Quem não teme tiro de fuzil, não deve temer ameaças

Pesquisa Opiniao dos leitores sobre a greve da Policia CivilEssa mensagem é direcionada aos Policiais Civis que têm caráter e são homens para assumirem o que fazem, pois têm perfeito entendimento de que estão acobertados pelo grosso manto da LEI.

Digo isso porque certamente alguns dirigentes da PCERJ mostrarão a face oculta: Delegados de Polícia que têm compromisso não com o serviço policial, não com a sociedade que juraram servir e proteger. Alguns têm interesse com seus bolsos, com suas “condições”. Tem Delegado que tem medo de perder titularidade de Delegacia, e aposto que não é questão de vaidade. Tem Delegado que puxa o saco do Chefe. Tem Delegado que puxa o saco do Governador. E todos estes, sempre, vivem um tentando puxar o tapete do outro.

Acreditamos que esse tipo de servidor seja minoria, mas devemos estar preparados para enfrentar adversidades. E, importante, enfrentá-las individualmente. Sim porque existe toda uma estrutura de apoio do Sindicato, mas temos que ser honestos com nós mesmos, e reafirmarmos a posição que achamos ser correta e justa.

A imprensa já está divulgando com bastante ênfase a afirmação de Sérgio Cabral de que mandará cortar o ponto dos servidores que aderirem à greve. Ele só não sabe que nós sabemos ler. Ele só não sabem que nós estudamos, somos advogados, engenheiros, médicos, mestres. Nossa categoria tem todo tipo de profissional, e não vai se intimidar com ameaças generalizadas.

A Constituição da República determinou – inciso VII do Art. 37 – que o exercício do direito de greve dos servidores públicos civis deverá ser regulamentado por lei complementar. A classe política, que ora orbita pelo Legislativo, ora pelo Executivo, malandramente nunca editou a tal lei complementar. Por isso os governos sempre oprimiram seus servidores, subtraindo um direito destes.

Acontece que o tempo passou, mas os servidores não são os mesmos. Estudamos, renovamo-nos. Sabemos que o exercício da greve é um direito de todo cidadão. Uma garantia constitucional. Assim, o STF já bateu o martelo, e decidiu que enquanto o direito de greve dos servidores não for regulamentado, aplicar-se-á a Lei de Greve (Lei 7.783/89), e que os servidores podem sim (e devem) fazer GREVE.

Essa decisão veio após dois Mandados de Injunção, que reconheceram a demora do Poder Legislativo em editar a bendita lei complementar. Um foi impetrado pelo Sindicato dos Servidores Policiais Civis do Espírito Santo e outro pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Pará.

Portanto amigos da PCERJ, não vou mais tomar seu tempo com detalhes legais. O ponto é: nossa greve é legal, e não adianta fazerem ameaças vazias.

FORÇA E HONRA!

2 ideias sobre “Quem não teme tiro de fuzil, não deve temer ameaças

  1. Muito bem elaborado o seu artigo, sou da pmes e acompanho as notícias desse site. Aqui no ES a nossa categoria busca por melhorias salariais, não sei se está decisão do STF vai nos benificiar, mas estou com vcs abraços.

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