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Policia Civil RJ NÃO QUER AUMENTO

Publicado em 03/06/2007 - Categoria: Revolução PCERJ

Passeata no Centro dia 28 maio 2007

Lhe parece estranha essa afirmação, diante de todo esforço que um pequeno grupo de policiais tem feito para tentar melhorar a qualidade da Polícia Civil?

Mas é isso mesmo, por incrível que pareça, em tese, nós não estamos exigindo aumento de salário. Estamos exigindo sim a correção de uma injustiça praticada pelos (des)governos passados bem como medidas que visam melhorar o serviço policial e o atendimento à tão sofrida população do Rio. Se nos derem aumento melhor ainda, mas primeiro devolvam o que nos foi tirado!

Em reunião com o atual governador (?) do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral, os policiais civis puderam explicar com detalhes toda a luta do grupo pela reparação dos danos causados por medidas tiranas e inescrupulosas dos governadores anteriores e ainda todos os problemas estruturais da Polícia Civil, inclusive apontando objetivamente como resolvê-los de maneira simples e eficaz.

Foi dito ao governador Sérgio Cabral durante mais de 1 hora de explanação que não existe polícia “boa e barata”. Que as Delegacias Legais não atendem ao princípio da eficiência, posto que por trás das obras de maquiagem criou-se um verdadeiro “exército do papel”, sem que as investigações possam ser levadas além do registro da ocorrência. Foi explicada a dificuldade do policial em exercer seu ofício com a inexistência e/ou precariedade dos equipamentos que lhes são disponibilizados. As condições ultrajantes da polícia técnica, o show de horrores que é o atual IML, a falta de material da Perícia Criminal onde os servidores têm que comprar material com recursos próprios para impressão de laudos periciais, bem como outros produtos necessários ao trabalho científico por eles realizado.

Foi mostrado ainda a baixa auto-estima dos servidores, vilipendiados pela imprensa, e sempre colocados sob suspeita pelos diversos órgãos, seja do executivo ou do judiciário, que controlam a atividade policial. Que o policial quando sai de casa para o trabalho não pode garantir à sua família se retornará ao lar, e que se voltar com vida porém abatido por um evento não fatal (como um tiro que o deixe paraplégico), passará a viver não beirando a pobreza como vem vivendo, mas em verdadeira miséria, pois todas as gratificações que lhe garantem ser pobre ao invés de miserável serão perdidas. Foi dito, com toda a clareza, que o policial sai em missão, e “disputa cadeia ou cemitério!”. Porque um erro de trabalho do policial pode resultar em situações trágicas, e este corre o risco constante de responder por um homicídio ou abuso de autoridade; ou poderá ser morto durante a missão, como vemos quase que diariamente nos jornais.

Enfim, tudo foi explicado. Não restaram dúvidas. Sérgio Cabral disse que entendeu tudo perfeitamente, e acha muito justo o pleito da categoria. Disse que iria atender na íntegra as propostas, bastava apenas organizar o caixa do Estado. E mostrou-se surpreso ao perceber que as propostas não visavam simplesmente aumento de salário, dinheiro no bolso, mas sim que eram verdadeiras propostas de melhoria para a instituição policial. Queremos mudar a Polícia Civil para melhor, não estamos preocupados apenas conosco, queremos uma Polícia de excelência para atender aos anseios do povo.

Bom (ou ruim), foram marcadas outras reuniões com acessores do governo, cada vez em hierarquia mais baixa. Até que o acessor do acessor do Secretário disse que precisava entender o pleito pois não sabia ainda o que queríamos. Aí não dá, a proposta de Reescalonamento dos quadros da PCERJ já se transformou em um processo na SARE (órgão de finanças pessoais do governo), desde o ano de 2005, já foi aprovado pelo órgão, já foi aprovado pela ALERJ, e dizer que precisa se inteirar das propostas é chamar-nos de idiotas.

Aqui está o arquivo de apresentação em slide que foi exibido ao governador durante a reunião, e você (principalmente você jornalista que não sabe do que se trata) poderá entender com clareza os passos dados para afundar a Polícia Civil, e como é simples reverter este quadro.

E se as finanças do Estado estão de mal a pior, com rombos ou coisas do gênero, apesar de ser o 2º maior arrecadador de impostos do Brasil e contar ainda com os royaltys do Petróleo, então que informe publicamente o que os governos anteriores fizeram de tão ruim. Quanto dinheiro foi desviado dos cofres públicos. Quanto foi desperdiçado em medidas demagogas e inúteis. Quanto as malditas ONGs levaram dos cofres públicos. Aonde foi parar o dinheiro dos impostos pago com dificuldade e suor da população fluminense!

O pior cego é aquele que se nega a enxergar, e a população vai ter seus olhos abertos, quer queiram quer não.

01 comentário »

  • afonso claudio de meireles comentou:

    Estamos juntos nessa luta companheiros da PCERJ, do jeito que está não pode continuar, temos que nos unir e expor à população fluminense todas as mazelas das instituições Estaduais, não aguento mais assistir todas essas medidas político-eleitorais de governantes que so pensam em se perpetuar no poder, ou fazer com que sua oligarquia predomine sobre o erário público. Chega de corrupção, precisamos dar um basta em toda essa imundície na administração pública. O povo só reclama da polícia mas não faz a parte que o compete fazer, fiscalizar e demitir os maus políticos através do pleito democrático, se é que posso chamar de democrático. Com tanto investimento ilícito nas campanhas eleitorais, tanto dinheiro doado por empresas e instituições.
    Nós policiais podemos fazer a nossa parte, operação padrão. Começar a prender o jogo do bicho, caça níqueis, ônibus irregulares, enfim, acabar com tudo que existe de errado na sociedade. Mostrar para a população o que é o estrito cumprimento do dever, fazer valer o cumprimento e a manutenção da Lei. Ne não for assim, não adiantará nada ficar batendo boca com o político profissional do Rio de Janeiro, Sr Sergio Cabral, patrão do Silveirinha e Cia.
    Chefe supremo da ALERJ (alibabá e os 40 deputadão)

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