Início » Revolução PCERJ

Quer reclamar da Polícia em GREVE? Leia primeiro.

Publicado em 06/07/2007 - Categoria: Revolução PCERJ

Foi-me solicitado a divulgação do texto abaixo para esclarecimento dos policiais civis, principalmente os que são lotados no interior do Estado. As palavras não são minhas, mas assino em baixo.

Por oportuno, peço licensa aos leitores deste site que são policiais de outros Estados ou mesmo que não sejam policiais mas admirem as corporações, mas invariavelmente haverá a tendência a postar alguns textos de interesse mais institucional do que informativo, mas é bom para que todos saibam o que vai acontecer e porque:

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!
DESABAFO DE UM POLICIAL CIVIL

(“PACIÊNCIA E BOM SENSO”)

Caros companheiros policiais civis, amigos e membros desta comunidade.

Hoje, 05/07/2007, fomos convocados, assim como o Sr. Chefe da PCERJ, para uma reunião na Secretaria Estadual de Planejamento, com o Sr. Secretário Sérgio Rui.

Evidentemente, tal reunião (convocada às pressas) foi um reflexo da nossa passeata do dia 26/06/2007, na qual foi decidido um indicativo de greve, a ser deliberado na Assembléia Geral Extraordinária com a categoria policial, que ocorrerá no próximo dia 09/07/2007, 2ª feira, às 11h00m, na porta da Chefia da PCERJ (Rua da Relação, 40, Centro, RJ).

Para os que questionam a serventia de passeatas e movimentos assemelhados, fica aí a resposta. Negociar com o Governo do Estado é jogar um jogo de xadrez, no qual, a cada movimento feito, outro movimento é feito pelo outro lado, até que um dos lados fique em xeque-mate.

Como todos sabem, o primeiro movimento foi nosso, na reunião de 19/03/2007, com o Sr. Governador Sérgio Cabral.

Nessa ocasião, o Sr. Governador concordou com a implementação do Reescalonamento Salarial, além de outras propostas de nossa pauta, aduzindo que necessitava apenas de tempo para adequar o orçamento estadual aos nossos pleitos, e, por isso, pediu que estudássemos uma proposta de parcelamento, a ser apresentada em 30 dias ao Sr. Secretário de Planejamento, o que foi feito logo na primeira semana de Abril/2007, quando apresentamos a seguinte proposta: 30% (trinta por cento) do Reescalonamento, parcelado, ainda em 2007, e os restantes 70% (setenta por cento) do Reescalonamento parcelados durante o ano de 2008.

Foi-nos solicitado mais um mês, para que a Secretaria de Planejamento estudasse o impacto dessa proposta e respondesse sobre ela, e ficou marcada uma reunião, para o dia 08/05/2007, reunião essa que, no dia em que iria ocorrer, foi adiada para o dia 10/05/2007, só que não mais com o Sr. Secretário Sérgio Rui, mas com um assessor dele, chamado Capela, o qual, por sua vez, adiou “sine die” a reunião, alegando que precisava inteirar-se sobre o nosso pleito, e o seu impacto nas finanças estaduais.

E assim ficamos, sem notícias, até que, após a passeata de 26/06/2007, fomos convocados (às pressas) para a reunião hoje, 05/07/2007, com o Secretário de Planejamento, que, como dito, convocou também o Sr. Chefe de Polícia, Dr. Gilberto da Cruz Ribeiro.
E o que aconteceu na reunião de hoje?

Adivinhem só…

Mais conversa do Sr. Sérgio Rui, mais insatisfação do Dr. Gilberto e demais presentes (todas as entidades de classe da PCERJ se fizeram representar, SINPOL, COLPOL, AIPERJ, APPERJ, etc), até que, finalmente, a reunião foi encerrada, com o seguinte pedido do Sr. Secretário Sérgio Rui: tenham paciência, e tenham bom senso, a imagem do Rio de Janeiro não pode ser abalada durante o PAN. Voltaremos a nos reunir no dia 16/07/2007, para continuarmos a negociação.

E agora?

Vamos ter paciência?

Quem tem fome tem pressa, portanto, não pode ter paciência, muito menos bom senso.

Durante a campanha para o Governo do Estado, o Sr. Governador Sérgio Cabral cansou-se de dizer que “governante que alega que não tem dinheiro para contratar policiais ou pagar salários dignos está mentindo”.

E agora, o que aconteceu?

Não há dinheiro?

Onde está o Reescalonamento da Polícia Civil, Sr. Governador?

Onde está a Lei Orgânica Estadual da Polícia Civil, Sr. Governador?

Não há dinheiro?

Então o que há?

Há, tão somente, uma política de Segurança pública assentada no conceito de “Polícia boa e barata?

Não há dinheiro para a Polícia, mas há Força Nacional de Segurança, posando para fotografias da Imprensa, durante operações policiais nas quais são travadas verdadeiras batalhas, com emprego de veículos blindados, helicópteros e ambulâncias, fuzis, policiais feridos, dezenas de marginais mortos, farta quantidade de armamento apreendido, inclusive granadas e metralhadoras antiaéreas, operações essas nas quais a briosa Força Nacional de Segurança sequer entra nos becos e vielas, porque ali só quem entra são os policiais civis e militares cariocas, heróis anônimos que arriscam suas vidas, disputando, literalmente, “cadeia ou cemitério”, em nome da política de segurança do Governo do Estado.

E para quê fazem isso?

Para no dia seguinte, via de regra, as manchetes dos jornais noticiarem que “a FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA OCUPOU O COMPLEXO DO ALEMÃO ou que “a Polícia Civil, ou Polícia Militar, COM O APOIO DA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA, ocupou o Complexo do Alemão”.

Que piada, quem esteve nessas operações sabe qual é o cômico papel desempenhado pela Força Nacional de Segurança nessas operações, papel esse eufemisticamente chamado de “ocupação do entorno das favelas”, mas que, como até mesmo a bandidagem já sabe, nada representa no combate ao crime, tanto é que são comuns os deboches dos marginais, nos famosos “radinhos” que utilizam, em cima dos integrantes da FNS, quando dizem para eles “botarem a cara”, ou seja, entrarem na favela…

Quem “bota a cara”, ou seja, prende, mata e morre, são os policiais civis e militares cariocas…

Eu até teria pena dos integrantes da FNS, se não soubesse que, além de voluntários, cada um deles, além dos salários que recebem em suas unidades federativas respectivas, recebem também uma diária de R$130,00 (cento e trinta reais), além de, caso morram durante a missão, suas famílias irão receber uma pensão de R$100.000,00 (cem mil reais).

Só que, conforme vários integrantes da FNS comentaram comigo, nas muitas operações policiais de que participei este ano, pela CORE (explique-se: comentaram comigo no final da operação, ou seja, fora da favela, no “entorno”), não foi isso que combinaram com eles…

E o que foi que combinaram com eles?

Que eles iam tão somente fazer patrulhamento nas rodovias estaduais, lembram? No início, era só isso que eles faziam, depois, começaram a ser utilizados para patrulhamento na Av. Brasil (durante o dia), e, algumas vezes, na Zona Sul…
“Operação Visibilidade”?

Nós já vimos esse filme…

E aí, a “piece de resistence”, a FNS começouu a ser empregada na tal “ocupação do entorno de favelas”, durante as operações policiais da PCERJ e da PMERJ, no Complexo do Alemão, nos últimos dois meses.

Que piada, não?

Mas, é preciso enganar o povo, como bem sabem os políticos, e isso está sendo feito, porque a população acredita piamente que a FNS está ajudando a PCERJ e a PMERJ a combaterem a criminalidade, afinal, a FNS, como não se cansa de apregoar a mídia impressa, principalmente o Jornal O Globo, é composta por “policiais de elite”.

Realmente, são policiais de elite, já que sua média salarial, com as polpudas diárias custeadas pela União, alcança a faixa de R$5.000,00 (cinco mil reais).

Não precisamos, embora toda ajuda seja bem vinda, da FNS.

Também não precisamos de novas viaturas, brilhantes e reluzentes, como as do PAN (nas cores azul, laranja e branco) que estão para chegar, embora sejam bem vindas.

O que precisamos, e precisamos em caráter emergencial, é de salários dignos e condizentes com o grau de exigência a que somos submetidos, diuturnamente, no combate ao crime, que diga-se de passagem, não encontra parâmetros de semelhança com nenhum outro estado federativo, inclusive aqueles que enviaram policiais militares e bombeiros militares (os tais “policiais de elite”) para a briosa Força Nacional de Segurança.

Salários dignos, para os agentes, peritos e delegados da PCERJ, e, também, para os praças e oficiais da PMERJ.

Salários dignos que freiem a vergonhosa evasão diária dos nossos quadros para a Polícia Federal, polícias civis de outros estados federativos, Poder Judiciário, e, até mesmo, a iniciativa privada.

Salários dignos, que permitam aos policiais, civis ou militares, obter uma “carta de alforria” do maldito “bico”, que acaba sendo o principal emprego da maioria dos policiais, escravizados pela necessidade de pagar suas contas mais elementares, contas essas que o magro salário policial não nos permite quitar, salário esse que, aliás, já é, hoje, o pior salário da Federação (para quem não sabe, o salário inicial bruto de um Inspetor de Polícia ou Oficial de Cartório Policial, cargos de nível superior, é, hoje, no RJ, de R$1.400,00 – mil e quatrocentos reais).
Salários dignos que permitam aos policiais honestos e vocacionados viver somente da Polícia, sem receio de “peitar” os maus policiais que porventura, se encontram em nosso meio, utilizando a Polícia tão somente para seus escusos interesses pessoais.

Salários dignos, Sr. Governador, é o que nós precisamos, para pagar aluguel, prestação da casa própria, prestação de um carro, ainda que popular, plano de saúde, escola dos filhos, fazer compras, água, luz, e telefone.

É pedir demais?

Salário digno, para arriscarmos nossa vida, e, quiçá, a de nossos entes queridos (sempre possíveis vítimas em potencial da sanha vingativa dos marginais que combatemos), em nome da Segurança Pública…

Salário digno, para que, caso morramos no cumprimento do dever (ou, lamentavelmente, assassinados em um assalto, só por sermos policiais), nossas famílias não fiquem desamparadas.

É pedir demais, Sr. Governador?

Salários dignos, para que possamos nos dedicar, tão somente, única e exclusivamente (como, aliás, determina o estatuto policial, convenientemente ignorado pela Administração nesse quesito), ao labutar policial, ou seja, “fazendo polícia”, investigando e prendendo os autores de delitos porventura não evitados pela PMERJ, e que, hoje, após registrados nas delegacias policiais, acumulam poeira, aguardando a prescrição, em inquéritos policiais pouco ou mal trabalhados, em razão da falta de pessoal.

A quem interessa, Sr. Governador, uma Polícia Civil sucateada, desmotivada, vilipendiada e enfraquecida, cujos policiais, na sua imensa maioria, querem ir embora para outra instituição policial com salários dignos, como a Polícia Federal ou a Polícia Rodoviária Federal, ou, então, aplicam a triste máxima “o governo finge que paga, nós fingimos que trabalhamos”, dedicando ao maldito “bico” tempo, talento e esforço que deveria ser dedicado, unicamente, à atividade policial?

A quem interessa, Sr. Governador?

Certamente, à Sociedade é que não…

Quem vai investigar os crimes cometidos contra a população, Sr. Governador, a Força Nacional de Segurança?

Ou a também igualmente sucateada, desmotivada, vilipendiada e enfraquecida Polícia Militar, que, aliás, embora alguns Oficiais da PM convenientemente se esqueçam disso, não tem essa atribuição…

Ou o Ministério Público, cujos salários são elevadíssimos, mas que dependem, faticamente, para a segunda fase da persecução penal (ação penal), de uma primeira fase (investigação policial) bem feita?

Como investigar crimes, se estamos escravizados pelo “bico”, pelos “empréstimos consignados em folha”, sucateados, dirigindo viaturas que, à luz do CTB, já deveriam, em sua imensa maioria, ter sido recolhidas há muito tempo, aliás, Sr. Governador, como imputar um homicídio culposo de trânsito a um cidadão cujo carro está com os pneus carecas, se muitas das viaturas policiais, civis ou militares, rodam com pneus carecas, com freios gastos e rádios inoperantes, cujas faixas são, inclusive, monitoradas pela marginalidade?

Chega de conversa fiada, Sr. Governador, nós, policiais, precisamos de novas viaturas, precisamos de armamento farto e de ótima qualidade, munição farta, para, inclusive, treinarmos tiro (porque, com vinte e cinco cartuchos de munição por ano, entregues pelo DFAE a cada policial, é impossível sustentar um confronto, muito menos treinar para ele), precisamos de coletes balísticos em quantidade suficiente, e, evidentemente, dentro do prazo de validade, precisamos de delegacias e batalhões em condições decentes de funcionamento, precisamos de muita coisa…

Mas, o que nós mais precisamos (e a Sociedade também, diga-se de passagem), é de SALÁRIOS DIGNOS, condizentes com o grau de exigência a que somos submetidos todos os dias, na árdua labuta pela Segurança Pública.

E o que o Governo do Estado nos ofereceu até agora, Sr. Governador?

A Força Nacional de Segurança, operações policiais dignas do front iraquiano ou afegão, treinamento com o FBI, idéias “colombianas”, novas viaturas para o PAN, afirmações de que “o Governo do Estado está sensível à questão salarial dos policiais”, promessas de um futuro melhor….

E um pedido de mais paciência e bom senso…

E o discurso pré-eleição de que “governante que alega que não tem dinheiro para contratar policiais e pagar a eles salários dignos está mentindo”, o que aconteceu, mudou?

Ah, mas o senhor não sabia, Sr. Governador, da real situação financeira do Estado do RJ?

Mas como não sabia, se o senhor, antes de ser eleito Governador do Estado do RJ, exercia o mandato de Senador (representante de um estado federativo, em nosso sistema bi-cameralista), justamente do Estado do RJ, e, além disso, sua antecessora no cargo que ora ocupa, era filiada, justamente, ao mesmo partido que o senhor?

Infelizmente, Sr. Governador, a única conclusão a que nós policiais podemos chegar é a seguinte: ou o senhor foi enganado, ou está mal assessorado na área financeira, ou, então, passadas as eleições, passaram também as promessas de campanha…

O Sr. Secretário de Segurança, Dr. Mariano, hoje mesmo, na Acadepol, disse que “o governo do estado está sensível à questão salarial dos policiais”…

Em que pese a inequívoca boa fé do Dr. Beltrame e do Dr. Gilberto, lamentavelmente, a sensibilidade estatal não nos basta, Sr. Governador, precisamos de resgate, em caráter emergencial, da dignidade dos nossos salários… Sem isso, qualquer coisa que se diga, nesse diapasão, soa como mera falácia política…

Por isso, Sr. Governador, infelizmente, chega de conversa fiada com o Governo, agora, como o senhor mesmo me disse na reunião de 19/03/2007, chegou a hora de ouvir o proletariado…

Dia 09/07/2007, 2ª feira, 11h00m, Assembléia Geral Extraordinária, na porta da chefia da PCERJ, Rua da Relação, 42 – Centro/RJ, a fim de debatermos os seguintes assuntos:

1- Paralisação de Advertência de 24 horas, iniciando dia 09/07/07, às 12h00m, e findando no dia 10/07/2007, às 12h00m, compreendendo o seguinte:

– Paralisação dos serviços do IML.
– Paralisação dos serviços do ICCE.
– Paralisação do serviço dos plantões das delegacias policiais, com exceção de prisões em flagrante.
– Paralisação das visitas nas carceragens das delegacias policiais.
– Paralisação das investigações policiais (inclusive interceptações telefônicas).
– Paralisação do encaminhamento de expediente e inquéritos policiais à justiça.
– Não apresentação de policiais convocados como testemunhas para depor na Justiça Criminal.

2 – Operação “Cumpra-se o CPP” (“Operação Paciência e Bom-Senso”) durante o PAN:

– Todas as ocorrências policiais, e quaisquer atos de polícia judiciária deverão ser presididos pela competente autoridade policial, cumprindo-se à risca o que preceitua o Código de Processo Penal.
– Viaturas policiais que afrontem o CTB não serão utilizadas.
– Diligências policiais não serão feitas, sem coletes balísticos e armamento suficiente.
– Toda e qualquer ocorrência policial, mesmo um simples furto, implicará na ida do agente policial ao local declinado pela vítima como palco do crime, acompanhado de autoridade policial, a fim de cumprir à risca o que preceitua o Artigo 6º, do Código de Processo Penal.

Caros colegas policiais, a decisão sobre implementar o que acima foi sugerido não é minha, muito menos a palavra final, nem o rol de sugestões acima feitas é taxativo, merece e precisa de reparos, que poderão ser feitos na Assembléia do dia 09/07/2007.

A decisão sobre isso é, tão somente, da categoria policial civil: agentes, peritos e delegados de polícia. Afinal de contas, somos todos, agentes, peritos e delegados de polícia, reféns dessa Polícia sucateada e aviltada na qual tentamos, ainda que incipientemente, trabalhar, e que, apesar de tudo, amamos…

Sintam-se todos convidados para a Assembléia, mas não se sintam obrigados…

Só que, depois, não reclamem de salário, ou da falta de representatividade, como eu disse no início do tópico, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Depois não reclamem, nem digam que eu não avisei…

Fico por aqui, abraços a todos, com a sincera esperança de que, na segunda-feira, 09/07/2007, o lamentável quadro no qual estamos inseridos comece, finalmente, a ser revertido, em nome da nossa dignidade, e em prol da Sociedade, que, um dia, todos nós policiais, juramos proteger…

Rio de Janeiro, 05 de Julho de 2007.

FRANCISCO CHAO DE LA TORRE
INSPETOR DE POLÍCIA

3 comentários »

  • cloves dias pceba comentou:

    se o discurso acima não for mais um discurso politico daqueles oportunistas que se aproveitam da miseria de uma classe para se promover nas proximas eleições; o colega esta de parabens , falo isto com muita esperiencia pos aqui no estado da bahia e assim , usam o sindicato como trampolim , ao longo dos 20 anos na instituição nunca foi diferente. cançado , cheguei a uma condição em que não acredito mais no que faço “policia”é o fim , não quero para os meus filhos e nem indico para meu pior inimigo.

  • Eduardo/RJ comentou:

    Cloves: bom, posso dizer que nesse daí eu confio, e posso também lhe asseverar que não há pretensões eleitoreiras no discurso do colega, por mais que eu seja testemunha dos diversos convites e “intimações” que ele vem tendo nos últimos anos para se candidatar a cargos políticos.
    Aliás, a própria classe policial tenta ao menos colocá-lo na presidência do Sindicato, mas nem isso ele quer. O Chao rejeita o rótulo de líder a todo o momento desde o início de nossas movimentações, mas por sua boa oratória e tiradas ferozes, acaba se tornando um referencial na negociação entre os policiais e políticos.

  • ROGERIO ANTONIO RODRIGUES comentou:

    O GOVERNADOR TEM QUE TER VERGONHA NA CARA EM DIZER QUE ALGUNS POLICIAIS ESTAO SE MANIFESTANDO EM INTERESE POLITICO NAO É SO A CAPITAL DO ESTADO QUE ESTA EM GREVE BOM ACHO QUE É OBRIGACAO DO SENHOR SABER O SENHOR GOVERNADOR TEM SEGURANCA PARTICULAR NAO SE ESQUECA PAGA COM O DINHEIRO DA POPULACAO DO ESTADO SÓ EU VOTEI PARA O SENHOR PARA GOVERNADOR MAS ESPERO QUE O SENHOR NAO SEJA CANDIDATO A PRESIDENTE NAS FUTURAS ELEICOES NAO VEJO NADA DE BOM NO MANDATO DO SENHOR A POPULACAO PRECISA DE RESPEITO NAO VER O SENHOR APARECER EM QUALQUER EVENTO SERCADO DE SEGURANCA E FAZENDO GRACA PARA DAR ENTREVISTA PARA A MIDIA ONDE O SENHOR TEM QUE FALAR POR QUE DEVE SATISFACAO A POPULACAO DO ESTADO INTERO DE SAO PAULO E NAO SO NA CAPITAL QUE DEUS TE ILUMINE

Deixe seu comentário!

Escreva seu comentário abaixo, ou faça um trackback do seu site.

Aviso: Você pode comentar esse artigo e expor suas idéias. Mensagens com palavrão, ofensas, injúria ou difamatórias serã o sumariamente excluídas. Exerça seu direito de expressão respeitando o direito de terceiros.

Gravatar habilitado. Para ter uma imagem pessoal exibida, registre seu Gravatar.