Se preparar para um concurso público hoje em dia é tarefa das mais árduas. Tão difícil quanto a disciplina necessária para estudar todo o conteúdo de um edital de concurso, é reunir material suficiente para cobrir todos os pontos. Cada um se vira como pode, com livros de doutrina, cadernos de cursinhos, aulas gravadas. Quando comecei a estudar estava bastante complicado. Os livros são caros, e ficam desatualizados com uma rapidez impressionante. Hoje já conto com uma boa quantidade de material, mais até do que tenho tempo de ler, e sei como é difícil para quem trabalha, frequentar cursinhos. Um curso ...
A organização da Polícia nos Estados Unidos é uma coisa meio embaralhada para entendermos, justamente porque o modelo que adotamos no Brasil é ímpar, e nos países dos quais a copiamos, como Portugal, já foram feitas modificações para adequar aos tempos modernos. Assim, vemos nos filmes e “chutamos” como funciona, mas todas as vezes em que procurei reunir informações sobre o tema, acabei me perdendo e não entendendo muitos pontos, seja pela falta de interesse no tema por estudiosos brasileiros, seja pelo meu inglês capenga. Porém, com a ajuda de um colega que volta e meia está por lá, acho que ...
Todo trabalho de investigação bem feito chega num ponto em que é preciso um pouco de ação de campo para cumprir certos objetivos. E quando estes objetivos são em áreas de risco, é necessário uma equipe com treinamento diferenciado, voltado para a parte operacional. Todas as Polícias (Civil) brasileiras têm sua equipe tática, normalmente chamadas de Grupo de Elite. O Grupo de Elite da Polícia fluminense todos aqui já conhecem, volta e meia a C.O.R.E é assunto em pauta no Caso de Polícia. Então hoje vamos divulgar o grupo de elite da Polícia de Goiás, o Grupo Tático 3, ou abreviado, ...
Todo mundo que gosta da Polícia (em geral as pessoas de bem), e todo mundo que gostaria de ser ou tem certeza que vai ser policial tem uma certa curiosidade sobre os bastidores das ações policiais. Eu também tinha, e a imaginação, baseada em cenas de cinema dita o ritmo. Pensando nisso, aproveitei a Mega Operação Policial que realizar-se-ia nas favelas do Complexo do Alemão e peguei uma câmera emprestada para gravar alguns detalhes. É certo que as imagens foram feitas somente em breves momentos em que este subscritor sentia-se em um local seguro, quando a área estava dominada e podia-se largar ...

Dia desses, era tomado o depoimento de uma mulher em um inquérito policial. Um caso clássico de “saidinha de banco”, no qual os criminosos seguem a vítima que retira dinheiro em instituição financeira, para assaltá-la. Muito, muito comum aqui na Cidade Maravilhosa, frequentemente com vítimas fatais.
Dessa vez, porém, os bandidos se deram mal. Um policial de folga presenciou o roubo, e, percebendo que o criminoso iria atirar contra a vítima, que resistia a entregar o dinheiro, interveio, quase sendo baleado, mas conseguiu reagir e ferir um dos assaltantes. O outro assaltante largou para trás seu parceiro de crime, e conseguiu fugir.
Para a sorte do assaltante ferido, como o crime estava sendo cometido em uma rua muito movimentada, passava uma ambulância, que o levou para o hospital… onde, para a sorte dos cidadãos de bem, acabou morrendo.
A testemunha que prestava declarações era esposa do criminoso morto. Este fato aconteceu há alguns meses atrás, mas como ela havia se mudado para outro município, só agora era ouvida. Revelou que, à época da ocorrência, ficara indignada, pois no hospital, o policial militar de plantão lhe dissera que, com certeza, pela localização dos tiros, o bandido havia sido executado. Lá ela conseguiu o nome do policial civil que tinha ido até o hospital.
Em casa, procurou na internet o nome deste policial, e viu notícias de uns 6 anos atrás, sobre a morte suspeita de alguns traficantes em uma determinada favela. Diversos policiais estavam sendo acusados de executar barbaramente dois homens que já estavam detidos.
A esposa do assaltante neste momento já pensava em procurar o Ministério Público e associações de direitos humanos. Ora, o policial que atirou em seu marido era um “matador perigosíssimo e bárbaro”, segundo os jornais, e no hospital, outro policial lhe garantiu que ele foi executado. Se viu tentada a levar o caso para a imprensa, denunciar a suposta execução sumária. Mas ficou com medo, e desistiu. Seu filho, ainda criança, jurou que iria se tornar Delegado de Polícia e um dia prenderia esse policial, queria olhar no olho dele, chamá-lo de assassino, se vingar fazendo o certo. A sogra, que também compareceu na delegacia, revelou que rezara para que todo mal abatesse o policial e sua família, fez despacho e tudo.
Contada a historinha, vamos aos fatos: O policial, cujo nome ela conseguiu no hospital, não tem nada a ver com a reação ao roubo que fora praticado. Este policial apenas foi mandado para o hospital para tomar conta do bandido ferido, já que, se ele ficasse vivo, deveria ser preso em flagrante por roubo. Azar desse policial, que anos atrás havia sido acusado injustamente da morte daqueles traficantes, e, só por isso, já fora visto imediatamente como “matador” pela nossa testemunha. Uma coisa levava a outra.
Porém, o que as buscas feita pela testemunha na internet não revelaram, foi que esse policial, apesar de ter sofrido muito na época, quase perdendo o emprego, foi inocentado pela Justiça, provando que agiu corretamente e dentro da lei. O clamor popular gerado pela imprensa, e sua exploração sensacionalista não foi mais forte que as provas da verdade. Mas se você fizer buscas procurando o desfecho do caso, nada vai encontrar. Dezenas de reportagens acusando o policial, com fotos e entrevistas do secretário de segurança da época humilhando o servidor; a corregedoria declarando que o servidor seria demitido. E nenhuma reportagem comentando que depois o policial foi inocentado, restaurando sua moral, revelando que ele era inocente de todas aquelas acusações.
Veja só, após tanto tempo, por um conjunto de fatores sem conexão, este policial poderia se ver novamente nas capas dos jornais, sua vida vasculhada, sua moral achincalhada. Tudo porque, na exploração midiática, não há regras. Acusa-se, condena-se e fim de papo; igual fazem os traficantes nas favelas. Não importa se o cara era inocente na verdade, quem tinha que se promover já o fez, quem tinha que ganhar dinheiro já ganhou, e ponto final.
Hoje, nossa testemunha já recolocou os pés no chão. Quando dissemos que o policial amaldiçoado por eles por um bom tempo, não foi o que atirou contra o ladrão, ela ficou chocada. Hoje reconhece que seu marido era criminoso, e que buscou a própria morte no afã de manter seu vício em drogas e ganhar dinheiro fácil, na vida do crime. Percebeu que era o marido bandido quem a mantinha numa vida miserável, e agora, sem ele, finalmente ela tem uma vida digna conquistada com seu trabalho. E seu filho quer ser policial. Agora, só resta torcer para que as maldições e pragas feitas contra o policial que entrou de bucha na estória, não tenham dado certo…
Em alta definição imagens oficiais de uma equipe tática subordinada ao Ministério da Defesa da Holanda. Não é um vídeo policial, mas mostra o momento em que militares retomam um navio que havia sido “sequestrado” por piratas da Somália.
Meus amigos, hoje, 22 de abril de 2010, o blog Caso de Polícia completa 3 anos de existência. O tempo voou mesmo, e desde 2007 perseveramos aqui.
Agradeço aos sagazes leitores e debatedores que visitam esse …
Será uma batalha sem fim? Ou o fim é protelado porque os interesses passam longe, e bem mais alto, do que aqueles visados pelos notórios contraventores? Ricos e famosos, adorados nos carnavais. Ricos e famosos delinquentes.
E então pessoal, como vão as coisas?
Muitos amigos vêm escrevendo para meu e-mail, cobrando e dando bronca pela monotonia que tomou conta do blog de uns tempos para cá. Têm toda a razão.
Na verdade eu …