Procedimento durante a GREVE

A Policia Civil pede Socorro

Atenção Policiais Civis do Rio, o SINPOL já divulgou a cartilha sobre os procedimentos a serem adotados durante o período em que permanecermos em GREVE.Alguns deles:

  • Remoção de cadáver;
  • Registro de Roubo/Furto de Automóveis;
  • Prisões em Flagrante Delito;
  • Prisões por Cumprimento de Mandado;
  • Procedimentos da Lei 9099/95 somente se o Autor do crime for conduzido à DP.

Clique AQUI para ver a Cartilha Oficial.

Alguns colegas (bem, todos que eu conheço) estão reclamando dos procedimentos, já que estas são as ocorrências mais comuns nas DPs, e não vai fazer quase nenhuma diferença se continuarmos realizando este serviço.

Concordo em parte com os descontentes, em parte com a cartilha.

Por exemplo, quanto ao Registro de Roubo/Furto de Autos, eu preferia que após a comunicação pela vítima somente fosse comunicado o CECOPOL (rádio) e “tchau” para a vítima. Não vamos registrar porque não vai ser investigado, estamos em GREVE. Volte depois do Reescalonamento.

Prisões em Flagrante e por Mandado, óbvio, não podemos deixar marginais à solta, mesmo que a sociedade em geral faça por merecer. Cumpra-se.

Procedimentos da Lei 9099: bem, complicado. Mas considerando que, salvo recusa do autor em assumir o compromisso, as ocorrências de JECrim não ensejam em prisão, apenas o pagamento de cesta básica, não vejo porque atender estas ocorrências. Sabemos que as vítimas serão vítimas e acabou, a Lei não nos permite maior intervenção.

Por outro lado, imaginando a ótica das pessoas que elaboraram a cartilha, ressalte-se que tudo, tudo sem exceção deverá ser apreciado e presidido pela Autoridade Policial, ou seja, o Delegado de Polícia. Então, os Delegados serão sobrecarregados, não é culpa deles mas a Lei manda assim e o Governo mantém o quadro destes servidores no limite do inaceitável. O que implica dizer que uma ocorrência que demorava 1 horas no sistema Delegacia Legal vai demorar um bem mais, já que será realizado um procedimento por vez. A não ser que o Delegado consiga interrogar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo.

Ou seja, só faça a ocorrência com o Delegado do lado. Não faça perguntas às partes, apenas consigne o que o Delegado mandar. As outras ocorrências que esperem o término da que está em andamento.

Em outros crimes, em que são necessárias diligências e perícia, não podemos deixar de ir ao local. E em companhia do Delegado de Polícia, como manda o CPP. As partes que estiverem na Delegacia que aguardem.

Amigos, a cartilha é um tanto quanto frouxa sim, mas se seguirmos à risca o que foi proposto pelo SINPOL conseguiremos o resultado esperado. Muitos Delegados vão querer intimida-lo, com ameaças e outras coisas mais baixas. Mas lembre-se, esse tipo de Delegado é o que em breve vai ser extinto em nossa casa, vamos caçar todos que têm “rabo preso”. O Delegado que não entende e não solidariza com seu Agente neste momento, certamente tem interesses pessoais que o fazem ser assim.

Para isso está em atividade um plantão do Comando de Greve do SINPOL, através do telefone (21)2224-9571, qualquer problema ligue, não se submeta a Delegados comprometidos com “arregos” ou outras ilicitudes.

FORÇA E HONRA!

3 ideias sobre “Procedimento durante a GREVE

  1. SEM QUERER MENOSPREZAR A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DA PCERJ (A QUAL MUITO ADMIRO) A PARALIZAÇÃO TALVEZ NÃO SURTA O NECESSÁRIO EFEITO.

    O ‘SOCIEDADE’ É INFLUENCIADA NA MEDIDA EM QUE A ‘SENSAÇÃO DE SEGURANÇA’ AUMENTA OU DIMINUI. MESMO QUE A PRESENÇA DO POLICIAL MILITAR ESTEJA VAZIA DE PLANEJAMENTO E/OU PROPÓSITO, ELE ESTÁ ‘LÁ’.

    DEVEMOS UNIR NOSSOS PLEITOS COMO SERVIDORES DA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA, QUE SOMOS!

    QUE O CIDADÃO VÁ À DP E DEMORE!

    QUE O CIDADÃO VÁ AO HOSPITAL E NÃO VEJA MÉDICOS!

    QUE LEVE O FILHO NO COLÉGIO E NÃO VEJA PROFESSORES!

    QUE ANDE PELAS RUAS E NÃO VEJA PMs!
    (POIS ESTARÃO NAS DPs REGISTRANDO OCORRÊNCIAS)

    UNIÃO JÁ!
    CHEGA DE PASSEATAS E REUNIÕES DE UMA SÓ CATEGORIA!

    O ESTADO DO RIO DE JANEIRO ESTÁ UM CAOS DE CIMA À BAIXO!

    INDEPENDENTEMENTE DE QUAL SEJA O GOVERNADOR E SEU PARTIDO, CHEGAMOS AO LIMITE DA PACIÊNCIA!

    UNIÃO JÁ!
    FORTE ABRAÇO.

  2. Acho que o caminho esta errado. Deviamos realmente fazer uma greve, e nao uma operaçao padrao. Deveriamos ir para a rua, e acabar com todos os arregos (casas de prostituiçao, aborteiros, jogos de bicho, gasolina adulterada e etc.), realizar “para pedro” em cada esquina do Rio. E nos unirmos as outras categorias de servidores publicos e realmente pararmos todos os serviços.

    Abraços.

  3. Granja: olá amigo, é verdade, nosso contato com a população é basicamente quando esta vai à DP, já que quando fazemos o trablaho de rua ficamos misturados ao povão. Mas pode acreditar que a greve vai ser percebida e sentida pela população.
    Quanto à PMERJ, não sei porque ainda não iniciaram um movimento mais radical dentro dos limites do regime militar, como fizeram em outros estados. Aquarteamento, sei lá, não sou policial militar então não ousarei sugerir o que podem fazer, mas se em outros estados fizeram, é porque tem como ser feito.
    Não se iluda, a PCERJ e a PMERJ estão unidas sim. Talvez não nos espaços da internet, mas nós que trabalhamos juntos no dia a dia não enfrentamos nenhuma animosidade. A PCERJ merece a correção da injustiça com o Reescalonamento, os Praças da PMERJ merece urgentemente um aumento grande, de no mínimo 100%. Fé, no fim vamos vencer, todos.

    Carlos: mas nós não podemos fazer uma greve ao arrepio da Lei, pois neste caso podemos ser prejudicados. Já começaram as ameaças do governo, como cortar o ponto. Só que da menira como estamos fazendo, não tem jeito. A Lei está do nosso lado.

    Quanto à toda essa estrutura criminosa que abastece alguns policiais com dinheiro sujo de sangue, não precisamos de greve para combatê-la, só vergonha na cara e dixarmos de ser omissos. Você deve se lembrar, quando fizemos por conta própria aquela operação contra o jogo do bicho e maquininhas. Lembra como foi difícil juntar colegas, e no fim fomos só 65 policiais? Por isso a greve é o caminho imediato mais apropriado.
    Eu concordo com você, mas não tem dado para fazer dessa maneira. Acabamos tendo que jogar de acordo com as peças que temos, e não de acordo com a regra do jogo.

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