Mas não acho justo um Delegado ser o único a receber bem e todos os outros passando fome.

    Meu amigo Soldado. Se vocês conseguirem essa união sozinhos (tiragem e praças) e arrumarem um bom aumento (minha proposta é 100%) pra todos nós, saiba que eu agradecerei e apoiarei eternamente.

    Afinal, eu estou queimado na PMERJ até o ano 2100 mesmo… Seria bom que eu sumiria um pouco… risos.

    Obrigado Reinaldo. Você é um cara altamente coerente.

    Abraços.

  • Roger comentou:

    Em São Paulo a PM e a PC tem os salários exatamente iguais. Pelo menos entre os praças e o baixo clero do PC (investigadores e escrivães), aos quais somente são exigido o segundo grau para o concurso de ingresso. No mundo inteiro a polícia investigativa ganha mais do que a ostensiva, e é hierarquicamente inferior nos quadros funcionais.

    Ter duas polícias disputando força e poder político como temos hoje no Brasil só dá mais espaço para a criminalidade.

  • Alexandre de Sousa comentou:

    Sou a favor do pleito salarial conjunto. PM e PC, 100% de aumento. Zé fini.

    Juntos somos fortes.

  • Policia Virtual comentou:

    Diga sim ao pleito salarial!

  • Renato 21 DP comentou:

    Pessoal, não dá para confiar. Olhem só o que disse o Cap. Alexandre:

    “O ataque aos Delegados, na verdade, não são na figura da PCERJ, mas nos únicos funcionários da Segurança Pública que estão ganhando bem e não estão nem aí para nós, que não estamos. Ou é mentira isso??”

    1) Um ataque contra o topo de carreira não o é contra a PCERJ? Ahahaha, conta outra! Engraçado: será que se nós charlies atacássemos os Coronéis ele ainda pensaria assim? Não vale vir aqui agora dizer que sim. eu queria era ver na prática.

    Outra coisa: quem te disse que delegado “ganha muito bem”? Em minha DP o delegado com quem trabalho é ralador para caramba e veste a camisa da PCERJ (apesar de vocês quererem fingir que isso não exista entre eles). Já cansei de ver o contracheque dele e não dá nem R$5.000,00 líquidos. Ok, para quem ganha menos de R$ 2.000,00 poderia parecer muito, mas ele é extremamente qualificado (acabará passando para outro concurso) e carreiras de concurso de nível superior como a dele estão todas ganhando muito mais. Ele mesmo reclama que quando havia entrado no concurso ganhava mais que um defensor público (que tem a mesma formação e faz um concurso menos concorrido e difícil), mas que hoje ganha menos de um terço do que o mesmo defensor. Assim sendo, também não acho que eles delegados ganhem bem, nem que ganhem o justo por suas responsabilidades, atribuições e conhecimento, não concordando em hipótese alguma com sua colocação. O senhor parece querer é PLANTAR DISCÓRDIA EM NOSSA CASA, nos moldes da que existe entre praças e oficiais na sua. Me desculpe mas não será atacando meu chefe, a quem sou leal sim, que o senhor me convencerá de nada ! Não vou cair na sua tentativa de DIVIDIR.

    Continuando a análise da sua postagem:

    “Não serei hipócrita. Provavelmente se fosse Delegado também não estaria nem aí, mas não faria por vaidade campanha salarial CONTRA a PMERJ.”

    Não estaria nem aí? Talvez essa sua forma de pensar justifique a raiva que muitos praças têm dos oficiais…

    Continuando:

    “O grande medo dos Delegados é a vaidade da imagem de Autoridade Policial. Perderem essa exclusividade!! Eu quero mais é que se dane isso.”

    É mesmo? Eu penso diferente: penso que eles se preocupam em proteger as atribuições da PCERJ das tentativas de usurpação por outras instituições que desejam nos apequenar!

    Gostaria de saber agora:

    1) O que o senhor pensa dos Comissários de Polícia? Considera justo que eles , com nível superior e uma vida dedicada à atividade policial ficassem abaixo de segundos tenentes e até aspirantes, como colocaram desde sua primeira proposta? Eu não penso que Comissários de Polícia tenham formação inferior à dos Coronéis da PM, logo considero qualquer assunto de equiparação entre polícias um barril de pólvora.

    2) O que o senhor diz do fato de a Dra. Jéssica, delegada de polícia, ter RECUSADO o aumento deles até que o governo chegasse a um acordo com os inspetores também, sob a alegação de que nós estávamos em situação ainda mais precária que a deles? Por que insiste tanto então em difamar os delegados? Dividir para governar? Ainda almejam o espaço deles?

    Sr. Cap. Alexandre, nós não somos tolos. Da forma como o senhor vem se colocando (e ainda não conseguiu disfarçar a vontade de conspirar contra os delegados), suas propostas realmente acabam parecendo uma ISCA. A divisão que o senhor quer criar não impera hoje na PCERJ e não aceitaremos um abraço de afogado nesses moldes, tentando dividir nossa casa.

  • Bradock comentou:

    REINALDO DA 33ª, PIMBA, NA MOSCA, É ISTO AÍ, É COMO AQUELE VELHO DITADO “A UNIÃO DO REBANHO FAZ O LOBO IR DORMIR COM FOME!!!!” Um forte abraço aos guerreiro e boa sorte, que vocês conquistem um sálario “DIGNO”.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Inicialmente Renato. Quem dera eu ganhasse 5 mil reais. Eu ganho 2500 reais e vi o contra-cheque de um inspetor com 14 anos que ganha 2 mil.

    Qualificação por qualificação a maioria de nós temos. Eu tenho, esse Inspetor tem e creio que vc também. Além de tudo eu trabalho todo o dia (seg/sex), enquanto um Delegado trabalha em uma escala de 24 x72.

    Acho injusto e repito só uma classe na polícia ganhar bem. Se você não acha que eles ganham bem, eu e os outros somos miseráveis então…
    Sobre eles não lutarem juntos com vocês por melhorias salariais, isso sempre ouvi daí. Se for mentira, que me desculpem, porque estou repetindo o que sempre ouvi de policiais civis.

    Pelo o que eu ouvi, me corrijam se estou errado, não existem Comissários de Polícia, mas a Classe Comissário. Não sei suas atribuições e não poderia julgar seus salários. Além disso, acho que você está enganado, porque nunca fizemos tabela nenhuma comparativa de valores entre PC’s e PM’s. A equiparação só visava os topos de cada polícia. Depois nós tínhamos nosso próprio escalonamento. Veja em vários Blogs na Internet e confirme isso se acha que estou mentindo.

    Como uma vez disse para um Delegado, fiz prova para ser Oficial PM e o meu trabalho eu faço bem. Não quero e nunca quis ser Delegado. Infelizmente, com os salários que eles recebem, acabarei tentando ser. Sobre a Dra. Jéssica não conheço, mas pelas informações que tive é uma pessoa séria e comprometida. Existem pessoas boas e ruins (poucas) aqui e aí, meu amigo. Ela ouvi dizer que é uma das boas…

    Por último, não quero divisão nenhuma na PCERJ, até porque não sou daí. Minha proposta é de 100% para todos, incluindo Delegados e Coronéis. Aí eu quero ver o Governador enfrentar todos juntos…

    Novamente repito, se vocês estão pensando que ele olhará a PM e a PC, fará uma comparação e dará um puta aumento salarial pra vocês e um merda pra nós, saiba que isso nunca vai acontecer. Ele criaria um problema tremendo com o lado de cá.

    Aliás, foi exatamente ano passado o que eu ouvi de muitos, quando vocês se manifestavam e éramos nós que ficávamos quietinhos. Falavam o mesmo que vocês estão pensando agora… E sabe o que ganhamos?? 4%!! Tá todo mundo no mesmo barco, amigo. E ele está afundando, ou melhor, afundado.

    Sei que aí, como aqui, muitos são contra. Mas pensem… É muito fácil para o Governo nos enfraquecer. É só ele ir no jornal falar mal de uma polícia que a outra o apóia. Quando a outra incomodar ele faz o mesmo, mas ao contrário. E nós vamos nos f. todos juntos, brigando e achando que está tudo ótimo.

    Avaliem e pensem. Se não acharem válida a união, tudo bem. Será a maior chance que perderemos na história das polícias. Daqui há alguns anos, com os nossos 10 ou 20% de aumento, entenderemos todos esse erro.

    Abraços.

  • Bradock comentou:

    Amigos a Luta de vocês é justíssima, não é hora de dividir, e sim de somar ou multiplicar, nós ainda não sabemos a força que temos, não precisa radicalizar e sim fazer cumprir a lei que logo logo alguém ficará incomodado e pedirá ao Governo para que reveja seus conceitos . Boa sorte a todos os Guerreiros. Um forte abraço.

  • Eduardo/RJ comentou:

    Nossa, ganhamos em quantidade e qualidade de comentários. Ficou até difícil replicar hehe

    Uma coisa que eu prego neste blog desde o início é a harmonia entre policiais civis e militares. Quem trabalha nas ruas e DPs distritais, no dia a dia, sabe que os casos de “disputas” são isolados, e a solidariedade entre todos é que nos mantém vivos e de alguma forma, mesmo que precariamente, faz a segurança pública não ser pior (sempre pode ser pior, apesar de parecer impossível hoje).

    Claro, os movimentos e teorias que buscam objetivos outros que não os salariais são sumariamente ignorados. Poderia contestá-los, mas daí a polêmica e críticas destrutiva e acusações, tomariam conta dos comentários. Por isso evito este caminho.

    Sempre afirmei e reafirmo: independente de cada um ter sua própria teoria de como seria a Polícia ideal, a realidade é quem manda, então encaremos. Propor mudanças, sim, mas enquanto não houverem, estamos aí, morrendo e carregando pesados fardos, enquanto um monte de “gente” enriquece às custas de todos. Esses sim são os inimigos, esses devem cair.

    Abraços a todos.

  • PC Sérgio comentou:

    Capitão, o senhor disse:

    “Qualificação por qualificação a maioria de nós temos. Eu tenho, esse Inspetor tem e creio que vc também. Além de tudo eu trabalho todo o dia (seg/sex), enquanto um Delegado trabalha em uma escala de 24 x72.”

    Esclareço então que, assim como nós agentes trabalhamos em escala 24X72 ou diariamente como o senhor, dependendo apenas de estarmos no G.I. ou no G.I.C., o mesmo acontece com um delegado, dependendo dele ser adjunto (plantonista) ou assistente ou titular (trabalham em expediente). Logo sua colocação não procede. Ademais, o esgotamento de um plantão é terrível (já trabalhei muito tempo como plantonista e não vejo nenhuma vantagem sobre trabalhar em escala, tanto que a maioria quer fugir do plantão). De quebra, os delegados, que deveriam ser 1200 para suprir as necessidades das DPs, são apenas 400 ao todo, menos de 300 nas DPs, então é comum o cara trabalhar em uma DP respondendo por outras três ao mesmo tempo, o que aumenta a sobrecarga deles. Vejo que o senhor conhece pouco da rotina de trabalho dos delegados.

    “Acho injusto e repito só uma classe na polícia ganhar bem. Se você não acha que eles ganham bem, eu e os outros somos miseráveis então…”

    Descobriu a pólvora: somos MISERÁVEIS mesmo. Não vejo nenhuma injustiça no delegado ser a carreira mais bem remunerada dentre todas as carreiras do universo policial, assim como o senhor não deve ver injustiça no coronel ganhar mais que um major. Ainda assim continuo achando que delegados são sim muito mal remunerados pelo que fazem, ainda mais se comparados com as demais carreiras jurídicas. O fato de nós sermos remunerados de forma ULTRAJANTE não muda essa verdade. Seria como um mendigo da sarjeta chamar o favelado de rico ou milionário porque este tem um barraco de papelão!

    “Sobre eles não lutarem juntos com vocês por melhorias salariais, isso sempre ouvi daí. Se for mentira, que me desculpem, porque estou repetindo o que sempre ouvi de policiais civis.”

    Muita coisa tem mudado aqui sobretudo com os delegados mais novos. Inclusive da parte de nós agentes que entendemos que também precisamos nos mexer e correr atrás e não ficar apenas esperando que as coisas caiam dos céus ou pelas mãos dos delegados. Acho que aí a coisa não é muito diferente com relação aos praças que reclamam que coronéis nada fazem por eles (e ainda reclamam de maus tratos e humilhações nos quartéis, coisa que não costumo ver colegas charlies reclamarem da parte dos delegados)…

    “Pelo o que eu ouvi, me corrijam se estou errado, não existem Comissários de Polícia, mas a Classe Comissário. Não sei suas atribuições e não poderia julgar seus salários. Além disso, acho que você está enganado, porque nunca fizemos tabela nenhuma comparativa de valores entre PC’s e PM’s.”

    Acho que o senhor está fugindo do assunto… Acha ou não injusto um Comissário ganhar menos que um aspirante?

    “A equiparação só visava os topos de cada polícia. Depois nós tínhamos nosso próprio escalonamento. Veja em vários Blogs na Internet e confirme isso se acha que estou mentindo.”

    Vocês nem sabem direito, nem entendem quanto ganha um delegado! Leram em uma planilha louca da ADEPOL 12.000,00 e ficaram fantasiando com isso. Só não se deram ao trabalho de ler que o salário, já somadas todas as gratificações e penduricalhos chegava a R$7.300,00 e daí, só somados fictíceos 60% de triênio (o que corresponderia a mais de 33 anos de trabalho) daria naquele resultado. Acontece que triênio, pecúnia e gratificação faroeste (os dois últimos não mais existentes), por serem vantagens pessoais, têm sua comunicação vedada e jamais poderiam ser usados para fins de equiparação. Não se pode comunicar a outrem os anos trabalhados de uma pessoa! Desse jeito vocês equiparariam o coronel a R$7.300,00 brutos e nenhum centavo a mais.

    “Como uma vez disse para um Delegado, fiz prova para ser Oficial PM e o meu trabalho eu faço bem. Não quero e nunca quis ser Delegado. Infelizmente, com os salários que eles recebem, acabarei tentando ser. ”

    Se tentar será ótimo pois talvez dará mais valor a eles, diferentemente de alguns colegas seus como o Maj Wanderby, que diz que eles fazem um “concursinho fácil” após terem cursado uma faculdade de esquina. Fácil? Eu venho tentando há oito anos… O último teve mais de 12.000 candidatos e só chamaram para a terceira fase (Acadepol) 50 candidatos. Já fui muito mais adiante no concurso da defensoria do que no de delegado, e acho o primeiro muito mais fácil! Talvez as dificuldades do concurso mudem um pouco sua visão…

    “Sobre a Dra. Jéssica não conheço, mas pelas informações que tive é uma pessoa séria e comprometida. Existem pessoas boas e ruins (poucas) aqui e aí, meu amigo. Ela ouvi dizer que é uma das boas…”

    Enfim um consenso.

    “Por último, não quero divisão nenhuma na PCERJ, até porque não sou daí. Minha proposta é de 100% para todos, incluindo Delegados e Coronéis. Aí eu quero ver o Governador enfrentar todos juntos…”

    Essa proposta é boa e inteligente. Se tivesse sido levantada lá no passado, nada do que vem acontecendo atualmente teria ocorrido. Não haveria cisão, estaríamos juntos e o governo apavorado, isso se já não tivesse cedido.

    Mas será que dá para recuperar a credibilidade dentro da PCERJ depois de declarações como as que listo agora:

    1) notícia quentinha no Estado de São Paulo:

    (…) Paul defendeu a equiparação salarial da PM com a Polícia Civil. “Delegados ganham muito bem e os coronéis ganham muito mal”, afirmou.

    Nota minha: a diferença atual entre o salário de um Coronel-PM e um Delegado de Primeira não excede nem R$2.000,00.

    2) “Madeira de Lei, Não Quero Esmola, Quero Ganhar Mal Como Eles e Agradecimentos (…) Se a PCERJ ganha mal, entrando inclusive em greve para reivindicar reajustes, só estamos lutando para ganharmos mal que nem eles ganham.” (Blog do Cap. Luiz Alexandre, 13.07.2007)

    3) “Queremos apenas ganhar tão mal (ou, quiçá, bem) quanto nossos “irmãos d’armas”.” (Blog do Maj. Wanderby, 29.07.2007)

    Declarações como estas, que ouvimos durante anos e continuamos a ouvir prejudicam nosso pleito, dão à população uma sensação equivocada de que nós charlies não precisamos de aumento, que por aqui as coisas estão boas. Será que os senhores NUNCA atentaram para isso?

    “Novamente repito, se vocês estão pensando que ele olhará a PM e a PC, fará uma comparação e dará um puta aumento salarial pra vocês e um merda pra nós, saiba que isso nunca vai acontecer. Ele criaria um problema tremendo com o lado de cá.”

    Concordo, mas os senhores também não pensaram no problema que criaria do lado de cá se o governaodor congelasse nossos salários nos negando reajustes para equiparar aos seus… Ou eram ingênuos a ponto de acreditar que o governador equipararia a todos e ainda nos daria um aumento a ser extendido aos senhores pela equiparação?

    “Aliás, foi exatamente ano passado o que eu ouvi de muitos, quando vocês se manifestavam e éramos nós que ficávamos quietinhos. Falavam o mesmo que vocês estão pensando agora… E sabe o que ganhamos?? 4%!! Tá todo mundo no mesmo barco, amigo. E ele está afundando, ou melhor, afundado.”

    Quem disse que estamos ou ficaremos quietinhos? Apenas não desejamos vincular qualquer manifestação nossa (que certamente virá em breve se não nos derem ouvidos) ao movimento de barbonos e evaristos, em quem não confiamos, pois SEMPRE nos trataram como inimigos. Entenda bem: não temos nenhum problema contra a Polícia Militar, mas sim com barbonos e evaristos.

    “Sei que aí, como aqui, muitos são contra. Mas pensem… É muito fácil para o Governo nos enfraquecer. É só ele ir no jornal falar mal de uma polícia que a outra o apóia. Quando a outra incomodar ele faz o mesmo, mas ao contrário. E nós vamos nos f. todos juntos, brigando e achando que está tudo ótimo.”

    É verdade e realmente lastimável. Passamos por isso quando paramos no ano passado. Não faltaram evaristos e barbonos falando mal (seu colega maj. Wanderby mesmo dizia que “ninguém sentiria/perceberia nossa paralisação”). Aliás nem precisamos parar para que tais indivíduos falem mal de nós. É só dar um passeio no blog do seu amigo maj. Wanderby para que sintamos náuseas. Ele criou blogs APENAS com a ESTRITA FINALIDADE de nos atacar (sob aplausos do seu mentor Cel. Paúl). Nem fatos positivos como a DEAT estar fazendo registros em hotéis para turistas ou a bela operação da DRFA na favela Dona Marta escaparam de seus contínuos ataques (em um caso ele disse que a PCERJ estava privilegiando os ricos e no outro que a DRFA tinha que estar correndo atrás do roubo de carros e não de traficantes!). Em suma: por mais absurdo que seja o argumento encontrado, seu colega insistiu em manter um clima de guerra e incessantes ataques à PCERJ por mais de anos, GRATUITAMENTE ! O pior é que tais ataques não se limitam ao sr. Wanderby. Se analisarmos a “blogosfera policial” veremos inúmeros blogs de oficiais da PMERJ voltados ao ataque institucional à PCERJ. Não me desafie a provar o que digo, que passaria dias inteiros postando agressões gratuitas aqui sem parar. Já eu posso desafiar o sr a postar um só blog da PCERJ que tenha como foco ataques institucionais à PMERJ ! Isso não acontece no nosso meio. Dessa forma, não que eu discorde que tal desunião prejudique a ambos, mas penso que o senhor deveria começar a pensar em revertê-la pelos seus colegas oficiais, alguns deles bem próximos como o Maj. Wanderby, que até nosso Chefe de Polícia já colocou com a foto “de cabeça para baixo” em seu blog.

    “Avaliem e pensem. Se não acharem válida a união, tudo bem. Será a maior chance que perderemos na história das polícias. Daqui há alguns anos, com os nossos 10 ou 20% de aumento, entenderemos todos esse erro.”

    A união sempre será válida, mas será MUITO DIFÍCIL com barbonos e evaristos à frente dela, pois tal grupo se tornou persona non grata na PCERJ e teremos muita dificuldade em digeri-los. Me desculpe pela franqueza. Sonho com uma passeata com PMERJ e PCERJ juntas e com objetivos comuns, faríamos qualquer adversário tremer nas bases, mas não vejo mais como viabilizá-la com barbonos e evaristos no meio.

    Sei que posso parecer antipático, mas isso é reflexo de anos vendo minha casa, meus chefes, minha instituição, meus colegas, minha carreira sendo diuturnamente agredida e ofendida pela ira incontida desses dois grupos que só promoveram discórdia e desunião.

  • PCERJ/Inspetor comentou:

    Inicialmente, informo que sou Inspetor de Polícia da PCERJ e que gostaria de expor minha opinião pessoal, sem qualquer tipo de desrespeito as Instituições;
    Quanto a “crise” que atualmente a PMERJ passa, acredito que a causa seja a cúpula dirigente da Instituição, como acontece com a PCERJ;
    Chega desse debate sobre polícia civil e polícia militar;
    Chegou a hora de se implantar no Brasil uma polícia única, estadual, para o policiamento ostensivo e repressivo;
    Qual o policial que efetivamente trabalha dentro de sua atribuição (PM – policiando e PC – investigando) que não sente a “falta” do outro;
    O que se vê são Oiciais da PM querendo quanhar igual a Delegado, enquanto que as citadas Autoridades querem quanhar igual a Promotor;
    Com todo o respeito, e acho que os policiais militares o merecem, a estrutura da PM precisa ser revista com a máxima urgência, da mesma forma que a PC;
    É inadmissível que essa corporação tenha a estrutura que possui, com a quantidade de Oficiais que tem, para executar o trabalho que vem executando e pagando o que paga a um Praça;
    Não existe mais lugar para tanto Oficial, inclusive estão espalhados por todos os órgãos da administração pública (Executivo, Legislativo, Ministérito Público e Judiciário), sendo que a atribuição constitucional delegada a PM fica em segundo plano para os Oficiais;
    Qual o motivo de tanto ódio dos Oficiais Superiores com os Delegados?
    Quem verifica o blog do Major Wanderby, pode observar que existe um “ódio” desse Oficial contra os Delegados, pois passa mais tempo criticando as Autoridades do que fazendo uma autocrítima da sua própria Instituição;
    Tenho 50 anos e só vejo Oficial na rua quando “dá merda” e o PM chama a supervisão;
    Qual o motivo dessa briga pelo Termo Circunstanciado, se a PM não consegue nem executar suas atribuições constitucionais;
    A PM, como a PC, precisa de um estudo sério, para implantar uma mova estrutura funcional, voltada para atender o que o legislador constituinte estabeleceu;
    Será que a PM não tem Oficiais demais e Praças de menos? Será que um Delegado pode chegar a classe de 1ª categoria e não mais ser deslocado para o plantão, com apenas quatro anos de “casa”, enquanto que no Plantão Judiciário estão trabalhando Desembargadores, Procuradores de Justiça, Juízes, Promotores e Defensores?
    Acredito que os “Barbonos” não tiveram competência para renvindicar melhorias para a PM. O tempo que levaram e a forma que apresentaram suas “reivindicações”, poderiam ter apresentado ao Governador um estudo sério de uma nova estrutura para a PM, mais “magra” e “leve”, voltada exclusivamente para atender suas atribuições constitucionais, sem qualquer corporativismo, e não como se observa hoje, onde são criados diversos cargos para se alocar um sem número de Oficiais, fora os que são “cedidos” ou “adidos” (vide SMTU, Detran, Guarda Municipal, CET/Rio, GAP/MP, PCERJ, Prefeituras e etc, pois não haveria espaço suficiente nesse local para listar todos). Na PCERJ, assistimos um sem número de concurso para Delegado, ser criada as Centrais de Flagrantes e um grande número de Delegados de Polícia de 1ª classe “batendo cabeça”, pois não podem ser lotados no plantão das Delegacias;
    As Delegacias Legais, com melhor estrutura física para o trabalho policial, implantou uma nova “regra” para o trabalho policial de investigação, onde a maioria exerce sua função no plantão de 24×72 horas (região metropolitana) e a minoria efetivamente trabalha os procedimentos de polícia judiciária. São viaturas caracterizadas, policiais encaminhando presos, várias “Especializadas” invadindo favelas ao invés de investigar sua “especialidade”, policiais convocados na sua 2ª folga para “reforço” de carnaval, sem o correspondente pagamento de horas extras e sem a devida necessidade (é só verificar o número de ocorrências no período de carnaval e nos dias normais) e etc.
    Ou seja, a administração superior da PM e da PC, há vários governos, sempre brigou para questões que não dizem respeito a atribuição constitucional de cada Instituição, deixando em segundo plano o que efetivamente deveria cobrar dos governates, ou seja, melhor qualificação profissional, melhores condições de trabalho, investir no aprendizado do servidor policial e uma remuneração justa para um profissional com essas qualificações.
    Um abraço a todos.

  • Andre L. Soares comentou:

    Penso que, no caso específico das políticas civil e militar, quando a questão é salário, não importa tanto ter ou não curso superior. Afinal, independente do diploma, o fato é que ambos correm muitos riscos e, hoje, elevar os salários da PM é fator preponderante para se poder combater a corrupção dentro da instituição.

  • gustavo medeiros comentou:

    Eduardo,

    Já não passou da hora de você sugerir ao Jorge Antônio Barros, do “Repórter de Crime”, blog do jornal O Globo, a inclusão desse blog nos links dele?

    =====================================

    André L. Soares,

    Concordo com o seu argumento quando ele diz respeito ao fato de policiais militares não poderem ganhar a ESMOLA que recebem, para correr tantos riscos e tanto stress. Eles devem ganhar MUITO MAIS do que a vergonha que hoje lhes pagam.

    Não concordo, entretanto, que os riscos equiparados por si só autorizem uma equiparação salarial entre PC e PM sem levar em conta o grau de instrução, porque daí todos nós teríamos que ganhar MUITO mais que os juízes (que ganham umas vinte e poucas vezes nosso salário) que correm MUITO menos riscos que nós e tem toda uma infraestrutura para protegê-los.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Senhores… Caros Sérgio e Inspetor/PCERJ.

    Vocês já perceberam que o foco saiu novamente da questão salarial??

    Poderíamos ficar horas aqui apontando os erros uns dos outros, que sabemos que são muitos.

    Infelizmente, as nossas histórias institucionais, não está nos permitindo perceber que salário não tem nada haver com ideologias policiais. Eu não convencerei vocês sobre essas ideologias e nem vocês me convencerão.

    Poderia ficar rebatendo tópico por tópico, postado pelos senhores aqui, e chegaríamos sabe onde? Em lugar nenhum… Só mais discórdia e mais rivalidade!!

    A união que eu propus, idéia minha sim, foi para fazermos reivindicações salarias. Somente salariais.

    Não iremos discutir política, polícia, vida particular um do outro, se a minha polícia é mais feia que a sua, qual a novela que mais gosta e etc.

    Será que não conseguem ver que o Governo fica desesperado em uma possível união das polícias reivindicando salários? Será que não acham que tenham arapongas observando TODOS os Blogs policiais analisando os rumos que tomaremos?

    Senhores da PCERJ, se um dia chegarmos juntos, fazendo um pedido salarial único para o Governo, sem lhes dar chance de negociações individuais, tenho certeza que conseguiremos TUDO.

    Enquanto esse briguinha do “melhor sou eu” e “eu mereço ganhar mais que fulano” continuar, ficaremos mais vários governos na mesma (merda). Provas disso??? É só olhar para trás e vermos como agimos e como sempre fomos tratados pelos Governadores.

    Ou alguém consegue se lembrar de um aumento decente dado nos últimos 20 anos????

    Obrigado

  • SD PMERJ comentou:

    Acho que todos perceberam que eu desde o início, sempre quis que todos se juntassem. Até porque, além de amigos, tenho pessoas da minha família na PCERJ.

    Agora vem me falar que um comissário, tem que ganhar mais que um Tenente já é brincadeira… O soldado então deveria ganhar como o que? De repente, como o cara que cata papelão… Vem me falar que inspetor é de nível superior? Até onde sei, o último concurso foi o que meu primo entrou, e pelo que eu saiba, exigiu apenas 2*grau. É nível superior, mas ninguém entrou ainda num concurso desses (até onde sei). Um Tenente é sim nível superior, bacharelado com registro no mec. Entra com 2* grau, e se forma em 3 anos, e lá faz o nível superior.

    Um Sgt da PM fez 7-8 meses de CFSD, 4 meses de CFC e depois mais uns 6 meses de CFS. Então um Sgt se forma em 1 ano e meio… Bom, se for pensar por qualificação, então um inspetor iguala ao tenente, e um investigador (concurso até hj de 2* grau) deveria ganhar menos que um Soldado, ´que também é 2*grau, e se forma em mais tempo…

    Perguntaram aí se um Comissário deveria ganhar menos que um tenente. Bom, se for por mudar de função, um Sub Tenente deveria ganhar mais, pois tira serviço de oficial… Além de fazer os cursos acima, tem que fazer tb o CAS…

    E até onde sei, existe PM como a de SP, que um Coronel, igualou com Delegado de última classe… Existe algum lugar que a carreira de inspetor, igualou com a de um Coronel???

    O charlie acima, afirma que um Delegado ganhava mais que um Defensor e hj ganha menos. Pois é meu caro, antigamente um Cabo da PM tirava mais que um Sgt do EB. Hj em dia o Sgt do EB tira mais que um Sgt da PMERJ. Como vê, a polícia do Rio é que está desvalorizando, e não somente os Del Pol, ou a PCERJ. E quanto a diferença salarial, seriam de R$4000 e não 2mil, o Coronel e o Del Pol 1*classe. Vide a tabela que passei ao amigo Eduardo/RJ.

  • SD PMERJ comentou:

    Não seria melhor acabar com essas comparações? Sempre vai dar problema para um lado… Melhor seria brigarmos juntos por um aumento de 100%. Dane-se se Delegado ganha mais que Coronel, e um Sub Tenente ganha mais que um comissário… Se for igualar, com ctz, algum lado, sai perdendo.

    Quanto a briga pelo poder, ou usurpação de função, sinceramente as 2 instituições estão erradas, e todos sabemos disso. A PCERJ não faz Policiamento Ostensivo? Vide do nosso lado a P/2 fazendo o policiamento investigativo… Isso me incomoda? nem um pouco… isso para mim incomoda aos oficiais superiores e Delegados… Eles querem poder e status, e parece que salário por último. Eu só quero que meu salário seja razoável, e que eu possa trabalhar com um mínimo de condições…

  • Luiz Alexandre comentou:

    Senhores… Novamente entramos no tema de: quem é melhor (ou pior) e eu sou mais que você.

    A proposta que fiz para o companheiro Chao foi um pedido único (das duas polícias) de 100%.

    Esse pedido seria em reunião conjunta, PCERJ/PMERJ, ao Governador e, caso necessário, manifestações conjuntas.

    Segundo o colega acima, a incorporação da GEAT mais o escalonamento daria em torno dos mesmos 100%. E, do nosso lado, a equiparação com os Delegados daria também em torno de 100%. Então, ambos teríamos o que desejamos, mas por forma transversa.

    Vamos discutir essa idéia. Esse é o momento…

  • Alexandre Moraes comentou:

    Grande Eduardo,

    Peço licença ao amigo e colega para estrear aqui, e já dizendo o que penso afirmo que os oficiais continuam com essa tática , segundo eles estratégia, de atacar Delegados e de quebra todos nós, pois ficam falando em elucidação de crimes, sem levar em consideração nossas condições de trabalho, ou seja tacam pedra para cá, e que se dane em quem vai acertar.

    A proposta de 100% defendida pelos oficiais que se encontraram com o Chao e o Ferrari é absurda, pois elevaria o salário de um coronél em demasia aos praças, fazendo aumentar o abismo dentro da corporação, é isso que querem? façam sozinhos, é que penso.

    A nossa proposta é de reescalonamento e dela não nos afastaremos, a dos praças é de 55% e a dos coronéis é de virarem autoridades, já que dizer que alguém que ganhe 7 mil reais é um passa fome, tá ridicularizando a nossa inteligência, isso é um escárnio inadmissível, pra finalizar digo que podemos conversar sempre, mas sem malandragens, porém o que lí em blogs na data de hoje indicam que eles continuam os mesmos, e desta forma serão derrotados, saindo vitoriosos apenas aqueles que posaram como os salvadores da pátria que foram punidos por lutarem pelo coletivo, coisa que nunca foi verdade.

    As portas estão abertas ao diálogo, os ânimos desarmados, façam o mesmo, pelo conversado até agora não foi assim.

    abços a todos.

  • PC Sérgio comentou:

    Prezado Capitão Alexandre,

    Admito que seu discurso é coerente e atraente. Cheguei a repensar algumas coisas e a superar alguns sentimentos negativos que tinha por conta das muitas agressões que, no passado, seu grupo direcionou gratuitamente à minha instituição.

    Hoje, talvez até com outra filosofia, passeava pela “blogosfera policial” e eis que me deparo com a postagem abaixo, colocada hoje mesmo no blog 200 Anos da PMERJ (cujo nome mais adequado talvez fosse 200 Anos de Ataques à PCERJ) do seu colega Maj. Wanderby (ela continua lá para quem quiser ler):

    “Tuesday, February 05, 2008
    PROJETO 200 ANOS (238) – VÁ EMBORA DELEGADO BELTRAME MAS ANTES DE IR, ESCLAREÇA UM PONTO:

    QUANTOS DOS RESPONSÁVEIS DIRETOS PELAS 586 CRUZES FINCADAS NA PRAIA FORAM DESCOBERTOS?

    QUAL É A TAXA DE ELUCIDAÇÃO DE HOMICÍDIOS DOS SEUS BEM PAGOS E PROTEGIDOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL?

    RESPONDA DELEGADO BELTRAME; EU SEI QUE VOCÊ RECEBE TAIS DADOS DO INSTITUTO DE SEGURANÇA PÚBLICA (EMBORA NÃO OS PUBLIQUE).

    RESPONDA (OU NÃO) E, POR FAVOR, VÁ EMBORA.

    VOCÊ E SEUS ASSECLAS TÊM FEITO MUITO MAL AO RIO DE JANEIRO.

    E ME RECUSO A ACREDITAR QUE, COMO DIZEM, VOCÊ É O QUE HÁ DE MELHOR NA PF.

    PERSONA NON GRATA

    Posted by Wanderby B. de Medeiros at 3:08 PM 1 comments Links to this post”

    Honestamente fiquei muito decepcionado com o que li.

    Agora eu pergunto: dá para cogitar fazer alianças com pessoas assim? Com indivíduos que nutrem tamanho ódio à PCERJ e sobretudo aos chefes da minha instituição? Com pessoas que mesmo tentando nos convencer a apoiá-los quando enfrentam o momento mais difícil de suas carreiras, ainda assim não resistem a nos atacar e tentar difamar? Com pessoas que pregam a união aqui, mas a desunião quando em seus blogs?

    Note que os delegados sequer emitiram qualquer opinião acerca do que vem acontecendo; nenhum envolvimento tiveram nessa crise entre o Secretário e a PMERJ. Para que então inseri-los nas agressões? Agressões que esse major faz reiteradamente e gratuitamente! Qual é o problema desse major com os delegados e a PCERJ? Algum trauma de infância?

    Não adianta dizer que o major “é só contra os delegados”. Ora, se meu chefe estiver na lama, onde eu irei parar? Que rumo tomará minha instituição? Os senhores com certeza não gostariam de nos ver atacar seus coronéis! Isso daí é sim ataque institucional, ataque diretamente voltado contra a PCERJ, coisa que o tal Maj Wanderby faz no seu blog e no 200Anos há mais de dois anos! Se na PCERJ não existissem delegados, hoje ele estaria atacando os comissários. Essa postura transcende quem aparentemente seriam os únicos agredidos; repito: ela tem cunho institucional.

    Capitão Alexandre, eu gostei das suas idéias, gostei do seu caráter por vir aqui de peito aberto conversar civilizadamente, mas enquanto o senhor faz esse esforço, colegas seus que encabeçam o tal movimento de barbonos e evaristos continuam atacando gratuitamente a Pcerj e babando ódio contra nós, sempre tentando desmerecer nosso trabalho e nos prejudicar de alguma maneira. Assim tem sido não apenas com o Maj. Wanderby, mas também com o Cel. Paul. Como mudar as coisas aqui, se aí seus colegas não parecem nada dispostos a mudar e a acabar com seu tom belicista e rancoroso contra a PCERJ?

    Veja bem: até agora nós da PCERJ ficamos na nossa, nunca vi nenhum de nossos blogs formular qualquer ataque ou tentativa de difamação ou injúria aos senhores ou ao seu movimento! Por que nos eleger como alvo por tanto tempo?

    Eu honestamente cheguei a acreditar que as coisas fossem mudar, mas após essa postagem de hoje do major, que é uma das lideranças desse movimento de barbonos e evaristos, vejo que algumas pessoas nunca mudam. O triste é quando essas pessoas ainda são justamente as que lideram seus grupos!

    Gostaria de ver menos palavra e mais atitudes. Gastamos muitas palavras e, mesmo assim, as atitudes do major, sempre babando ódio contra a PCERJ, ao menos para mim puseram mais uma vez tudo a perder. Não posso ombrear com que sei que me odeia e que não perderá chance de me prejudicar ou causar danos à minha instituição.

    Quem sabe no futuro, já sem lideranças como Cel Paul e Maj Wanderby, aí sim, Capitão Alexandre, possamos eu, o senhor e muitos mais trabalhar como irmãos (assim como acontece com todos que atuam nas ruas e delegacias e não em gabinetes) e enfim vermos ambas as polícias pararem de andar apenas de lado ou para trás. Por enquanto, prevalecendo a filosofia do seu colega maj. Wanderby fica complicado…

  • PC Sérgio comentou:

    Aproveitando o momento para comentar uma GRANDE MENTIRA veiculada pelo maj Wanderby, gostaria de desafiá-lo a postar aqui ou onde desejar a fonte de sua afirmação DIFAMATÓRIA de que o índice de elucidação de homicídios da PCERJ seja de apenas 2% ou algo similar.

    Eu conheço bem a origem desse número, que em nada corresponderia ao índice que o major pretende afirmar, induzindo a todos ao erro em mais um ataque institucional à PCERJ.

    Na falta de dados estatísticos um sociólogo resolveu fazer a seguinte conta:

    1) contabilizou o total de homicídios ocorridos em um período pré-estabelecido;

    2) contabilizou o total de sentenças condenatórias transitadas em julgado por homicídio no mesmo período;

    3) dividiu o segundo item pelo primeiro e afirmou que, de um total de X homicídios, apenas 0,02X resultaram em condenações transitadas em julgado.

    Dá para se chamar esse valor de “índice de resolução de homicídios da PCERJ”, creditando-o tão somente à PCERJ, como deseja o major?

    Essa “pesquisa” aconteceu há muuuuuitos anos atrás.

    Analisemos agora a metodologia, lembrando que, sempre que um homicídio acontece, já terá havido falha na prevenção (PMERJ):

    1) Se um único indivíduo for responsável pela morte de dez pessoas, for preso e condenado com sentença transitada em julgado, para a tal “estatística” teremos 10 homicídios e uma só condenação com trânsito em julgado. Logo 10% de elucidação para esses 10 casos!

    Ah, imaginem, aqui nenhum traficante homicida tem mais do que apenas uma cruz nas costas!

    2) Tal metodologia também está sujeita às falhas do MP e da magistratura.

    3) Um homicídio com excludente de ilicitude ou culpabilidade não resultará em condenação, mas contará como homicídio “não resolvido” para tal estatística.

    4) Um juiz muito bonzinho (antes da pronúncia) ou um júri “piedoso” podem cometer equívocos. Ficarão também na conta da polícia…

    5) Um homicida que morra antes de ter sido condenado não contará como uma condenação, mas sim como mais um homicídio!

    6) Um procedimento cuja apuração tenha começado como homicídio (já contará na estatística como tal), mas que ao fim se averigüe que foi suicídio, morte natural, acidente, etc., já terá sido incluído como homicídio e jamais resultará na tal sentença condenatória transitada em julgado.

    7) Há condenações que não ocorrem por conta da prescrição. Culpa da PCERJ também?

    8) A metodologia sempre envolve uma defasagem, pois trabalhamos com homicídios de hoje, enquanto as condenações transitadas em julgado de hoje se referem a homicídios normalmente praticados há uns cinco anos atrás. Assim sendo, havendo aumento no número de homicídios, ele apenas se refletirá nas condenações daqui há cinco anos.

    9) Autos de resistências (nos quais colegas da PMERJ na maioria das vezes figuram como autores) rarissimamente resultam em condenações, mas são computados como homicídios para os fins estatísticos.

    Ficaria a noite inteira listando motivos pelos quais tal taxa dos 2% é absurda se interpretada como um medidor de eficiência da polícia e não merece qualquer credibilidade, não tendo qualquer valor nesse sentido.

    Acontece que não é com a retidão da metodologia ou sequer com os dados verdadeiros que se preocupa o tal Maj. Wanderby. Ele quer apenas e tão somente BANDEIRAS para ATACAR A PCERJ, denegrir e desgastar nossa imagem. Se forem mentirosas, pouco importa para ele; vale a máxima: “uma mentira repetida cem vezes acaba virando uma verdade”.

    Lamentável.

    Com gente assim à frente deles fica difícil mesmo…

  • PCERJ/Inspetor comentou:

    Caro PC Sérgio,
    Você demonstra uma grande visão do que atualmente acontece com as instituições Polícia Civil e Polícia Militar.
    Penso que o debate nesse espaço deva ser focado a uma nova filosofia de Polícia para o nosso Estado, mesmo sabendo que qualquer alteração na matéria carece de emenda constitucional.
    Devemos, como profissionais de segurança pública, policiais civis e militares, apresentar propostas para uma melhora na atuação das Instituições, principalmente que a sociedade carioca cobra por essas mudanças, pois o atual modelo de gestão e atuação está totalmente ultrapassado, tanto para o policiamento ostensivo (PM) como para o policiamento repressivo (PC).
    Vamos deixar de lado as colocações do Major Wanderby, pois suas opiniões em nada merecem atenção dos servidores policiais civis e militares.
    Quem é esse Oficial?
    Quanto tempo está na PMERJ, onde trabalhou e o que realizou nesse período para a Instituição Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro?
    Com que direito e competência pode avaliar os Delegados de Polícia, da maneira que expôe suas convicções?
    Qual o motivo de somente dirigir seus ataques aos Delegados, como se fossem os culpados pela atual situação da PMERJ?
    Já pensou no resultado que seria obtido se algum PC realizasse uma avaliação da produtividade dos Oficiais Superiores da PMERJ, na gestão de órgão de segurança pública?
    O que esse Major representa no contexto da segurança pública, para achar que tem que ganhar igual a um Delegado de 3ª classe?
    Talvez por ter conciência do que representa ser um Major PM num mundo de informação e investigação, que é o cerne da ação policial, sem perspectiva de poder participar de tal atividade, passe a descarregar toda a sua frustação nos Delegados.
    Acredito até que esse Oficial esteja trilhando por caminho errado, por falta de orientação, mais com certeza necessita de uma avaliação médica.
    Voltando ao assunto, não vejo com bons olhos a colocação de que a Polícia Civil tem que ganhar salário igual ao da Polícia Civil de Brasília ou da Polícia Federal. O salário do policial civil do Estado do Rio de Janeiro deve ser compatível com as atribuições inerentes ao cargo, no contexto que é o Rio de Janeiro. Talvez o salário deva ser maior do que o da PF. Da mesma forma, o policial militar tem que ser remunerado conforme essa mesma análise, independente de quanto ganha um policial civil.
    Acho que os “barbonos” e demais Oficiais Superiores da PMERJ pecaram em não apresentarem um plano de cargos, salários e resultados para a PM.
    Uma Instituição que possui em seus quadros 36.000 servidores, sendo que aproximadamente 8.000 estão cedidos ou adidos em outros órgãos (1/4 da tropa), desviados de suas atribuições para a qual realizam o concurso público, não pode querer que o Governador concorde com seus pleitos.
    Como também o pedido formulado pelo Sindicato da Polícia Civil (SINPOL) ao chefe do Executivo não merece prosperar. Em tal proposta, os Agentes da Autoridade passam a ter como referencial no topo do escalonamento o Piloto Policial, e não o Delegado de Polícia de 3ª classe. Vejam as matérias sobre carreira jurídica (superior e técnica), para entender o que estou falando.
    A lei orgânica estadual da Polícia Civil está parada na Assembléia Legislativa, sendo que a última vez que a mesma foi apreciada foi no governo Benedita da Silva. Existe uma lei orgânica federal em curso no Congresso, sendo que até a presente data qual o movimento que a Instituição e os respectivos Sindicatos fizeram para expor suas idéias e trazer o assunto para um amplo debate público?
    Aliás, não poderia deixar de lembrar, que esse presidente do SINPOL foi um dos responsáveis pelas alterações realizadas no projeto de cargos e salários do Dr. Hélio Luz, quando Chefe de Polícia, para os Agentes de Polícia Estadual.
    Até breve. Um forte abraço.

  • Bradock comentou:

    Sei que já deve ser de conhecimento de alguns, porém estou encaminhando para conhecimento geral, vamos à luta que é de todos, pois todos merecem.

    Soldado do DF passa a ganhar mais de 3 mil reais

    Está decidido e não foi preciso muita negociação. Os policias militares e bombeiros do Distrito Federal terão, a partir de fevereiro, reajuste salarial de 14,2%. O impacto do aumento será de R$ 209 milhões, em 2008, e de R$ 246,3 milhões nos anos subseqüente. Ontem, o governador José Roberto Arruda encaminhou, ao presidente Luiz Inácio da Silva, minuta de Medida Provisória (MP), a ser submetida ao Congresso Nacional, autorizando a concessão do reajuste. De acordo com o percentual de reajuste, um soldado de segunda classe, menor salário dentro da PM, terá aumento de R$ 376,93 passando de R$ 2.654,45 para R$ 3.031 ,38. Já um coronel, que recebe o maior provimento, terá reajuste de R$ 1.909,39, passando de R$ 13.446,46 para R$ 15.355,85.

    Um forte abraço a todos os guerreiros.

  • SD PMERJ comentou:

    Que bom que a maioria dos colegas da PCERJ (chamo de colega, pois para mim, todos somos policiais e do mesmo Estado) viram que alguns ataques de oficiais não são a maioria da PMERJ (me arrisco em falar que seriam 1%). Então quem tem mais credibilidade com vocês? 99% da PMERJ, ou o 1%???

    Eu sinceramente gostaria que todos nós, policiais, e também os bombeiros do mesmo Estado, brigassemos juntos por melhores condições.

    Quanto a briga de autoridade policial, investigação, polícia ostensiva, ficassem com os Delegados e Oficiais superiores… Os coronéis (não todos) parecem que querem a ligação que o Del Pol tem com a justiça, que eles não tem. Mas ao mesmo tempo, não querem perder o poder militar (vide covardia) com seus comandados. Não pensem que eles querem ser delegados não, eles querem é o poder dos delegados, mas continuarem a ser o mais alto posto militar da sua corporação. Tenho certeza que se quisessem unir as polícias, eles não iriam querer. Assim como os Delegados…

    Na minha opinião, acho que seria muito mais eficiente uma só polícia, que não fosse militar. A parte ostensiva estaria uniformizada, e a parte investigativa não. Como ocorre nos EUA. Mas infelizmente nem o governador tem poder para isso, pois segundo a própria constituição, temos 2 polícias… Mas isso também é um sonho… Principalmente do cidadão comum. E um pesadelo, para coronéis e delegados…

    Como eu havia dito antes, eu me identifico muito mais com um colega inspetor, investigador da PCERJ, do que um oficial da PMERJ. Eles vestem a mesma farda que eu, mas parece muito mais distante do que um colega da DP, que está sempre lá no final da ocorrência. Que eu já cansei de ajudar, e que com certeza, ele também cansou de me ajudar.

    Falei muito e não falei o que queria. Resumindo: 100% de aumento já!

  • josé comentou:

    Gostaria de saber pq a tiragem se doi tanto quando se fala dos delegados, ja que os mesmos não estão nem aí pra tiragem.
    Mal ou bem, na PM todos os salários são vinculados por fatores, logo se o cel ou o sd conseguirem algo, será para todos, alias, o soldo do sd é que é vinculado ao do cel, não sei se é assim na civil, mas os Drs nem policiais querem ser mais… cada vez se distanciam mais daqueles que os defendem tanto. Vou falar uma heresia aqui… para mim delegado tinha que ser so pra quem é Papa Charlie… quer ser delpol??? estude direito e seja um tira 1°… mas os respeito, como não convivo com a tiragem, sei que devem ter algum motivo para essa blindagem. Abçs a todos.

  • PC Sérgio comentou:

    “josé”, a julgar pelos absurdos que você diz eu irei identificá-lo: você não passa de um tumultuador infiltrado, querendo espalhar discórdia na PCERJ. Pensa que aqui tem cego? Se enxerga pretensioso, e vá difundir isca da última carta do Cel. Paúl para as suas negas, que aqui não cola.

    1) Uma instituição não pode ser forte com uma liderança fraca.
    2) Quero mais que delegados ganhem 100 vezes mais, pois daí fica mais difícil para o governador encontrar argumentos para sustentar a diferença que surgiria;
    3) Ascensão é vedada pela constituição; precisaria de emenda. Não perco meu tempo com isso. Prefiro mil vezes lutar pelo fortalecimento e reconhecimento salarial dos comissários, que são acessíveis dentro da nossa própria carreira;
    4) Delegado é cargo diferente do policial (Acessível por outro concurso, com exigências diferentes). Assim sendo o escalonamento nos envolvendo com eles seria inconstitucional. Essa isca não vai nos iludir;
    5) Tenho um excelente relacionamento tanto com o titular quanto com o assistente da minha DP e são pessoas com quem tenho orgulho de trabalhar e não “raivinha”. Eles igualmente se preocupam sim conosco. Seu papinho parece de quem é de fora;
    6) Vc erra ao achar que nós inspetores sejamos invejosos iscas fáceis, que possam ser cooptados por uma postagem tão imbecil;
    7) O melhor jeito de não se chegar a lugar algum é não se saber onde quer ir. O SINDPOL sabe onde quer ir e as suas “propostas alternativas” que não passam de iscas sem chances de frutificar, fruto apenas da sua vontade de nos confundir. Não colarão;
    8) Uma PCERJ dividida ou em guerra só faria a alegria DE NOSSOS INIMIGOS. Nós inspetores temos consciência disso.

    Pense mais vezes antes de vir postar aqui como “espertinho tumultuador” para tentar nos tirar dos trilhos, inimigo “José”.

  • Alexandre Moraes comentou:

    No blog de um asqueiroso oficial Pm exonerado a bem da disciplina e do serviço público, está estampada a reportagem em que policiais civis e um alien da 15ª DP foram presos pela corregedoria, numa clara intenção de explorar o fato negativamente em relação à polícia civil, o cretino esquece que nada foi postado em blogs de policiais civis quando houve o fato da cerveja, e ainda para piorar essa mesquinharia institucional por parte deste desequilibrado, cumpre informar que os mesmos foram de imediato presos, sendo que a vítima negou a pedida de dinheiro,, mas nada adiantou, nenhum delegado apareceu para dizer que os baixos salários levavam aquel comportamento, diferente do que houve no episódio da cerveja, desta forma se queriam expor as feridas das instituição policial civil para desonrosamente tirar alguima espécie de proveito, foi dado mais um tiro no pé, e ainda falam que eles são bons estrategistas, são um bando de desonrados e aproveitadores, uma vergonha para sua instituição e para o povo do Estado do Rio de Janeiro.

    abços aos bons.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Alexandre Moraes.
    Engraçado você falar que a proposta de 100% afastaria o salário de um Coronel com o de um Soldado ainda mais. Principalmente, porque na PCERJ, o salário inicial de um DelPol (que começou hoje) está em torno de 6 mil e o de um Inpetor em torno de 1 mil e quinhentos.

    Sabe qual a diferença entre um soldado (1a graduação de um praça) e um tenente (1o posto de um oficial depois de 3 anos e 8 meses de PMERJ)? Menos de 1 mil reais.

    Então, amigos, onde o abismo está mais evidente mesmo??

    Com 100% para ambos (PMERJ/PCERJ) os mais altos salários estariam batendo no teto do executivo, sendo automaticamente reduzidos, impedindo diferenças absurdas, enquanto os salários mais baixos teriam um ótimo reajuste, maior do que qualquer anteriormente proposto.

    Sobre os ataques, concordo que já passou da hora de pararmos com isso. Principalmente porque as duas polícias realizam seus serviços de forma medíocre e isso não é segredo pra ninguém. Ou vamos ficar nos enganando aqui???

    Mas aí, como aqui, a vaidade de muitos não consegue ser deixada de lado… Tanto é que grande parte dos comentários daqui estão atacando os Oficiais da PMERJ como se fôssemos seres de outro mundo, como se não ganhássemos uma miséria, como se um tenente (ganha 1600 reais) que se formou agora tivesse culpa do que um Coronel ou um Major faz ou fala.

    Sinceramente não estou aqui para humilhar minha Corporação, dizendo que é pior do que outra, sabendo ,na verdade, termos mais semelhanças do que diferenças. Muito menos me humilhar implorando para nos unirmos, o que sinceramente seria ridículo, já que o benefício dessa união não seria só meu (não sou candidato), seria de todos.

    Vim aqui propor uma união em prol de melhorias salariais. Se os 100% de reajuste não estivesse de acordo, poderíamos sentar e conversar para discutir o que é melhor. Mas infelizmente o sentimento é de muita rivalidade.

    Novamente repito que se engana quem acha que o Governo, depois de toda essa movimentação da PMERJ, iria dar um aumento diferenciado para a PCERJ. Se ele fizesse isso estaria PEDINDO POR UM NOVO PROBLEMA.

    O mais provável que acontecerá é que ele dará um aumento irrisório para os dois (10, 15%), gerando assim aquele sossego geral que o Garotinho conseguia. E sabe de quem será a culpa??? Nossa!! Só nossa.

    Eu acho que a hora é agora. Nunca colocamos um governo tão esprimido como esse está. Se quisermos agir, devemos esquecer rixas e pensar em salários. Devemos esquecer vaidades e pensar em objetivos.

    Não vou mais ficar postando aqui sobre isso porque acho que é dar murro em ponta de faca. Quem não quer a união em prol dos salários, não sou eu quem conseguirá convencer.

    A proposta está feita – para negociações se quiserem – e deve ser pensanda sem paixões ou emoção. Peço-lhes que os que sejam a favor me escrevam para pensarmos a melhor maneira de fazermos reuniões visando o bem comum. capitao.luizalexandre@gmail.com

    Obrigado a todos os Policiais Civis pela atenção e me desculpem pela intromissão em seu espaço.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Alexandre, já pedi que o Oficial retirasse a postagem.

    Concordo com você sobre os Blogs da PCERJ não terem explorado o caso da cerveja.

    Só acho um absurdo todo o tipo de funcionários públicos lotados nas Delegacias e vocês não reclamarem… Que tal se manifestarem conosco pedindo para isso acabar? Vamos jogar a m. disso no ventilador…

    Abraços, meus repeitos e me desculpe.

  • Eduardo/RJ comentou:

    Amigos, apesar de não ter havido atualizações por aqui recentemente, tenho acompanhado diariamente os comentários, a maioria de alto nível e instrutivo. Volta e meia escorregamos ao querer comparar duas forças públicas completamente diferentes em organização e função. Isso tem que ser evitado porque não produz nada de bom.

    Luiz Alexandre, aqui não é “nosso espaço”, sinta-se em casa. Minha intenção, não obstante querer colocar meu ponto de vista enquanto policial civil, sempre foi debater e aproximar servidores de todas as áreas da Segurança. Claro que acabamos ficando adstritos às forças estaduais porque este é nosso meio, mas a intenção é expandir mais ainda o diálogo.

    Você é sempre educado e sensato em suas mensagens, e não duvido que suas intenções sejam as melhores. Percebo uma ruptura entre você e outros Oficiais editores de blogs com relação à abordagem e aos pleitos da PMERJ, mas o estrago feito com ataques à Polícia Civil de forma geral foram grandes, a discórdia foi semeada, e agora dá seus frutos, infelizmente. A questão dos Oficiais da PM é complicada, e percebo que existem ainda dissidências internas, diferenças radicais de ideologia. Enquanto suas mensagens aqui pregam a união e paz (o que muito me agrada, o que sempre busquei), percebe-se, como afirmou o amigo acima, condutas contrárias.

    Enfim, não vou tornar este comentário gigantesco para debater tudo que já foi debatido acima, mas afirmo que sua presença aqui é gratificante, e és muito bem-vindo.

    Nunca fiz e nem vou fazer um único post que seja, com o intuito de tão somente ajudar a imprensa e o Governo a denegrir a imagem da PMERJ, ou criticar gratuitamente qualquer cargo militar. Pessoas ruins existem em todos os buracos do mundo, e nem a PCERJ nem a PMERJ é diferente. O problema é quando os que tomam a liderança e os que são ouvidos pregam desunião. Aqui não rola. Estamos juntos.

    Acho que estou ficando prolixo, então paro por aqui.

    Quanto aos chamados adidos, servidores diversos lotados em DPs, reclamamos sim, como neste post aqui, mas é difícil. Até o Chefe de Polícia, quando assumiu, tentou remover todos, mas acabaram voltando. Em dobro.

    Saudações a todos.

  • PC Sérgio comentou:

    Em duas coisas darei o braço a torcer ao Capitão Alexandre:

    1) sua conduta e sua educação nos mostram que há esperança sim de uma união futura, sobretudo quando aqueles que pensam como o senhor forem maioria e tiverem voz mais ativa dentro da corporação que os atuais blogueiros (maj, Wanderby, Cor. Paul, etc.);

    2) sua afirmação acerca do salário de coronéis e delegados é procedente. Todos que ganhem salários muito elevados acabarão “podados” pelo teto, então a elevação deles aconteceria apenas no papel; não haveria NA PRÁTICA o distanciamento temido pelos colegas. Mesmo aquele delegado hipotético dos 12.000,00 ou o coronel hipotético dos 12.600,00 mencionado pela Adepol, muito embora fossem para 24.000,00 no contracheque, ainda assim receberiam apenas 12.000,00 por conta do teto. Dessa forma, 100% de aumento aconteceria efetivamente nas bases, mas não no topo. Na verdade, qualquer um que ganhasse mais do que 6.000,00 já não receberia os 100% integrais, sendo que quem ganhasse 12000,00 nem receberia aumento de verdade, mas só no papel. Faz sentido, mas agora minha pergunta que antecede a própria PCERJ: barbonos e evaristos já se posicionaram a esse respeito?

    3) Cap. Alexandre, vou ser sincero com o senhor: penso que os barbonos e o maj. Wanderby irão fracassar e acabarão jogados para escanteio por todo o desgaste que já criaram e sua falta de habilidade em construir alianças. Eles não têm mais clima para buscar aliança com a PCERJ depois de tudo o que nos atacaram e tentaram prejudicar. Vejo, entretanto, com olhos MUITO FAVORÁVEIS o crescimento de novas lideranças com pensamentos mais arejados e menos beligerantes dentro da PMERJ e o senhor, sem sombra de dúvidas, parece ser uma delas. No momento em que sua liderança se firmar, certamente ambas as instituições progredirão juntas. É um alento para todos e quero participar desses dias no futuro.

  • Ricardo comentou:

    Quanto à diferença de salários entre um Soldado, um 1o. Tenente e um Coronel PM, segundo o próprio blog do Maj Wanderby teremos:

    SD: R$ 909,49

    1o. Ten: R$ 2.892,53 (não QOA que ganha mais, mas c/ dependente)

    Coronel PM: R$ 7.361,65

    —————————————————————–

    Na PCERJ temos (dados arredondados):

    Inspetor de 6a.: R$ 1200,00 + delegacia legal = R$ 1.700,00

    Delegado de 3a.: R$ 6800,00

    Delegado de 1a.: R$ 7300,00.

    (não computei triênios, as únicas vantagens pessoais ainda alcançáveis, para nenhuma das categorias)

    ——————————————————————

    Em suma: penso que o distanciamento exista em intensidade similar nas duas instituições, senão até maior na PMERJ, o que não me espanta inclusive pela maior quantidade de níveis hierárquicos do que na PCERJ.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Valeu Eduardo. Sinta-se lá (meu Blog) como se estivesse em sua casa também. Se não nos unimos de fato, pelas idéias podemos fazer muitas coisas boas pelas nossas Corporações. Obrigado pelo espaço.

    Caro Sérgio. Minha idéia foi exatamente essa. Na verdade teríamos só no papel o aumento para os topos e o aumento real ocorreria nas base e chegaria no meio.

    De acordo com o amigo Chao, as pretenções salarias que vocês queriam – GEAT + reescalonamento – dariam em torno dos 100% para vocês. Pelo nosso lado, a equiparação do Cel com o DelPol de 1a daria também em torno dos 100% para nós. Então, todos conseguiríamos o que queremos, mantendo as vaidades de quem precisa e melhorando a vida dos que estão precisando (inclusive eu).

    Não se preocupe sobre o fato da liderança. Nem tudo o que aparece na mídia realmente é o que está acontecendo… Você sabe disso!! Então, calma, e saiba que eu não tô sozinho. Pelo contrário, a MAIORIA DAQUI TEM O MESMO PENSAMENTO E PROPÓSITO. A maioria aceitou a idéia e acha que o melhor é acabarmos com essa rivalidade idiota que dura tantos anos. Obrigado pelo voto de confiança.

    Ricardo. Inicialmente é o Soldado que ENTRA na Corporação e não tem família é quem recebe esse salário que você disse de 900 reais. E esse salário é o valor LÍQUIDO.

    O salário de um 1o Ten, com 2 triênios, sem família deve estar bruto aproximadamente em 2500 reais. Para você ter uma idéia eu tenho 11 para 12 anos de polícia, sou Capitão, com família, e ganho bruto 3200 reais (líquido em torno de 2700).

    Ou seja, a distância é muito menor do que se imagina. Eu fui Soldado e para ter uma promoção mais rápida fiz o concurso público para Oficial, como em qualquer outra empresa – poderia ter ido como QOA. Com isso reduzi bastante o tempo para chegar onde estou agora, mesmo assim, não ganho 3 vezes o que um Soldado ganha.

    Mas concordo com você que deveria haver menos graus hierárquicos, o que foi feito em várias PM’s do Brasil, mas continuamos seguindo as Forças Armadas.

  • José comentou:

    A julgar pela sua falta de educação e agressividade ve-se que vc é um alienado “PC Sérgio”; para que uma pessoa entenda o que vc quer dizer não precisa dar porrada; se toda vez que uma pessoa discordar de vc , vc agir assim…

  • PC Sérgio comentou:

    José, vulgo zé, de zé mané ou ruela a julgar pelo conteúdo de sua postagem anterior…

    Você entrou aqui VISIVELMENTE mal intencionado e visando promover a discórdia e a desunião. Por suas más intenções e pelo conteúdo vil do que escreveu, vc fez por merecer cada palavra que lhe dirigi.

    Eu respeito sim opiniões diversas, de pessoas de caráter, que mostram a cara e são francas em seus objetivos e motivações, mesmo que, reitero, sejam diversos dos meus. O caso do Cap. Alexandre é um exemplo disso. Discordamos em alguns pontos, mas ele conquistou meu respeito.

    Não respeitarei, entretanto, um indivíduo DE FORA da PCERJ, que vem aqui DISFARÇADO querer se passar por inspetor apenas para criar intriga dentro da minha instituição. Respeito opinião diversa se for CONSTRUTIVA e/ou de boa-fé. Não é o seu caso, ilustre infiltrado. Assim sendo, vá plantar intriga no seu quintal, sr. hipócrita.

    Peço desculpas a todos os colegas que dividem esse espaço pela minha rispidez e por tomar o tempo dos senhores com essa mensagem, mas eu não suporto hipocrisia nem malandragem.

    Zé, quando a malandragem é muito grande, ela engole o malandro. Vc não enganou a ninguém e não conseguiu promover nenhuma discórdia. Experimente voltar com outro pseudônimo e, quando cansar, busque outro blog, pois aqui tem pessoas esclarecidas e vc não irá se criar tentando tumultuar o ambiente na PCERJ.

  • SD PMERJ comentou:

    Caro amigo Ricardo, com todo o respeito. No caso, o início de carreira de oficial, seria o 2* Ten (tiremos Aspirante), e o salário dele, segundo a tabela: R$2.132, e o Soldado: R$909. Isso, os 2 sem dependentes. Só lembrando, que mesmo nesse caso, o 2* Ten já está com triênio, e o SD não. Realmente é um pouco a mais que o dobro sim.

    Mas você pegar um primeiro Tenente (já está um cargo acima), com 2 Triênios e dependente. Teria que colocar no mínimo um SD PM com 2 triênios e dependente, que daria pouco mais de R$1200. Ou talvez um Cabo… Ainda acho a diferença grande… mas está mais para o dobro que para o triplo, como você postou…

    Mais justo seria a PMDF, que segundo artigos que li, um SD PM com 1 triênio ganha em torno de R$3500 e um 2* Tenente com 1 triênio também, em torno de R$7000. Se eu ganhasse R$3000, por mim, um tenente pode ganhar até R$12000, que eu não estou nem aí. Acredito que se você ganhasse também, um salário 3x maior que o atual, não ligaria para quanto ganha o topo de sua carreira.

    Quanto ao amigo Eduardo, parabens. Seus posts são os mais coerentes com certeza, de toda essa conversa. Sempre levando em conta a PCERJ em primeiro lugar, mas sem atacar outra corporação. Quem sabe num futuro próximo, a maioria consiga enxergar que poucos, que infelizmente estão no comando, não são que a maioria pensa.

    Acredito que nesse dia, PMERJ, CBMERJ e PCERJ lutarão juntas por melhores condições. Quem sabe um dia…

  • Evandro PCERJ comentou:

    Eis que o insano maj Wanderby em seu blog apresenta a nova proposta salarial dos oficiais da PM (barbonos e cia.).

    Além dele viajar na maionese colocando delegados de terceira com salário de R$11.500,00 (quase o dobro do que eles realmente ganham) e os de primeira com R$13.500,00 insistindo no absurdo de equipará-los a majores, tenentes coronéis e coronéis, há algo muito pior, ainda mais grave, absurdo e patético que eles tentam disfarçar no meio da tabela:

    Comissários de Polícia (que ingressam em um concurso de nível superior e dedicaram toda uma vida à polícia, com quase 30 anos de experiência) equiparados a Aspirantes (que ingressam via concurso de segundo grau e ainda nada conhecem de polícia, estando no início da carreira e completamente “verdes”).

    Inspetores e Oficiais de Cartório de 6a. equiparados a Cabos.

    PATÉTICO.

    Como ainda ousam nos pedir apoio enquanto encaminham aquela tabela SEM VERGONHA ao governador?

    Pensam que somos imbecis ou cegos?

    Tem momentos em que me dá até nojo ler o blog daquele sujeito, que deve ser tratado como persona non grata na PCERJ !

  • SD PMERJ comentou:

    Se colocaram um Coronel ganhando R$14.000 e um Soldado podendo ganhar mais de R$2.000, na tabela da PCERJ, pq não um delegado ganhando isso que você falou acima???

    Quanto ao comissário, pelo que entendi, seria igualar com um Sub-Tenente, que também tem quase 30 anos de serviço, e também está no topo da carreira dos praças, que pode inclusive tirar serviço de oficial.

    E se compararmos um Sub com um comissário, atualmente o Sub ganha mais. Então não entendi o espanto. Nesse caso o comissário iria ganhar mais do que ganha, mesmo se equipararmos hj, o comiss com o Sub. E quanto a ser de nível superior, essa alegação é ridícula, pois até onde sei, nem houve concursos para o tão falado cargo de Inspetor/Of.Cartório/Papiloscopista de nível superior. E mesmo quando houver, acho meio difícil aumentar o salário de vocês por isso. Até porque, vão alegar que o inspetor tem 6 classes, e o investigador tem somente 3…

    Quero deixar claro que SOU CONTRA essa EQUIPARAÇÂO COM A PCERJ. Até porque se equipararmos, a tiragem com os praças, seria um aumento baixo para os SD, e ridículo para os CB, pois de Sgt para cima, já nem vale mais a pena. Valeria a pena somente se equipararmos Delegados com Coronéis. Mas isso causaria (como já está causando) um briga entre as 2 corporações, que deveria estar unidas para conseguir algo. E essas comparações, não adianta, cada lado tem vários argumentos, então deveriamos nos unir, e não ficar apontando defeitos na outra polícia.

    Prefiro 100% de aumento, ou se for equiparar com alguma corporação, que seja a PMDF. Até pq, um Sub da PMERJ já ganha mais que um comissário da PCERJ… Enquanto um SD PMDF ganha bem mais que um inspetor PCERJ e um SD PMERJ juntos…

  • balaclava comentou:

    Se formos dizer que ainda não aconteceu concurso de terceiro grau para inspetores, também teremos que lembrar que igualmente não aconteceu de segundo grau para praças (até hoje foram todos de primeiro grau). Assim sendo, de qualquer forma, persiste a diferença na formação.

    Falo isso só para não passar em branco.

    Penso que a equiparação como levantaram os tais barbonos, em tom de guerra contra a PCERJ foi o maior tiro no pé que já deram. Como os senhores se sentiriam então se nós inspetores fizéssemos um escândalo por ganharmos hoje menos que um subtenente ou aspirante, falando o tempo todo nessa tremenda distorção, e cobrássemos equiparação dizendo que eles ganham MUITO e que só queremos ganhar tão mal quanto eles? Será que aspirantes, subtenentes e policiais militares em geral ficariam contentes? É uma pena que seus colegas não se tenham perguntando o mesmo antes de atacarem a PCERJ e desmerecerem nossa luta por melhores salários…

    Penso realmente que qualquer proposta de equiparação só vai gerar atrito entre as polícias, sempre desagradando a alguém e nunca permitindo o consenso, assim sendo essas propostas deveriam ser deixadas de lado, sob pena de ficarmos nós para sempre ANDANDO DE LADO sem sair nunca do lugar.

  • Luiz Alexandre comentou:

    Balaclava. Você está enganado. O último concurso para 1o grau da PM, se não me engano, foi o meu em 1996.
    Depois os outros já foram todos de 2o Grau.

    Sobre a equiparação, nunca foi falado que iríamos equipar os salários de qualquer cargo que não fossem Delegados e Coronéis. O grande problema é que um acha que tem que ganhar mais que o vizinho. E no fim ganhamos todos mal.

    Por isso que por mim, e muitos outros, estou propondo para as lideranças da PCERJ para pedirmos um único reajuste, de 100% para as duas polícias. Um único pedido para uma única representação: a POLÍCIA ESTADUAL.

    Com isso acabamos com rivalidades e esquecemos o que o vizinho está ganhando, para todos termos um reajuste decente e colocarmos o governo contra a parede com uma união que nunca houve no Rio de Janeiro.

    Abraços.

  • SD PMERJ comentou:

    Balaclava faz mais de 10 anos que não existe concurso de primeiro grau para a PMERJ… Ou seja, não existem mais soldados com primeiro grau na PMERJ, pois desses, todos são no mínimo Cabo, já que com oito anos, mesmo se não passar em concurso interno, o PM vai a cabo.

    Tirando isso que você falou, concordo com você no resto da msg inteira. Como você falou, um inspetor nunca falou que queria ganhar tão mal quanto um Sub Tenente.

    Quanto a equiparação, concordo com você novamente. Também acho isso errado. Mas como eu falei, a maioria dos praças, não querem equiparação de Cel com Del, e sim 100% de aumento (na verdade 45%, pois 55% é só para repor a perda dos últimos 8 anos). Ou se for feita equiparação, que seja com a PMDF.

  • Alexandre Moraes comentou:

    Caros colegas,

    Cada um com sua demanda, não vejo como seja possível alinhar as demandas, existe uma dívida antiga do governo com a Tiragem, cito a GEAT, que favoreceu a todos os demais membros da segurança pública, o que reduziu o salário do Tira, gerando esta distorção atual dos vencimentos dos tiras, que seria 20 anos atrás de 15 salários mínimos no iníco da carreira, e hoje não chega a 4.

    Levando em consideração outra rasteira do poder executivo, temos a questão da lei 2990, em que os vencimentos totais iniciais deveriam ser ser acima dos 5 mil reais, e que graças a Deus, dois grupos já ganaharam, devendo o primeiro grupo ter recebido no pagamento deste mês, o que nos leva a seguinte conclusão0, até aqui nós não precisamos de ninguém para nada, e ainda fomos seriamente atrapalhados pelos planos de oficiais PMs (planejadamente, desde o Cel Jorge Silva, mais de 20 anos atrás), da mesma forma eles não precisaram de nós, nunca fomos nem seremos contra o pleito dos PMs, mas temos lutados a longos anos pela mnossa valorização, sempre seremos amigos, mas cada um com sua cruz, ideologicamente os apoiaremos, mas nossa marcha é nossa, depende só de nós, cada um aqui pode e deve fazer a diferença, não devemos crer que só conseguiremos, ou que será mais fácil se formos juntos, até pq ate´aqui sempre nos prejudicaram, e nós sempre fomos solidários ao colegas mikes, façamos nós mesmo e seremos vitoriosos.

  • balaclava comentou:

    Capitão Luiz Alexandre:

    “Sobre a equiparação, nunca foi falado que iríamos equipar os salários de qualquer cargo que não fossem Delegados e Coronéis.”

    Esse é o discurso que o senhor sustenta e confio em sua boa-fé, mas é realmente o que prevalece entre seus pares? Até hoje só ouço falar em equiparação total e inclusive a última mensagem do blog do Maj. Wanderby traz lá outra tabela de equiparação (que ele ainda tem a cara de pau de sugerir que teria partido de propostas dos policiais civis !!!) para todos os cargos. Está lá: CBPM – Inspetor de Sexta e Comissário – Aspirante. É isso que mais uma vez os barbonos apresentarão ao governo como seu pedido!

    SDPM:

    Eu até confio mesmo que os senhores praças prefiram os 100% de aumento. O problema é que, na hora do vamos ver os oficiais (ou melhor: os barbonos) sempre acabarão se impondo e sufocando a sua voz, fazendo prevalecer a tabela de equiparação que eles inventaram como o pleito de toda a PMERJ. A mesma coisa fizeram nas passeatas, quando convidaram os praças, mas fizeram faixas de equiparação (e na primeira delas teve uma faixa que muito me irritou dizendo que nós charlies ganhamos muito bem).

    Esse é o maior problema. Já pensou se nós charlies apoiamos os senhores, vamos em algum movimento e chegando lá os tais barbonos surrupiam o microfone para cobrar a equiparação que só interessa a eles e levantam faixas nesse sentido? Pois não foi isso o que aconteceu com os praças que estiveram nas passeatas? Dá para confiar em Maj. Wanderby? No meu ponto de vista, apesar de confiar na boa-fé dos colegas da PMERJ que estão aqui, seria enorme o risco de sermos usados como massa de manobra pelos barbonos.

    Outra coisa difícil seria unir as duas casas por inteiro. Alguém aqui consegue imaginar oficiais da “escola do Maj. Wanderby” unidos com Delegados? Eu acho mais fácil judeus e palestinos se juntarem. Podemos até pregar a união por baixo, mas no topo acho que será uma utopia até que os barbonos tenham cedido por inteiro o poder que tiveram a outro grupo menos beligerante e rancoroso contra a PCERJ!

  • ANÔNIMO comentou:

    MELHORIAS NA PMERJ
    (1º) SALÁRIO!!!!!!!!!
    (2º) SEGURO SAÚDE EMPRESARIAL EXTENDIDO À FAMÍLIA (HCPM SÓ SERVE PARA OFICIAL E AGORA QUE VIROU “SUS”, MEUS DEUS, JÁ ERA.)
    (3º) 30 ANOS DE SERVIÇO É MUITA COISA, TEM QUE VOLTAR PARA 25 ANOS. JÁ OUVIU FALAR EM INSALUBRIDADE? PERICULOSIDADE? KD PERCENTUAL REFERENTE A ISSO NO CONTRACHEQUE?
    (4º) CESTA BÁSICA
    (5º) TICKET REFEIÇÃO
    (6º) RIO CARD PARA TODOS, PQ SÓ O BATALHÃO “A”, “B” OU “C” RECEBEM?
    (7º) ALOJAMENTO DOS PRAÇAS É UMA VERGONHA.

  • ANÔNIMO comentou:

    GOSTARIA DE PARABENIZAR O DONO DO CIRCO QUE É ESTE GOVERNO DO ESTADO DO RIO.
    • O trabalhador precisa primeiramente de um salário mais digno, e o POLICIAL MILITAR faz parte deste seleto grupo de sofredores;
    • A melhoria do serviço prestado pela PMERJ começa com um bom salário pago a seus POLICIAIS e não atribuindo- lhes funções que são de competência de outros órgãos públicos. O Policial Militar não foi feito para derrubar muro, barricadas nas entradas das favelas do RIO, isso é função da PREFEITURA do RIO, sendo assim que ela coloque os funcionários dela para realizarem o trabalho. Caso seja necessária a presença da PMERJ no local para garantir a integridade física da equipe da PREFEITURA, a PMERJ se fará presente, comprar pá mecânica, retro escavadeira, caminhões e trator de esteira. Só podia ser idéia do Tenente-coronel ALBERTO PINHEIRO NETO, ex-comandante do BOPE; “Torno a repetir, o picadeiro está formado… uma pirueta, duas piruetas, bravo, bravo!
    • Para completarmos este CIRCO, não poderíamos deixar de falar nas TORRES superfaturadas, “deixo claro aqui que não sou contra a colocação das torres”, até porque o PM que tira serviço na perimetral sofre com as condições do tempo, barulho dos carros, poeira, poluição, etc. Mas que alguém tinha que levantar o verdadeiro custo das torres. Porque este valor tão alto? Por isso que não sobra dinheiro para dar um salário digno ao PM, ao PROFESSOR do ESTADO, aplicar na Saúde Pública ESTADUAL, etc.
    Construção faraônica de uma nova sede do MUSEU da IMAGEM e do SOM em COPACABANA, onde o GOVERNO do ESTADO vai retirar dos cofres PÚBLICOS R$50 milhões de reais, incluindo R$ 13 milhões de reais de desapropriação do terreno na orla, è ou não um grande CIRCO? Quem serão os palhaços deste circo? ENTÂO LÁ VAI http://www.youtube.com/watch?v=A85lIztoKAc
    Vamos relembrar:

    PIRUETAS
    CHICO BUARQUE

  • ANÔNIMO comentou:

    Uma pirueta
    Duas piruetas
    Bravo, bravo
    Superpiruetas
    Ultrapiruetas
    Bravo, bravo
    Salta sobre
    A arquibancada
    E tomba de nariz
    Que a moçada
    Vai pedir bis
    Que a moçada
    Vai pedir bis

    Quatro cambalhotas
    Cinco cambalhotas
    Bravo, bravo
    Arquicambalhotas
    Hipercambalhotas
    Bravo, bravo
    Rompe a lona
    Beija as nuvens
    Tomba de nariz
    Que os jovens
    Vão pedir bis
    Que os jovens
    Vão pedir bis

    No intervalo
    Tem cheirim de macarrão
    E a barriga ronca
    Mais do que um trovão
    Quero um prato
    Cê tá louco
    Quero um pouco
    Cê tá chato
    Só um pedaço
    Cê tá gordo
    Eu te mordo
    Seu palhaço
    Olha o público
    Cansado de esperar
    O espetáculo não
    Pode parar Vinte piruetas
    Trinta piruetas
    Bravo, bravo
    Polipiruetas
    Maxipiruetas
    Bravo, bravo
    Sobe ao céu
    Fura a calota
    E tomba de bumbum
    Que a patota
    Grita mais um
    Que a patota
    Grita mais um

    No intervalo
    Tem cheirim de macarrão
    E a barriga ronca
    Mais do que um leão
    Quero um prato
    Cê tá louco
    Quero um pouco
    Cê tá chato
    Só um pedaço
    Cê tá gordo
    Eu te mordo
    Seu palhaço
    Olha o público
    Cansado de esperar
    O espetáculo
    Não pode parar
    Dez mil cambalhotas
    Cem mil cambalhotas
    Bravo, bravo
    Maxicambalhotas
    Extracambalhotas
    Bravo, bravo
    Salta além
    Da extratosfera
    E cai onde cair
    Que a galera
    Morre de rir
    Que a galera
    Morre de rir Ai, minhas costelas
    Já tô vendo estrelas
    Bravo, bravo
    Ai, minha cachola
    Não tô bom da bola
    Bravo, bravo
    Lona… nuvens
    Tomba no hospital
    Uma pirueta
    Uma cabriola
    Uma cambalhota
    Não tô bom da bola
    E o pessoal
    Delira…
    Maxipirulito…
    Ultravioleta…
    Bravo, bravo!

  • ANÔNIMO comentou:

    Enquanto o povo e os policiais morrem, o crime organizado continua festejando e os políticos continuam enrolando

    Eu gostaria de agradecer aos leitores que estão dando atenção as minhas postagens, espero que sejam divulgadas, pois acredito que só poderemos mudar o quadro atual da segurança pública e até mesmo de outras áreas como a da Educação e Saúde se realmente a sociedade se movimentar.

    Repito apenas o que já escrevi antes no texto “Insegurança Pública no Rio de Janeiro, a educação vem de berço”, ou seja, creio que o primeiro passo seria voltar a ensinar em casa e nas escolas princípios básicos da convivência e que deveríamos nos movimentar para substituir os políticos atuais que estão envolvidos nos crimes organizados, esquema das ambulâncias, correios, etc. ou então deveríamos mudar esta forma de governo, pois dessa forma não esta dando certo.

    Estamos em um País que a maior parte do povo vive com salários baixos, sob o fogo cruzado entre grupos rivais do crime organizado ou do crime organizado contra a polícia militar, enquanto os políticos que foram eleitos pelo povo continuam se envolvendo com o crime organizado ou esquemas de corrupção e desvio de verbas públicas, e principalmente criando leis que só facilita a vida dos criminosos e de quem realiza as falcatruas do colarinho branco. Dizem que fazem tudo, motivados pelo povo, apenas vocação ou sentimento patriota, mas o aumento do salário deles nunca possui o mesmo percentual do aumento do salário mínimo e o pior é que o povo não pode nem contar com o Poder Judiciário, pois além de haver membros daquele poder envolvidos com o crime organizado, quando descobertos são punidos severamente com a aposentadoria de cerca de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) sem perder a carteira e os vencimentos. Na polícia militar o policial envolvido é expulso, exceto oficiais que são reformados sofrendo uma queda nos vencimentos, mas será que se membros do Poder Judiciário, Legislativo e Executivo; Oficiais da Polícia Militar e Bombeiros Militares; Policiais Civis e membros do funcionalismo público envolvidos com o crime organizado, ao serem condenados passassem a sentir a dor de ver seus bens confiscados e a perda de suas funções, inclusive aposentadorias, haveria tanta corrupção?acredito que não, mas infelizmente aqueles que fazem as leis são os mesmos que se beneficiam delas e a segurança publica para eles está ótima pois a concentração de policiamento conforme orientação do Governo, Secretaria de Segurança Pública e Comando da Polícia Militar está voltada principalmente para a Zona Sul, Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Niterói áreas onde eles residem, isso sem contar que a maioria possuem segurança privada ou garantida por policiais civis ou militares que são deslocados de sua função para protegê-los.

    Do exposto nós policiais temos que perceber que estamos juntos com a maior parte da sociedade, expostos ao crime organizado, mas claro que temos algo diferente, pois se formos identificados seremos apenas mais uma vítima fatal da segurança publica.

    Postado por MAJ PM RG 52.830 RODRIGUES

  • ANÔNIMO comentou:

    “A Polícia Militar como ela deve ser”
    Analisando “A República Federativa do Brasil”, que segundo o artigo 1º, do Titulo I, da Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988, é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e “tem como fundamentos: I – a soberania; II – a cidadania; III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; e V – o pluralismo político”.
    Analisando ainda o Parágrafo único do artigo 1º, do Titulo I, da Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988, onde consta que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
    Analisando ainda que segundo o artigo 3º, do Titulo I, da Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988, constituem “objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.
    Analisando ainda que estejam presenciando nos noticiários que grande parte dos membros da Câmara dos Deputados e outros Políticos estão sendo investigados por envolvimento em Crimes e Contravenções diversas (Esquema dos Correios e Ambulâncias, Escândalo dos dólares na Cueca, Envolvimento com os Empresários do Jogo Ilegal, Contrabando, Corrupção, Desvio de Verba Pública e etc.) e que até membros do alto escalão do Poder Judiciário e dos Órgãos responsáveis pela segurança Pública estão envolvidos. Enquanto os Políticos desviam verba pública para benefício próprio, utilizando-se muitas das vezes “laranjas” o cidadão de bem que depende do serviço público, morre sem atendimento médico, seja por falta de médicos, remédios ou condições hospitalares; ou então é vítima de obras que devido à utilização de material inapropriado provocam acidentes. Gostaria também de lembrar que segundo o artigo 18, item I, do Título II, tudo do DECRETO-LEI N.º 2.848 (Código Penal), de 7 De Dezembro De 1940, Diz-se Crime Doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo, sendo assim esses políticos não poderiam ser indiciados por Crimes de Homicídios dolosos, haja vista terem assumido o risco de provocar as mortes por falta de atendimento médicos ou provocadas pelo acidente do metrôs se for comprovado a utilização de material impróprio? Se fossem acredito que algo mudaria;
    Analisando que sempre que há uma criação de uma lei mais rígida para os criminosos de maior potencial para sociedade, surge logo após a criação de uma lei para beneficiar os mesmos criminosos, haja vista que a Lei de Crimes Hediondos hoje em dia é ignorada, podemos ver fatos como da empregada doméstica que furtou uma margarina para comer, permanecer presa por falta da ação dos Defensores Públicos, seja por excesso de serviço ou por descaso, e por outro lado criminosos envolvidos em Trafico de Drogas, Jogo Ilegal, Contrabando, Roubo, Seqüestro e etc, sendo beneficiados com diminuição de penas e até por Indultos. Gostaria de lembrar que enquanto isso ocorre, o cidadão de bem, principalmente os bons policiais, continua sendo vítima das ações dos criminosos que muita das vezes são apenas “inocentes crianças e adolescentes a serviço do crime organizado”.
    Analisando a suspeita de que o Jogo Ilegal seria utilizado para lavagem do dinheiro de outros crimes, como, por exemplo, do Tráfico de Drogas, será que seria interessante aos empresários do Jogo Ilegal a legalização do mesmo? Se fosse legalizado teriam que ser garantidos os direitos trabalhistas para os funcionários, teriam que ser pagos impostos e taxas teria que haver declaração de bens, o Jogo Legalizado sofreria fiscalizações e as máquinas seriam periciadas com freqüência, sendo assim a lavagem de dinheiro seria prejudicada. Então para que serviria aos Empresários do Jogo Ilegal e Outros Crimes Organizados o pagamento de políticos, talvez seja justamente para garantir que o Jogo não seria legalizado, pois para o governo do estado seria muito interessante devido a arrecadação de impostos.
    Do exposto podemos concluir que:
    1. Enquanto a sociedade permitir a presença de políticos inescrupulosos, que tenham respondido processos por crime ou contravenção permaneçam em cargos públicos que são de interesse social e coletivo, nós estaremos à mercê da violência e do descaso. Isso pode ser comprovado pelo desinteresse desses políticos em fornecer reajuste do salário mínimo compatível com o reajuste deles, sendo assim acredito que deveria ocorrer uma modificação na Constituição Federal, para que o salário dos funcionários públicos reajustasse de acordo com o salário mínimo, pois dessa forma para aumentar o salário dos Deputados, Governadores e etc., teriam que reajustar o salário mínimo com o mesmo percentual;
    2. O Poder Judiciário deveria ser fiscalizado por algum Órgão Público ou não governamental, haja vista a existência de corrupção naquele poder, e principalmente para questão de transparência os envolvidos que forem responsáveis pelas vendas de sentenças deveriam ser punidos exemplarmente e ter seus bens confiscados;
    3. A Polícia Federal está de parabéns pelo êxito da operação Furacão, mas considerando a própria desconfiança em confiar nos agentes da Polícia Federal do Rio de Janeiro, fundamentada em fatos anteriores referente a desaparecimento de dinheiro apreendido e agentes da Polícia Federal sendo investigados, e na Secretaria de Segurança Pública e Polícia Militar que também não foram informadas da Operação Furacão. Este humilde Oficial, visando a transparência pública e o bem estar social, sugeriria que fossem conferidos os arquivos apreendidos para ver qual o grau de envolvimento entre Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Polícia Civil e Poder Judiciário Estadual, com a Empresa LIESA e Empresários do Jogo Ilegal, a fim de tentar identificar se há ou não funcionários desses Órgão Públicos envolvidos, para que dessa forma possamos realmente fazer uma “limpeza” no Governo do Estado do Rio de Janeiro;
    4. Pelo quadro político em que vivemos, para melhorar a segurança pública e o descaso com a sociedade, ou mudamos a forma em que estão exercendo seus mandados ou então teremos que mudar a forma de Governo, pois um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, que está escrito no Preâmbulo da Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988, não está sendo cumprida;
    5. Sendo “a missão constitucional da Polícia Militar”, prevista no artigo 144, Capitulo III, Seção II, Titulo V, parágrafo 5ª da Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988, que é “a preservação da ordem pública” e considerando que nem sempre os interesses dos membros dos Poderes Legislativos, Executivo e Judiciário são realmente os mesmos dos interesses públicos e sim do Crime Organizado, acredito eu que nesse momento deveríamos manter o seguinte pensamento: 1 – Seguir o que está previsto em lei; 2 – nos casos de recebimento de ordens que causem duvidas quanto ao real interesse, solicite ordem por escrito; 3 – Para que a ordem pública seja preservada temos que fazer o melhor para a sociedade, ou seja, combater o crime organizado, mesmo que ele esteja infiltrado nos três poderes.

    MAJ PM RG 52.830 RODRIGUES

  • ANÔNIMO comentou:

    A polícia cidadã e a sociedade
    Por Archimedes Marques
    Um dos problemas mais afligente do Brasil de hoje é sem sombras de dúvidas, a questão da Segurança Pública que deixa a desejar no seu preceito constitucional.
    Durante muito tempo a problemática da Segurança Pública foi vista apenas como questão dos Estados, das Polícias. Pouca participação e interferência do Governo Federal e nenhuma participação da sociedade.
    Agora que a “epidemia” da insegurança se alastrou por todo o Brasil a própria sociedade se mostra preocupada com o problema e até já comunga com o preceito constitucional de que a Segurança Publica é responsabilidade de todos, contudo, os conceitos antigos sobre a Polícia atrapalham e emperram essa interação entre os segmentos que se faz necessária.
    Vários fatores contribuem para o aumento desenfreado da violência e criminalidade que traduz a crescente sensação de insegurança existente, contudo, o ponto nefrálgico de ataque em geral, é sempre a Polícia como se ela pudesse ser onipotente e onipresente para constantemente evitar crimes.
    Vale registrar o que asseverou o colega Delegado de Policia do Distrito Federal, WILMAR COSTA BRAGA no seu artigo pertinente à Segurança Pública: “Parece ser a Polícia o único órgão responsável pela segurança, mas não é. Apenas tem a função mais árdua de todos os outros, porque atua na garimpagem de criminosos e na execução das Leis, a fim de torná-las efetivas ao exigir o cumprimento das regras sociais e solucionar os seus conflitos. Daí a preocupação que deve ter o dirigente de um órgão policial com o perfil, com a remuneração, com o preparo técnico e operacional, com a coibição dos desvios de conduta, em face da vulnerabilidade com a criminalidade e com o risco de vida.”
    É comum ainda ouvirmos e constatarmos verdadeiros absurdos e acusações descabidas às Instituições Policiais por parte de diversos segmentos da Sociedade. Parece ser tradição enraizada do povo em generalizar que a Polícia é ineficiente, corrupta e corruptível, que todo Policial é ignorante, arbitrário e irresponsável, quando na verdade, de uma maneira geral, tais entendimentos não passam de pensamentos ilógicos, egocêntricos e insensatos, pois a Polícia também evoluiu com o tempo, não estagnou como continuam em teimar com tais concepções retrogradas.
    Hoje existimos com capazes e excelentes profissionais em todos os Órgãos Policiais do país. Temos – em grande maioria – componentes com boa qualidade cultural e nível intelectual adequado possuidores de cursos universitários ou pós-graduados nos diversos ramos da Segurança desempenhando suas funções a contento e trabalhando para o bem estar da coletividade fazendo cumprir as Leis e as obrigações inerentes aos seus cargos.
    As ações desastradas e violentas com crimes ou transgressões diversas ocorridos no passado e ainda no presente protagonizado por muitos componentes dos órgãos Policiais trouxeram conseqüências negativas e depreciativas para todos. Tais atributos, com o passar dos tempos, fizeram com que a Polícia ganhasse a pecha de arbitrária e ignorante, enquanto que, falsos Policiais que se afastaram dos seus objetivos precípuos praticando ilícitos penais ou desvios de conduta arrebanharam outros adjetivos pejorativos que infelizmente grudaram feito uma “sanguessuga” e acompanham as classes por gerações sem fim.
    A questão da violência policial de outrora que ultrapassaram todos os limites do direito do cidadão quando da Ditadura Militar que assolou o país por muito tempo, trouxe conseqüências marcantes e desagradáveis para a Polícia atual.
    Nesse sentido há de se registrar o que disse o colega Delegado de Polícia e Professor de Direito, ANDRÉ LUIZ LUENGO, num dos seus artigos publicados: (…) “atingir o direito de liberdade da pessoa humana ficou marcado na época da Ditadura Militar, criando o estigma da expressão polícia-repressão. Repressão como sinônima das atrocidades que ocorriam nos porões dos departamentos policiais, através das práticas de tortura e até desaparecimento de opositores ao regime do governo ditatorial. A polícia, naquele período, ao invés de ser o órgão de conservação e garantidor da paz e da tranqüilidade pública, na verdade era o braço humano utilizado nessas práticas covardes. (…)
    Mesmo agora, vencida a ditadura e instalado o Estado Democrático de Direito, resta ainda às mazelas desta triste impressão que permanece incutida na sociedade. A ditadura não tratou o ser humano com dignidade.
    As manchas sujaram toda a história e a estrada a ser palmilhada pelos agentes policiais visando extirpar essa infeliz fase dos anais policiais é árdua e difícil, mas passível de ser vencida. “Um dos caminhos é trabalhar alicerçado na máxima: a dignidade do ser humano é direito essencial de todos.”
    Ainda nesse mesmo sentido é de bom alvitre observar o entendimento do Advogado militante em Brasília e Mato Grosso, EDUARDO MAHON quando asseverou num dos seus artigos recentemente publicado: (…) “Essa dicotomia, espécie de tatuagem ideológica, nunca mais foi removida na mentalidade brasileira – o bem contra o mal. Minguada, humilhada, submetida, à polícia restaram todas as críticas, as denúncias, as desconfianças, despojos das duas décadas de golpe militares. Um “mal necessário”, cujo cidadão teme, desconhece e quer distancia.”
    Com a Constituição de 1988 morreu a polícia ditatorial para nascer e crescer a Polícia cidadã. O instrumento principal que era usado pela polícia da Ditadura Militar, qual seja, a tortura, transformou-se em crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. O método da tortura até então utilizado por aquela antiga polícia que era a imposição de dor física ou psicológica mediante crueldade para obtenção de confissão ou informação foi abolido do dicionário da Polícia cidadã – embora haja exceções à regra que deve haver punição na forma da lei para tais atos covardes e insanos quando ocorrer – para o bem da sociedade e para o próprio bem da Instituição.
    Outro problema crônico que influencia diretamente a população brasileira para o continuísmo destas negatividades sobre a Polícia é também a questão apresentada em filmes nacionais, novelas ou seriados em que se mostram situações hilárias, grotescas ou bem aquém da realidade dos nossos profissionais. Policiais Civis ou Militares são apresentados naquelas tramas como se insanos fossem, ou mesmo, vemos também então a figura do Delegado de Polícia sempre ultrapassar todos os limites das Leis com suas ações impensadas e inconseqüentes.
    Na verdade os autores ou escritores dessas “estórias” cinematográficas ou televisivas, quase sempre são mal informados ou distorcem as coisas na tentativa de agradar ao público com cenas cômicas ou deseducadas mostrando o irreal da atualidade policial, incutindo em suas tramas que as nossas classes são compostas por pessoas inferiores de baixa cultura, arbitrárias, ignorantes e que sempre se corrompem no desenrolar dos textos apresentados.
    Assim, várias culturas foram cultivadas através das eras com todas essas questões pejorativas em desfavor da Polícia. A sociedade teme a Policia ao invés de respeitá-la com aliada. A sociedade repudia a Polícia e dela quer distância.
    Referente à cultura do medo bem entende o professor JOSE PASTORE quando assevera no seu artigo intitulado “MEDO DE POLÍCIA” publicado no Jornal da Tarde: “O cultivo e a implementação de medidas de respeito à lei depende muito de uma cooperação entre os cidadãos e a polícia. Na verdade, a eficiência do trabalho da polícia está intimamente ligada ao bom relacionamento entre cidadãos e policiais. Os estudiosos da sociologia criminal chamam essa interação da “co-produção dos serviços policiais”, querendo com isso chamar a atenção para a relação simbiótica que existe entre polícia e público. Essa interdependência pode ser mais bem entendida quando se examinam alguns dados. Em quase todos os países, a grande maioria das intervenções policiais ocorre por chamadas das pessoas. Assim, cidadãos e policiais estão do mesmo lado. Um vê o outro como elemento de apoio. Os policiais dependem da iniciativa das pessoas e estas dependem da proteção dos policiais”.
    Buscando dar um melhor entendimento ao objetivo do presente texto que visa mudança de comportamento na sociedade, necessário se faz tecer algumas considerações sobre o nosso poderio , assim como, pelo que passamos ao sermos confundidos e mal interpretados no nosso labor. LUIZ MARCELO DA FONTOURA XAVIER, Professor e Delegado de Polícia do Estado do Rio de Janeiro num dos seus artigos publicados recentemente bem exemplifica conceito e fato, explanando que: “Poder de Polícia, em definição simplista, nada mais é que o poder do Estado de invadir e limitar certas garantias e direitos individuais quando o interesse público prevalecer sobre o interesse particular. Todavia vivemos a “cultura do abuso”, isto é, sempre que uma pessoa discorda de uma atuação policial estritamente legal afirma aos quatro cantos que “ISSO FOI ABUSO DE AUTORIDADE” e infelizmente a afirmação desta pessoa que é totalmente leiga juridicamente encontra espaço de mídia e ressonância nos sensacionalistas de plantão… essa cultura do abuso desencadeou outras posições errôneas, onde a polícia fica de “mãos atadas”, em alguns casos até receosa em atuar e mesmo assim é responsabilizada quando ocorre um fato criminoso”.
    Por outro lado as Organizações não Governamentais que tratam dos DIREITOS HUMANOS do cidadão de quando em vez confunde seus objetivos tratando desiguais como iguais, ou seja, tratando até mesmo marginal perigoso, criminoso contumaz, reincidente e irrecuperável como se ele fosse igual às suas próprias vítimas, qual seja, igual ao cidadão de bem que vive trabalhando honestamente e que necessita da verdadeira Segurança Publica, esquecendo que o outro é quem traduz a insegurança, o trauma familiar e o crescente índice de criminalidade, ao passo que, no meio desses dois está a Polícia para cumprir a sua missão.
    Relacionado ao tema, quanto aos atos praticados pela Polícia atual, pela Polícia cidadã, bem entende o colega ANDRÉ LUIZ LUENGO: “Hoje a atuação policial deve se balizar nos princípios norteados pelos Direitos Humanos, os quais constam expressamente ou intrinsecamente na nossa normatização, ou seja, os Direitos Humanos refletindo na conduta policial.”
    Entretanto, em dicotomia, é mais do que comum vermos no cotidiano nossos agentes sendo vítimas de criminosos sem assim haver interferência de tais Organismos defensores dos Direitos Humanos em seu favor, diferentemente do que ocorre quando é o contrário, situação em que o Policial é mistificado e massacrado até mesmo pelo próprio Sistema.
    As ações despropositadas, abusivas e ilegais dos Policiais devem realmente ser combatidas, entretanto, vemos que o estrito cumprimento do dever legal, a auto defesa, a ação da reação à prisão, os atos da perseguição de marginais e até mesmo a legítima defesa própria ou de terceiros, são confundidos e veementemente criticados por muitos como se os agentes tivessem a praticar ilícitos penais ou transgressões administrativas.
    É preciso que não se confundam os atos legais praticados pela Polícia com os seus excessos, para o próprio bem da Instituição e da sociedade.
    O conjunto das regras que garante a segurança e a ordem que rege os atributos da Polícia se confunde com essas problemáticas citadas, enraíza e cria os preceitos verdadeiros de que vivemos uma atividade desprezada, uma função incompreendida, uma trajetória ilógica, um labute controverso, uma vida atropelada dentro de uma classe tão dispersa.
    A árdua luta para preservar a ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio, bem como a atribuição de auxiliar a Justiça, estando atenta aos seus próprios atos para evitar conseqüências desagradáveis são, portanto, algumas das regras básicas a serem observadas pela Polícia cidadã.
    O pensamento popular referente à questão da Polícia ser ineficiente e irresponsável também é descabida, pois na verdade, conforme o explicitado transformou a nossa Polícia numa Polícia vulnerável e sem garantias. Receosos dos eventuais abusos e punições os policiais se sentem enfraquecidos. De tão esvaziada, desprezada, desvalorizada, desmoralizada e humilhada que foi a Polícia esmoreceu, perdeu forças e aumentou as suas dificuldades para o enfrentamento do crime.
    Polícia é coisa essencial, não um mal necessário com entendem muitos. É preciso que se repensem esses conceitos irracionais para o próprio bem estar da coletividade. Urge, portanto, de mudanças nessas concepções errôneas para que haja uma maior união e interatividade entre o povo e a sua Polícia. Para que haja confiança do cidadão nas ações da Polícia. Para que a sociedade tenha a Polícia como sua amiga, como sua aliada no combate ao crime e no cumprimento das Leis.
    A Polícia é a guardiã da sociedade e da cidadania. No seu cotidiano o Policial investiga, protege o bem, combate o mal, gerencia crises, aconselha, dirime conflitos, evita o crime, faz a paz e regula as relações sociais.
    O Policial é também o sustentáculo das Leis Penais e deve seguir sempre o princípio primordial de jamais colocar as conveniências da sua carreira acima da sua trajetória moral.
    A sociedade atua sobre a Polícia cobrando a sua devida proteção, enquanto que a Polícia atua sobre a sociedade na medida em que é capaz de realizar os seus projetos funcionais inerentes sem ser confundida.
    A Polícia cidadã é o elo de boas ações que estabelece um sincronismo entre o seu labor direcionado verdadeiramente a serviço da comunidade, ou seja, uma Polícia em defesa do cidadão e não ao combate do cidadão.
    Aliado a esse conjunto de problemas ainda existe a falta de reconhecimento por parte dos Poderes públicos relacionado à questão salarial dos Policiais. Ao longo dos tempos os Governos Estatais vêm relegando a Polícia ao segundo plano. As políticas salariais não são diferenciadas das outras classes funcionais e com isso a Polícia está sempre trabalhando inferiorizada piorando ainda mais o seu desempenho e aumentando consideravelmente o índice de corrupção existente no seio das Instituições.
    No tocante a esse item, observa-se também que no âmbito Federal nunca houve uma política firme de incentivo ao trabalho dos Policiais dos Estados. Nunca houve um programa de complementação salarial geral para as classes dos valorosos Policiais.
    Entretanto, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) já é uma realidade e uma demonstração de que o Governo Federal enfim começa a se preocupar com a problemática da insegurança e violência que assola a Nação, embora a questão salarial da Polícia que continua pouco atrativa devido a sua importância no contexto geral não tenha sido resgatada.
    O Programa marca uma iniciativa inédita no enfrentamento à criminalidade no país. O projeto articula políticas de segurança com ações sociais, prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência sem abrir mão das estratégias de ordenamento social.
    Relacionado ao incentivo do profissional da área existe bolsa de estudo para aqueles que participam de cursos específicos, assim como, há projeto habitacional que abrange certas classes Policiais de baixa renda.
    Remediando esses males questionados, com a ajuda e a conscientização de todos os segmentos, por certo a Polícia cidadã alcançará os seus objetivos com mais presença para oferecer uma conseqüente melhor Segurança para a sociedade.
    Revista Jus Vigilantibus, Terça-feira, 26 de maio de 2009

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