Acidente com avião da TAM e o movimento dos Controladores

Foto do avião da TAM igual ao do acidente
O acidente aéreo envolvendo o avião da TAM, meses depois de tragédia anterior envolvendo o avião da GOL, que deu iníco ao badalado “apagão aéreo”, é a nova crônica da tragédia anunciada.

Lembram-se de um de nossos pots, “Controladores de Tráfego Aéreo, esse têm culhões“? Abordamos exatamente o ponto crucial do movimento daqueles profissionais. A falta de seriedade, o amadorismo com que se vem administrando a atividade aeronáutica no Brasil.

O Governo, com o apoio incondicional da imprensa, trataram de minimizar as manifestações dos Controladores como uma mera questão de dinheiro, apenas um pleito salarial, chamando-os de chantagistas quando ameaçaram cruzar os braços até serem ouvidos. Acredita nisso?

Da mesma forma os fatos vêm se formando no plano da Segurança Pública, principalmente no nível estadual, e os alertas, as denúncias, são todas minimizadas e resumidas ao bordão “policiais querem aumento de salário”.

Segundo informação divulgada no jornal televisivo da Rede Record, momentos antes do acidente envolvendo o avião da TAM no aeroporto de Congonhas em São Paulo, os controladores solicitaram uma vistoria na pista, pois haviam detectado problemas de acúmulo de água, vez que a obra milionária recém realizada foi mal feita, não atendendo os requisitos técnicos. Acontece que uma equipe da Infraero checou o local, disse que tudo estava bem e não havia anormalidades.

Logo depois, como sabemos (cerca de 5 minutos depois segundo o telejornal) o avião da TAM, um Airbus A320, transportando mais de 170 pessoas, não conseguiu frear durante o pouso, e numa manobra de retomada acabou chocando-se contra um prédio da mesma TAM, onde haviam mais pessoas ainda trabalhando.

Possivelmente, a despeito dos avisos dos controladores de vôo que só queriam dinheiro, essa tenha sido a maior tragédia em acidentes aéreos já ocorrida no Brasil.

Este site se solidariza com os familiares das vítimas, que viajavam de Porto Alegre para São Paulo.

Mas também preocupa-se com outras milhares de pessoas, no dia a dia. Será que vamos continuar tratando nossa Segurança Pública com o mesmo amadorismo com que foi tratado pelo Governo Federal (diga-se a Infraero e os militares), até que tenhamos uma tragédia até então inimaginável, nem pelo mais pessimista de nós? Ou será que conseguiremos iniciar finalmente um processo de mudanças e recuperação do controle pelo Estado?

É uma pena que cheguemos a este ponto, de precisar de um exemplo tão amargo para que a realidade caia como um peso na cabeça dos responsáveis.

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