Ser Policial é engraçado

Sabem, ser policial é bastante estranho. Somos maltratados, pisoteados, empurrados com a barriga pelo Governo, humilhados perante a sociedade devido à nossa condição financeira, caçados pelas ONGs de direitos humanos(??), criticados veementemente por toda a sociedade, sua mulher lhe critica por se dedicar “a essa merda de polícia”, seus familiares o questionam para pedir demissão… e dá um desânimo gigantesco.
Mas em pensar fazer um concurso desses da vida, tipo auxiliar no Ministério Público ou da Justiça, para ganhar mais de R$ 4.000,00 com nível de 2º grau, condições de trabalho, respeito, etc… não, não é isso que queremos. Não queremos ficar enfurnados em escritórios 4 horas por dia e ser tratados como boys…
Largar a Polícia é difícil para quem se encontra com a vocação. Parece porém que não vem restando muita escolha: têm-se que optar entre ser Policial ou dar condições financeiras decentes para sua família… um grande dilema hein.

É, colega…eu mesmo não resistí.
Depois de dez anos na PMDF, acabei saindo.
Só que já te dou um alerta: se for sair, não ache que vai deixar de pensar como polícia.
Esse negócio é um vírus, e pelo jeito não tem cura.
Dá só uma olhada no meu Blog que você vai entender o que eu estou falando:
http://www.policiabrasil.blogspot.com
Parabéns pelo Blog, guerreiro. Excelentes posts. Já está nos links do BSP.
E bemvindo à Blogosfera policial.
Abraço,
Cathalá/ DF
Obrigado amigo. Quero dizer que visito já há algum tempo diariamente o seu Blog, e me deu até um frio no estômago ler que você saiu da PM. Espero porém que não abandone a luta ideológica para melhorar as condições das polícias. Eu não quero uma polícia boa e bem paga só porque sou policial não, eu PRECISO de uma polícia decente porque sou um cidadão que anda na rua e precisa de segurança, assim como meus familiares, amigos, colegas, etc. Esse ideal deve nos guiar, e assim pretendo seguir mesmo quando (e se) eu sair da PCERJ. Abraços.
Agradeço a honra pelas visitas, colega.
Mas agora que saí é que posso realmente falar o que precisa ser dito, já que estou fora do jugo do regulamento disciplinar.
E, como você bem disse, como cidadão, tenho todo o interesse do mundo em ter uma polícia de qualidade prestando serviço à sociedade, da qual todos fazemos parte e todos colhemos os frutos de um bom trabalho ou as nefastas consequências da incompetência e corupção.
Mais uma vez meus parabéns pelo Blog. E que este tenha vida longa, ao contrários dos outros que jazem no limbo.
Lhe tomo como exemplo amigo, espero ter essa determinação e preocupação com a Polícia depois que eu sair dela (se sair, porque se melhorar eu prefiro ficar e ganhar um pouco menos). Em frente e juntos. Abraços.
dupcerj,
Fiz exatamente o caminho que vc colocou em questão, sai da policia para ser bancário(banco público tb concurso) e hj sou auxiliar do MPF. Como o Ten Cathala, mencionou é dificil para de pensar na polícia.
Se por um lado as conquistas individuais são significativas, salário melhor, terminei a faculdade(acredite na época de polícia isso me parecia impossível de conciliar), horários fixos, ambiente de trabalho melhor( e olha que eu trabalhava em uma delegacia de atendimento ao turista, ou seja nem passei perto de conhecer o lado mais “sujo” da instituição), etc.
De outro lado é terrivel a sensação de se trabalhar em um escritório, parece que todos os seus ideais sucumbiram a uma espécie de fraqueza, que me desculpe, não vou saber definir. Sei lá, na polícia me sentia alguem, util a sociedade, contra tudo e contra e todos, hj me sinto mais um, apenas interesasdo no meu bem estar, cumpro minha função e pronto, sem maiores dilemas ou ques~toes a serem dirimidas.
Para mim esta é a pior parte, tambem tive sérias dificuldades de me adaptar a ter uma rotina “normal”, até hj quase 4 anos depois saio para comer de madrugada, só para não perder contato.
Mas a segurança pessoal é indiscutível, é possível até fazer projetos de maneira concreta, sonhos que eram devanieos na época de polícia, em que apenas eu vivia um dia após o outro, agora ganham certa plausibilidade, tanto que apesar de ter a oportunidade de voltar a PC como delegado, acabei não assumindo.
Adorava ser policial, muito mais que estar no MPF, mas não fui forte o bastante para suportar as adversidades, tomara que diferente de mim, vc possa contribuir para (como já esta fazendo através do blog), para que um dia a PC mude, e não as pessoas mudem da PC.
O mais engraçado de tudo, é que hj quando vejo os processos, tenho muito mais noçao da importancia da PC e do IP do que antes. Um IP bem feito faz toda a diferença do mundo para a pretensão punitiva estatal.
È totalmente incongruente, e até mesmo suicida o Estado pagar quase 20 mil a um promotor(procurador no caso do MPF), que tera de atuar em um processo quase natimorto por deficiência na instrução do IP, devido a precariedade de condições salário etc.
Mas enfim, segurança pública parece que nunca foi prioridade mesmo…para que investigar, processar, julgar?? basta comprar viaturas, dirigiveis e assim por diante!
Abraço,
Benito
Explêndido amigo, esse é um tópico que estou planejando abordar aqui, mas tem me faltado tempo para fazer de forma organizada e clara, e não parecer um texto de lamúrios e auto-piedade. Isso foi explanado inclusive na última reunião com o Governador, que entendeu perfeitamente (segundo comentários posteriores com deputados que têm contato direto com os policiais) que a PC é responsável pela inauguração da persecução penal, e que se fazemos um trabalho medíocre, mesmo que por sorte venha um Promotor dedicado e comprometido com seu trabalho, os esforços desta também não superarão a mediocridade.
Quanto à sua atual situação, fica evidente que as pessoas só começam a se importar com segurança pública após terem contato direto, e espero ter essa mentalidade que vocês tiveram de continuar se importando quando e se eu deixar de ser policial.
Abraços.
A velha frase, “seria trágico se não fosse comico”, é a nossa realidade. O amigo expressou muito bem o que é ser policial no Brasil.
ola amigos .sou cristina tenho 37 anos e um sonho q nao foi realizado queria muito ter sido policia feminina mas nao consegui . Nao corri atras dos meus sonhos e o tempo passoa e agora e tarde .Mas como admiradora de todos policiais digo a todos vcs mercem todo respeito e carinho pois sao homens fortes e bravos q nos protgem .Meu filho tem 3 anos eu gostaria muito q ele seguisse a carreira militar e minha filha de 7 tambem vou lutar para ela seguir carrera militar . Quero ver meus sonhois realizados atrves dos meus filhos . Felicidades para todos pm do mundo .
Boa noite. Enviamos aos colegas da classe policial coluna que vos prestigia. Por gentileza, na medida do possível, lê-la e comentá-la para o amadurecimento de seu autor. Pedimos ainda a gentileza de reenviar aos interessados (autoridades e soldados policiais civis e militares e guardas). Obrigada.
http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=1188
Gostei muito do que eu li nos comentarios dos colegas,estou com 26 anos de serviço na PM/BA e me pergunto como escolhemos uma profissão que vai ao contrario de todas as outras que conheço,é preciso uma força pessoal muito grande pra não deixar nossa auto-estima cair e quem sabe até ser destruido por uma depressão,leio livros de historia romana e vejo quanto valor seus soldados tinham até mesmo de serem chamados por Caio Julio Cesar “meus companheiros de armas a minha vida e a de Roma estão nas suas mãos”quanto ainda será preciso para sermos respeitados como profissionais de respeito,que dão as suas vidas pela sociedade e e em troca o que recebemos?Temos que mudar a cara da nossa “in corpore”Não quremos ser maltratados,humilhados,pisoteados,sem direitos,sem dinheiro suficiente,quanto trabalhamos para cobrir o que nos falta e ainda somos chamados de preguiçosos,arriscando-nos em bicos maquiavelicos e miseraveis que nos sugam mais ainda,infelizmente tenho que terminar meu labor que falta pouco,Somos herois.
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Pense Nisso…
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
- No caminho com Maiakovski -
C O R R U P Ç Ã O
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