War In Rio, você vai querer jogar !

Sensacional o projeto lançado pelo designer Fabio Lopez! Ele lembrou daquele velho jogo de tabuleiros chamado WAR, e lançou uma nova versão WAR IN RIO. Olha a genialidade do cara: ele pegou o mapa do Rio e disponibilizou de forma similar ao mapa do jogo original, que era dividido em continentes e subdividido em países. O War in Rio é subdividido em Zona Sul, Norte e Oeste, Baixada Fluminense, Centro e Avenida Brasil, e os bairros mais tomados pela criminalidade subdividem estas áreas, tomando todo o território.
Os exércitos? Bom, você pode optar por jogar com o BOPE (exércitos pretos), o Comando Vermelho (CV – exércitos vermelhos), a Polícia Militar (PM – azuis), as Milícias (exércitos brancos), o Terceiro Comando (TC – exércitos verdes) e os Amigos dos Amigos (ADA – exércitos amarelos).
As regras são basicamente as mesmas do jogo de estratégia e guerra mundialmente consagrado. Aliás, nas palavras do autor, “as Regras do jogo se mantiveram inalteradas, e constituem os mesmos princípios morais comercializados em lojas infantis: matar, destruir, conquistar e aniquilar seus amigos”.
E ainda tem o prólogo, narrando como surgiu o cenário de guerra civil que atualmente vivemos no Rio, apesar dos governos estranhamente negarem:
Rio de Janeiro, dezembro de 2007.
Depois de décadas de abandono e desprezo por parte das autoridades, a cidade do Rio de Janeiro finalmente encontra-se em guerra. Enquanto os políticos discursam para uma classe média desinteressada, esquadrões de extermínio, grupos paramilitares, policiais e narcotraficantes disputam o controle da capital.
O cenário disfarça, mas a realidade não engana. Entrecortada por montanhas, florestas e lindas praias tropicais, o couro come nas ruas da cidade. Em alguma esquina do centro, na favela ou nas ruas do bairro, sorrateiramente o dinheiro troca de mão e a arma troca de lado.
os blindados tomam os guetos
e os milicianos controlam o gás,
o bacana aperta a mutuca
e o vagabundo trabalha em paz.
a piranha exerce tranqüila
a mais antiga profissão,
já deixou um galo pro cana,
no esquema do cafetão.
o bicheiro festeja o caixa
no orçamento do carnaval,
na cidade maravilhosa
só não falta é cara de pau.Nesse tabuleiro sem regras é preciso sorte.
Gostei da idéia, assim que o projeto ficar pronto vou imprimir meu mapa e ajudar a destruir o Rio, ao invés de ficar só reclamando ![]()


As autoridades da segurança pública fluminense não gostaram, mas eu gostei e confesso que fiquei com inveja de não ter sido eu o autor da idéia. Talvez porque, na vida real, eu faça parte das peças do jogo, e não do jogador, afinal o jogador só tem a perder a vitória ou não da batalha… eu tenho a vida…
Enfim, acesse o blog do cara e veja como jogar a nova futura febre!

Não vejo maldade ou humor negro na iniciativa, a vulgarização de temas sérios é realmente preocupante, mas uma idéia simples e criativa como essa enseja mais discussão e reflexão do que apologia ao crime ou má influência para quem joga…
Achei legal….já da para fazer uma sequência e assim como no jogo original criar o war in rio II, poderiamos colocar o CORE e fazer um campeonato com o pessoal do outro tópico.
Podiamos tb ter caveirões e pacificadores, acho que faltou.
Poderiamos tb criar a regra que quem caisse com o território do palacio do guanabara ganharia uma unidade de cada outro exército por rodada.
Ah desculpe….esqueci que é só um jogo…e que o autor pede para separar um pouco a realidade do game.
ABÇ
Benito.
Hehe, eu gostei da idéia, mas muita gente se indignou achando que devia se levar mais a sério a questão de violência no Rio. É, fazer o que né…
O jogo reflete exatamente a situação do RJ: GUERRA. Mas se fossem guardar as devidas proporções, eu iria jogar sempre com o vermelho. É quem tá ganhando, né.
Aliás, humor refinado e retratar cruamente uma realidade é amplamente feito por artistas. E isso se chama cidadania, nos leva a refletir. O cara está certo de fazer esse jogo.
Enquanto isso, eu aguardo o filme do Padilha sobre política e corrupção!!! Que venha outro filme de “humor negro” como tropa!
Débora: idem.
Tb acho que a violência no Rio deveria ser levada a sério….só precisam dizer isso para o governador. Enquanto isso um pouco de entreterimento e “humor refinadao” nas palavras da Debora, não fazem mal a ninguem.
Eu só não escolheria o vermelho porque não gosto da cor, prefiro, ironicamente e desde criança o preto hehehe
E depois é muito mais divertido jogar com o time mais fraco, ainda mais quando vencemos a partida. Pena que isso não reflita no mundo real
Ow, sou fã de carteirinha de WAR, tenho todos, esse vao estar dsiponível pra venda no Brasil, já quero ter o meu!!!
Achei super irado este jogo, pois posso pela minha própria experiência, dizer sobre o que foi viver no Rio nesta guerra civil que as autoridades insistem em não comentar e até resolver o problema das favelas. Deixo aqui um grande abraço pra você.
PS Até que enfim alguém entendeu o que está acontecendo naquela cidade
sou fã de carteirinha de WAR, tenho todos, esse vao estar blzzz
quero esse jogo !!!!!
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Pense Nisso…
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
- No caminho com Maiakovski -
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