Rio, A Pena de Morte em Pleno Vigor
Chega a ser curioso o clima de banalização da violência instalado no Brasil, e pelo que leio, mais fortemente nas grandes metrópoles, e mais ainda especificamente no Rio, que é o palco de minha realidade.
E, pior ainda, a indiferença perante a morte de um policial. Não que eu ache que todo mundo deve considerar um policial como sendo uma pessoa especialíssima, um herói ou algo do gênero. Precipuamente policial é um bicho muito chato mesmo.
É ele quem acaba se metendo em briga de marido e mulher, por mais que desaconselhe o velho ditado popular. É ele que vai em sua casa, no meio daquele festão madrugada adentro, pedindo para abaixar o som alto do funk, para desgosto das gatinhas reboladoras que aceitam ser coisificadas, e desespero dos adolescentes vidrados e embriagados.
É sempre um policial que vai prender o garotão que estava tranqüila e alegremente disputando “racha” no carro do papai, ou que liga para o mesmo papai dizendo que seu filho encontra-se detido em uma DP porque resolveu fumar um baseado na praça do bairro. Esses malditos policiais que deviam sim estar correndo atrás de bandido, não dessas coisas pequenas. Enfim, somos chatos, sabemos disso.
Costumo dizer que nem a mãe do policial gosta da Polícia, e de uma forma geral isso é bem verdade. Acho que é claro também que nem o Governo gosta da Polícia, se for o caso de alguém ainda duvidar.
Esse preâmbulo foi só porque, assim que cheguei em casa do trabalho, procurei nas páginas da imprensa na internet para ler sobre as circunstâncias das mortes de três (mais três) militares da PMERJ em nossa linda cidade. E não achei mais a notícia, já é página virada. Tudo bem, fui intempestivo, mas ora bolas… ao menos consegui ler no Blog do Grupo PCERJ.
Por incrível que pareça, na maioria das lugares civilizados deste planeta, as pessoas ainda tem a mentalidade, por mais que desgostem das forças de segurança, de que, “se um bandido tem a audácia de assassinar um policial, imagine o que ele não faria comigo!”. Aqui não. Passamos a achar que a morte de um servidor da segurança pública é um fato intrínseco à própria profissão. Faz parte.
Força às famílias dos PMs assassinados nestes últimos e trágicos dias, nada do que dissermos ou escrevermos vai aliviar a dor da perda, mas fica a lembrança e a esperança de que chegue um dia em que poderemos, quem sabe, parar com esta contabilidade mórbida onde os nomes dos policiais mortos nem são devidamente lembrados, justamente por serem muitos.
Sem mais.
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Meus sentimentos aos PM’s que faleceram em cumprimento de seu ofício, e na tentativa de garantir a minha segurança.
E melhoras aos 4 policiais, dentre eles o Delegado do Core, baleados hoje.
Aliás, por esse motivo a morte dos Pm´s já é página virada. Hoje já temos mais 4 policiais baleados…
Sem mais.
O pior é que são todos soldados. E em uma guerra só duas categorias perdem: a verdade que é a primeira a ser abatida e os soldados que não valem nada. Nem notícia no jornal
E TENHA CERTEZA COMPANHEIRO QUE TODOS NÓS SENTIMOS O MESMO EM RELAÇÃO AOS ‘CHARLIES’ CAÍDOS!
HOJE MESMO (17/10) MAIS UM TOMBOU E ALGUNS SE FERIRAM PARA TIRAR DE CIRCULAÇÃO OS ‘POBRES COITADOS’ DO TRÁFICO PARA-MILITAR DO RIO DE JANEIRO!
Boa Noite Amigos,
A População hoje não quer mais aquele Policial Truculento e Ignorante ela quer Sim, um Policial Honesto, Competente e que trabalhe por prazer. Temos que fazer nossa parte. Aos Companheiros que tombaram em luta que tenham o reconhecimento daquele lá de cima que eles tombaram tentando fazer um mundo melhor para as pessoas honestas.
[...] da policia, pelo menos subsiste um certo pensamento utilitarista quando um policial é morto: “se um bandido tem a audácia de assassinar um policial, imagine o que ele não faria comigo!” Por outro lado, a morte de um verme sanguinolento há 40 anos atrás na Bolívia provoca um [...]
Infelizmente para que se chegasse a essa condição aterradora, foram anos de massificação das Forças Armadas e juntamente com elas as Forças Auxiliadoras.
O que vemos hoje é o jovem contra quaisquer atos que venham de policiais, eu mesmo era contra a polícia e achava-a repressora e racista, mas isso tudo foi impregnado com a retórica marxista de que essas forças estavam a favor da perpetuação da miséria das pessoas a favos de elites. Como se policial fosse da elite e não fosse gente como a gente.
Bandido não tem pena de ninguém e se ele entrar em nossas casas, não vai ser para beijar nossos pés, pois eles entraram para roubar , matar e destruir.
Temos que apoiar as nossas Forças Armadas e a Polícia , pois elas prezam pela ordem e segurança e estão para nos servir e nos proteger.
Um abraço
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Pense Nisso…
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
- No caminho com Maiakovski -
C O R R U P Ç Ã O
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