Burrus Juridicus em 2 Clicks

Sempre acho espetacular quando a imprensa tenta mostrar algum tipo de cultura legal. Penso que para eles, consultoria jurídica deve ser apenas para evitar ser processado, e não para melhorar o nível da informação capenga que eles atualmente fingem que prestam à população.

O crime de “desacato à autoridade” (sic) já há muito tempo é chavão, e não sei como ainda não fizeram um upgrade no CP para assim nomeá-lo. Agora vem esse tal de “concursão“… não conhece? Aquele, em que o servidor público exige vantagem para si, em razão da função, vantagem indevida. Você precisa estudar hein, senão nunca vai da Polícia…

6 ideias sobre “Burrus Juridicus em 2 Clicks

  1. Gostei deste link e resolvi comentar. Existem várias gafes que a imprensa comete no linguajar jurídico rotineiro, inclusive os lidos por mim acima, mas a imprensa ainda não descobriu a diferença entre “mandado” e “mandato” de prisão. Este último o praticado por eles. Se alguém da imprensa passar por aqui aprendam de uma vez por todas que é “mandado de Prisão”.
    Abraços.

  2. Sabe aquele ditado que diz: ” Se você não sabe para onde está indo todo o caminho o leva a lugar nenhum “, pois bem, a imprensa não sabe o que é linguajar jurídico e também não faz questão de saber. Se todo o lugar serve então que continuem capengando.

  3. São várias. Foi notícia de página do G1: CASSASSÃO dos direitos políticos do casal Garothinho… ai, minha Constituição cidadã!!!

  4. eheheheheh vou atualizar meu código….
    eu pensava que concursão era o aumentativo de um dos concursos previstos nos art. 69 e 70…preciso rever meus conceitos de direito penal…
    Quantas notícias de pessoas condenadas por “assalto a mão armada” já não foram vinculadas? Ou então por “prostituição”?

    Mas tb acho que os juristas não ajudam em nada, a linguagem utilizada é muito difícil, cheia de tecnicidades que fogem completamente ao domínio popular.

    Os operadores do direito(ta vendo já to usando linguagem rebuscada! rebuscada??) insistem em utilizar termos eruditos, numa inutil demonstração de sapiência. (parece que escrevi o parágrafo com o dicionário do lado, mas apenas usei termos corriqueiros em peças jurídicas)

    Já os juízes por seu turno, esqueceram do valor didatico das sentenças, não é raro uma pessoa que não é do meio ler um acordão e perguntar: Quem ganhou? recorrrendo a “tradução” de um advogado.

    Tirando algumas raras exceções, o Direito fala para si mesmo, se esquecendo de que o destinatário final de qualquer ordenamento jurídico e consequentemente de sua interpretação dada pelo Poder judiciário é o cidadão ‘comum”, o homem “médio”, que não deveria precisar de advogado para entender quais são seus “direitos e obrigações”.

    Em suma, tirando os erros “crassos” e as invenções da imprensa, os próprios juristas possuem grande parte de culpa pela “desinformação” generalizada divulgada na imprensa.

    Esta é outra discussão que da pano para manga…heheh

    Abç.

    Benito

  5. Hehe são tantos casos que ninguém mais se assusta. Concordo contigo Benito quanto aos floreios que comumente são utilizados para mostrar um suposto conhecimento jurídico. Aliás, salvo engano, não me lembro bem mas acho que foi da Corregedoria do TJRJ ou do CNJ não lembro mesmo… uma resolução que recomendava aos magistrados a utilização de um vocabulário menos rebuscado para facilitar o entendimento pelas partes. Pior que nem se pode dizer que os juízes e desembargadores não seguiram a orientação, já que a maioria das decisões são feitas pelas secretárias(os) e estagiárias(os) hehehe

    Mas quando se erra o simples nome de um crime, ou inventam-se crimes, como a “prostituição”, acho que é mesmo desleixo.

    Falando no assunto, semana passada analisávamos em uma aula esta sentença do juiz Gerivaldo Alves, lá de Conceição do Coité na Bahia. Ele fez uma sentença com todos os requisitos de maneira que o autor, um simples marceneiro, pudesse compreender. Muito legal, leiam lá no Blog do Cardoso tem o texto da sentença, velhinha já mas só conheci recentemente.

  6. Benito, escreveu tudo. Concordo em gênero, número e grau de todas as suas palavras. Primeiro que, na minha opinião, noções de Direito deveria ser matéria obrigatória nas escolas para que muita gente saiba ser cidadão no sentido próprio da palavra; em segundo lugar a própria imprensa tem profissionais da área do Direito em sua estrutura mas parece que eles se divertem com isso ao invés de reverter os erros que publicam quanto ao “JuridiQuês” e, por fim, Juízes, Advogados e Promotores criam uma disputa acirrada para ver quem escreve mais difícil. O trâmite processual no Brasil Já é ruim e burocrático, imagina se precisarmos parar o processo e traduzí-lo para depois entender que caminho seguir.
    Abração

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